15 de outubro de 2026

FUP denuncia intimidação de sindicalistas em ação de Flávio

Ação no TSE contra chapa Lula-Alckmin tenta constranger lideranças e ocorre em meio à mobilização por direitos trabalhistas, diz sindicato
Arte: fup.org.br

FUP denuncia ação de Flávio Bolsonaro no TSE que pede cassação da chapa Lula-Alckmin por suposto abuso de poder.
Sindicato critica que ação atinge dirigentes em CPFs, não as entidades representativas com CNPJs, e vê tentativa de intimidação.
FUP relaciona ação à mobilização por direitos trabalhistas e teme uso da medida para contestar resultado eleitoral.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou uma tentativa de intimidação de dirigentes sindicais em uma ação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quarta-feira (14), que pede a cassação da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

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Segundo a FUP, a iniciativa questiona a atuação de movimentos sindicais e sociais na campanha pela reeleição de Lula, sob alegações de abuso de poder e abuso econômico. A federação critica o fato de a ação acionar dirigentes sindicais em seus CPFs, e não as entidades que representam, identificadas por seus CNPJs.

Para Cibele Vieira, coordenadora-geral da FUP, a medida constitui uma tentativa de intimidar as lideranças dos trabalhadores. A dirigente afirma que sindicatos e movimentos sociais têm legitimidade para defender direitos, apresentar reivindicações e debater com a sociedade os projetos políticos em disputa.

FUP relaciona ação à mobilização trabalhista

Cibele também relacionou a iniciativa à mobilização em torno de pautas trabalhistas, citando a votação pelo fim da escala 6×1 realizada no dia anterior. Na avaliação da dirigente, a ação apresentada ao TSE representa uma reação à força dos movimentos sindicais e sociais e à defesa dos direitos da classe trabalhadora.

A coordenadora-geral afirmou ainda que a federação continuará participando do debate público e comparando as políticas dos governos Jair Bolsonaro e Lula, mas mostrou preocupação com a possibilidade de a iniciativa integrar uma estratégia de contestação do resultado eleitoral caso ele não corresponda aos interesses dos adversários do atual presidente.

Redação

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