4 de junho de 2026

Projeções de inflação sobem para 2013 e 2014

Jornal GGN – Analistas de mercado preveem inflação maior tanto para 2013 quanto para 2014. O relatório de mercado Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central com as projeções dos economistas para os principais indicadores, aponta que a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2013 subiu para 5,72% ante 5,70% da semana anterior. Já para 2014 a estimativa para o indicador tem a segunda alta seguida e foi para 5,97%. Na semana anterior esperava-se 5,95% e há quatro semanas 5,92%.

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Para o fechamento de dezembro, os números estimados apontam uma alta de 0,02 pontos percentuais subindo a 0,74%. Em janeiro a estimativa permanece a mesma de 0,72%.  A inflação suavizada nos próximos 12 meses também subiu para 6,05%, na semana anterior este número era de 6,03%.

A projeção para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) subiu para 5,43% em 2013 pela segunda semana seguida. Na semana anterior estimava-se 5,37%. Entretanto para o próximo ano os analistas esperam uma inflação de 6%, menor do que se esperavam na semana anterior (6,01%).

A inflação medida pelo IGP-M foi mantida em 5,46% em 2013 e ajustada para 6,02% no próximo ano, é a terceira semana seguida de alta. Já para dezembro de 2013 a expectativa se manteve em 0,55% e para os próximos 12 meses este indicador suavizado apresentou alta pela sexta semana seguida ficando projetado a 6,09%.

Outro indicador de inflação projetado pela pesquisa é o IPC-FIPE que teve a expectativa reduzida em 2013 para 3,84% ante 3,87% indicado na semana anterior. Para 2014 a projeção sobe pela segunda semana consecutiva para 5,41%, ante 5,40% estimados na última semana. Os dados suavizados para os próximos 12 meses subiram de 5,40% para 5,41%.

A pesquisa também traz estimativa para a taxa de câmbio que subiu de R$ 2,33 para R$ 2,34 para o fim do ano corrente e para o fim de 2014 as estimativas foram de R$2,43 para R$ 2,45, segunda alta consecutiva.

Quanto ao comportamento da Taxa Selic para o fim de 2014 os analistas mantiveram a variação em 10,50% pela quarta semana seguida, com a média do período atingindo 10,47%.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    23 de dezembro de 2013 2:13 pm

    Essa discussão de décimos de % sobre a inflação é

    terrivelmente hipócrita pois estamos num processo razoavelmente rápido de desvalorização do Real, que é:

    1 – inelutável, como lemos ontem do tal “campeão” do tal “mercado”, e

    2 – necessário para “re-industrializar” o pais, i.e. incentivar a produção no Brasil do que é hoje importado, seja por “indústrias brasileiras”, seja por multinacionais de diversas nacionalidades.

    Fomos de R$ 1,70/US$ 1,00 (meio de 2011) para os hoje R$ 2,35, i.e.. um,a desvalorização de 25,5% em 2 anos sem efeito drástico sobre a inflação (certamente impediu uma queda mas não houve efeito drástico).

    Quanto ainda teremos que permitir como desvalorização? Vejo poucos números citados, mas pelas conversas com gente de diversos ramos industriais, parece ter um certo consenso que a partir de R$ 2,60 / US$ 1,00 muitos industriais devem decidir investir para fabricar aqui. Mas há também o risco de uma desvalorização exagerada que teria um efeito negativo sobre o consumo interno: podemos considerar R$ 3,00 / US$ 1,00 o teto aceitável para evitar este efeito negativo.

    Teríamos então uma oportunidade quando o cambio entrar nesta faixa de R$ 2,60 – 3,00 / US$ 1,00, de realizar a 2ª desindexação na nossa economia, já que os economistas-banqueiros do fhc recriaram vários esquemas de indexação, mais claramente nos contratos de serviços públicos privatizados, e na gestão da dívida pública.

    Seria o momento de levar sem recessão inútil, a nossa inflação dos 6% / ano atuais, para os 3 %/ano, ficando assim muito próximo dos números da OCDE.

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      23 de dezembro de 2013 3:44 pm

      Chutometria

      Fico realmente impressionado quando alguém, não é o caso do Lionel – que fique bem claro-, tasca um número seco como o corte da competitividade da nação e do povo brasileiro, heterogêno como é, para o processo industrial -dinâmico e tecnológico evolucionista como é – possa deslanchar.

      Lionel, dá para explicar de onde vêm esta faixa 2,60 – 3,00?

      1. Lionel Rupaud

        23 de dezembro de 2013 4:34 pm

        De respostas a minhas perguntas sobre

        o “Make or Import”: i.e.. a qual nível de cambio o industrial que eu encontro vai deixar de importar (hoje muitas “indústrias” faturam mais produtos importados que fabricados por eles) e recomeçar a investir para fabricar aqui.

        Os ramos são variados.

        Mas o pior é que alguns já não tem respostas por que a nova geração (as industrias nacionais são familiares e a velha geração que investiu em capacidade nos anos ’70 e ’80 já morreu ou pelos menos aposentou-se) mal sabe o que é investir em maquinário. Para eles “investir” é comprar um apartamento em Miami, ou vá lá comprar cotas de fundos hedge…

  2. JB Costa

    23 de dezembro de 2013 6:04 pm

    Essa precisão de

    Essa precisão de centésimos…Sei não……Mais parece advinhação(a rima é boa).

     

  3. Kleberson

    24 de dezembro de 2013 1:30 am

    Inflação

    Só eu acho muito alta uma inflação de 6%?

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