4 de junho de 2026

UE impõe sobretaxa de até 38% a veículos elétricos chineses

Valores a serem cobrados dos exportadores pela Comissão Europeia são “protecionismo típico”, segundo governo chinês
Foto de Jack S via pexels.com

A União Europeia vai impor uma taxa adicional sobre as importações da maioria dos veículos elétricos fabricados na China, resultado de uma investigação de sete meses conduzida pela Comissão Europeia sobre os subsídios empregados no setor.

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Embora os exportadores já tenham sido informados, o site South China Morning Post destaca que algumas empresas vão enfrentar tarifas ainda mais elevadas: os carros da montadora SAIC vão sofrer uma sobretaxa de 38,1%, enquanto a BYD sofrerá uma taxa de 17,4% e a Geely terá uma sobretaxa de 20%.

A taxa será adicionada à tarifa existente de 10% sobre os veículos, elevando o nível total para 31% a partir de 04 de julho para os veículos que não estavam dentro da amostra usada pela Comissão Europeia para investigação, e deveres permanentes deverão ser estabelecidos em até quatro meses.

Impacto em montadoras europeias

Diante disso, ficará mais caro para os europeus comprarem carros elétricos fabricados pela China – contudo, a taxa inferior cobrada junto às montadoras BYD e Geely faz com que as marcas europeias enfrentem um quadro onde esses modelos chineses serão ainda mais competitivos em termos de preços.

Para efeito comparativo, as importações da joint venture mantida entre a chinesa SAIC e a Volkswagen terão uma sobretaxa de 48,1% adicionada aos encargos já existentes – o que deve reduzir o já baixo volume de vendas do empreendi8mento.

Fontes europeias não descartaram um acordo com o governo chinês antes de novembro, quando os direitos vão se tornar permanentes, mas até agora os chineses não estão dispostos a abordar tais queixas. Agora, o foco está em uma eventual retaliação do governo de Xi Jinping.

“A Comissão Europeia ergue bem alto a bandeira do desenvolvimento verde um lado, e empunha o bastão do ‘protecionismo’ do outro, politizando e transformando questões econômicas e comerciais em armas”, diz comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio chinês.

“A China acompanhará de perto o progresso subsequente da UE e tomará resolutamente todas as medidas necessárias para defender firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”, acrescentou.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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