Doria diz que não sabia que ButanVac tem tecnologia dos Estados Unidos

Na corrida por uma vacina nacional, Doria provocou Marcos Pontes: "Acelera ministro, São Paulo já está produzindo vacina"

Foto: Divulgação/Governo de SP

Jornal GGN – O governador João Doria afirmou a jornalistas, na manhã desta segunda (29), que não tinha a informação de que a ButanVac foi desenvolvida inicialmente com tecnologia cedida por um pesquisador dos Estados Unidos.

Na semana passada, Doria, ao lado do diretor do Butantan, Dimas Covas, anunciou ao Brasil a produção do que chamou de “primeira vacina 100% nacional” contra o novo coronavírus, a ButanVac. Na ocasião, Covas comentou que a vacina seria desenvolvida a partir de um consórcio internacional que conta com países como Vietnã e Tailândia, mas não deixou claro que a tecnologia vinha dos Estados Unidos.

O novo imunizante, que já teve pedido de autorização para testes clínicos encaminhados à Anvisa, seria vantajoso por dar ao Brasil autonomia total em relação a insumos farmacêuticos ativados (IFA) importados, pois contaria com suprimentos nacionais.

A informação de que a tecnologia não é brasileira, mas americana, caiu mal sem setores da opinião pública. Doria tentou amenizar as críticas. “Entendo que a ButanVac é uma vacina nacional, uma vacina brasileira. O importante é termos uma vacina. Se ela tem tecnologia internacional, isso é positivo. Temos que combater essa pandemia com todas as forças, todas alternativas disponíveis no Brasil e no mundo”, comentou, segundo relatos da Folha.

Na esteira do anúncio da ButanVac, o governo Bolsonaro convocou na sexta (26) uma coletiva de imprensa, às pressas, para anunciar que está impulsionando uma vacina nacional desenvolvida pela USP de Ribeirão Preto, que também aguarda autorização da Anvisa para testes em humanos.

Nesta segunda (29), Doria provocou o governo federal na figura do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes. “Acelera, ministro”, disse Doria. “Aqui em São Paulo já estamos produzindo vacina”, completou.

Até o momento, o Ministério da Saúde recebeu do Butantan 32,8 milhões de doses da Coronavac, desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o instituto paulista.

Segundo o governo de São Paulo, até o fim de abril 46 milhões de doses da Coronavac serão entregues ao Ministério da Saúde. Em agosto, o total deve chegar aos 100 milhões de doses.

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