11 de junho de 2026

Taxa Selic: Haddad defende “dose” menor de aperto monetário

Com Selic no maior patamar em 20 anos, Fernando Haddad defende que é hora de "pensar em mudar o rumo" do ciclo de cortes.
Foto: Diogo Zacarias/MF

O Banco Central brasileiro tem adotado uma estratégia excessivamente restritiva para conter a inflação, o que não apenas compromete a economia como também os planos do governo em limitar a dívida pública, segundo o ministro da Fazenda Fernando Haddad.

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“Temos uma taxa muito restritiva”, disse Haddad em evento promovido pela Bloomberg, destacando que o debate não está na necessidade de uma política restritiva, mas sim “a dose do medicamento” a ser aplicada.

Atualmente, a taxa básica de juros brasileira está em 15%, seu patamar mais elevado em quase 20 anos, enquanto a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) gira em torno de 5% ao ano – dois pontos acima do centro da meta fechada pelo Banco Central.

De acordo com a Bloomberg, o Banco Central deve manter a taxa básica estável na próxima reunião do Copom, mas Haddad afirma que o momento é adequado para que se comece um ciclo de corte dos juros.

“Na minha opinião, já é hora de começar a pensar em mudar o rumo”, disse ele, enfatizando que não está sozinho na defesa pelo corte dos juros e que busca apenas uma discussão “saudável e respeitosa” com o presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Mário Mendonça

    5 de novembro de 2025 8:22 am

    Tratam a Selic como se fosse o maior problema desse país, e esquecem que no governo Paulo Guedes, essa pantomima chegou a 2%, e o que melhorou?

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