A péssima gestão das universidades paulistas

 
Por André Araújo
 
Uma loucura que se comete no Brasil desde a Constituição de 88 – a autonomia financeira de  entes, corporações e organismos sustendos com dinheiro público.
 
É entregar o estoque de queijo aos ratos. Nos tempos da Constituição de 1946, o Poder Judiciario não construía prédios e nem comprava equipamentos, era o Estado que fazia e provia. Hoje o Tesouro dá um cheque em branco a organismos sem exigir nada em troca e aí começa a farra de gastos com o dinheiro que não tem dono.
 
As três Universidades Estaduais paulistas tem uma vinculação cativa na receita do ICMS, em torno de 10%, a partir daí podem fazer o que quiserem com o dinheiro e como fazem. ESTÃO FALIDAS com números estarrecedores.
 
A UNICAMP tem 18.698 alunos e 8.527 funcionários, FORA OS PROFESSORES, que são 1.795. A relação FUNCIONÁRIO/ALUNO é de 2,18, cada funcionário corresponde a pouco mais de 2 alunos, uma aberração.

 
Na Universidade de Harvard, que custa ao aluno 60 mil dólares por ano, enquanto a UNICAMP é de graça, Harvard é do mesmo tamanho da UNICAMP (19 mil alunos cada uma) a relação TOTAL de funcionários + professores por aluno é de 7,1, quer dizer um funcionário mais professor cuida de 7 alunos, na Unicamp só de funcionário são pouco mais de 2 por aluno. A pergunta PORQUE TANTOS FUNCIONÁRIOS? E olha que tem outros tercerizados na limpeza, segurança, refeitórios, etc. Só de funcionários diretos numa Universidade tem 8.571, é demais.
 
A relação Professor/Aluno não é exagerada, praticamente 1 professor para pouco mais de 9 alunos, mas a de funcionários é inexplicável, o que fazem tantos funcionários?
 
Já a FOLHA DE SALÁRIOS é um escandalo, 1.020 funcionários e professores GANHAM ACIMA DO TETO MAXIMO DO ESTADO, o Reitor ganha 49 mil por mês e dois pró-reitores ganham 46 mil por mês. Depois tem “Procuradores” que na USP ganham mais de 60 mil por mês, na Unicamp ganham em torno de 30,1 mil por mês, o que exatamente faz um procurador de universidades, na USP são muitos, todos marajás, é uma farra, são cargos de príncipe, trabalha-se pouco e ganham 10 vezes mais do que valeriam no mercado privado.
 
Todas as três universidades paulistas, que tem 10% do ICMS do Estado só para elas, estão quebradas, não tem dinheiro para investimento, todo orçamento vai para salários. Sabe porque? São os funcionários e professores que elegem o REITOR, este então precisa prometer aumentos para todos para ganhar a eleição. Em Harvard, que tem 36 bilhões de dólares no seu Fundo de investimentos, quem nomeia o Presidente é o Conselho de Diretores, ninguém sonharia em consultar os assalariados da Escola para eleger quem os paga, é insanidade demais, aqui alguém instituiu essa estupidez, soldado elegendo general, bobagem única nossa, só tem aqui e a prática se espalha pela burocracia com graves perdas para as finanças públicas. Quem precisa do voto dos que recebem salarios tende a prometer mais salário não é mesmo? Por isso a carga fiscal no Brasil já está em 43% do Produto Nacional (36% de impostos e 7% do déficit do Tesouro, que vira dívida). O pior é que as outrora excelentes Universidades Paulistas estão implodindo na farra do empreguismo sem dinheiro para investimentos, pesquisas e qualidade.

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48 comentários

  1. Uma análise, digamos, enguiçada…

    Não que não tenha bons momentos, mas a conclusão natural de quem a lê é a de que a privatização é a única solução… É isso mesmo? E o Governador do Estado? Fica  afastado – ele que escolhe um na famosa lista tríplice – apenas observando este festival de horrores? Desconfio que tem muito mais coisa para ser vista e analisada e que a decadência das três Universidades em questão tem muito mais à ver com a forma como o PSDB enxerga a Educação do que qualquer outra coisa…

    • Pelo contrário

      O que o andré Araujo quiz dizer é que uma instituição que recebe dinheiro público – quanto mais essas enormidade, 10% do ICMS – não pode ser “autônoma” nem “independente”. Em suma, deve ser controlada pelo Estado, simplesmente por que é financiada por ele.

    • Nos sistema tradicional as

      Nos sistema tradicional as universidades paulistas funcionavam muito melhor, o Governador, SÓ ELE E SEM LISTA TRIPLICE, escolhe o Reitor. Ponto. Assim é no mundo inteiro, quem mantem e quem indica o Administrador e responde porisso. O absurdo é ELEIÇÕES onde funcionarios votam para escolher reitor, soldado escolhendo o general, isso não existe no planeta simplesmente porque não funciona. Quem mantem é quem escolhe e não que recebe salario.

      • Desculpe meu caro, mas acho

        Desculpe meu caro, mas acho que você conhece muito pouco da USP (das outras duas, talvez…). Você está querendo dizer que o Rodas, e mesmo a Suely, que não foram a escolha dos votantes e foram pinçados pelo Governador de plantão (PSDB, of course…) pautaram suas administrações em função dos interesses de funcionários e Professores da USP? Só pode estar brincando… 

        • Eles foram escolhidos

          Eles foram escolhidos sim.

          Nâo foram os mais votados, mas foram muito bem votados também.

          E nada indica que os primeiros colocados eram melhores.

           

          • Desculpe, Daniel… A

            Desculpe, Daniel… A discussão virou queda de braço. Que compromisso tem com seus eleitores quem PERDEU a eleição? Se assumiu o cargo (no caso a Reitoria) foi por obra e graça do GOVERNADOR. É para ele, e não para os eleitores em geral, que ele irá exercer o cargo para o qual foi ENCAMINHADO. O que acontece na USP (e dela entendo muito…) é responsabilidade direta de todos os Governadores do PSDB nos últimos 20 anos. Rodas, por exemplo, era um pau mandado que não jogava uma gota de água sequer fora da bacia do Governador de plantão… Ora, vamos parar de brincadeira. Abraço.

    • Democracia é uma ideia com

      Democracia é uma ideia com mil e uma variações, foi pensada para paises e não para orgnizações que necessitam de hierarquia para funcionar. Não há democracia nas grandes empresas do mundo nem nos exercitos.

      Nas maiores e melhores universidades do planeta não existe aluno e funcionario escolhendo reitor.

      Quem escolhe a Administração de uma universidade, de um hospital, de um museu é QUEM MANTEM.

      No caso das universidades paulistas é o Estado, representado pelo Governador, ele deveria apontar o Reitor e só ele.

      No atual sistema NINGUEM RESPONDE POR NADA quem vota para escolher reitor não pode arranjar dinheiro para a universidade, o sistema de AUTONOMIA é a de CASA SEM DONO, cada um faz o que quer.

      • Pra mim, a causalidade que

        Pra mim, a causalidade que você apontou não existe. Você está simplesmente afirmando que democracia não pode existir em organizações exceto Estados pois estas tem que ser hierárquicas. Em um mundo complexo, a causalidade é cega.

        Diferentes organizações precisam de diferentes modelos de gestão. Startups, por exemplo, são instituições que operam em condições de extrema incerteza, onde a inovação é determinante para o sucesso da empreitada. Algumas grandes empresas empregam o mindset de startups para novos projetos/produtos/serviços (GE, Google, Microsoft, Intuit). Estruturas com hierarquias rasas e altamente autônomas são comuns. Não à toa diversos governos estão tentando fomentar ambientes de negócios para que as startups floresçam (como o Startup Chile e Startup Brasil).

        Existem movimentos que pregram a democracia como uma abordagem de gestão empresarial. O Brasil tem um exemplo muito famoso de democracia organizacional, que foi a Semco. No mundo, a Zappos com sua política de felicidade é outro grande exemplo (comprada pela Amazon em 2009 por USD 850 mi). Conheço ainda duas empresas de consultoria/desenvolvimento de software que empregam a democracia organizacional no Brasil (e com sucesso): a Webgoal e a Lambda3.

        Deixo aqui dois artigos sobre o assunto:

        Por que o sucesso das empresas não combina mais com segredos

        http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/uma-empresa-pode-se-tornar-democratica-worldblu-responde

        São Paulo – A americana Traci Fenton chegou a trabalhar na área de marketing em uma das maiores empresas dos Estados Unidos. Decepcionada com o ambiente corporativo, pediu demissão quatro meses depois e passou a se dedicar cada vez mais à chamada democracia organizacional. O objetivo? Separar o joio do trigo, destacando as empresas que priorizam conceitos como transparência e descentralização.

        Fundadora da WorldBlu, entidade que assessora e certifica as companhias compromissadas com a causa, Traci é contra o “comando tradicional”, em que as grandes decisões só vêm do topo da pirâmide. Entre as empresas com ambiente democrático apontadas na última lista da WorldBlu, estão nomes como a companhia de saúde DaVita e a varejista online Zappos, comprada pela Amazon em 2009 e considerada precursora na venda de sapatos pela internet.

        Em entrevista à EXAME.com, a empresária conta por que acredita no benefício comercial recebido pelas “empresas democráticas” e fala sobre sua admiração por uma companhia brasileira.

        Confira os principais trechos da conversa.

        EXAME.com – O que o conceito de democracia no trabalho realmente significa?
        Traci Fenton – Em um quadro de democracia organizacional há maior liberdade, em contraposição ao medo e controle excessivo no local de trabalho. É uma maneira de projetar as empresas para que deem poder significativo às pessoas, ao invés de consolidar o comando tradicional, em estrutura de pirâmide, no qual o poder é privilégio do topo. Quando adotam a democracia organizacional, as companhias são mais eficientes, lucrativas, inovadoras e capazes de atrair e reter talentos.

        EXAME.com – Qual foi sua inspiração para criar a WorldBlu?
        Fenton – Fundei a WorldBlu em 1997, quando ainda era uma universitária começando a descobrir o conceito de democracia organizacional. Depois da faculdade, fui trabalhar em uma companhia da Fortune 500 (lista das empresas americanas com maior receita). A ideia era me sustentar enquanto levantava minha empresa do zero. Estava ansiosa para o novo trabalho, pronta para me envolver, participar e dar o meu melhor. Mas no final do primeiro expediente, percebi que aquela experiência seria tóxica e desumana. Não desejava aquilo para os próximos 30 anos da minha vida. E nem para a trajetória profissional de ninguém.

        EXAME.com – Você se afastou da empresa logo em seguida?
        Fenton – Pedi demissão quatro meses depois. Quando saí, meu chefe me disse: “Eu sabia que você não aceitaria ser tratada como as pessoas daqui.” Até ele reconhecia que aquele era um ambiente de trabalho terrível, mas não fazia nada para mudá-lo. Enquanto a WorldBlu crescia, eu trabalhei em alguns outros locais, entre eles uma ONG nacional. Também fiz mestrado em Desenvolvimento Internacional pela American University. Ainda no curso, trabalhei na bolsa de valores Nasdaq, dividindo meu tempo entre Nova York e Washington. Saí da Nasdaq em 2001 e passei a me dedicar integralmente à WorldBlu. Hoje, estamos em 80 países do mundo.

        EXAME.com – O que as empresas democráticas têm em comum?
        Fenton – Listamos dez princípios fundamentais que criam a democracia organizacional. Entre eles estão a transparência, o diálogo e a adoção de critérios claros de contabilidade (os demais podem ser acessados no site da WorldBlu). Eles são frutos de uma pesquisa de uma década sobre o que é a democracia e o que é necessário para que um sistema democrático realmente funcione. E todos os dez princípios precisam estar em operação para que haja democracia corporativa, não apenas alguns.

        EXAME.com – Como você vê a movimentação das empresas brasileiras rumo a esses novos padrões?
        Fenton – O Brasil é o lar de um dos modelos mais conhecidos e respeitados da democracia organizacional, a Semco. A empresa já esteve à beira da falência, passou por uma grande mudança e se tornou uma companhia próspera e democrática, sobrevivente de muitos picos e vales econômicos. O CEO da Semco, Ricardo Semler, já escreveu best-sellers de gestão e ele, junto com seus outros colegas na empresa, são uma fonte de inspiração para mim e muitos outros no mundo. Acredito fortemente que no Brasil existam outras companhia com visão de futuro. Mas ainda não temos nenhuma organização certificada pela WorldBlu* no país.

        * A participação na lista é paga: para ganhar o certificado da WorldBlu, as empresas se inscrevem em um processo seletivo e desembolsam uma taxa anual que chega a, no máximo, 7.997 dólares para companhias com mais de 1.000 funcionários. Em seguida, de 70% a 100% do quadro de funcionários da empresa responde a um questionário. A partir daí, a empresa pode – ou não – se tornar membro da WorldBlu, a depender dos resultados apontados na pesquisa.

         

        Os 10 princípios da democracia organizacional

        http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/os-10-principios-da-democracia-organizacional/68583/

        Existem diversos movimentos que surgiram para propor novas abordagens de gestão empresarial. Dentre esses movimentos estão: Agile, Management 3.0, Beyond Budgeting e Organizational Democracy.

        Por traz desses movimentos existem comunidades e/ou organizações preocupadas em mostrar que as pessoas, o mercado e o mundo mudaram muito e por isso devemos pensar diferente sobre como administrar uma empresa e ir além da gestão tradicional

        Uma dessas organizações é a WorldBlu, uma rede global de empresas que estão comprometidas com a democracia e a liberdade no local de trabalho. Para facilitar a compreensão sobre o conceito de Democracia Organizacional, a WorldBlu estabeleceu dez princípios:

        1. Propósito e Visão

        Uma organização democrática é clara sobre porque ela existe (seu propósito), para onde está indo e o que ela espera alcançar (sua visão). Tudo isso age como uma verdadeira bússola, oferecendo orientação e disciplina para a organização.

        2. Transparência

        Diga adeus a mentalidade de “sociedade secreta”. Organizações democráticas são transparentes e abertas com os funcionários sobre sua saúde financeira, estratégia e planos.

        3. Falar + Ouvir

        Em vez do monólogo de cima para baixo ou do silêncio disfuncional que caracteriza a maioria dos locais de trabalho, organizações democráticas estão empenhadas em ter conversas que trazem novos níveis de significado e conexão.

        4. Igualdade + Dignidade

        Organizações democráticas estão comprometidas com a igualdade e dignidade, não tratando algumas pessoas como “alguém” e outras pessoas como “ninguém”.

        5. Responsabilidade

        Organizações democráticas apontam os dedos, não para culpar as pessoas mas para libertá-las. Elas são bem claras sobre quem é responsável perante quem e para quê.

        6. Individual + Coletivo

        Em organizações democráticas, o indivíduo é tão importante como o todo, ou seja, os empregados são valorizados por sua contribuição individual, bem como pelo o que eles fazem para ajudar a alcançar as metas coletivas da organização.

        7. Escolha

        Organizações democráticas prosperam em dar aos empregados escolhas significativas.

        8. Integridade

        Integridade é o nome do jogo, e as empresas democráticas têm muito disso. Elas entendem que a liberdade requer disciplina e também fazem o que é moral e eticamente correto.

        9. Descentralização

        Organizações democráticas asseguram que o poder está devidamente compartilhado e distribuído entre as pessoas em toda a organização.

        10. Reflexão + Avaliação

        Organizações democráticas estão comprometida com o feedback contínuo e desenvolvimento, e estão dispostas a aprenderem com o passado e aplicar as lições para melhorar o futuro.

        Esses princípios mostram um mindset diferente daquele utilizado pela maioria dos gestores. Entretanto, representam um caminho para a transição do antigo modelo de gestão de Taylor para um modelo mais adequado para era da informação.

      • Eu li e entendi que a

        Eu li e entendi que a democracia é culpada:

        São os funcionários e professores que elegem o REITOR, este então precisa prometer aumentos para todos para ganhar a eleição.

        Pra mim, parece aquela desculpa esfarrapada de que pobres votam no PT por causa do Bolsa Família. É a mesma lógica.

        Lembrando que autonomia não exclui transparência e prestação de contas.

  2. universidades paulistas x custos/investimentos

    Que mania estranha essa nossa. A culpa da má administração é da instituição e não das administrações. Que as Universidades possam ter autonomia, mas que os seus gastos e investimentos sejam melhores controlados e, de maneira democrática, com a participação de seu corpo de funcionários, sociedade civil e, principalmente de por seus alunos.

  3. É o choque de indigestão…

    PSDB está cheio disto aí!

    Ainda não ví este choque de indigestão no PT!

    Deve ser pelo fato dos órgãos públicos no Brasil serem comandados pela oposição.

     

     

  4. Falso Dilema autonomia/ x má gestão

    Discordo com o autor do textos, não pelo titulo da matéria pois sim acredito que há má gestão mas pelo desenvolvimento da mesmo. Ora, colocar a culpa da má administração das universidades na autonomia financeira, ou na relação funcionário/alunos demostra que não foi feita uma pesquisa a fundo sobre a questão.

    A autonomia financeira é essencial para garantir a independência ao executivo. Com essa independência garante-se que a universidade não seja utilizada para fins meramente políticos/eleitoreiros. Afinal, essa autonomia garante que a universidade não fique com o pires na mão atras do governo.

    O exemplo dado do judiciário só reforça a tese que sim a autonomia financeira é necessária. No caso do judiciário, a dependência financeira ajuda a garantir a independência dos poderes. E, ao misturar a independência dos poderes a autonomia universitária o autor demostra que falhou ao pesquisar sobre o assunto. Mais, autonomia financeira em hipótese nenhuma quer dizer falta de prestação de contas. As universidades tem sim a autonomia de gerir recursos, mas são obrigadas a prestar contas a sociedade, formalmente (através de auditorias do TCE, inclusive).

     

    O autor relaciona a relação funcionários/alunos como indices de má gestão comparando esse indices a uma universidade americana e colocando a culpa nisso no sistema de eleição do reitor. Mais uma vez, parece-me que esqueceu de fazer uma pesquisa afundo, pois compara realidades, culturais e origem diferentes das universidades. Seria bem mais elucidativo comparar com outras universidades Brasileiras publicas. Pois, existem as burocracias do proprio estado Brasileiro, que muitas vezes justificam a necessidade de mais funcionários.

    Outra falha é dizer que a má gestão de Reitores é fruto do Processo Eleitoral dentro das universidades e o reitores tomam essa medida a vista de votos dos funcionários. Outra falacia, quem conhece bem o sistema eleitoral das universidades paulistas sabe que o Conselho Universitária é quem elege uma lista tríplice, e que o Governador escolhe o Reitor a partir dessa lista tríplice. É de conhecimento também que no Conselho Universitário é composta majoritariamente de Docentes (cerca de 80%), depois de Alunos e por fim de funcionários (Salvo engano na USP são 3, de 75 membros).

    Logo, demostra desconhecimento ou falha de pesquisa do autor de sim, constatar a má gestão, mas apontar para os motivos errados. O Reitor não tem interesse em agradar os funcionários por causa do sistema eleitoral, afinal a representação desses é ínfima, e a autonomia financeira não dá o direito do reitor usar o dinheiro como bem entender, há controles,  levando a concluir que essa não é a causa do suposto inchaço do quadro funcional nas Universidades ou a autonomia financeira.

  5. O autor embaralha o processo

    O autor embaralha o processo de escolha do reitor feito pelas universidades paulistas, que são diferentes. No caso da USP, onde estudei, não são os professores e funcionários que escolhem o reitor, mas o governador do estado que, a partir de uma lista tríplice composta em eleições não paritárias, indica o reitor e, é preciso lembrar, nunca é escolhido o primeiro da lista, ou seja, o mais votado pela comunidade.

    Também me causa espécie dizer que a universidade pública é de graça, enquanto Harvard custa ao aluno. Não conheço aluno da USP que não tenha claro que a sua permanência na universidade custa ao herário público e que isto implica em responsabilidades com relação ao bom uso do dinheiro público. Sabemos também que, embora gratuita, as universidades paulistas ainda possuem um caráter elitista, tendo em seu corpo discente muitos alunos oriundos de famílias de alto poder aquisitivo, em seus cursos mais concorridos que poderiam, por exemplo, estudar em Harvard, e que resistem a assumir uma política de cotas para o ingresso na universidade. No meu caso, que consegui ingressar em um dos cursos “menores” da universidade, só pude estudar lá graças a sua gratuidade e que, não fosse a sua gratuidade, não teria condições de cursar. E embora o meu ingresso não tenha sido uma transformação na minha família, já meus pais possuem formação superior e tal, foi na minha vida, não por ter me dado uma profissão e tal, mas pela oportunidade da convivência democrática com alunos oriundos de diversas regiões do país e de diferentes classes sociais.

    Este artigo é um desserviço e um embuste. Não consigo entender como ele pode ser publicado aqui no GGN.

     

  6. Tome Desinformação!!

    O numero de funcionários por aluno é o menor da história. As manobras contábeis do PSDB para desviar recursos das Universidades são evidentes. O PSDB e seus apoiadores, ao invés de mentir e espalhar a desinformação, deveriam assumir de uma vez a sua Ideologia de Estado Mínimo e Privatização, mas não tem coragem nem abilidade para discutir  e incorporar ao partido sua verdadeira raíz ideológica.

  7. A respeito da ignorância do Sr. André Araújo

    Sempre tive respeito pelo site do Nassif, mas artigos como deste tipo me fazem pensar duas vezes em levar a sério o que aqui é escrito.

    Por acaso o Sr. André Araújo conhece a Unicamp?

    Sobre os funcionários, boa parte (3.026) estão lotados nos Hospital de Clinicas. Havard tem um Hospital de Clinicas, que atende ao povo de menor poder aquisitivo, ao pobre?

    http://www.hc.unicamp.br/?q=node/178

    Havard tem um Centro de Atenção à Saude da Mulher que conta cerca de 1.200 funcionários?

    http://www.caism.unicamp.br/index.php/component/content/article/14-sample-data-articles/154-imprensaguideline

    É aquela máxima: uma mentira pode ser dita através de muitas verdades. Não são 18.698 alunos meu caro. É que o Sr. André Araújo esqueceu de somar os de Pós-Graduação e Extensão: ao todo são 42417.

    http://www.unicamp.br/unicamp/a-unicamp

    Bem, agora vejam como ficam as contas

    8.527 – (3026 + 1200)= 4300. Explico, cerca de 4300 funcionários lotados na área de administração.

    A relação Aluno/Funcionário (bem se vê que o Sr. André Araújo não pode ser uma pessoa séria, pois até nisto o texto é errado, ou faz a conta errada, colocando a relação Funcionário/Aluno em 2,18. Será que estudo em Havard? Duvido! Não sabe matemática básica!):

    42417/5501= 9,9

    Ou seja, para cada funcionário da Universidade há cerca de 10 alunos.

    Quem é o Sr. André Araújo. Venha para Campinas. O Sr. André Araújo sabe para onde são levados os acidentados na Anhaguera, na Bandeirantes? Saiba que Hospitais particulares não atendem vítimas de acidente de carro… É só perguntar a qualquer bombeiro de Campinas e região.

    Nassif, seus leitores merecem mais respeito. Espero que seja só ignorância do autor…..

     

     

    • Amigo, vc acha que Harvard tem só graduação?
      Olha, a situação pode até ser bem justificada, como vc apontou , mas o argumento principal é. …

      Numa DEMOCRACIA, porque são os funcionários a elegerem seu chefe?
      Não deveria ser quem foi eleito?

      Ele tem razão em diagnosticar o problema!
      Fizeram este sistema para a ditadura e esqueceram de desativar.

      Qual justificativa para RETIRAR da conta funcionários da administração? Entendeu vc a crítica?

      PS. A pós tem mais alunos que a graduação? Deve ser maior que o Copperfield isso aí, parabéns, hehe he.

      • Não foi levado em conta o tipo de curso lecionado.

        Meu filho estudou economia em Yale, algumas aulas eram dadas por professores para turmas com mais de cem a duzentos alunos, depois alunos de doutorado contratados para este fim, desenvolviam as aulas com exercícios e outra atividades, estes alunos não são contados como docentes!

    • Explicação perfeita. Tire o

      Explicação perfeita. Tire o peso de sustentar o SUS da universidade, e fica claro que o Brasil faz mais que Harvard, com menos dinheiro. Basta pisar na universidade para entender que aquele mar de enfermeiros não pertence à universidade que apenas ensina. Estão prestando um serviço delegado pelo estado. Nelson Rodrigues manda lembranças ao autor do texto. Agradeço ao sujeito que veio cá se dar ao trabalho de explicar.

      E eu não entendi por qual razão abriu o texto atacando o Judiciário. Não temos universidade, não temos SUS. O sonho de todo lobista é extinguir o Judiciário, em especial o trabalhista, para que o “livre mercado” possa mostrar seus dentes. Quando fala que “o governo” dá dinheiro para o Judiciário, confunde governo com Poder Executivo e esquece que o Judiciário é governo, com autonomia orçamentária e financeira, que a Dilma não tem respeitado, aliás. Se esse for o parâmetro dos nossos juristas modernos, precisamos voltar no tempo 300 anos e resgatar Montesquieu, sob pena de continuar reproduzindo 1964s e Estados Novos sem embaraço jurídico.

      Parece até que o autor tem saudades do autoritarismo do Vargas. Quando “o governo dava dinheiro” está se referindo ao tempo de Vargas e dos milicos. Quando o Executivo dava dinheiro para interferir nos outros poderes, de maneira direta, sem qualquer republicanismo. Alguém quer dar a chave do cofre ao Executivo para ele interferir no Legislativo e Judiciário “dando dinheiro” para cobrar algo? As emendas parlamentares já são um “dar dinheiro” lamentável. Se os petistas estão querendo arrocho nos servidores porque “quem dá dinheiro” tem que cobrar algo de volta, estão indo muito mal, no trilho certo do autoritarismo e do velho caudilhismo que a América Latina tanto conhece, e que os lobbistas dos EUA ajudaram a sustentar durante todo o século XX.

      • A coisa é bem mais simples:

        A coisa é bem mais simples: quem recebe dinheiro publico PRECISA PRESTAR CONTAS E SEGUIR REGRAS.

        Quem pede um emprstimo do Banco Mundial não pode fazer o que bem entender com o recurso, tem que aplica-lo dentro de REGRAS, não há o conceito de autonomia, FAÇO O QUE QUERO COM O DINHEIRO PORQUE SOU INDEPENDENTE.

        Em nenhum tipo de Estado o dinheiro publico é LIVRE PARA GASTAR como sugere o conceito de autonomia.

        Cheque em branco para insitutições significa predios cada vez mais suntuosos, gabinetes de luxo, mais secretarias e assessores, mais carros importados com motorista, viagens para eventos sem importancia, “”homenagens””, empreguismo,. O STF tem 400 recepcionistas e quase 4.000 funcionarios, dois mega anexos, a Justiça do trabalho com um orçamento em 2014 de R$15,6 bilhões, a mais cara Justiça do planeta, Tribunais do Trabalho em 26 Estados, inclusive onde tem 10.000 processos por ano, mesmo assim tem Presidente, Vice Presidente, Corregedor, todos com vastos gabinetes, carros de luxo com motorista 24 horas, o custo do Estado brasileiro nos tres Poderes está em 43% do PIB (36% de arrecadação e7% de deifict que vira divida publica) contra 22% dos EUA e 23% do Mexico, as “autonomias” das universidades viram folhas que consomem 105% do orçamento, caso da USP, está bom?

        • Prezado André

          Você atacou no varejo e agora, quando seus “dados” foram demonstrados como uma falácia, você quer se desculpar recorrendo ao atacado.

          Que tal, antes de falar dos 105% da USP, você parar pra analisar melhor o que foi a gestão Rodas e que interesses políticos ali se moviam e como eram sustentados?

          Que tal, antes de demonizar de forma inquisitorial e em regime de terra-arrasada a autonomia universitária, você não se detem a ver o que é que as próprias comunidades acadêmicas  (tão público quanto qualquer outro público) estão dizendo e reclamando a respeito do próprio modelo em que vivem?

          Que tal, ao invés de disparar vaticínios desde as alturas verticais das divindades exteriores, você não se detem um pouquinho pra entender como o público poderia gerir-se a si mesmo, sem precisar de feitores demiúrgicos?

          Que tal você tentar reconhecer a ideia de mais poder ao povo, ao invés simplesmente de querer tratá-lo debaixo de alguma tutela moral farsesca?

          Que tal você baixar a bola da retórica simplificadora e encarar a complexidade dos fenômenos?

    • Testemunho próprio

      O André Araújo, com toda certeza, jamais precisou (como eu) usar o hospital da Unicamp. Se o tivesse feito, talvez estivesse (como eu) erguendo as mãos para o céu de como o dinheiro público pode, em alguns casos, ser usado com tanta qualidade.

      Não tive a vida salva por esse hospital. Foi “apenas” um rim. Enquanto me recuperava de uma ureteroscopia, ficou no meu quarto um garoto pobre de uma cidade próxima, com uma síndrome neurológica rara, que precisava periodicamente de atenção especializada sistemática e de medicamentos caríssimos, que a Unicamp lhe ministrava com cuidado e critério. No SUS ele provavelmente já estaria morto.

      O André Araújo, de fato, não faz a menor ideia do que está falando.

  8. O que falta é a efetiva

    O que falta é a efetiva responsabilização dos gestores públicos, em todos os níveis. Temos mil e um mecanismos de controle dos gastos públicos, eles próprios onerosos à população (como os caríssimos Tribunais de Contas), mas qual foi a última vez que algum político ou funcionário público foi punido por usar mal o suado dinheiro do contribuinte?

    Sobre as “eleições para reitor”, o que dizer? Passamos boa parte da nossa história republicana sob ditaduras, aí passamos a acreditar que democracia é solução pra tudo. Na USP vejo cartazes emporcalhando os pontos de ônibus onde os grupelhos de sempre querem eleição paritária para reitor. Se bem entendi, esses alunos, cujo desejo é fundar a Comuna do Butantã, exigem uma cabeça um voto. Acredito que não se chegará a esse nível de insanidade, mas…

  9. e os contratos com emprenteiras nas Universidades Federais??

    Realmente, esse governo não consegue mais esconder a sua cara. Um dos seus maiores defesores aqui,André Araújo parece estar preconizando a tal ‘reforma do Estado’ de FHC. Será esse o próximo passo da Dilma, para salvar seu mandato contra o ‘golpe’ imaginário? Será que isso não estava na pauta da conversa que o Mercadejante queria fazer com o PSDB?

    Seria interessante que os defensores do governo resolvessem abrir a caixa preta das obras na Universidades Federais – obras significa contratos com empreiteiras, o resto deduz-se, né? Quem sabe aí não se descobre para onde foi o dinheiro das Universidades…

    • André, antes de mais nada vire a língua!

      As Universidades Federais respeitam e utilizam rigorosamente a 8666 mesmo com dinheiro que não é público, tanto para projeto como para construção.

      Não enfie esta língua suja em lugar que não conheces. Caixa preta nas Universidades é o — — —–.

      Onde foi o dinheiro das Universidades? Foi exatamente na manutenção e expansão do espaço físico que durante as décadas passadas não vinha dinheiro nem para PAPEL HIGIÊNICO (não é figura de linguagem é realidade), aprendemos durante décadas administrar a miséria e agora vem um —– — —- como tu a jogar insinuaçõezinhas bestas e estúpidas.

      • Pena eu não estar frente a frente contigo.

        Se estivesse diria em alto e bom som o que significam os tracinhos, mas em respeito a crianças que podem estar lendo o que escrevo não escreverei o que mereces.

        • Qual a diferença entre isso e um ‘fascista’? alguém me explica?

          Em nenhum momento usei palavras ofensivas ou de baixa calão ou tracinhos contra quem quer que seja. Então com defensores desse nivel rasteiro e lamejante fica fácil entender porque esse governo cai cada vez mais no fundo do poço. Que direrença há entre você que argumenta com tracinhos e os ‘fascistas’ que ofendem com palavras de baixão calão e ameças a presidente e o governo? A sua atitude não é uma atitude fascista comparável a dos que marcham com bandeiras de baixo calão, que xigam e humilham o Lula? Se já não bastesse ao Globo defedender o governo vemos agora que seus defensores chafurdam na mesma lama fascista, com os mesmo métodos contra seus adversários. São farinha do mesmo saco podre.

  10. O PC do B quem diria…

    O nobre xará André Araujo se não me engano é do PC do B. Ou pelo menos tem artigos lá no PC do B. Então dá pra entender porque a UNE e vários DCE’s andaram usando dos meios mais sórdidos para acabar com a greve nas federais. Querem mesmo é privatizar e quem sabe, colocar um pichulé no bolso com isso…

  11. André, por favor, uma visão mais histórica.

    A quantidade de funcionários que tem as universidades brasileiras advém da incapacidade dos gestores das mesmas em se dar conta que a necessidade de funcionários com a informatização das rotinas simplesmente se alterou em muito nos últimos vinte anos.

    Há cinquenta anos as universidades públicas e as poucas privadas que existiam tinham uma estrutura IMPERIAL com o professor CATEDRÁTICO como um pequeno DUQUE na estrutura acadêmica. A remuneração deste DUQUE era quase que simbólica nas universidades tanto pública como privadas, o professor recolhia o fruto de seu status de DUQUE DA DISCIPLINA TAL, por outros meios, ele era requisitado por órgãos públicos ou privados na qualidade de chefe ou consultor muito bem remunerado, em torno da figura deste DUQUE existiam os BARONETES  (professores assistentes ou mesmo auxiliares de ensino) que aguardavam a morte ou o impedimento do DUQUE para substituí-lo no cargo.

    Na corte deste Duque existiam um séquito de escudeiros que serviam o senhor, até mais ou menos 1960, nas salas de aula da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul existiam campainhas em que sonadas imediatamente vinha um Bedel que vinha correndo para trazer giz ou folhas de papel para o Duque.

    Além disto os professores em todos os níveis, tanto os Duques quanto os Baronetes, jamais se preocupavam com atividades administrativas, haviam secretários, auxiliares e até um imenso bando de datilógrafos, sem contar com o pessoal de apoio que serviam a estes todos.

    Estas atividades burocráticas, desde o registo de presença, registos de notas e conceitos, organização da matrícula em função dos conceitos, datilografia dos mais diversos textos possíveis, comunicação dos professores com as unidades, das unidades com os órgãos superiores e mais centena de outras pequenas atividades eram feitas por funcionários, e o volume destes em relação aos alunos era alto porém não absurdo.

    Com a informatização da maioria dos processos burocráticos, principalmente os acadêmicos, o número de funcionários permaneceu o mesmo mas passou de um número alto para um número absurdo, e gestões universitárias que não se tornaram reféns das corporações de funcionários conseguiram sem demitir ninguém, mas simplesmente não substituindo as vagas diminuir significativamente os funcionários de carreira, só para dar um exemplo, na unidade que ainda trabalho, passamos de um número de funcionários de aproximadamente duzentos, para uns vinte do quadro mais uns cinquenta terceirizados para serviços gerais (limpeza, guarda e motoristas). Ao mesmo tempo que diminuiu-se o número de funcionários a carga didática aumentou no mínimo três a quatro vezes além de pesquisa e desenvolvimento que o crescimento foi exponencial. O acrescimo do número de professores não passou de 20% a 30%.

    Com a reforma do ensino ainda no governo Figueiredo a figura do Catedrático nas Federais simplesmente foi extinta, nas Estaduais Paulistas ela ainda existe, esta figura imperial perdeu o sentido na medida em que a multiplicidade de especializações criou nichos de conhecimento que é impossível ser dominado por uma só pessoa, as Escolas de Medicina ainda conservam um pouco esta hierarquia.

    Como o professor Catedrático dava aulas conhecidas como aulas Magistrais para todos os alunos de um determinado curso, para posterior desdobramento destas aulas por professores assistentes ou auxiliares de ensino, a presença dos catedráticos era quase que eventual nas universidades e a remuneração dos mesmos também era limitada, por questão de hierarquia os outros professores deveriam ganhar menos.

    A universidade é complexa demais para se reduzi-la a coeficientes e correlações entre alunos e outros fatores, exigindo uma visão caso a caso da mesma.

    • Mas e com relação à autonomia

      Mas e com relação à autonomia operacional para quem não tem autonomia financeira ? O que pensa a respeito, Maestri ?

      • No caso das paulistas elas tem autonomia financeira.

        Não entendi bem a dúvida, se estas falando das federais ou das estaduais paulistas.

        As estaduais paulistas tem autonomia financeira, limitada a um percentual do ICMS, não poderia ser  de outra forma, não se pode criar um cenário “O céu é o limite”.

  12. Só um adendo.
    A autonomia
    Só um adendo.

    A autonomia orçamentária é uma vitória para universidades federais.
    Só obtiveram no segundo mandato de Lula.

    Sem esta autonomia, tinham obrigação de devolver recursos não aplicados no ano.

    Então, digamos que Eike resolva doar US $1bi a UFRJ, sem a autonomia, se não gastasse no mesmo ano os recursos iriam para a União.
    Hoje, ficam na Universidade porque ela tem orçamento independente.

    Só este detalhe.

    • Meros detalhes… Ele também

      Meros detalhes… Ele também não explica o detalhe que gerou a autonomia universitária, uma história de pelo menos uns 500 anos.

  13. O andré tem razão, autonomia

    O andré tem razão, autonomia e independencia para uma instituição que recebe 10% do orçamento do icms é uma aberração funcional.

    O mesmo ocorre para a universidades federais, (100% custeadas pelo pode publico) não tem que haver autonomia alguma, tem que haver é controle tanto administrativo como contábil.

  14. Faça o que digo, não o que

    Faça o que digo, não o que faço.

    As farras nas universidades paulistas é um problema grave, mas se somarem todas as reportagens sobre o assunto nos últimos anos não chega a 10 minutos. É um contrassenso um governo que prega o Estado mínimo, que governa o estado de São Paulo desde de sempre adotar uma política de gestão que fere os limites do bom senso, não fica no mínimo que eles próprios propõem aos outros, tampouco no ideal que seria a quantidade de servidores necessários ao bom funcionamento das universidades.

    Mas não, a relação servidores alunos é de incríveis 2,18 para cada aluno, a de professores até fica melhor do que em Havard, 9 para 1, o que justifica tamanho descontrole?

    Isso sem falar nos salários, que, sob quaisquer aspectos são astronômicos, muitos servidores públicos encotraram maneiras de burlar as limitações e aprenderam a pilhar o dinheiro público de maneira “legal”, isso é no mínimo imoral, o serviço não é para quem quer enriquecer as suas custas, você quando assume o compromisso de servir, você deve ter em mente as limitações que uma carreira dessa natureza oferece, o Estado deve lhe prover o bem-estar mínimo, mas jamais mordomias e luxos que não combinam com a democracia e os tempos atuais.

    No entanto, em resposta a uma pergunta anterior, o que justifica esse descontrole? O próprio nome já diz, total falta de controle dos recursos públicos aplicados, uma autonomia sem regras claras, um crime de responsabilidade que está causando sérios prejuízos ao erário, ao contribuinte e ao próprio futuro dessas universidades.

    Falar que é mais eficiente, que sabe como gerir a coisa pública é fácil, mas suas ações dizem bem mais sobre você do que suas palavras.

     

    • Coitado!

      Esse sujeito, o Robson, chegou aqui todo deslumbrado com suas verdades neoliberais belicosas, e nem se deu ao trabalho de ler a réplica do Rubem Barretto logo abaixo.

      Mais outro que só sabe papaguear informação a meias… e provavelmente só quando elas lhe agradam.

      Não descarto deficiências de gestão nas universidades públicas paulistas. Pior que isso, na verdade, é a opacidade fiscal e financeira que vem a reboque de uma autonomia ainda muito mal regulada (é preciso mais regulação pública, e não menos!). Mas uma crítica que se faça baseada em dados mambembes jamais será uma crítica consistente.

      Comecemos, portanto, pedindo o que as comunidades acadêmicas dessas universidades pedem contundentemente há mais de um ano: abertura de contas. Antes disso, ilações tortas, no estilo inquisitorial, não serão mais que outra irresponsabilidade pública, talvez até maior que qualquer presumida autonomia sem prestação de contas.

  15. A relação funcionário eleitor

    A relação funcionário eleitor que elege reitor (define salário) precisa mudar mesmo. Por exemplo, na UNICAMP tem muitos casos de técnicos e secretárias que ganham acima de 10000 reais livres (muito mais muito acima do salário do mercado nacional para a mesma função). Esse profissionais muitas vezes tem apenas a formação técnica (casos dos técnicos) ou graduação. Um professor que ingressa na universidade, com graduação, mestrado, doutorado (nacional e/ou no exterior) e pós-doutorado (nacional e/ou no exterior) ganha em torno de 7000 reais livre. Esse professor será avaliado a cada 3 anos (produção técnica de artigos, livros, orientações …). O professor tem que orientar uma quantidade de mestrando e doutorando, além de preparar e ministrar aulas (tudo que tem que ser exigidos de um professor realmente). Esse professor vai levar cerca de 10-15 anos para equiparar seu salário com o salário de um técnico ou de uma secretária (fim de carreira). Em outra vertente, um aluno de doutorado recebe de bolsa cerca de 2200/2200/2900 da capes/cnpq/fapesp para realizar seu trabalho de doutorado. Entretanto, o doutorando não tem nenhum direito trabalhista como FGTS ou 13 salário. Para o aluno de mestrado, a bolsa é menor e também não tem os direitos trabalhistas pagos.

    O sistema torna a formação dos professores e atração de alunos de pós muito difícil. Técnicos e secretárias com baixa formação ganham muito mais que um professor em início de carreira (10-15 anos de carreira). É justo que esses profissionais ganhem um salário bom e acima do salário de mercado. Porém, o salário dos funcionários não devem ultrapassar a racionalidade. Os salário devem seguir o nível de meritocrácia, tendo aumentos com o nível de profissionalização atingido(ex: cursos de capacitação, mestrado, … doutorado). Além de ter um teto justo e saudável para as contas da universidade.

    Essa discrepância citada acima foi criada justamente pela eleição do reitor pelos funcionários de modo geral (professores e funcionários). Por exemplo, na eleição do atual reitor, no segundo turno, os professores dividiram-se (50% para cada), enquanto os funcionários votaram no atual reitor na proporção de 75%. Os funcionários apoiam o reitor vencedor, pois o mesmo prometeu em campanha equiparação dos salários com o da USP além de outras regalias. 

    Como uma pessoa que cresceu na UNICAMP (graduação e pós-graduando), tive a oportunidade de testar muitos serviços. Por via de regra, existem realmente uma quantidade acima do ideal de funcionários nos departamentos e unidades. Muitas vezes é muito dificil de saber qual é a função de um determinado funcionário. Eu sendo um pessoa de esquerda, acreditando no serviço público de qualidade, tenho a convicção por experiência de uso que a cada 4 funcionários, 3 são desnecessários. Entretanto, necessita o aumento de professores, pois na graduação tive muitas vezes aulas com alunos de doutorado em disciplinas importantes para a formação do graduandos, pois o professor para área em questão estava sobrecarregado para ministrar outros cursos dito mais importantes.

    Não podemos também prender apenas as coisas ruins dessas instituições. A UNICAMP é uma institução fantástica, ela proporciona infraestrutura que equipara-se a instituições renomadas do exterior (teste próprio). Temos condições de trabalho e equipamentos que nos proporciona fazer pesquisa de ponta. A UNICAMP dispõem de assinaturas de bases de acervos para periódicos que é invejável internacionamente (Ex: IEEE, Elsevier, SAGE …). Além da UNICAMP ser uma grande produtora de ciência e tecnologia para o Brasil, destancando-se e muito em patentes. Porém, devemos fazer correções pontuais para a universidade sempre perseguir a perfeição. Senão, um dia a universidade morre e com ela todos os sentimentos genuínos que motivou a sua criação.

     

     

     

     

     

     

     

     

  16. Sou ex aluno e vi isso de perto

    Fiz graduação na Unicamp nos anos 90 e alguns fatos que o André cita já existiam e pelo jeito só pioraram desde então.

    Vou elencar alguns casos que presenciei:

    Excesso de funcionários (1) –  não sei qual era o índice naquela época mas o cabide de emprego já era notório. Laboratórios com 3 ou 4 técnicos sendo que o laboratório era usado pouquissimas horas por semana.

    Excesso de funcionários (2) – áreas administrativas extremamente inchadas, muitas pessoas com cargos de chefia sem nenhum subordinado, a única coisas que eles chefiavam eram as próprias mesas e gavetas.

    Excesso de funcionários (3) – áreas de atendimento aos alunos (DAC) sempre lotadas, cheia de gente sem fazer nada. Quando você conseguia ser atendido era notória a disposição do funcionário em tentar dar um jeito que não era com ele, que havia algo errado, etc. Tudo para não ter que trabalhar.

    Falta de produtividade (1) – a maioria dos funcionários vem de fretados, que saem às 17 horas. Então para não perder o onibus a maioria para de trabalhar as 16p5 para garantir…Fora que pela manhã primeiro vai tomar café, depois ler o jornal e ver a internet e depois pensa em trabalhar. Mas aí já é quase hora de sair para o almoço.

    Falta de produtividade (2) – muitas tarefas operacionais são feitas por alunos bolsistas (biblioteca, digitação notas, etc). Até aí tudo bem mas normalmente fica um funcionário olhando o bolsista trabalhar.

    Falta produtivdade (3) – greves constantes, mesmo com boa parte dos professores e funcionários ganhando muito acima da média (alguns mais que o governador) as greves são constantes e longas. E durante o período de greve a unica frase que se escuta é “estou em greve, não posso nem dar bom dia”.

    Falta de produtividade (4) – muitos professores terceirizam parte das aulas e atividades para alunos de doutorados, em troca da expectativa de serem contratados no futuro e poderem usufruir da mamata;

    Concursos de cartas marcadas (1) – muitos concursos de professores são cartas marcadas, as pessoas já sabem de antemão quem será o agraciado e fazem um edital tão especifico que só falta dizer “qualquer pessoa pode se candidatar mas pessoas com o nome XX, nascidas em YY terão 5.000 pontos de vantagem”

    Gastos excessivos (1) – já tive professor que mostrou no primeiro dia de aula fotos dele ao redor do mundo, batendo no peito que “tudo foi pago pela Unicamp”. Normalmente são eventos de poucas horas que justificam uma semana no exterior por nossa conta, pagando diarias, etc. Idem para reuniões em Brasilia, para uma reunião de duas horas que não decide nada o professor some dois ou três dias.

    Gastos excessivos (2) – os mlehores equipamentos de informática não estão à disposição dos alunos e nem nos laboratórios e sim trancafiados nas salas / feudos dos professores, afinal eles não podem ter conexão lenta na internet e nem um monitor que não seja de altissima definição. Nos anos 90 todos os monitores coloridos estavam trancafiados, nenhum aluno tinha acesso.

     

    A autonomia deve ter sua razão de ser implantada mas hoje perdeu-se o controle. Não sei se isso existe mas deveria, a exemplo da LRF, existir %s máximos de aplicação das verbas, especialmente em pessoal. Senão 100% do orçamento vai para salário e não sobra nada para pesquisa e desenvolvimento do ensino. 

     

  17. Vão conseguir fazer as

    Vão conseguir fazer as universidades públicas de excelência do Estado de SP ficarem piores que muitas particulares.

    Aliás, em muitos cursos como direito, Adm, Economia, muitas já são piores que FGV, PUC, Insper, etc…

    Autonomia operacional só para quem tem autonomia financeira. Esse é o conceito que deveria nortear a Adm. Pública e servir tanto para Univerisades quanto para Poderes como judiciário ou braços de poderes como MP.

    • Concordo….e tem mais

      Sim, essa tendencia que você descreve é cada vez mais nítida. Hoje muito dos cursos vive mais da tradição passada do que da excelencia presente.

       

      Outro fator que colabora com isso: a Universidade Pública se fechou em si mesma, não dialoga com o mundo real corporativo. São pouquíssimos os professores que tem contato com o mundo lá fora, fica sempre restrito aos muros da universidade e aos livros, nunca se oxigena. 

      Na minha graduação tive no máximo 2 ou 3 professores que trazia novidades do mundo corporativo.

    • Daniel,
      Tome cuidado com suas

      Daniel,

      Tome cuidado com suas afirmações. Não quer dizer que um determinado curso prepare melhor a pessoa para um mercado específico de trabalho que a intituição ofereça melhor curso. Melhor curso é aquele que dê as bases teóricas sólidas e prepare os alunos para ser adaptável a mudanças. Prática do trabalho, ganha-se repidamente. Fundamentos teóricoss leva muito mais tempo.

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