O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2/2) aos trabalhadores. O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025, e pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.
O aumento segue a política permanente de valorização do salário mínimo, retomada em 2023, que combina a reposição da inflação medida pelo INPC com ganho real atrelado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Para 2026, o cálculo considerou a inflação acumulada de 4,18% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025 e o crescimento real do PIB de 3,4% em 2024. No entanto, conforme as regras do arcabouço fiscal, o aumento real ficou limitado a 2,5% acima da inflação, resultando no reajuste final de 6,79%.
Segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm rendimentos direta ou indiretamente vinculados ao salário mínimo. Com o reajuste para R$ 1.621, o incremento de renda na economia deve alcançar R$ 81,7 bilhões ao longo de 2026, impulsionando o consumo das famílias e a atividade econômica.
O impacto total pode ser ainda maior. De acordo com projeções do governo federal, ao considerar também a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o efeito combinado das medidas pode chegar a R$ 110 bilhões injetados na economia neste ano.
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