2 de outubro de 2026

Eleição no Brasil ocorre sob a sombra de Trump

Disputa pode redefinir relação do Brasil com os EUA, recolocar o bolsonarismo no Planalto e influenciar a política ambiental para a Amazônia
Fotos: Agência Brasil e Agência Senado

Brasil realiza eleição presidencial neste domingo entre Lula e Flávio Bolsonaro, com influência dos EUA em debate.
Trump acompanha a eleição brasileira e impôs tarifa de 25% a produtos do Brasil, gerando tensão comercial.
Amazônia é foco da disputa: Lula reduziu desmatamento, Bolsonaro propõe flexibilização ambiental.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O Brasil vai às urnas neste domingo (4) para escolher o próximo presidente da República em uma eleição que ultrapassa as fronteiras nacionais. A disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro se transformou também em um teste da influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a política brasileira e latino-americana.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O site norte-americano Axios destaca que o embate ainda pode produzir efeitos de longo prazo sobre a política ambiental brasileira e o futuro da Amazônia, bioma estratégico para o equilíbrio climático global.

Na quinta-feira (1º), Trump afirmou que acompanha a eleição brasileira “muito de perto” e classificou o pleito como “muito importante”, sem declarar apoio formal a nenhum dos candidatos.

A interferência norte-americana na campanha, porém, começou antes. Durante o ano, o governo Trump impôs uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, em uma medida que Lula classificou como interferência nos assuntos internos do Brasil.

A disputa brasileira ocorre em uma conjuntura em que política interna, relações comerciais e estratégia geopolítica estão diretamente conectadas: para Washington, o Brasil é a maior economia da América Latina e um ator central nas discussões sobre comércio, segurança e meio ambiente.

Para os países da região, a escolha brasileira também pode alterar o equilíbrio político latino-americano e a relação do país com governos como os de Argentina e El Salvador.

Para além das relações com os Estados Unidos, o resultado terá impacto sobre a política ambiental brasileira, especialmente em relação à Amazônia e à exploração de combustíveis fósseis.

Amazônia também está em jogo

Outro elemento que amplia o alcance internacional da eleição é a política ambiental.

Quase 60% da floresta Amazônica está em território brasileiro. A região funciona como importante estoque de carbono e exerce papel relevante na regulação do clima, o que faz das políticas brasileiras para a floresta uma questão acompanhada por governos e instituições internacionais.

Durante o atual governo Lula, os índices de desmatamento registraram quedas significativas. Dados consolidados do Prodes, sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontaram 5.731 km² de desmatamento na Amazônia Legal em 2025, uma redução de 12,07% em relação a 2024.

No ciclo mais recente do Deter, entre agosto de 2025 e julho de 2026, a área sob alertas de desmatamento na Amazônia caiu 36%, para 2.874,38 km² — o menor resultado da série histórica do sistema para o período.

O programa ambiental de um eventual governo Flávio Bolsonaro, por outro lado, é associado a uma defesa de mudanças nas regras ambientais e de maior flexibilização regulatória. O candidato também declarou, em agosto, não acreditar que as mudanças climáticas sejam reais.

A disputa brasileira ocorre em uma conjuntura em que política interna, relações comerciais e estratégia geopolítica estão diretamente conectadas: para Washington, o Brasil é a maior economia da América Latina e um ator central nas discussões sobre comércio, segurança e meio ambiente.

Para os países da região, a escolha brasileira também pode alterar o equilíbrio político latino-americano e a relação do país com governos como os de Argentina e El Salvador.

Para além das relações com os Estados Unidos, o resultado terá impacto sobre a política ambiental brasileira, especialmente em relação à Amazônia e à exploração de combustíveis fósseis.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Recomendados para você

Recomendados