Estudo da UFS mostra que primeira reinfecção por covid-19 no Brasil foi em julho

Intervalo entre primeiro e segundo contágios foi de 54 dias; Ministério da Saúde acreditava que primeiro caso tivesse sido em outubro

Jornal GGN – Estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) indica que o primeiro caso de reinfecção do covid-19 no Brasil ocorreu em julho do ano passado, e não em outubro, como acreditava o Ministério da Saúde (MS).

Segundo a Agência Brasil, o Departamento de Medicina da UFS identificou a reinfecção em uma profissional de saúde da cidade de Aracaju. O intervalo entre o primeiro e o segundo contágios foi de 54 dias, tendo a reinfecção sido por uma variante do vírus.

O intervalo foi menor do que os 90 dias estimados pelo Ministério da Saúde para uma reinfecção. Por isso, foi necessário analisar o genoma viral da paciente, e a existência de sequências genômicas filogenéticas diferentes nas duas amostras comprovou a reinfecção.

“Trata-se de uma variante do vírus apontada no resultado do segundo exame da paciente, mas ainda não sabemos do seu potencial de infectar mais pessoas ou com maior gravidade. Precisamos identificar outros casos clínicos com a mesma variante e analisar os aspectos clínicos e epidemiológicos”, afirmou o chefe do Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular do Hospital Universitário de Sergipe, Roque Pacheco de Almeida, à Rádio UFS. Almeida foi um dos líderes do estudo.

O estudo traz resultados de 33 casos de reinfecção e conclui que o intervalo registrado entre os sintomas recorrentes foi de oito a 130 dias, e que 78% dos pacientes reinfectados são mulheres, principalmente profissionais de saúde entre 22 e 58 anos.

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