4 de junho de 2026

Acredite em campanha propositiva quem quiser

Por André LB

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Comentário ao post “Os votos para 2014

Campanha propositiva em 2014? Não vejo possibilidade real disso acontecer.

Óbvio que Dima/PT será vidraça, apesar de poder usar a carta “Paulo Preto” em debate, como fez antes: seu maior concorrente, o PSDB de Aécio, é protagonista de escândalos que ainda estarão na memória coletiva neste 2014 e nem o dique representado pela mídia conseguirá barrar tudo.

Mas Dilma é situação. Vamos aos outros.

O programa do PSDB – se é que pode ser chamado assim – foi resumido como algo menos que um rascunho pelo próprio Nassif, adepto ferrenho da neutralidade. Ou seja, o famoso, quase mitológico “choque de gestão” PSDBista, mesmo em sua versão mineira, não vai ser astro principal da campanha tucana, e quem dá o sinal é o próprio Aécio, que mandou passear o marqueteiro do “vamos conversar?”, mote tão simpático quanto inócuo, e já avisou que vai mudar a tônica do discurso. Quanto à mudança ter ocorrido por decisão do próprio Aécio ou de “forças ocultas” tucanas ou mesmo ainda mais ocultas, não importa; ou quem manda de verdade são os falcões, ou Aécio aderiu a eles.

Quanto a Eduardo Campos/PSB, a situação muda um pouco de figura. Mesmo que não tenha a ganhar adotando uma postura belicosa, é preciso mais substância que o simples “dá pra fazer mais”. Mais o quê? De concreto, apenas beijou a cruz, digo, o tripé (econômico). Veio para apresentar um neo-PSDB, ou seja, “responsável” mas com um véu social, a exemplo do que o PSDB um dia teve – só não vai explicar em horário eleitoral o porquê do aumento anual do salário mínimo por lei ser um problema para ele ou seus financiadores de campanha. Enfim, ainda que a vantagem que sua cara nova lhe traz (no cenário nacional) não possa suportar uma postura encrenqueira, ele contará com…

… Marina Silva. Depois de muito choramingar por ter seu partido “bloqueado” por seu próprio sono em berço esplêndido, já que teve dois anos para coleta de assinaturas, entrou no PSB em jogada política que, ao menos para o grande público, não fez sentido algum. Nem com toda a boa vontade do mundo dá para aceitar como “diferente” o ingresso no PSB sem falar com as bases e mesmo correligionários de um grupo tido como “horizontal”, e em um partido que Campos ora transforma em “pragmático”. Daí Marina ter queimado parte de seu capital político, embora ainda não demonstre ter percebido: o desejo de “mais protestos” em 2014 é típico de alguém que ainda se vê à parte da política. Enfim, para se mostrar diferente ainda que tenha agido igual Marina fará disparar a metralhadora em 2014, mas focada no “chavismo do PT “.

Dito isso, acredite em campanha propositiva quem quiser. O resto são os aerotrens de Levy Fidelix – que de bobo só tem o discurso: quem assim pensa, não sabe o que é o Fundo Partidário.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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9 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    3 de janeiro de 2014 6:04 pm

    O mundo de poucos discursos

    Quando o mundo optou pelo pragmatismo, por estreitar o pensamento, por radicalizar entre apenas dois lados como se fossem apenas eles os possíveis, se estreitou o debate.

    Mesmo em determinado país onde praticamente só existem dois partidos o debate fica fechado e um dos lados viu o extremismo como proposta; o famoso tea party.

    Aniquilaram a filosofia que seria o caminho de proposituras, de buscar pensamentos e em seu lugar inseriram a economia; sobrou este discurso vazio.

    Um mundo sem pensamento, sem alternativas, hegemônico…

    Ao ponto de pretensamente cunharem:

    “O fim da história”

     

  2. Xandão

    3 de janeiro de 2014 6:31 pm

    Não esqueçamos a campanha de

    Não esqueçamos a campanha de 2010. No primeiro turno, o Serra virou o “Zé”, uma figura simpática, de bem com a vida, e que queria ser o sucessor do Lula. Quase perdeu pra Marina e quase a Dilma liquida a fatura de primeira. No segundo turno, o demônio se apossou da campanha. Resultado: 44% dos votos. Vocês acham mesmo que a campanha vai ser mais tranquila?

    1. Assis Ribeiro

      3 de janeiro de 2014 7:14 pm

      A diferença é enorme na apuração

      Dilma – 13

      55.752.483 votos

      56,05% % validos

       

      José Serra – 45

      43.711.162 votos

      43,95% % validos

         

       

    2. Diogo Costa

      3 de janeiro de 2014 7:28 pm

      Falsa premissa

      Partir do patamar de votos obtidos no segundo turno é uma premissa equivocada. Não tem sentido algum. Segundo turno, sei que isto já virou até jargão popular, é outra eleição. A base de comparação de eleições municipais, estaduais e nacional tem que ser sempre a partir dos números do primeiro turno.

       

      Neste sentido, segue o que houve em 2010:

       

      -Dilma Rousseff: 46,9%;

      -José Serra: 32,6%;

      -Marina Silva: 19,3%.

       

      Note-se que José Serra vinha de um extenso e robusto recall, pois concorreu a presidente em 2002, a prefeito de São Paulo em 2004 e a governador de São Paulo em 2006, elegendo-se nestas duas últimas eleições. Serra era o governador do estado mais poderoso do Brasil quando concorreu pela segunda vez para a presidência em 2010, tendo ampla, geral e irrestrita publicidade da ‘grande mídia’.

       

      Dilma Rousseff era, ao contrário, ampla, geral e irrestritamente desconhecida do povo brasileiro na eleição de 2010. Dilma Rousseff foi eleita muito mais em função do apoio inconteste de Luiz Inácio Lula da Silva naquela oportunidade. Para quem não lembra, José Serra aparecia na frente de Dilma Rousseff em todas as pesquisas eleitorais até o mês de julho de 2010 (início da campanha eleitoral).

       

      Em 2014 Dilma não será mais uma desconhecida do povo brasileiro. Terá recall próprio, aprovação popular superior a que FHC tinha no início de 1998 e que Lula tinha no início de 2006, um governo consolidado, com pleno emprego, inflação controlada e distribuição de renda. Dilma Rousseff terá luz própria em 2014 (o que não tinha em 2010), além de conservar integralmente o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva.

       

      Finalizando, os novatos em 2014 serão Edward Campriles e Aécio Neves, e, ao contrário de Dilma, eles não tem um Lula para ser o puxador de votos e o garantidor das candidaturas presidenciais de ambos.

      1. RVeiga

        3 de janeiro de 2014 8:20 pm

        > Dilma Rousseff foi eleita

        > Dilma Rousseff foi eleita muito mais em função do apoio inconteste de Luiz Inácio Lula da Silva naquela oportunidade.

        Só foi eleita por isso.

  3. Aroeira

    3 de janeiro de 2014 10:53 pm

    Campanha propositiva x ameaças da Marina

    Marina Silva, possuída pelo espírito maligno da destruição (uma autêntica black bloc), já disse que em 2014 vai botar pra quebrar, no sentido literal do termo. E que não pretende poupar nem  mesmo a fachada das agências do Banco Itaú. Qualquer loja iluminada estará sujeita à depredação que deverá ser comandada pela ex-verde. Estou morrendo de medo!

  4. AlvaroTadeu

    4 de janeiro de 2014 3:50 am

    Quanto custa?

    Amiga mineira informa. Todos os dias ela consultava o Facebook do Aécio ou algo parecido onde havia uma coluna com um “Vamos Conversar?”. Qualquer pessoa podia entrar e fazer qualquer tipo de pergunta ou comentário, algo perfeitamente democrático. Um garoto (ela deduziu) fez a seguinte pergunta, que se apresenta com a maior falta de respeito: “Vc sabe quanto custa uma prótese de platina para o nariz?” Pano rápido. O tal blog saiu do ar.

  5. Fulvia

    4 de janeiro de 2014 5:22 pm

    Estou louca para ver a defesa

    Estou louca para ver a defesa do choque de congestão (intestinal), do rentismo, do Brasil para poucos.  O homi já avisou, o ano de 2014 será o ano da cocaína, para bom entendedor um pingo é letra e meia palavra vasta. 

  6. ALON

    4 de janeiro de 2014 6:12 pm

    Seria muito estranho a

    Seria muito estranho a situação não ser vidraça. Se isso acontecesse acreditaria que a nossa presidenta teria comprado todo mundo. Que seja vidraça, um governo sem oposição é ditadura.

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