3 de julho de 2026

Indústria cresce 0,2% em maio, mas desacelera com queda do petróleo e da mineração

Foto de Pixabay

Produção industrial brasileira cresceu 0,2% em maio de 2026, mas desacelerou frente a abril, com recuo em petróleo e extrativa.
Indústria farmacêutica e automotiva impulsionaram alta mensal, enquanto bens de consumo duráveis cresceram 3,6% em maio.
No ano, produção acumula alta de 1,4%, liderada por extrativa, derivados de petróleo, farmacêutica e setor automotivo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A produção industrial brasileira avançou 0,2% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas apresentou perda de ritmo frente a abril. Na comparação mensal, setores ligados ao petróleo, biocombustíveis e à indústria extrativa interromperam uma sequência de crescimento e puxaram o desempenho negativo da indústria, enquanto o setor farmacêutico e a fabricação de veículos sustentaram parte da recuperação.

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Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgados pelo IBGE, os maiores recuos na comparação com abril vieram da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que caiu 6,1%, e das indústrias extrativas, com retração de 2,6%.

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, ambos os segmentos interromperam cinco meses consecutivos de expansão. No caso dos derivados do petróleo, a redução foi influenciada principalmente pela menor produção de álcool etílico e gasolina. Já na indústria extrativa, a queda foi puxada pela diminuição da produção de minério de ferro, petróleo bruto e gás natural.

Em sentido contrário, a indústria farmacêutica registrou alta de 13,1%, encerrando quatro meses consecutivos de retração. O setor automotivo também manteve o ritmo de crescimento, avançando 4,1% pelo quinto mês seguido, impulsionado pela fabricação de automóveis, caminhões e autopeças. A produção de produtos químicos cresceu 3,1%, recuperando a queda observada em abril.

Também contribuíram positivamente para o resultado mensal os setores de metalurgia (2,3%), confecção de vestuário (4,7%), outros equipamentos de transporte (4,7%), máquinas e materiais elétricos (2,6%) e máquinas e equipamentos (1,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, apenas os bens de consumo duráveis apresentaram crescimento em relação a abril, com alta de 3,6%, revertendo a queda registrada no mês anterior. Já os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,3%, enquanto bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,2%) também registraram desempenho negativo.

Comparação anual mostra estabilidade

Na comparação com maio de 2025, a produção industrial variou positivamente apenas 0,2%, refletindo um cenário de estabilidade. O resultado foi sustentado principalmente pelos setores de derivados de petróleo e biocombustíveis (5,7%), indústrias extrativas (3,1%), veículos automotores (7,3%) e produtos farmacêuticos (13,2%).

Esses segmentos foram impulsionados pela maior produção de óleo diesel, álcool etílico, querosene de aviação, petróleo bruto, gás natural, automóveis, autopeças e medicamentos.

Por outro lado, alimentos (-3,7%) e máquinas e equipamentos (-9,5%) exerceram as maiores pressões negativas sobre o índice. Também registraram retração os setores de equipamentos de informática e eletrônicos (-8,7%), produtos de metal (-4,0%), papel e celulose (-2,7%), calçados (-7,1%), produtos têxteis (-5,6%), confecção (-4,3%) e bebidas (-2,6%).

Entre as grandes categorias econômicas, apenas bens intermediários (1,4%) e bens de consumo duráveis (1,5%) apresentaram crescimento na comparação anual, enquanto bens de consumo semi e não duráveis (-1,1%) e bens de capital (-6,7%) permaneceram em queda.

Produção acumula alta de 1,4% no ano

Nos cinco primeiros meses de 2026, a produção industrial acumula crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O avanço foi liderado pelas indústrias extrativas (7,9%) e pelo setor de derivados de petróleo e biocombustíveis (5,1%), impulsionados principalmente pela maior produção de petróleo bruto, minério de ferro, gás natural, álcool etílico e óleo diesel. Também contribuíram positivamente os setores farmacêutico (11,5%), automotivo (3,2%) e de alimentos (1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, o melhor desempenho foi registrado pelos bens intermediários (2,1%), seguidos pelos bens de consumo semi e não duráveis (1,5%) e pelos bens de consumo duráveis (0,6%). A única exceção foi a produção de bens de capital, que acumula queda de 6,2% no ano, influenciada principalmente pela menor fabricação de máquinas agrícolas, equipamentos industriais e bens de uso misto.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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