O Banco Central brasileiro tem adotado uma estratégia excessivamente restritiva para conter a inflação, o que não apenas compromete a economia como também os planos do governo em limitar a dívida pública, segundo o ministro da Fazenda Fernando Haddad.
“Temos uma taxa muito restritiva”, disse Haddad em evento promovido pela Bloomberg, destacando que o debate não está na necessidade de uma política restritiva, mas sim “a dose do medicamento” a ser aplicada.
Atualmente, a taxa básica de juros brasileira está em 15%, seu patamar mais elevado em quase 20 anos, enquanto a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) gira em torno de 5% ao ano – dois pontos acima do centro da meta fechada pelo Banco Central.
De acordo com a Bloomberg, o Banco Central deve manter a taxa básica estável na próxima reunião do Copom, mas Haddad afirma que o momento é adequado para que se comece um ciclo de corte dos juros.
“Na minha opinião, já é hora de começar a pensar em mudar o rumo”, disse ele, enfatizando que não está sozinho na defesa pelo corte dos juros e que busca apenas uma discussão “saudável e respeitosa” com o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Mário Mendonça
5 de novembro de 2025 8:22 amTratam a Selic como se fosse o maior problema desse país, e esquecem que no governo Paulo Guedes, essa pantomima chegou a 2%, e o que melhorou?