O prognóstico para o crescimento econômico mensurado pelo PIB (Produto Interno Bruto) ao final deste ano subiu de 1,9% para 2,5%, segundo o boletim Macrofiscal divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.
Segundo o documento divulgado pela secretaria, a revisão foi diretamente influenciada pelo resultado acima das expectativas para o PIB no primeiro trimestre de 2023, “melhor do que o esperado para o setor agropecuário e para alguns subsetores de Serviços e Indústria”.
“Mais de 40% do crescimento esperado para o ano se deve à dinâmica do setor agropecuário. Para os demais setores produtivos, o cenário projetado segue considerando desaceleração frente ao ano anterior, ainda em repercussão à política monetária contracionista e ao menor ritmo de crescimento global”, diz o documento.
O crescimento esperado para 2024 seguiu estável em 2,3%, com base na retomada do crescimento da indústria e dos serviços, pelo lado da oferta, e pela absorção doméstica pelo lado da demanda.
Na visão da secretaria, tais setores devem se beneficiar com a melhoria no ambiente de negócios e redução de incertezas decorrentes da aprovação das reformas fiscal e tributária. O consumo e o investimento devem ganhar novo impulso com a redução dos juros e da inadimplência e com o novo PAC, focado na transformação energética.
“A redução da desigualdade, resultante de políticas de valorização do salário mínimo e igualdade salarial entre mulheres e homens, do novo Bolsa-Família e do programa MCMV também devem ajudar a elevar a absorção doméstica, garantindo crescimento sustentável e inclusivo”, ressalta o documento.
Inflação em queda
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a estimativa passou de 5,58% para 4,85% em 2023, e de 3,63% para 3,30% em 2024.
Segundo a SPE, a expectativa de inflação foi revisada para baixo repercutindo as surpresas apuradas pela divulgação do IPCA de abril e maio; o reajuste autorizado para plano de saúde levemente inferior ao projetado; a redução nos preços da gasolina, diesel e gás de botijão nas refinarias; e revisões nas tarifas de energia elétrica residencial e ônibus urbano.
Para 2024, a redução da projeção “reflete a mudança no cenário de câmbio e de preço de commodities, além dos menores reajustes previstos para monitorados, em parte por causa da desinflação esperada para 2023, em parte por causa das condições projetadas para a demanda externa”. Nos anos seguintes, a expectativa é de inflação de 3,00% ao ano.
Confira abaixo a íntegra do boletim Macrofiscal divulgado pela Secretaria de Política Econômica
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