4 de junho de 2026

Marina, a candidata, suas circunstâncias e opções

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A possibilidade de Marina se tornar a segunda força e com isso alijar o PSDB da disputa à presidência, neste momento, que antecede o início da propaganda eleitoral gratuita, é essencial tanto para definir o espaço midiático dos candidatos da oposição, como para garantir as finanças que cada um dispõe para tornar viáveis suas candidaturas.

Nas declarações de caciques do PSDB e do próprio candidato à Presidência (que podem ser apenas pro-forma), que saudam Marina, pode estar a semente da destruição não somente de Aécio, mas dos demais candidatos do PSDB.

Anoto, também, que não descarto a possibilidade do referido candidato apenas estar tentando aplicar a mesma estratégia que deu certo com Eduardo Campos, ou seja, trazer Marina para o lugar comum das oposições, onde seria mais fácil utilizá-la e manobrá-la, sem o receio que se torne grande o suficiente para ameaçá-lo.

Ocorre que, ao que se pode presumir, através de posicionamentos e declarações, a nova candidata não se mostra sensível a quaisquer tipos de aliança com o PSDB e, neste momento, sabe que suas chances dependem justamente  desta independencia, portanto, não se mostra inclinada a incorrer no mesmo erro de Eduardo Campos, ainda mais agora, em que ficou claro que tais tratativas somente beneficiaram o candidato do PSDB.

Mas, não obstante tais considerações, aparentemente, seja por excesso de confiança ou fanfarronisno (medo travestido de bravata), a cúpula do PSDB, efetivamente, no início, ficou feliz pelo fato de possivelmente a candidatura de Marina criar novamente uma expectativa mais concreta de segundo turno.

Entretanto, passada a euforia – não pela morte de Eduardo Campos – mas pela candidatura de Marina, estas velhas raposas da politica, aos poucos, começaram a colocar suas barbas de molho.

É que, volta a rondar o cenário central da disputa politica, um espectro que pode ser fatal para o referido grupo.

Esta mesma conjuntura politica, que há pouco tempo atrás já se apresentara como passível de colocar o PSDB na condição de carta descartada do baralho, ou seja, fora do jogo, e que foi neutralizada através da cooptação de Eduardo Campos, pode estar prestes a se concretizar novamente.

Só que agora existe um pequeno empecilho, Marina, eis que esta, a princípio, não aceita ser cooptada pelo PSDB.

Dessa forma,não poderá nem mesmo de início, ser tratada como aliada, pois evidentemente não o é, o que faria uma manifestação neste sentido ser de pronto desmascarada pela própria candidata.

De qualquer sorte fica o aviso, que Marina não se iluda, o erro de Campos foi compor com o PSDB e não atacá-lo, sendo que, para caracterizar-se como uma terceira via, precisaria ter se diferenciado tanto do governo quanto do candidato do PSDB, ou seja, atacando a ambos.

Pois bem, voltando a atual conjuntura.  

Com a tragédia da morte, passou a existir uma nova composição com Marina candidata a presidente e Eduardo Campos, que apesar de falecido, continua a ser fundamental, na qualidade de motor a impulsionar moral e emocionalmente a candidatura.

Os desdobramentos de tais acontecimento e fatos politicos são bem mais abrangentes do que os – ainda parcamente – noticiados pela mídia, a qual se ressente de uma análise mais definida da conjuntura pelos seus dirigentes, e torna dispersas as manifestações de seus analistas de plantão, posto que ainda não definido o quadro e a atuação da imprensa.

Vemos, portanto, neste momento, de um lado, um Reinaldo vociferando contra Marina e, do outro lado, Dora Kramer e Cristiana Lobo, dando apoio a candidatura.

A questão é exatamente esta, a partir da estabilização das análises, se Marina se mostrar competitiva o suficiente para subjugar ou ficar perigosamente próxima a Aécio, nas novas pesquisas, pergunta-se, por exemplo, a partir de então como será o tratamento dado a Marina pela mídia e pelo outro partido oposicionista.

Aliás, neste ponto, uma interrogação, como se dará, e creio que inevitavelmente se dará, tal mudança da percepção da mídia (comportamento) em relação à Marina, que, de militante ecológica e cristâ, se transmutará em um ser com inúmeros defeitos, os quais, a tornariam inservível para a presidência de um país como o Brasil.

Na última eleição Marina nunca chegou a ser uma ameaça, portanto, nunca foi confrontada, o que pode ser muito diferente desta vez, mas existe outro fator ainda, o dilema da imprensa, que talvez hesite em atacá-la de forma mais contundente, pois esta pode ir para um segundo turno com Dilma.

Essa é a nova conjuntura.

O jogo pode ter mudado, e a dobradinha Marina (e ainda Campos) pode – novamente – se apresentar com potencial capacidade de disputar efetivamente a eleição presidencial, ou seja, não se trata de mero coadjuvante da oposição, destinado a levar a decisão para um segundo turno, como era considerado até ontem.

No caso, como postulante com possibilidade concreta de alijar Aécio Neves e o PSDB do segundo turno, o PSB, agora de Marina, logo, logo, passará a ser tratado como um adversário de peso, a ser confrontado em todos os espaços e campos possíveis ( a mídia oficial é fundamental para este embate).

Reitero, outro ponto a ser considerado é: qual o espaço midiático que tal acontecimento (morte de Eduardo Campos) carrega consigo, e até quando será incensado pela mídia e traduzido em apoio a Marina.

Terá a mesma duração efemera do chamado aécioporto, que parece esquecido da grande imprensa, antes mesmo de ter suas implicações e desdobramentos investigados ou analisados pela mídia.  Neste ponto, anoto que, a herança de terras obtidas por usucapião pelo candidato Aécio Neves, é fato singular e com enorme capacidade de repercussão perante a sociedade brasileira, justamente pela estigmatização que foi feita em relação a este instituto jurídico, notadamente por integrantes de partidos como o PSDB.

Nessa mesma seara, a vantagem de Marina, que já foi de Eduardo Campos, é que esta pode ser vendida como o “novo” no próximo pleito, algo impossível para o velho PSDB de Aécio/Serra, que, além disso, cada vez mais, deverá suportar a pesada carga das denúncias de corrupção que pesam sobre a construção de aeroportos pelo candidato a presidencia pelo PSDB, ao lado e em terras de sua família em Minas Gerais, durante seu governo, do cartel, roubo e corrupção no metrô, junto ao governo de São Paulo, etc.

Este é o novíssimo quadro.

Na realidade, repete-se um quadro anunciado a pouco tempo, e que se faz repetir com cores mais fortes e urgentes e que, inevitavelmente poderá alterar de forma sensivel o atual quadro eleitoral brasileiro.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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21 Comentários
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  1. Ramalho12

    18 de agosto de 2014 3:32 pm

    Oportunismo Estatístico

    Pesquisa eleitoral oportunista, como a que dá 20% dos votos a Marina, pois feita em cima da comoção da morte de Eduardo Campos, do qual Marina é óbvia herdeira política no curto prazo, com o intuito claro de dar a impressão de que Marina tem muitos votos, não pode ter seus resultados tomados como sinalização de tendência. Trata-se de fenômeno restrito no tempo, momentâneo. Passada essa monumental exposição que a morte de Eduardo Campos lhe proporcionou e com a exposição das realizações petistas na propaganda eleitoral, muitos dos indecisos que optaram por Marina mudarão de opinião (não é sem motivo que são indecisos). A conferir.

    1. Rodrigo Negrão

      18 de agosto de 2014 3:51 pm

      Ramalho, vamos lá.
      Mais ela

      Ramalho, vamos lá.

      Mais ela não tem esses  mesmos 20%, em algumas pesquisas até mais, desde 2010 ?

      Acho estranho duvidar dos 21% dela e  não se duvidar dos 20% do Aécio 😕

      Ontem, a tarde, setores do PT travestidos de blogs independentes, ou mesmo as páginas oficiais do Partido, já atacavam Marina pessoalmente.

      Oras, se é tudo mentira as intenções de voto (que os grandes partidos já sbaiam ontém ao fim da tarde), os ataques não foram coincidencia.

      Ceryto é que o PT teme mais Marina do que Aécio.

      Marina transfere votos ao PT e ao PSDB ao fim do 1.º turno.

      Aécio só transfere para Marina, porque tem o voto anti PT.

      Não há como negar que, depois de 12 anos, há um contexto político capaz de alijar o PT do Executivo Federal. Essa pessoa é a Marina.

      Não, não acho que ela consiga administrar o Pais e acho que ela é pior opção dentre os 3 com mais intenções de voto.

      Porém, é a realidade e se o Pt quiser mudá-la, não vai ser ofendendo ela pessoalmente. Isso, alias, vai trazer ainda mais rejeição à Dilma.

       

    2. Gardenal

      18 de agosto de 2014 4:03 pm

      É isso que eu chamo de

      É isso que eu chamo de Pesquisa de Boca de Urna. 

      1. Pietro

        18 de agosto de 2014 5:17 pm

        pesquisa de boca de túmulo…

        pesquisa de boca de túmulo…

        1. Celio Mendes

          19 de agosto de 2014 2:52 am

           
          É boca de urna mesmo, urna

           

          É boca de urna mesmo, urna funerária.

  2. Ramalho12

    18 de agosto de 2014 3:44 pm

    Perspectivas de Marina

    O discurso de Marina, como já foi mostrado por Fernando Brito e Nílson Lage é do interesse norte-americano, que não deixa de ser um ótimo aliado. Mas, por outro lado, confronta o agronegócio, a geração de energia elétrica e a indústria brasileira. Atende os americanos, mas põe-se contra boa parte de burguesia brasileira e mesmo o desenvolvimento nacional, e, claro, nisso concordo com o autor do artigo, contra o PSDB. A excitação midiática com Marina não parece ser consistente e não deve durar muito tempo.

  3. Luiz Eduardo Brandão

    18 de agosto de 2014 3:49 pm

    Favas contadas?

    A candidatura Marina pelo PSB são favas contadas? Apesar da santa ter avisado que a Rede sairia já já do PSB?

  4. Free Walker

    18 de agosto de 2014 3:55 pm

    Imponderável de Almeida Jr.

    A sonhática errática pesadélica Marina Silva (não pelos mesmos motivos, óbvio),  está conseguindo fazer setores da direita liberal/conservadora e da esquerda petista pensarem algo parecido. Não viesse de onde vem, alguns artigos dos colunistas da Veja seriam aplaudidos de pé pelos petistas aqui no blogo, hehe.

    Caso, uma hipótese bastante real diga-se, Dilma e Marina forem para o segundo turno será o pior dos mundos, de um lado Dilma e a estagnação e de outro Marina e o kaos. Nessa hipótese, nós o direitistas ficaremos numa sinuca de bico, numa escolha de Sofia as avessas, mais confusos que o príncipe Hamlet. 

    Escolher entre o ruim e o péssimo não é para amadores….

     

     

    1. Jorge Luis

      18 de agosto de 2014 4:40 pm

      Perguntinhas rápidas: a

      Perguntinhas rápidas: a estagnação é só no Brasil? Não aconteceu alguma coisa em 2008 que está fazendo a maioria dos países patinarem com baixo crescimento, quando não crescimento negativo (recessão)? O atual terceiro colocado tem alguma fórmula que garanta 3 ou 4% de crescimento em 2015, caso eleito?

      Se fosse para escolher entre Marina e Aécio (graças a Deus, isso não será necessário), páreo duro, mas talvez ainda optasse por Aécio. Entre Marina e Dilma, absolutamente nenhuma dúvida.

      1. Emerson Costa

        18 de agosto de 2014 5:17 pm

        Concordo 100%

        Concordo 100%

      2. Free Walker

        18 de agosto de 2014 6:13 pm

        Jorge

        Usando o conceito popular, Dilma Rousseff e Marina Silva, para os liberais de direita, é pular da frigideira para cair na chapa, ambas tem denotado viés socialista, ainda que já participando do mundo real. De forma alguma me cabe. Qto, a Aécio Neves, o considero o melhor pior.
        Eu rezo na cartinha do liberalismo econômico de Adam Smith, Mises, Friedman e Hayek, então nenhum dos três representam minhas angustias.

        O fato básico é que os direitistas estamos completamente órfãos, ninguém mais nos representa, nossos ícones Demóstenes Torres e Katia Abreu, o primeiro caiu vergonhosamente fazendo tabelinha com Carlinhos Cachoeira e a outra aderiu, vergonhosa e indecentemente, a Dilma Rousseff.

         

         

    2. morallis

      18 de agosto de 2014 5:10 pm

      Relaxe !
      Adjetivar o ruim e o

      Relaxe !

      Adjetivar o ruim e o péssimo para um direitista não

      o pior dos mundos.F..é quando  acham tudo de bom

      ai..resta o fascio.

      1. Leonardo Oliveira

        19 de agosto de 2014 1:09 pm

        Muito boa resposta

        Muito boa resposta Morallis!!!

  5. Ramalho12

    18 de agosto de 2014 3:58 pm

    Essas Coisas Acontecem em Nome de Algo Maior

    Marina atribuiu não ter morrido no acidente que vitimou Eduardo Campos à “mão de Deus”. Disse, depois, que “essas coisas não acontecem por acaso, mas em nome de algo maior”. Ora, no contexto político, esse “algo maior” só pode ser o projeto político de Marina de se eleger presidente da república.

    Então ficamos assim: o Deus de Marina mata seu colega de chapa e várias outras pessoas para que o projeto político de Marina deslanche. Desse Deus de Marina, quero distância.

    Que prenúncio escandaloso de retrocesso, um Deus cruel que mata pessoas para privilegiar os objetivos de uma outra pessoa, supostamente santa, pois essa outra estaria acima das demais: seria ungida por Deus com o dom da profecia e da mudança da história, o que a colocaria, portanto, acima de seus semelhantes que existiriam para servi-la, inclusive com a vida. O elenco de profetas bíblicos parece estar em vias de ser aumentado, e a Bíblia terá de ser reescrita.

    Messianismo não produz bons governantes, a história prova.

    1. Malú

      18 de agosto de 2014 6:07 pm

      A Marina transforma até o

      A Marina transforma até o Alckmin em Deus. A Marina não foi para Santos para não encontrar o Alckmin que ela detesta.

  6. Pedro M.

    18 de agosto de 2014 4:26 pm

    É, Marina é no PSB como Alien

    É, Marina é no PSB como Alien do filme do Ridley Scott.

    É aquela que vai derrubar bonitinho o Pombo da Paz Socialista.

     

    Aliás, qual é mesmo o futuro deste partido, com ou sem Marina?

  7. aliancaliberal

    18 de agosto de 2014 5:09 pm

    O que é e o que deseja a

    O que é e o que deseja a esquerda afinal?

    “Basicamente, é a ação política com o objetivo de implementar um estado totalitário que obtenha o máximo de controle sobre a vida de seus cidadãos, de forma que tudo beneficie os burocratas que tomam conta deste estado. Esquerdismo é a crença nessa ação política, e, por consequência, no estado inchado e interventor. “

    O que muda são os meios e os métodos para se atingir este proposito, alguns esquerdistas são menos radicais desejam a transformação gradual sem confronto,mas o objetivo final sempre é o controle total da sociedade, outros são menos discretos declaram abertamento seu intuito.

    Dima, Marina e por que não dizer Aécio são representantes desta ação. Observem que TODOS lutam por mais estado, mais impostos, relativização das leis, subsversão da ordem,ou seja, destruição de tudo  que de alguma forma impeça alcançar o seu projeto de poder totalitário. 

     

  8. morallis

    18 de agosto de 2014 5:16 pm

    Tô bem legal apdesar da

    Tá bem legal apesar da tragédia ver Marina vir a à baila,

    ela não vai segurar.Marina é um tipo de conspiradora que

    precisa ser desnudada., vai usar a religião e a moral para

    esconder suas ligações externas.Marina é uma brasileira

    estranha, quis se apoderar do discurso do Chico Mendes

    estava junto a Eduardo Campos, diz e não diz..viúva negra.

  9. Malú

    18 de agosto de 2014 6:11 pm

    KKKKKKKKKKKKK (rindo muito da

    KKKKKKKKKKKKK (rindo muito da mídia) A mídia com seu remédio conseguiu matar o paciente(Aécio). A Globonews está perplexa, fala do empate da Marina com a Dilma, mas nem um pio sobre o Aécio.

  10. Nilva de Souza

    18 de agosto de 2014 8:20 pm

    Parece que ela já aceitou

    Parece que ela já aceitou subir em todos os palanques regionais. Esta seria uma das condições para ser homologada candidata pelo PSB. Logo veremos a Marina e quem sabe até a Erundina no palanque do Alckmin em SP , da Ana Amélia no RS e em outras capitais.

    Gostaria de saber como ficará o RJ cujo apoio é ao. Lindberg para governador.

    Infelizmente a Marina tem grandes chances de ser eleita presidenta.

  11. MOREIRA

    18 de agosto de 2014 11:40 pm

    O binômio siamês PT-PSDB está

    O binômio siamês PT-PSDB está desesperado com a reintrodução de MARINA no jogo político. É sangue na pista!

    Dilma e seu desastroso governo acreditavam que iriam para o segundo turno com Aécio e a vitória seria certa. Reedição tosca das últimas 3 eleições. Esta era a esperança de Lula, João Santana e dos consorciados do lulo-petismo atual.

    Mas eis que o destino, sempre ele, brincou com esta bisonha campanha tucano-petista e sua desesperança.

    Agora que a porca vai torcer o rabo já que MARINA aglutina os votos dos desencantos e desiludidos com o binômio PT-PSDB, com este enfado de 20 anos. Há uma legião de milhões de eleitores que NÃO QUEREM PT NEM PSDB!

    Para além de todo este pessoal, há os eleitores de CAMPOS que votarão maciçamente em MARINA.

    2014 será a ruptura do cara-e-coroa tucano-petista, graças a Deus.

    VOCÊ QUE FOI PARA A RUA, VEM PARA A URNA TAMBÉM !!!! VEM MUDAR O BRASIL!!!!

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