Primeiro lugar do Enem dá ‘jeitinho’ para liderar ranking

Jornal GGN – A escola primeira colocada no ENEM se utiliza de uma artimanha jurídica para aparecer sempre em primeiro lugar. Ela criou um novo CNPJ, ou uma nova escola, onde separa os alunos que mais se destacam para fazer a prova sob esta “nova escola” que fica no mesmo espaço físico. O desempenho desta sala é melhor do que o restante da escola. Ela aparece em primeiro, o restante na 569ª colocação.

 

Do Estadão

Blog do Mateus Prado

Escola campeã do ENEM ocupa, ao mesmo tempo, 1º e 569º lugar do ranking

A primeira colocada no ENEM não é uma escola, é uma artimanha jurídica que faz com que os alunos tenham suas notas computadas em duas listas diferentes.

Vários Fakes entre as primeiras colocadas no ENEM

A escola que se auto intitula a primeira colocada no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) ocupa, ao mesmo tempo, a 1ª e a 569ª posição no ranking que a imprensa faz com os resultados do ENEM.  E  faz 5 anos que a escola usa do mesmo expediente (fingir ser outra escola para ficar em primeiro lugar no ENEM) e ninguém toma nenhuma providência.

Como ela fez isto ? Fácil. A escola, localizada na Avenida Paulista, em 2009 separou numa sala diferente os alunos que acertavam mais questões em suas provas internas. Trouxe, inclusive, alguns alunos de suas franquias pela grande São Paulo. E “criou” uma outra escola (abriu outro CNPJ), mesmo estando no mesmo espaço físico. E de lá pra cá esta ‘outra escola’ todo ano é a primeira colocada no ENEM. A 569ª posição é a que melhor reflete as condições da escola. O 1º lugar é uma farsa.

A primeira colocada no ENEM NÃO é uma escola, é uma artimanha jurídica que faz com que os alunos tenham suas notas computadas em duas listas diferentes. Uma minoria que acerta muitas questões vai pro CNPJ novo e fica em primeiro lugar no ENEM. Todos os demais – a maioria – fica no CNPJ antigo e tem resultados muito ruins no ENEM (em 2013 a 569ª colocação).

Todos estudam no mesmo prédio,  com os mesmos professores, com o mesmo material,  no mesmo horário, convivendo no mesmo pátio e no mesmo horário de intervalo.  O resultado (1º ou 569º) não é diferente por qualquer motivo pedagógico. É diferente porque a escola selecionou quem ela queria que fizesse as provas para representar o novo CNPJ.

No Rio a mesma instituição é a 3ª colocada e a 2015ª

No Rio de Janeiro tivemos mais um destes absurdos. A terceira colocada nacional, que nunca tinha aparecido nem perto das primeiras nacionais e nem nas primeiras posições do Rio de Janeiro, este ano apareceu em terceiro lugar nacionalmente. Mas uma análise um pouquinho mais aprofundada mostra que a escola em 2013 dividiu-se em 13 unidades diferentes (eram menos em outros anos, vários bairros do Rio receberam uma segunda unidade) e a unidade que aparece em terceiro lugar nacional teve somente 15 alunos que fizeram a prova. E sabe qual a posição de todas as 13 unidades da escola ? Ai vai : 3ª, 13ª, 19ª, 387ª, 509ª, 610ª, 739ª, 2105ª, 1549ª, 1034ª, 1010ª, 958ª, 764ª. É isto mesmo. A escola conseguiu ser as mesmo tempo a 3ª melhor escola e a 2105ª do ENEM 2013, e isto passando por escola 1010, escola 1034, escola 1549. É obvio e ululante, estas escolas foram criadas somente para aparecer entre as primeiras colocadas no ENEM. Mandaram pra “lá” quem acerta mais questões entre seus centenas, ou até milhares de alunos, e criaram uma ilusão de que possuem as melhores escolas do Brasil. Tem dúvida ? Tente matricular seu filho em alguma destas duas escolas. Sim, você vai conseguir (se puder pagar quanto eles pedem), mas não na turma que eles tanto usam como propaganda.

O expediente é usado por centenas de escolas em todo o Brasil 

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Não, isto não é exclusividade destas duas escolas. No Brasil todo temos centenas de escolas que trabalham com a regra na mão para tentar parecer que são a melhor e depois divulgar, em suas propagandas, que são a melhor escola do país, do estado, da região, da cidade e, em cidades grandes, como várias capitais, até mesmo que é a melhor escola de um determinado bairro.
Uma curiosidade é que a ‘primeira’ colocada no ENEM não aprovaria, se consideramos que seus cerca de 40 selecionados alunos tivessem a nota média divulgada no ENEM, NENHUM aluno para o curso de Medicina nas Federais mais tradicionais do Sudeste. E, pior, a escola verdadeira, aquela que faz a captação dos alunos que mais gabaritam em simulados, não aprovaria ninguém (se considerarmos que todos tivessem a média divulgada para a escola) em nenhum curso muito ou mediamente concorrido. Eles ficariam com nota média um pouco menor que 624 pontos, o que significa um pouco mais de um desvio padrão em relação ao aluno médio nacional, o que é um desastre pedagógico se consideramos as condições socioeconômicas dos alunos e o valor de sua mensalidade (superior a dois mil reais).

“Receita” para ficar entre as primeiras no ENEM 

Antes de explicar a “receita” para alcançar os primeiros lugares nestas divulgações já digo, de antemão, que não adianta o MEC simplesmente falar que ele não faz e não divulga ranking, que quem faz isto é a imprensa. Pode até ser que hoje seja assim, mas algumas vezes, em anos anteriores, o MEC tinha ferramentas, em seu site, que classificava as escolas por ordem de nota, igual ao que fazemos com uma tabela de Excel. O MEC trabalhou para incentivar os atuais ranqueamentos.

A receita é simples para uma escola estar entre as primeiras colocadas: Tenha uma mensalidade alta (famílias de maior capital econômico tendem a ter maior capital cultural), selecione seus alunos com prova e/ou entrevistas (assim sua ‘escola’ já irá iniciar o ensino médio com os alunos que tendem a acertar mais questões do tipo ENEM/Vestibular), separe os alunos que acertam mais questões nos simulados e faça a matrícula destes num outro CNPJ, dê a esta ’nova escola’ um nome parecido ao da sua escola principal.  Distribua bolsas para os alunos de outras escolas que acertam muitas questões em seus simulados abertos, mesmo que a família destes alunos tenham plenas condições de pagar pelo curso (mas se o aluno não tiver condições econômicas de frequentar a sua escola você pode até ‘pagar’ para que ele esteja entre seus matriculados). Por fim não admita, em nenhuma hipótese, que alunos de inclusão (com necessidades especiais) estejam na escola (no CNPJ) que você deseja que apareça bem no ENEM. Depois disto é só correr pra galera e contar para a sociedade  a lorota de que sua escola é a melhor do país,  do estado,  da metrópole, da região, ou – para delírio de muitos – a melhor colocada do ENEM no bairro.

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Todas as escolas nas primeiras colocações no ENEM usam um ou mais dos expedientes que citei. Tem algumas que usam todos. Até as públicas melhores colocadas usam de um destes expedientes (elas selecionam os alunos com prova, que chamam de ‘vestibulinho’. Já começam o primeiro ano com quem, entre seus inscritos, acertam mais questões. Boa parte de seus alunos são provenientes de famílias de boas condições econômicas e/ou cultural).

Hoje a nota do ENEM só ajuda a gente descobrir que está matriculado em cada escola

O que é fundamental entender é, que do jeito que analisamos as notas do ENEM, que na média nacional são muito baixas para todas as escolas, tanto públicas como particulares (é bom explicar que 600 não é 60%, e 700 não é 70%, a nota do ENEM é dada em uma escala de desvio padrão) só conseguimos descobrir onde estão os alunos de melhores condições sócio econômicas. Só isto.

Notas são todas muito baixas, inclusive das escolas particulares melhores colocadas

Qualquer média, nas quatro provas objetivas, abaixo de 700 (700 é algo, para 2013, entre 80 e 90 acertos de um total de 180 questões) é muito baixa para escolas particulares.  Uma nota abaixo de 600 (600 foi, para 2013, um pouco mais ou pouco menos de 60 acertos nas 180 questões) demonstra que os três anos de ensino médio serviram para quase nada na formação do aluno, seja em escola pública ou particular. A média 600, nas quatro provas objetivas já é um desastre total na formação do aluno. A média 500, que é a nota do aluno mediano (o aluno do meio na escala de notas), é um desastre ainda maior, e metade dos alunos que estavam no terceiro ano e fizeram o ENEM ficaram com nota menor que 500 (em uma distribuição de desvio padrão metade da distribuição da amostra fica acima de 500 e metade fica abaixo de 500). Lembro que, como a nota é dada em desvio padrão, de média 500 e desvio 100, o aluno nunca zera, mesmo que erre todas as questões.

Como melhorar a avaliação das escolas de Ensino Médio ?

E existe solução para que o indicador seja mais claro e objetivo, tenha função pedagógica e não seja instrumento de propaganda de algumas escolas mal intencionadas? Sim, claro que há. Primeiro é óbvio que ter algum indicador é melhor do que não ter nenhum. Neste sentido é melhor a nota do ENEM, para avaliar as escolas, do que nada. Mas este indicador foi jogado ao país sem maiores explicações de seu significado e imediatamente apoderado pelas escolas e pelos sistemas de ensino que querem passar a impressão que as primeiras colocações são da responsabilidade deles. Não são. São resultado da história de vida dos alunos que as escolas captaram.

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Escolas, ou sistemas de ensino, que usam de pelo menos alguns destes expedientes estão muito pouco preocupados com o desenvolvimento da Educação e com as reformas necessárias para que o Ensino Médio seja de fato uma porta de oportunidades com menor diferenças para ricos e pobres.

O ENEM, como avaliador do ensino médio, precisa criar mecanismos para que a sociedade possa olhar para uma escola e saber o que de fato ela acrescentou ao aluno. E a única forma de saber isto é saber ‘onde ele estava’ quando entrou no ensino médio e ‘onde ele chegou’ quando saiu dele. Dessa forma todos nós saberemos se o método, o material, os professores, a estrutura e tudo mais ao redor do aluno, na escola, colaboraram para sua formação no ensino médio ou se essa formação foi tão somente fruto de seu amadurecimento, de sua estrutura familiar e de sua convivência em sociedade.

A nota, das escolas, tem que ser dada à diferença entre onde ela recebeu a turma e até onde ela caminhou com ela. E não tem jeito, a única forma de fazer isto é criar um exame no fim do nono ano do ensino fundamental para que os alunos o façam e tenham seus resultados comparados com o que venham a ter no ENEM. E este exame precisa ter alguma coisa com poder de incentivo suficiente para atrair a maior parte dos alunos brasileiros a realizá-lo. E que se dediquem a estudar para ele. O ENEM tem algum tipo de incentivo a isto, com a possibilidade do aluno entrar em uma Universidade, mas ele não é absoluto. Milhões de pessoas que estão no ensino médio, mas não acreditam na perspectiva, de fato, de passar em uma Universidade Pública não chegam nem a fazer a inscrição para o ENEM – muitas vezes fazem, mas deixam de comparecer nos dias do exame ou simplesmente ‘abandonam’ a prova pela metade em um ou nos dois dias de Prova (isto acontece principalmente em Matemática, a última prova, no caderno de provas, do segundo dia do exame).

Com o ‘jeitinho’ que centenas de escolas usam pra burlar a avaliação feita pelo ENEM, e o consequentes ranking, nos deparamos com uma grande distorção entre esses resultados e o das escolas que não utilizam o artifício e, com essa situação, quem sai perdendo mais uma vez é a sociedade.

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32 comentários

    • Quando foi a ultima vez que

      Quando foi a ultima vez que uma propaganda dessa escola apareceu no estadao, gente?!?!

      • Me lembrei de uma estória do

        Me lembrei de uma estória do livro “Chateau”, do Fernando Morais, em que o jornalista, fulo da vida por que uma fábrica de fósforos não quis divulgar no jornal (ou algo assim), comprou várias caixas de fósforos da marca e confirmou que nem sempre havia 50 fósforos, como era dito na caixa: havia 49 em uma, 51 em outra, 48 naquela outra etc. Chateau denunciou e, a partir de então, a caixa tinha impressa o aviso: “contém em torno de 50 palitos”.  Só não me lembro se a marca de fósforo voltou a fazer publicidade no referido jornal.

    • Ora, elas são a primeira e a

      Ora, elas são a primeira e a terceira colocada no Enem nacional.

      Quem é a primeira colocada?

      Colégio Objetivo Integrado. *

      Não precisa di gênio pra responder isso…

      Falando sério, é prática antiga das escolas selecionarem seus alunos para obterem bons rankings – desde o tempo em que nem havia ainda Enem. Alguns cursinhos chegavam a pagar para ter alunos comprovadamente bons concorrendo sob suas bandeiras. Outras escolas pressionavam os alunos mais fracos a saírem, para não prejudicar seus escores.

      Enfim, são escolas privadas, cujo objetivo é o lucro, e só secundariamente o ensino.

      * O que bate, aliás, com a descrição aqui:

      http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/as-500-melhores-escolas-do-pais-no-enem

      Segundo a Exame,

      “O Objetivo Integrado é uma espécie de unidade de elite do colégio original.”

      Evidentemente, a Exame publica a coisa de forma totalmente acrítica, como se fosse normal uma escola ter uma “unidade de elite”. Mas os fatos são os mesmos.

      Quanto ao interesse do Estadão, pode ser que o Objetivo não anuncie lá. Também pode ser que um repórter tenha tido um filho exposto ao vexame de ser transferido da “unidade de elite” para a unidade de massa. Repórteres também têm filhos, afinal. Ou pode até ser que eles tenham simplesmente decidido que essa é, afinal, uma notícia que vale a pena publicar, por que eles ainda são uma empresa que vende notícias, não?

      Ou podem ser as trÊs coisas juntas.

  1. Artimanhas de mercados

    Estaria escolas com ações na bolsa também dentro do esquema? A princípio o interesse seria a questão de entregar dvidendos para os sócios a qualquer custo, inclusive do dever de ensinar bem.

  2. Atraso…

    Ué! Por que que a imprensa só se interessou pelo esquema depois de tantos anos? Qualquer estudante do ensino médio medianamente informado sabia e sabe disso.

    Será que o “Colégio Integrado Blábláblá” e seus pares diminuiram suas verbas de divulgação? Se sim, que bom!

  3. Por que não informar que a escola em questão é o OBJETIVO?

    Por que não informar que a escola em questão é o OBJETIVO?

  4. Vai os dez primeiros

    É a tal história, uma maçã podre no cesto contamina as demais:

    Posição

    UF

    Escola

    Privada ou pública (federal, estadual, municipal)?

    SP

    OBJETIVO COLÉGIO INTEGRADO*

    Privada

    MG

    COLEGIO BERNOULLI – UNIDADE LOURDES

    Privada

    MG

    COLEGIO ELITE VALE DO ACO

    Privada

    RJ

    COL DE SAO BENTO

    Privada

    CE

    ARI DE SÁ CAVALCANTI*

    Privada

    MG

    COL DE APLICACAO DA UFV – COLUNI

    Federal

    SP

    VERTICE COLEGIO UNIDADE II

    Privada

    PI

    INSTITUTO DOM BARRETO*

    Privada

    MG

    COLEGIO SANTO AGOSTINHO UNIDADE NOVA LIMA

    Privada

    10º

    BA

    COLEGIO HELYOS

    Privada

     

  5. E demais. Até onde vai a

    E demais. Até onde vai a ganância desses empresários da educação que na verdade só se preocupam com o faturamento de suas fábricas de alunos? É o  capitalismo gente …..

    • O Bernoulli não faz a mesma

      O Bernoulli não faz a mesma coisa. A escola tinha 302 alunos no 3º ano, dos quais 300 fizeram o ENEM, todos na mesma unidade e CNPJ. A média dos 300 foi de 722,64. Se considerarmos apenas as 30 melhores notas, a média sobe para 806,70 – informações da Folha de São Paulo (24.12.2014). 

      Já o Objetivo Integrado tinha apenas 44 alunos. A média geral foi de 741,94 e a dos 30 melhores, 768,13. Praticamente a mesma nota. 

      A matéria da Folha mostra o ranking considerando apenas os 30 melhores alunos. O Bernoulli fica em 1º e o Objetivo Integrado em 15º.  Ess a lista foi feita exatamente para elimar o efeito do “recorte” dentro da mesma escola.

      É claro que todos esses rankings tem uma série de problemas, mas não dá para generalizar. Nem todas as escolas com boas notas são armações jurídicas. Em BH, além do Bernoulli temos o Santo Antônio, o Santo Agostinho e o Magnum com muitos alunos e destaque nacional. 

  6. Quem disse que marketing e

    Quem disse que marketing e ética combinam?

    Basta criar uma escola – espelho, com novo CNPJ, e juntar alguns  gênios dando a eles um descontinho na mensalidade e pronto, nasce uma campeã  incensada pela mídia e que vai ter a procura por matrículas aumentada. Os com bons currículos matriculados na escola-espelho, e o resto no CNPJ tradicional.

    Que é antiético eu sei, mas é legal?

  7. Essa é a.forma do jornal
    Essa é a.forma do jornal conseguir um dinheiro, ou melhor, um anúncio.
    Tem que dividir.o quinhão da malandragem.

    Tanto faz, isso não é problema. Espero que o governo não faça nada. Tem que ser muito idiota para achar que Objetivo é do mesmo nível do São Bento.

  8. Isso não é de hoje. Me lembro

    Isso não é de hoje. Me lembro que na minha época, os supletivos também saiam a selecionar os “CDFs” das escolas e lhes ofereciam bolsa. O “resto” pagava e caro. Isso porque queriam estudar onde tinha sempre o primeiro colocado na engenharia e medicina da UFRJ, e no direito e economia da PUC.

    Me lembro do Miguel Couto Bahiense. Fiz supletivo lá quando fui prestar vestibular para arquitetura, porque já tinha passado 2 anos e eu não lembrava direito das matérias caiam na CesgranRio. Escolhi esse porque me deram um desconto, provavelmente porque eu vinha da Aplicação da UFRJ, escola tradicional aqui do Rio.

    Acho esses casos de agora mais graves. É mais do que esperteza, pois criam novos CNPJs. Cara de estelionato, ou no mínimo propaganda enganosa. Caso para o Procon. Sem dúvida

  9. A escola seletiva.

    Pedagogos e burócratas do Ministério da Educação, para fugir das mazelas do vestibular criaram um monstro ainda maior que aos poucos vai revelando suas garras, o ENEM.

    O ENEM que teoricamente serviria para eliminar o esquema de decoreba dos vestibulares e eliminar a disparidade de chances entre os mais ricos e mais pobres no ingresso aos cursos de nível superior está se revelando ao contrário do desejado.

    Já em 27 de abril de 2009, abri um tópico no saudoso PORTAL LUIS NASSIF, com um instigante título  ENEM ou VESTIBULAR? Qual é o mais democrático?, cada ano que passa, verifico que este brilhante exame, que veio teoricamente para moralizar e democratizar o ingresso no ensino superior vai se revelando um dos instrumentos mais cruéis do contra-exemplo da “Escola inclusiva”.

    Retomarei o assunto iniciado há quase seis anos em tópico especial, com mais informações e mais argumentos, revelando que o 

    O ENEM É UMA FARSA

    e que a miopia dos pedagogos e burocratas do Ministério da Educação fazem tudo para não enxergar, enquanto a população em geral se ilude com um verdadeiro truque de mágica que virou este exame nacional.

  10. São os mercadores da

    São os mercadores da educação

     

    Já comentei essa prática aqui anteriormente.  O que os pais podem esperar de uma escola dessas.

    A idéia do ENEM é boa, embora eu ache que ele peque pelo seu gigantismo.

    Mas nada pode funcionar para o bem quando não há virtude.  

  11. Não sei não…

    Para mim este artigo deve ser analisado com cuidado porque há afirmações  que eu estou a duvidar. Explico:

    1) O MEC não faz ranking de escola, quem faz é a imprensa e ponto, não há nada a discutir porque é fato;

    2) Como as escolas usam um outro CNPJ para informar os melhores alunos? Não são as escolas que fazem a inscrição do aluno no ENEM, são os alunos é que fazem a inscrição e como é que eles sabem o CNPJ da escola fajuta? Nem eu sei o CNPJ da minha empresa de cabeça! Não alcanço a falcatrua.

    3) O Censo Escolar que é um instrumento do MEC a fim de conhecer a realidade das escolas brasileiras é bem preciso e a escola informa nele quantos alunos estão matriculados e em qual ano e estes dados são cruzados porque a escola para funcionar tem que ter autorização das Secretarias de Educação dos Estados que homologam todos os anos a Matriz Curricular que informa  os alunos matriculados. No Estado de São Paulo ainda temos o GDAE que é um cadastro eletrônico super controlado com verificação do secretario da escola, depois da direção e depois do supervisor de ensino. De modo que não acredito que as escolas consigam fazer esta pirotecnia descrita pelo autor do artigo.

    É certo que as escolas estão a fazer uma seleção, isso sim, não há dúvida.De que forma?

    A meu ver , os alunos com dificuldades de aprendizagem estão sendo expulsos das escolas de forma bem sutil. Sei disso porque estou a lidar com Recursos contra o Resultado de Avaliação Final e recebo informação de pais de todo o país, mas principalmente do Estado de São Paulo e é nítido a política educativa que estão a empregar nas escolas particulares: alunos com dificuldade  e os medianos são reprovados por décimos sem chance de reconsideração.

    Desta forma ficam com os melhores alunos e depois dizem que são as melhores escolas … até eu consigo uma ótima escola com alunos que possuem maior facilidade de aprendizagem… Isso sem dúvida estão a fazer.

    As escolas particulares estão péssimas e caríssimas que se eu tivesse filho never, jamais colocaria meu filho em uma escola, cuja mensalidade é R$ 2.500,00  a R$ 5.000,00 para depois ele ser reprovado e culpabilizado pelo seu fracasso escolar, sem direito a defesa!

    Estamos a viver o pior período da educação na minha concepção porque é ultra conservadora. É como se tivessemos retornado aos anos 60, 70 do século XX. As escolas particulares rasgaram as pesquisas acadêmicas e tiraram do baú as velhas e empoeiradas teses behavioristas ou comportamentalistas de Skinner e estão a praticá-las, muito embora contra a própria legislação de ensino que é progressista e tenta proteger os alunos.

    Toda a sociedade tornou-se mais de direita e as escolas também, taí nas ruas a geração de reaças que estão a formar. As escola são conservadoras, competitivas e sem ética, mas chegar a trocar o CNPJ daí eu acho que é lenda urbana!! Só acredito vendo.

    • Minha querida…

       

      Não seja tão ingênua e nem queira desqualificar a dnúncia.

      A Escola Dinamis do Rio de Janeiro foi flagrada já em 2012 com alunos dentro da mesma sala de aula, matriculados em UNIDADES diferentes, o MEC divulga a UNIDADE e não o CNPJ. Só que cada CNPJ corresponde a uma UNIDADE da escola.

      A prática está disseminada há anos, não nesse nível de sala de aula, mas no mesmo endereço há DUAS UNIDADES da mesma escola. E também há anos a prática é denunciada por educadores.

      Quanto ao MEC não divulgar o ranking, me poupe né ? No site do INEP é possível baixar uma planilha de excel com o resultado de todas as UNIDADES por ordem alfabética, com dois cliques você muda a ordem de alfabétic por ordem de notas e o ranking está pronto.

      E fica um conselho, você deveria pelo menos tentar decorar o CNPJ da sua empresa, sempre é bom exercitar a memória um pouco.

      • E a educação, também é culpa da escola?

        Seu Alex, me metendo para tentar ajudar, ela expôs a opinião dela segundo dados que ela possuía. Vc pode, como um  cidadão pacífico e que acho que é, e orientar ela onde buscar as informações que vc tem ao invés de usar seu conhecimento para agredir. Conheço vários que conhecem pouco, mas quando aprende algo e que indica que ele sabe mais do que o outro num mínimo detalhe, na primeira oportunidade ele usa isso como um tacape. Esse pode até ter sabido algo momentâneo, mas não foi sábio, com certesa. Acho que isso vale para todos nós.

  12. Dou risadas com esta

    Dou risadas com esta reportagem. Fico a imaginar a cara dos trouxas (que são em quantidade absurda) que escolhe colégio atualmente pela nota dele no ENEM e paga uma mensalidade absurda achando que está garantindo ao filho ou à filha uma boa chance no mundo acadêmico.

    Só lamento, como alguém comentou, que depois irão culpar os filhos quando o sonhado resultado não acontecer.

     

  13. Atenção, revisor, para as

    Atenção, revisor, para as expressões escola MELHOR COLOCADA, aluno MELHOR COLOCADO. O correto: escola MAIS BEM COLOCADA, aluno MAIS BEM COLOCADO.

    O superlativo de BEM é MAIS BEM, NÃO MELHOR.

  14. É muita “cara de pau”!!!

    “Receita” para ficar entre as primeiras no ENEM 

    Antes de explicar a “receita” para alcançar os primeiros lugares nestas divulgações já digo, de antemão, que não adianta o MEC simplesmente falar que ele não faz e não divulga ranking, que quem faz isto é a imprensa. Pode até ser que hoje seja assim, mas algumas vezes, em anos anteriores, o MEC tinha ferramentas, em seu site, que classificava as escolas por ordem de nota, igual ao que fazemos com uma tabela de Excel. O MEC trabalhou para incentivar os atuais ranqueamentos…

     

    As escolas FRAUDAM e a CULPA é do MEC!

    No mínimo vc foi aluno de uma dessas escolas!!!

  15. Pernambuco “apresenta” excelentes números nas escolas integrais

    Aqui existe uma receita de sucesso para se alcançar as metas traçadas pelo governo estadual.

    Caso queiram saber como é que faz, é só dá uma passadinha por aqui!

    Ela funciona direitinho que é uma beleza!!!

  16. E são esses que se vestem de

    E são esses que se vestem de branco e vão marchar contra a corrupção…Incríveis a cara de pau e a leniência com esse expediente. Não há filtros no cadastro das escolas?

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