Vendas no varejo superam expectativa e atingem maior patamar na série histórica

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Setor não registrava dois meses consecutivos de alta desde meados de 2022; seis dos oito segmentos pesquisados melhoraram indicadores

Foto de The Nix Company na Unsplash

As vendas do comércio varejista subiram 1,0% em fevereiro em relação ao visto no mês anterior, revertendo as expectativas que projetavam queda em torno de 1,5%. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Esta foi a segunda alta consecutiva do indicador, após alta de 2,8% em janeiro – a última vez que o varejo registrou dois meses consecutivos de alta foi em setembro de 2022 (0,5% em agosto e 0,7% em setembro). Com isso, o setor atingiu o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2000.

“Entre os destaques dessa passagem é termos observados dois meses consecutivos de altas, o que não acontece desde meados de 2022. No entanto, naquele momento o crescimento combinado dos dois meses foi menor, menos intenso. Outro aspecto a ser destacado é que nos últimos dois anos ou janeiro ou fevereiro vieram mais fortes, mas com posterior queda. Em 2024, houve alta tanto em janeiro quanto em fevereiro”, diz o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Alta em quase todos os grupos

Seis das oito atividades investigadas na pesquisa avançaram em fevereiro deste ano. Os destaques foram os setores de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (9,9%), apesar do fator inflacionário, que afetou os preços, houve um crescimento maior em volume de receitas.

Já o setor de Outros artigos de uso pessoal e doméstico registrou alta de 4,8% na passagem de janeiro para fevereiro e 9,6% no indicador interanual. Este é o segundo crescimento consecutivo do segmento, cuja atividade sofreu o impacto da crise contábil e do fechamento de unidades físicas de empresas do setor, muito afetado pelo segmento lojas de departamento.

Os grupos que apresentaram taxas negativas em fevereiro foram Combustíveis e lubrificantes (-2,7%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%).

No caso do grupo Combustíveis e lubrificante, a queda está relacionada a uma base mais alta devido à retomada do setor ao final de 2023, enquanto a variação em Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo é avaliada como um movimento lateral, de estabilidade.

“O desempenho apresentado pelo comércio neste período pode ser considerado positivo não só do ponto de vista quantitativo, uma vez que sua composição qualitativa também apontou para movimento importantes que podem se tornar perenes a depender da evolução de outros indicadores macroeconômicos”, explica o economista Matheus Pizzani, da CM Capital.

“Neste sentido, vale começar apontando para a ausência de fatores sazonais positivos em março, uma das razões por trás da concentração das estimativas do mercado no campo negativo, o que tanto reforça a característica positiva do indicador divulgado hoje quanto obriga olhar para outros fatores que expliquem a variação positiva apresentada no período”, ressalta.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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