4 de junho de 2026

Rota que liga Brasil ao Pacífico está prestes a ser finalizada, diz Tebet

Rota Bioceânica de Capricórnio vai ligar regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste ao Pacífico, reduzindo custos e de olho no comércio com Ásia
Encontro de Alto Nível Brasil-Chile sobre a Rota 4 - Bioceânica de Capricórnio. Foto: Filipe Alcântara

A Rota Bioceânica de Capricórnio, que vai ligar o Oceano Atlântico ao Pacífico atravessando o Brasil, Paraguai e o Chile, está prestes a ser concluída, segundo a ministra do Planejamento e Orçamento (MPO), Simone Tebet.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em evento realizado em Brasília ao lado do presidente chileno Gabriel Boric, a ministra explicou que as obras estratégicas no lado brasileiro já estão previstas no Novo PAC e têm orçamento assegurado.

A principal dela é a ponte binacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), que deve estar pronta até maio de 2026. “Acredito que este seja um momento histórico. Um dia na história. Esta fotografia se fará presente como um dos inúmeros passos que estamos dando rumo a um sonho muito antigo, que talvez, há 100 anos, seria uma utopia distante”, declarou a ministra.

A rota será composta por mais de dois mil quilômetros de estradas que ligarão os portos brasileiros de Santos, Paranaguá e Itajaí aos terminais chilenos de Iquique, Mejillones e Antofagasta.

Na visão da ministra, a conclusão das obras representará um novo canal de comércio entre o Brasil e a Ásia e, com aduanas integradas e logística racionalizada, os custos com transporte podem cair até dez vezes em relação ao modelo atual

“Não há como erradicar a miséria e diminuir a pobreza sem reduzir a desigualdade regional e promover a integração sul-americana. O Brasil não pode continuar de costas para a América do Sul, e a América do Sul não pode seguir de costas para o Brasil”, disse a ministra.

Na ocasião, o presidente chileno Gabriel Boric destacou a importância do corredor para reduzir prazos e ampliar a competitividade. Segundo ele, seu governo deu prioridade máxima à rota. “Mais importante que falar sobre integração é realizar obras. Estamos muito perto de concluir todas as etapas relevantes para que esse corredor funcione plenamente”, afirmou.

O Chile, disse Boric, identificou gargalos para o funcionamento do corredor, como a aquisição de uma nova grua para o porto de Iquique e o início das obras do molhe de abrigo no porto de Antofagasta, que deve reduzir o tempo de inatividade de 60 para 5 dias por ano.

“Estamos muito perto de concluir todas as etapas relevantes para que esse corredor funcione plenamente”, disse Boric, mencionando que o tempo de trânsito pode cair em até 12 dias, se comparado às rotas tradicionais.

A integração entre Brasil e Chile pela Rota Capricórnio é uma das cinco frentes do projeto Rotas de Integração Sul-Americana, lançado em 2023 após o Consenso de Brasília. A iniciativa já resultou na criação de uma Comissão Interministerial e na inclusão de 190 obras de infraestrutura no Novo PAC.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. AMBAR

    24 de abril de 2025 9:12 pm

    Alvíssaras!!!

  2. evandro condé

    24 de abril de 2025 9:13 pm

    Bem, sabemos perfeitamente o que são obras deste porte no Brasil. O que é o orçamento, e como é infinitesimalmente menor que o custo real. A judicialização de concorrências e ações de ministério de meio ambiente, Ibama, atritos com fazendeiros, reinvidicação de indígenas e propinas em profusão. E, claro, o prazo que se alonga indefinidamente, a expectativa se um dia será finalizada. De minha parte, com 71, acho que nunca verei.
    Que tal deixar para os chineses construirem. Em tempo, sei perfeitamente da capacidade de nossa engnharia.

Recomendados para você

Recomendados