Ministro do TCU rebate argumentos de Bolsonaro contra urna eletrônica

Em audiência, Bruno Dantas defende a democracia e descartou ocorrência de fraudes no sistema de voto eletrônico

Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Foto: TCU

Jornal GGN – O ministro Bruno Dantas, vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), enfatizou a defesa da democracia e rebateu os argumentos do presidente Jair Bolsonaro contra o sistema eletrônico de voto, descartando a ocorrência de fraudes no sistema vigente no país.

“A democracia brasileira nos dias de hoje pode ser comparada metaforicamente a um fino corte, um tecido tramado por aqueles que nos antecederam, a partir de uma delicada e complexa técnica de tecelagem, com milhares de nós e camadas sobrepostas formando um arranjo que chamamos de Instituições, estabelecidas pela Constituição”, disse Dantas, durante reunião que discutiu os resultados de auditoria do sistema eletrônico de votação.

“Esse tecido maleável e flamejante às vezes parece frágil, mas sua estrutura é uma sociedade coesa, representada pela Bandeira Nacional. Qualquer um que a tente rasgar se depara com uma costura resistente, à prova das agressões do que eu chamaria de lâminas do arbítrio”, afirmou o ministro.

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Embora não tenha citado o desfile militar realizado nesta terça-feira, quando foi votada a PEC do voto impresso na Câmara dos Deputados, o ministro Dantas afirmou que os ataques de Bolsonaro contra a democracia “não passam de fumaça”.

“Os ataques à democracia podem ser barulhentos; ao desfilar, podem parecer vistosos, mas não passam de fumaça: pode ser escura e amedrontadora, mas se dissipa na atmosfera cristalina dos ares democráticos. Blindado é o nosso regime de liberdades, blindados são os nossos valores democráticos, blindado é o nosso plexo de garantias fundamentais, blindado deve ser o nosso compromisso irrenunciável com a Constituição que juramos respeitar, cumprir e fazer cumprir”.

Sobre o sistema eletrônico de votos, Dantas afirmou que, de forma geral, “o resultado da auditoria permite a conclusão de que o atual sistema de votação eletrônica é plenamente auditável, aderente ao arranjo normativo instituído, embora comporte melhorias em termos de comunicação para evitar a desinformação e aumentar a compreensão dos eleitores sobre o processo”.

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