Bolsonaro diz que “há algo muito errado” em país gastar com educação

As mudanças da "Lava Jato da Educação" podem ir além de apurações de desvios: podem impactar no modo de ensino de escolas e professores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro considerou que “há algo muito errado” com o Ministério da Educação (MEC) gastando R$ 130 bilhões, uma significante quantia em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), superior à média de países desenvolvidos.

Por isso, para ele, considerando que a educação brasileira gasta muito, é preciso a “Lava Jato da Educação”.

“Brasil gasta mais em educação em relação ao PIB que a média de países desenvolvidos. Em 2003 o MEC gastava cerca de R$30 bi em Educação e em 2016, gastando 4 vezes mais, chegando a cerca de R$130 bi, ocupa as últimas posições no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA)” [sic], publicou Bolsonaro em suas redes sociais.

O cenário que poderia ser visto de maneira positiva por diversos especialistas é para Bolsonaro algo negativo: “Há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados. Para investigar isso, o Ministério da Educação junto com o Ministério da Justiça, Polícia Federal, Advocacia e Controladoria Geral da União criaram a Lava-Jato da Educação”, defendeu.

Jair Bolsonaro também admitiu que a Lava Jato da Educação pode gerar greves e movimentos coordenados, mas que para ele são ruins, “prejudicando o brasileiro”.

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10 comentários

  1. Faltou o contraditório no artigo. O país só gasta mais que 6 países da OCDE e significativamente menos que os paises desenvolvidos, portanto a argumentação do Capetão já nasce falha.

    E se a escola fosse boa ele e os filhos seriam tão burros, escrevendo tanto errado e com idéias tão retrógradas em relação a tudo e a todos??

  2. Certíssimo. Gastar mais não significa empregar melhor o dinheiro. Se gastar mais fosse sinônimo de melhoria na qualidade, não teríamos a posição do Brasil indo de mal a pior no PISA enquanto os gastos aumentam.
    Tem que ver para onde esse dinheiro todo está indo e controlar melhor esse gasto. Até a Suécia gasta menos com educação do que o Brasil e a qualidade de ensino nem se compara!

    • Mariana, boa noite! Vale lembrar que no período Lula/Dilma foram criadas 18 universidades federais, mais de quinhentas escolas técnicas, ciência sem Fronteira, Prouni etc., investimentos em educação, coisa que no governo FHC, por exemplo, não houve. Os países asiáticos investiram pesadamente em educação, por isso se destacam.

  3. A educação é um direito do cidadão e um dever do Estado (art. 205, da CF/88). 18% ou mais do orçamento da União deve custear o sistema público de educação (art. 212 da CF/88). Ao dizer “é errado gastar com educação” Jair Bolsonaro pode perder o cargo (art. 85, III, VI, da CF/88).

    Não compete ao presidente escolher se vai ou não cumprir a constituição. Caso se recuse a destinar 18% ou mais do orçamento da União para a educação o vagabundo que assaltou o poder mentindo pode e deve ser removido do cargo. Tchau, tchau, querido.
    #EiBolsonaroVaiTomarNoCu

  4. Caso a ser estudado com muita profundidade: por que os alunos não aprendem? Precisamos de respostas reais. Arisco a dizer que o conteúdo obrigatório do currículo do ensino está totalmente defasado pelo tempo. Tecnologias deveriam estar dentro das salas de aula. Os prédios das escolas mais parecem prisões, feios, antiquados, sujos e mal conservados. A questão social dos alunos, também é fator negativo. Remuneração dos professores é péssima, mas não são os salários que impactam o orçamento da educação: o furo é mais em cima!

  5. Educação é investimento, é, portanto, um gasto que tem alto retorno. Gastar com educacão é um investimento que tem maior retorno do que os investimentos do Flávio Bolsonaro em imóveis e do Fabrício Queiroz Laranja na compra de carros velhos.

  6. Vale lembrar que nos governos Lula/Dilma foram criadas 18 universidades federais, mais de quinhentas escolas técnicas, Prouni, Ciência sem Fronteira, valorização dos professores etc., e tais iniciativas demandam mais recursos, por isso o aumento do orçamento.

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