O volume de serviços no Brasil caiu 0,4% em maio na comparação com abril, descontados os efeitos sazonais, interrompendo parte da recuperação observada no mês anterior, quando havia avançado 1,1%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da retração, o setor permanece em patamar elevado: está 19,6% acima do nível registrado antes da pandemia de covid-19 e apenas 0,5% abaixo do recorde histórico, alcançado em outubro de 2025.
Na comparação com maio de 2025, o volume de serviços cresceu 0,4%, completando 26 resultados positivos consecutivos nessa base de comparação. No acumulado de janeiro a maio, a expansão foi de 1,9%, enquanto o avanço em 12 meses desacelerou para 2,6%, ante 2,9% registrados em abril, indicando perda gradual de ritmo da atividade.
O resultado mensal foi influenciado principalmente pela queda de 1,0% nos serviços de transportes e pelo recuo de 1,9% em outros serviços, segmentos que devolveram os ganhos registrados em abril.
Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,9%, enquanto os serviços prestados às famílias avançaram 0,2%. O setor de informação e comunicação permaneceu estável.
Regionalmente, 18 das 27 unidades da Federação registraram retração em maio. As maiores contribuições negativas vieram do Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Mato Grosso.
Na comparação anual, porém, São Paulo respondeu pelo principal impacto positivo sobre o resultado nacional, acompanhado por Distrito Federal, Bahia e Alagoas.
O levantamento também mostrou queda de 0,4% nas atividades turísticas em relação a abril, após o forte crescimento de 4,1% no mês anterior. Em relação a maio de 2025, o turismo recuou 1,6%, pressionado principalmente pela menor receita das empresas de transporte aéreo de passageiros.
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