3 de junho de 2026

Marina aceita ser vice de Campos

Sugerido por Gunter Zibell – SP

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Do blog do Kennedy

Marina aceita ser vice de Eduardo Campos 

Ex-senadora avalia que governador tem cumprido promessas feitas a ela
 
A ex-senadora Marina Silva aceitou ser candidata a vice-presidente da República na chapa que será encabeçada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).
 
Marina reconhece o esforço de Campos para cumprir os compromissos que asssumiu com ela. Os dois principais são: apresentar um programa de governo que leve em conta o ideário da Rede e lançar candidatos próprios a governador em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas.
 
Nas palavras de quem acompanhou a negociação entre Marina e Campos, o governador de Pernambuco está fazendo “uma correção de rota” no PSB desde o último dia 5 de outubro, quando a ex-senadora aceitou entrar no seu partido.
 
Campos, por exemplo, reviu compromissos políticos para alianças em alguns Estados a fim de atender propostas de Marina. Também recalibrou sua relação com defensores mais tradicionais do agronegócio.

 
Nas palavras de Marina, Campos tem sido leal e, aos poucos, vem fazendo inflexões no PSB a fim de adequar seu discurso e seu programa ao figurino da Rede. Ela entende que isso leva tempo e que Campos tem caminhado para contemplar suas ideias.
 
A ex-senadora considera que, atendidos esses critérios, ela deve ser vice, como já pediu Campos. Pesquisas do PSB mostram que a apresentação ao entrevistado de uma chapa Campos-Marina melhora a intenção de voto do governador de Pernambuco.
 
Ao aceitar ser vice de Campos, Marina disse que ele poderia efetuar até uma troca na chapa ao longo dos próximos meses caso encontre um nome que possa agregar maior apoio político.
 
Campos avalia que Marina é a opção que mais fortalece o projeto presidencial do PSB. Ela obteve quase 20 milhões de votos na eleição presidencial de 2010. O PSB acredita que Marina pode impulsionar o partido a tomar o lugar do PSDB em eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff.
 
Em São Paulo, o nome mais forte hoje para ser candidato a governador é o do advogado Pedro Dallari, filiado ao PSB. Há um empecilho. Ele é coordenador da Comissão Nacional da Verdade e teria de deixar esse posto. Menos cotado, o vereador Ricardo Young (PPS) é uma alternativa a Dallari.
 
No Rio de Janeiro, está bem encaminhada a negociação para que o deputado federal Miro Teixeira (Pros) seja candidato em aliança com o PSB.
 
Em Minas, a situação é mais complicada, porque PSB e PSDB possuem uma sólida união política. O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), tem dificuldade de ser candidato contra os tucanos.
 
O momento do anúncio de Marina como vice de Campos está em estudo. Há possibilidade de acontecer na segunda quinzena de fevereiro ou no início de março, após o Carnaval.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

51 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. JB Costa

    29 de janeiro de 2014 12:40 pm

    Queria saber qual a novidade

    Queria saber qual a novidade disso? Quer dizer que esse tempo todinho era só para armar o cenário e treinar a fala dos atores?

    Puxa, quase tive uma síncope tal a supresa com essa inusitada, repentina e estrondosa revelação.

    Como escrevi em comentário noutro post, a política no Brasil se tornou um genuíno “drama” de humor.

    1. rita lelis

      29 de janeiro de 2014 1:20 pm

      blablarina …

      boa, jb!

      eu também “levei um grande susto” com a novidade. marina acreditou piamente que eduardo abriria mão para ela. quanta ingenuidade…

      a propósito do tema, a chapa dilma-lídice está se fortalecendo aqui na bahia. é com ela que eu vou.

    2. Celio Mendes

      29 de janeiro de 2014 2:55 pm

      Exemplo límpido

       

       

      De uma não noticia de um não fato, ambos ocorreram no ano passado quando Marina teve o registro da rede negado e sacrificou seu purismo para poder participar de uma aventura eleitoral e manter seu nome na memória coletiva, o que aliás essa não noticia parece ter a mesma intenção de fazer. Um cachorro morder um homem não é noticia o contrário é, Kennedy parece ter esquecido esse principio.

       

       

       

  2. André LB

    29 de janeiro de 2014 12:53 pm

      UÉ??? Mas quando ela entrou

      UÉ??? Mas quando ela entrou no PSB já não tinha perguntado se o Dudu estaria preparado para ser candidato???

     

      Mais interessante vai ser o desfecho da “coligação” PSB-PSB/Rede em Minas, onde Marina vai fazer de conta que a aliança com o PSDB é programática (talvez seja preciso o Capilé para explicar como isso vai acontecer), e em São Paulo, onde o recuo do PSB rumo à candidatura própria ainda não é líquido e certo.

    1. Zanchetta

      29 de janeiro de 2014 1:10 pm

      Facinho, facinho… TUDO pela

      Facinho, facinho… TUDO pela governabilidade…

  3. Marcelo A. O.

    29 de janeiro de 2014 1:32 pm

    Não existe tranferência automática de votos!

    Os 20 milhões de votos recebidos por Marina Silva em 2010 foram uma surpresa absurda, diga-se de passagem.

    Grande parte dos votos obtidos por Marina Silva naquela ocasião foram fruto de modismo e não de convicção política. Eram votos de anti-PT e/ou anti-Serra.

    Conheço pessoas que voltaram em Marina Silva em 2010 pelos motivos expostos acima, mas que agora não votarão nela nem pra vice, em virtude de terem mais conhecimentos sobre ela, que mostrou ser uma pessoa oportunista ao mudar de partido político seguidamente, bem como uma pessoa desorganizada, despreparada, em virtude das trapalhadas cometidas na criação da “Rede Sustentabilidade”, que não conseguiu o registro dentro do prazo. Acredito que este não seja um fato isolado.

    Portanto, não há garantia nenhuma de que aqueles que votaram em Marina em 2010 votaram nela novamente em 2014. 

     

  4. CELSO ORRICO

    29 de janeiro de 2014 1:39 pm

    rita me fala..

    Lídce é do PSB , como ela apoiará Dilma aí na minha terra? será dissidente do seu Partido? aqui no ES o Governador Casagrande tb do PSB já disse que será “neutro” na campanha presidencial para assegurar o apoio do PT local..

  5. carlos afonso quintela da silva

    29 de janeiro de 2014 1:42 pm

    Ainda bem que ele não tem a

    Ainda bem que ele não tem a menor cance de eleger-se, do contrári, ela o envenenaria… Cobra!!!

  6. -Charlie-

    29 de janeiro de 2014 1:49 pm

    O PSDB e o PT que coloquem

    O PSDB e o PT que coloquem suas barbas de molho…

    O PSDB porque periga nem passar ao segundo turno (acho até mais provável esse cenário).

    O PT porque, se não liquidar de cara e tiver de enfrentar a dupla Campos/Marina na segunda volta, vai ter de suar sangue para manter a presidência.

    Lembremos que em 2010 Dilma venceu por apertados 56×44, longe do passeio que havia dado Lula (61×39).

    Isso tendo ela enfrentado o caquético Serra e sua campanha à moda TFP.

    Os eleitores de Marina vão desde esquerdistas dos grandes centros desiludidos com a realpolitik do PT a conservadores não-radicais. O primeiro grupo migrou para Dilma no segundo turno de 2010, pois votar em Serra seria o atraso do atraso, o desastre total. Dilma herdou cerca de 1/3 dos votos de Marina.

    Em um eventual segundo turno contra Campos/Marina, Dilma não receberá tal “herança”. Mas Campos/Marina recebarão os votos tucanos, reacionários etc.

    Além disso, os filhos da “Classe C” estão se revelando bastante manipuláveis pela mídia, haja vista a constatação de que a maioria dos manifestantes desse movimento fascista “não vai ter copa” provém justamente das periferias, áreas mais beneficiadas pelas políticas implementadas desde 2003.

    Enfim, Dilma é favorita, por estar à frente de um governo bem avaliado. Mas o jogo não está decidido.

    1. Marcos Marques de Sousa Trindade

      29 de janeiro de 2014 2:07 pm

      Só tem um porém: em 2010 a

      Só tem um porém: em 2010 a Dilma era desconhecida por grande parte dos eleitores, o que não ocorrerá agora.

      Marina, ao trocar o PV pelo PSB, praticou a tão falada “realpolitik” criticada por ela: como reagirá seu eleitor sobre essa troca?

      56 a 44 (12% a mais) não é apertado de jeito nenhum.

       

       

    2. Marcos Marques de Sousa Trindade

      29 de janeiro de 2014 2:10 pm

      Só tem um porém: em 2010 a

      Só tem um porém: em 2010 a Dilma era desconhecida por grande parte dos eleitores, o que não ocorrerá agora.

      Marina, ao trocar o PV pelo PSB, praticou a tão falada “realpolitik” criticada por ela: como reagirá seu eleitor sobre essa troca?

      56 a 44 (12% a mais) não é apertado de jeito nenhum.

       

       

    3. Gunter Zibell - SP

      29 de janeiro de 2014 3:10 pm

      Também acho.

      Se a eleição de 2006 foi 61 x 39, a de 2010 foi 56 x 44, e nessas ocasiões o PSB estava no pólo do PT, porque não imaginar que com o PSB/PV reforçando a oposição não pode haver uma diminuição desse ‘gap’?

      Para qualquer eleitor de Serra, Campos é mais interessante que Dilma. Para qualquer desiludido com PT (preocupados com meio ambiente, classe média ‘descolada’, etc.) Campos/Marina são melhores que Aécio.

      E nem falamos de economia ou recrudescimento de manifestações.

      É um excelente cartão de visitas para o governo que o desemprego tenha passado de 13% para 5% em 12 anos. Mas os 87% acham isso o suficiente?

      Não é demais lembrar que em 1952, após 20 anos de muito bem sucedidas gestões Democratas (recuperação da economia, vitória na 2a. Guerra, montagem do Welfare State), os Republicanos venceram.

      A democracia brasileira é jovem. Há a hipótese de que se siga a alternância vista entre pólos nos EUA e maiores democracias parlamentares do Ocidente. E há a hipótese de que se fique em grandes convergências por muito tempo (como México e Japão.)

      Mas isso ainda não está escrito.

       

      1. Ed Döer

        29 de janeiro de 2014 4:08 pm

        Mas em 1952 o Truman era um

        Mas em 1952 o Truman era um presidente inpopular, com o menor nível de aprovação já alcançado até então, batendo até o Carter, segundo o Gallup.

        http://www.gallup.com/poll/116677/presidential-approval-ratings-gallup-historical-statistics-trends.aspx#1

        Tanto que o Truman abandonou a disputa pela reeleição…ou seja, o quadro é bem diferente…por enquanto, pois há uma “Copa” no meio do caminho. E lá não tinha um Lula na “reserva”, que é outro fator surpresa/desespero para considerar aqui.

        Já sobre o futuro da nossa jovem democracia, não arrisco palpites, até porque os partidos aqui, no geral, gravitam mais ao redor de interesses e pessoas influentes (caciques). Ideias são secundárias, ainda. O que permitiria arranjos inesperados em função do momento e contexto histórico.

        Por exemplo, o que poderia representar uma (pouco provável) candidatura do JB na nossa situação atual!? Não acho que ele ganharia, mas no Brasil um “forasteiro” do sistema político tem mais chances de ganhar, ou pelo menos abalar o jogo, que numa democracia antiga e consolidada.

         But Truman entered 1952 with his popularity plummeting, according to polls. The bloody and indecisive Korean War was dragging into its third year, Senator Joseph McCarthy‘s anti-Communist crusade was stirring public fears of an encroaching “Red Menace”, and the disclosure of widespread corruption among federal employees (including some high-level members of Truman’s administration) left Truman at a low political ebb.

        The Gallup poll of February 15 showed Truman’s weakness: nationally Truman was the choice of only 36% of Democrats, compared with 21% for Kefauver. Among independent voters, however, Truman had only 18% while Kefauver led with 36%. In theNew Hampshire primary Kefauver upset Truman, winning 19,800 votes to Truman’s 15,927 and capturing all eight delegates. Kefauver graciously said that he did not consider his victory “a repudiation of Administration policies, but a desire…for new ideas and personalities.” Stung by this setback, Truman soon announced that he would not seek re-election (however, Truman insisted in his memoirs that he had decided not to run for re-election well before his defeat by Kefauver).

        http://en.wikipedia.org/wiki/Democratic_Party_(United_States)_presidential_primaries,_1952

        1. Gunter Zibell - SP

          29 de janeiro de 2014 7:55 pm

          Nem sempre economia salva.

          Sim, Ed, e não sei avaliar o peso da Guerra da Coreia nisso.

          mas a economia não oferecia grandes dramas, que eu lembre o endividamento público também estava caindo de seu pico de fim de guerra. E o período de 1933 em diante foi de contínua recuperação e inclusão social. 

          Veja aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Unemployment_in_the_United_States

          O sindicalismo estava em seu auge: 

          A concentração de renda estava caindo:

          O desemprego estava em seu mínimo histórico:

          Se olharmos só para economia era para o Truman ter sido popular, não?

          Havia descontamento em relação à segurança (no caso a atitude em relação ao ‘perigo vermelho’) e à corrupção. A popularidade de Trumam, pelo artigo que você trouxe, estaria afundando desde o início do ano eleitoral, não sei como foi antes.

          Pelo modo como costumamos falar por aqui, e projetando isso para os EUA de 1952, deveria estar tudo bem para os Democratas.

          Será que não apareceram os tais dos ‘valores’ para atrapalhar? (só que na ocasião no sentido ‘udenista’ mesmo)

      2. ruyacquaviva

        29 de janeiro de 2014 4:09 pm

        1 – Não dá para comparar o

        1 – Não dá para comparar o resultado de 2002 ou  2006 com o de 2010. Em 2010 Dilma era completamente desconhecida e Serra estava ganhando de lavada nas pesquisas desde 2006 até as vésperas da eleição. Hoje a Dilma é tão conhecida quanto Lula e Serra, o Eduardo e até o Aécio são muito menos conhecidos em nivel nacional, são lideranças regionais e ainda não sairam dessa condição. Pode ser que consigam se tornar conhecidos durnte a campanha, mas não é garantido.

        2 – O raciocínio exposto, que leva à conclusão de perda de eleitores para o PT pode ser facilmente contraposto por outro. E se uma grande parte dos que votaram no Serra em 2010 pelo fato de desconhecerem a Dilma passarem a votar nela agora que é bem conhecida? E se quem votou em Marina em 2010 imaginando que ela fosse ser a grande líder que não é, passar a considerar o voto em Dilma agora que a ex-verde se aliou a um político tradicional e perdeu o charme de candidata alternativa? São suposições igualmente possíveis. Acho que neste momento de absoluta incerteza cada raciocínio desse tipo será puro wishful thinking. A única coisa certa é que Dilma larga com grande vantagem e que a recuperação dela nas pesquisas em 2013 foi impressionante.

        3 – Se procurarmos na História vamos encontrar episódios que justificam qualquer um dos raciocínios (e wishful thinking) citados no parágrafo anterior. O que isso quer dizer? NADA. Recentemente um artigo do Marcos Coimbra faz um raciocínio apontando que as pesquisas em janeiro sempre apontaram o vencedor das eleições (com exceções comentadas) e que isso é um forte indício do resultado das eleições. É um raciocínio válido na mesma linha dos apresentados pelo Gunter. Todos esses raciocínios são interessantes de se fazer a título de especulação e construção de cenários, mas não dá para confiar que seja um vaticínio.

        O panorama visto de janeiro

        Este mês sempre apontou o favorito no ano das presidenciais. Na perspectiva atual, Dilma Rousseff já ganhou http://www.cartacapital.com.br/revista/783/o-panorama-visto-de-janeiro-5245.html

        1. Gunter Zibell - SP

          29 de janeiro de 2014 6:40 pm

          Pois é.

          Há vários vetores atuando em direções contrárias.

          O maior conhecimento de Dilma após 4 anos é um vetor positivo para Dilma. Uma oposição menos cáustica que Serra é um vetor negativo.

          Só aguardando os próximos passos para saber. As propagandas terão que ser mais caprichadas este ano. Da oposição, principalmente, terá que ser menos agressiva.

          Eu acho que o estilão Aécio/PSDB de só criticar não cola. Mas talvez o discurso menos polarizado do PSB tenha chances.

          Em 2010 não tinha isso de Serra ganhar de lavada desde o início. Isso era ‘torcida’ da oposição.

          Justamente eu comecei naquela época a fazer análises de pesquisas para mostrar que pesquisas estimuladas não dizem tudo quando um candidato de situação é desconhecido. Desde o início o ‘campo governista’ ganhava com 55 a 60% nas pesquisas espontâneas. Isso até erodiu um pouco com a campanha.

          A mesma situação se viu com Costa versus Anastasia (campo pró-PSDB na rente ainda que Anastasia não fosse conhecido). E em 2008 com Marta versus Kassab (aí todos os nomes eram conhecidos, Marta esteve sempre à frente como nome único, mas quase nunca ou nunca com mais de 50% dos válidos.)

          Acho que a mídia fará um grande esforço para tornar o nome de Campos conhecido. E com ele não falando mal de ninguém e a mídia e todos os subsegmentos de oposição falando bem dele, pode ser o depositário de qualquer um não convicto/não fechado com Dilma.

          Pelo menos acho que é isso que a oposição irá trabalhar.

          Eu já tinha lido o artigo de Coimbra. Ficou esquisito ele considerar 1989 como exceção e já prever que em 2014 não haverá exceção. Agora não há inflação, mas naquele ano também não havia desemprego. Aí ele também chama 1994 de exceção (dizendo que o ‘favorito’ do início, Lula, era oposição e que viradas só ocorrem quando o favorito é ‘governo’.) Depois diz que a quase virada (a insatisfação de 1998) não conta porque não se concretizou. E que em 2010 o favorito era o campo, não o Serra. Mais ou menos isso. 

          De fato não dá pra vaticinar nada, mas nem essa regra do favorito do início.

           

           

          1. ruyacquaviva

            29 de janeiro de 2014 8:55 pm

            Gunter, você acha que tem

            Gunter, você acha que tem alguma chance do PSDB fazer uma campanha menos agressiva este ano?

            O Aécio ensaiou um tom diferente com a historinha do “vamos conversar?” mas já se livrou do marketeiro que estava defendendo um tom diferente para a campanha e o Aécio já voltou à agressividade vazia habitual dos tucanos.

            Pessoalmente não acho que a campanha do Aécio vá ser menos agressiva que a do Serra, talvez apenas um pouco menos tosca, mas de igual teor. Claro que é a minha opinião, mas baseada na própria atitude do Aécio.

            Eu também não penso que um discurso menos agressivo do PSDB seria negativo para a Dilma. Acho que é indiferente. O que eu acho é que o discruso agressivo e pseudomoralista que o Serra imprimiu em sua campanha pode até trazer alguns votos da extrema direita, mas faz um grande mal ao partido porque identifica a agremiação com negativismo e mesquinharia. Essas representações forçadas contra a Dilma por causa de cor do vestido ou por mandar email de boas festas aos funcionários públicos reforçam mais e mais a imagem de mesquinharia e falta de projeto dos tucanos.

            O Eduardo precisa sair de Pernambuco, ou seja, tornar seu nome conhecido nacionalmente. A Mídia vai fazer tudo para ajudar, temendo não haver segundo turno (que eu acho que vai haver), mas será suficiente?

          2. Gunter Zibell - SP

            30 de janeiro de 2014 1:34 am

            Eu acho que não.

            Como aventei acima: “Eu acho que o estilão Aécio/PSDB de só criticar não cola”

            Mas acho que Campos e Marina não serão agressivos, farão o que eu chamo de discurso “coxinha descolado” (aliás, algo parecido do que eu mesmo uso em geral, né?)

            É claro que o discurso de Serra fez mal. Como é que ele conseguiu rejeição de quase 50%, não é mesmo?

            Mas se o discurso fez mal, a retirada futuro do discurso mal não fará, pode até melhorar a imagem do PSDB junto a eleitores.

            Minhas apostas são:

            1) A mídia e empresariado e classe média perceberão a dificuldade de Aécio de melhorar discurso. Perceberão que o discurso ‘reconheço todas as heranças’ de Campos é mais competitivo. Apostarão em Campos e tentarão ajudá-lo (como no passado fizeram com Collor e FHC com sucesso, com Serra e Alckmin sem sucesso.)

            2) Em isso dando certo Campos é o 2º e vira plano B dos pólos. Quase todos os eleitores de Aécio deverão preferir Campos, mas isso só poderá ser medido com simulações e pesquisas

            3) Indo para 2º turno acho que Campos se sairá melhor que Serra, poderá fazer mais que 45%. Contará com isso com transferência de votos de Marina (que já bateu em 49% em uma pesquisa, no auge das manifs.)

            4) Mas ainda não acho que chegará a 50.1%

            Porém, nunca se sabe… Piñera bateu o governo de 20 anos da Concertación (apesar da elevada aprovação da presidenta que estava saindo e da economia estar em ordem), os Republicanos bateram (em um processo que Ed e eu comentamos) os 20 anos de Roosevelt/Truman (apesar dos recordes de democratização da economia em termos de renda e participação sindical), Capriles cresce a cada eleição (apesar da conhecida evolução social sob o PSUV), chegando na última a 48,5%.

            Em resumo, acho que Campos é adversário mais consistente para Dilma que Serra. E isso já era falado em 2010, que a alternância poderia vir de dentro da situação, da porção capaz de interessar a outra oposição.

            E, se acontecer esse 50.1%, o PMDB, o PDT e toda a tropa de fisiológicos adere a Campos no dia seguinte. E, se o PT também aderir, aí sim dá pra haver uma novidade: a dispensa seletiva dos fisiológicos mais toscos (o que faria PSDB inverter posição com PSC, PTB, PP, PSD, mais ruralistas ou pressionadores de endurecimento em segurança pública.)

             

             

             

             

    4. drigoeira

      29 de janeiro de 2014 4:46 pm

      Concordo!!!

      Se a Dilma for para o segundo turno com Campos e Marina de vice, vai ser um Deus nos acuda…

      Será a maior possibilidade do PT perder as eleições.

  7. Aline C Pavia

    29 de janeiro de 2014 2:13 pm

    Uaaaahhhhh >bocejo<

    Uaaaahhhhh >bocejo<

  8. marta

    29 de janeiro de 2014 2:14 pm

    Quero ver como ela vai

    Quero ver como ela vai explicar a aliança PSB e PPS aqui no RS. A  sen. Ana Amélia foi eleita com os votos do agro-negócio, do qual é a mais ferrenha representante. Estas alianças do PSB vao acabar com o que resta da credibilidade da Marina.

    1. Ed Döer

      29 de janeiro de 2014 4:09 pm

      Marta, a Ana Amélia é do PP,

      Marta, a Ana Amélia é do PP, não do PPS. Mas também seria uma aliança difícil de explicar, considerando o histórico e membros do partido aqui no Estado.

      1. Gunter Zibell - SP

        29 de janeiro de 2014 6:22 pm

        E PPS apoiar Campos/Marina

        é uma melhoria de imagem pro PPS, bem melhor que dizer que se apoia Serra. E não prejudica em nada a posição do PSB (pelo menos não aqui em SP, no RS não sei.)

        Assim ficou possível que o balaio governista ganhe mais um simpatizante a partir de 2015…

        Para que ficar lembrando de brigas antigas, não é mesmo? 

        A oposição será só PSDB/DEM/PSoL? Vai saber. No RJ de Paes é assim.

  9. Filipe Rodrigues

    29 de janeiro de 2014 2:16 pm

    Marina perdeu a moral por ter aceitado ser vice de Campos:

    Por outro lado, ela está se saindo muito bem ao forçar o PSB a ter candidato a governador em Minas, São Paulo e outros estados.

    Eduardo está caindo na real, “por que vou fortalecer Aécio e Alckmin, se eles podem ser meus adversários em 2018′?

    Até para o petismo crítico, o PSB é um boa alternativa nos estados caso a direção do PT priorize a reeleição de Dilma proibindo candidaturas em vários estados para repetir as amplas alianças em 2010 (o que será mais díficil esse ano). O PSB crescendo bastante no legislativo pode atrair as atenções do PT novamente, que o viria como um aliado muito melhor que o PMDB, PSD, PP, etc.

    A relação PT-PMDB já esteve melhor, não duvidem se Lula ser vice da Dilma.

    O governador da Bahia (Jaques Wagner) é o símbolo dessa opção do PT por uma ascenção social pelo consumo, a continuação do Lulismo poderia vir do Nordeste, mas o pragmatismo e a falta de politização do debate fez Eduardo Campos se destacar. O sucessor de Wagner (Rui Costa) parece ser muito fraco (Gabrielli era uma opção melhor), na Bahia vejo com mais empolgação a candidatura da Lídice (PSB).

    1. Gunter Zibell - SP

      29 de janeiro de 2014 2:56 pm

      Os riscos do PT encolher

      Isso de dizer que A ou B perdeu moral por isto ou aquilo pode ser a percepção, o diagnóstico, feito por um conjunto de pessoas, mas não necessariamente a visão de outras pessoas.

      Por exemplo: atitudes de Campos, Marina, Freire, etc podem desagradar eleitores de PT e serem razão para não votar neles, ok. Mas podem ser, essas mesmas atitudes, justamente razão para outro grupo de eleitores gostar deles. 

      Eu acho que pode ser feita outra leitura: Marina percebeu que talvez já tivesse um teto, que Campos tem um teto potencial maior e que ela pode colaborar para isso de um modo construtivo.

      E fazer uma leitura “estes serão meus adversários no futuro” é a explicitação de uma hipótese até realista, mas não leva em consideração a possibilidade de Campos, Aécio e Alckmin serem adversários respeitosos e colaboradores entre si.

      Pense-se no “Dilema do Prisioneiro”, por exemplo. Os contendores somente saem de uma situação inicialmente desfavorável se colaboram entre si. O outro ‘lado’ (os não-prisioneiros) saem favorecidos quando os ‘prisioneiros’ disputam entre si.

      Parece que a posição relativa do PT já esteve melhor.

      Se esperamos que pequenos partidos (PSB, PPS, PV, PSoL, etc) cresçam no Congresso, se esperamos (eu não espero, mas muitos esperam) que partidos religiosos/conservadores morais também cresçam, aonde haverá a diminuição?

      Se há dificuldades na relação PT-PMDB e há melhores relações PSB-PSDB, o resultado nas eleições de governador favorece qual composição? (Lançar candidato próprio em vários estados não elimina várias possibilidades de apoio em 2º turno, inclusive contraditórias em relação à eleição presidencial.)

      Se a inclusão social se dá pelo consumo e sem doutrinação política, a classe média emergente pode emular valores da classe média tradicional, mais conservadora em economia e gestão. As propostas do PSB são intermediárias e não estranhas aos pólos de antes. Podem ser uma espécie de Plano B para ambos os lados. É uma ‘cunha’ que pode crescer.

      Propaganda e marketing político serão mais influentes este ano que em outros.

      Pode acontecer com o PT nos anos 2010 o que ocorreu com PSDB nos anos 2000, PMDB nos anos 1990, derivados da Arena nos anos 1980. Ou não.

       

       

      1. Ed Döer

        29 de janeiro de 2014 3:48 pm

        Se esperamos que pequenos

        Se esperamos que pequenos partidos (PSB, PPS, PV, PSoL, etc) cresçam no Congresso, se esperamos (eu não espero, mas muitos esperam) que partidos religiosos/conservadores morais também cresçam, aonde haverá a diminuição?

        Provavelmente PSDB e DEM se forem confirmados como os maiores perdedores (eu acho que se tiver segundo turno, será com o Campos) dessa eleição, até porque já estão em tendência de queda e não se percebe nada de significativo no horizonte que mude esse quadro. O mesmo valeria para o governista e conservador PP. Logo, não imagino que será no PT a redução, como imagina. O PMDB ainda pode perder algo, ou simplesmente continuar oscilando, como os dados dos 4 últimos anos mostram.

        O PSB, mesmo não elegendo presidente deve sair maior considerando a visibilidade que uma campanha presidencial concede ao partido e os eventuais votos de legenda extra que deve ganhar no processo. Não me parece difícil que se torne o terceiro partido do congresso em tamanho.

        E ainda temos o Solidariedade e o PROS para complicar de alguma forma o jogo.

        A teoria de que o PT possa passar pelo que ocorreu com o PSDB e PMDB no passado, esbarraria num detalhe importante, mas que você ignora, que tais partidos só foram perder espaço na Câmara, com a perda do governo federal. Então tentar prever uma redução na bancada do PT com a provável eleição da Dilma não me parece uma análise coerente.

        Pra complementar a tabela abaixo, informo que em 1994 o PSDB fez 62 deputados e o PFL elegeu 89 deputados.

        1. ruyacquaviva

          29 de janeiro de 2014 4:14 pm

          Sem falar que as perspectivas

          Sem falar que as perspectivas estaduais ndo PT os colégios mais numerosos (São Paulo, Minas Gerais e Rio) nunca foram tão boas. Mesmo que o PT não faça os governadores, um desempenho mais robusto dos seus candidatos nesses colégios deve reforçar o partido não apenas nas respectivas assembléias legislativas como também no Congresso.

          Especulação por especulação esta tmbém é válida.

          1. Gunter Zibell - SP

            29 de janeiro de 2014 6:16 pm

            Certamente, são resultados possíveis.

            Especialmente MG e RJ. Em SP a evolução positiva do PT já é um caminho de longo prazo, não deve apresentar grande salto. 

        2. Gunter Zibell - SP

          29 de janeiro de 2014 6:14 pm

          Mas então…

          Pode ter uma ‘sanfoninha’ antes de um descenso de longo prazo.

          Note de 2002 a 2006. O PT foi de 91 a 83. Com reeleição de Lula e eleição de 5 governadores. E muito mais tempo de tv que em 2002.

          A resiliência do PT deve ser mesmo maior que do PSDB e ex-Arena. O PT tem uma identidade própria maior, os outros são muito intercambiáveis.

          Eu não acho que PSDB (e muito menos DEM) possam voltar a 2006. Mas PT e PMDB podem sim, oscilar para essa direção.

          E acho que se pequenos partidos não exatamente de direita (mas coniventes com a mesma) crescerem, podem sim erodir um pouco a base do PT.

          Ou não, claro. É só ‘feeling’.  Às vezes (muito de vez em quando) aparecem aquelas pesquisas de ‘preferência partidária’. Há uma grande correlação com a eleição de deputados. 

          O PMDB pode estar oscilando agora, mas teve um tombo depois de 1986, chegou a quase metade naquele ano.

          Concordo que o PSB pode crescer, começando a substituir o espaço deixado pelo PSDB. Talvez não em relação à tabela, porque uma parte saiu em definitivo pro PROS.

          Não estou ignorando que os partidos decaíram ao perder a presidência. Aconteceu com o PMDB em 90/94, com o PSDB em 2002, certo?

          Pode acontecer com PT em 2014 ou 2018.

          A questão continua: a história brasileira é curta e não nos autoriza ainda dizer se haverá oscilações como nos EUA e maioria dos países ou se seguiremos um caminho como o do México.

          Eu acho, só acho, que o PT pode ter atingido seu auge em 2010.

          Pensemos também em governadores. Os do PT. Tirando o Acre, onde o PT é inconteste, tivemos em 98 MS/RS. Em 2002 reeleição no MS + PI. Em 2006 um pulo: BA/reeleição em PI/SE/BA. Em 2010 não houve pulo: reeleição em BA e SE/DF/RS (sendo que RS é mais populoso que PA, no entanto.)

          Mas onde se elegerá em 2014? Não há o risco de ser só em MG?

          Está tudo mais em aberto do que se imaginava, acho. Pode ser que haja (ou não) alguma fadiga da imagem de PT/governo. Pode ser que as oposições tenham encontrado (ou não) algum caminho mais convincente com essa aproximação PSB/PSDB. Isto é um fato novo, PT+PMDB não são um fato novo.

          Faltam 8 meses mesmo, e os mais importantes são só os dois últimos (agosto/setembro)

          Mas, de certo mesmo (que é diferente de mais provável), é que o PMDB apoiará o governo que for eleito… 😉

           

          1. Filipe Rodrigues

            29 de janeiro de 2014 6:51 pm

            O PT oscilou entre 2002,

            O PT oscilou entre 2002, 2006, 2010 justamente porque ampliou suas alianças, isso deveria ter sido feito de maneira organizada, pois muitos políticos de centro-direita se elegeram colados no PT.

            Não há duvidas que a insatisfação com o sistema eleitoral tenha sido a maior motivação das manifestações de junho, a pressão dentro do PT é por mudanças.

          2. Gunter Zibell - SP

            29 de janeiro de 2014 7:30 pm

            Teríamos que pesquisar

            não os deputados eleitos, mas o percentual de votos para deputado.

            Tem vezes que quem coliga elege menos do que se disputasse sozinho, mas não sei mesmo se foi o caso com o PT nesses anos, especialmente 2006/2010 (em 2002 só lembro e coligação com o PL, atuais PR+PRB)

            Enfim, não sei se o % de votos para dep. federal foi maior ou menor, em 2010, que os 18% eleitos.

            Mas a perspectiva é de que as coligações serão as mesmas. Então acho que não muda muito.

          3. Agarwaen

            30 de janeiro de 2014 8:01 pm

            A oscilação do PT em

            A oscilação do PT em 2002-2006-2010 é maior nos votos do que em número de deputados eleitos.
            Já quanto às coligações, nas últimas eleições tem se repetido o padrão de que os partidos maiores (PT, PMDB e PSDB) perdem cadeiras para seus aliados de coligações, e quase todos os outros partidos acabam se beneficiando. Isso na soma nacional. Em cada estado podem ter microcosmos, mas a regra é que os maiores partidos com as coligações sacrificam cadeiras de deputados para terem mais apoio (e tempo de tv) para suas candidaturas majoritárias, governador e presidente.

          4. Ed Döer

            29 de janeiro de 2014 7:30 pm

            Mas onde se elegerá em 2014?

            Mas onde se elegerá em 2014? Não há o risco de ser só em MG?

             

            Acho que não. Mas de qualquer forma, creio que estamos chutando, pois estamos desconsiderando os “estados menores”. Tentei achar algum site de notícias onde tivesse um “agregado” de pesquisas para governos dos Estados e não achei nada. E cada Estado tem o seu microcosmos político. O PT perder no RS não é a mesma coisa que perder em SP ou no RJ no contexto atual. O certo é que dificilmente teremos em nível estadual alguma hegemonia como o PMDB já teve no passado. O que de certa forma, provavelmente evitaria também uma hegemonia nacional por tempo prolongado, como no México e Japão. Pois dos próprios Estados pode brotar um governador fora-do-comum capaz de governar o país. E não acho que o Campos seja essa pessoa. E descobri que o Omar Aziz, do PSD tem aprovação maior que a dele, pois achava que era o melhor aprovado do país. 

             

            Por sinal, achei uma pesquisa de avaliação de todos governadores, e notei que tanto entre os melhores avaliados, como entre os piores, se percebe gente de todos os partidos “grandes”. Mesma coisa nos regulares.

            Só faria 2 destaques. Entre os melhores aparecem mais nomes do PSB (3) e entre os piores, mais nomes do PSDB (também 3). 

            http://noticias.uol.com.br/infograficos/2013/12/13/pesquisa-cni-ibope.htm &nbsp;

             

            ……..

             

            Faltam 8 meses mesmo, e os mais importantes são só os dois últimos (agosto/setembro)

             

            Eu acho que essa eleição é diferente. Os mais importantes são os antes e durante a Copa. Se nada acontecer nesse momento crítico, não vai ser depois que deve rolar algo capaz de mudar o resultado possível.  

             

            …………

             

            Mas, de certo mesmo (que é diferente de mais provável), é que o PMDB apoiará o governo que for eleito… 😉

             

            Assim como a maioria dos partidos. 🙂 

             

          5. Gunter Zibell - SP

            29 de janeiro de 2014 7:42 pm

            Deve ter pesquisas para todos os estados.

            se não mensais, trimestrais.

            Mas do que eu vi recentemente, para os 10 mais populosos, só em MG o PT estava na frente.

            É claro que há a questão do conhecimento, Padilha poderá crescer muito em SP. Mas os candidatos do PSB também. Tarso pode se recuperar.

            Eu tinha visto essa avaliação em todos os estados. O PT e PSDB aparecem bem distribuídos nela, tanto com bem aprovados como com mal aprovados. PSDB pode aparecer mais por ter 8. E PSB aparecer com metade dos seus na ponta superior é positivo.

            Eu acho que não ocorrerá nada relevante para mudar o resultado provável (Dilma vencer), só veremos, penso, um contínuo crescimento de Campos e os esforços para as oposições levarem-no a um % maior que Serra. A “vitória” é isso, ficar entre 45 e 50%. Ter menos que 45% no 2º turno, ou não ir para ele, é a ‘derrota’, por ser um recuo em  relação a 2010.

            Não vamos esquecer a grande quantidade de eleições que terminam super apertadas: Chile-2009, Peru-2011, França e EUA 2012, Venezuela 2013. Em quase todas elas o vencedor não passou de 52%.

             

      2. Filipe Rodrigues

        29 de janeiro de 2014 6:41 pm

        O PT encolhe se repetir as

        O PT encolhe se repetir as alianças amplas de 2010 (apoiar para o executivo candidatos de centro e participar de grandes coligações proporcionais).

        Se o STF confirmar a proibição de dinheiro nas campanhas das pessoas jurídicas nessa eleição é uma ótima notícia para o PT. Mesmo sendo o que mais recebeu doações privadas, o partido em sua maioria nunca deixou de defender barateamento das campanhas (nunca conseguiu aprovar porque os demais partidos jamais apoiariam)

        Tudo que a Dilma quer é um parlamento menos hostil e chantagista.

        Acredito que os partidos religiosos cresçam ocupando lugar da direita liberal (PSDB, DEM, PPS).

  10. JorgeLuis

    29 de janeiro de 2014 2:18 pm

    Então o cabeça de chapa é o

    Então o cabeça de chapa é o que tem menos votos nas pesquisas.

    Será que os eleitores da Marina que sonhavam com a Rede agora vão votar em vice?

    Quantos votaram no Lula por causa do José Alencar?

    Quantos votaram no Serra por causa do Índio da Costa?

    Quantos votaram na Dilma por causa do Michel Temer?

    1. alexis

      29 de janeiro de 2014 3:11 pm

      Votos nas Pesquisas

      Marina não tem muito a reclamar. Voto de verdade mesmo parece que não tinha muito, pois nem o seu próprio partido conseguiu criar. Os chamados Votos nas Pesquisas incluem uma maioria anti-PT que não votaria no Aecim. Na eleição anterior, Marina ganhou muito voto em Belo Horizonte por conta dos anti-PT e, ainda, dos anti-Serra, que não eram poucos.

       

    2. Pietro

      29 de janeiro de 2014 8:37 pm

      Sem Alencar, Lula não teria

      Sem Alencar, Lula não teria conseguido parte do apoio do empresariado nacional, o próprio Lula declara isso, basta procurar em suas entrevistas para comprovar que sua eleição passou a ser factível a partir do momento em que José de Alencar aceitou ser seu vice. A comparação com Índio da Costa é esdrúxula e não merece maiores comentários. Temer é paulista e do PMDB, esses fatos explicam por si só sua importância na chapa da Dilma. Uma coisa é os eleitores votarem no vice, e outra coisa é a chapa ser fortalecida pela relevância do vice.

  11. Paulo F.

    29 de janeiro de 2014 3:59 pm

    Vai que acontece algo

    Sarney foi vice de Tancredo e se deu bem….

    1. ruyacquaviva

      29 de janeiro de 2014 4:20 pm

      Podia pelo menos lembrar do

      Podia pelo menos lembrar do Itamar e não do Sarney.

      É melhor ser cassado como o Collor que morrer como o Tancredo.

      Apesar de ache o Eduardo o maior traíra, não desejo mal algum para ele.

      É melhor lembrar do caso do Itamar.

      1. Paulo F.

        29 de janeiro de 2014 6:20 pm

        Fui até bonzinho

        Quando escrevi pensei na hora em LBJ que voi vice de JFK nos EUA. Mas ai resolvi suavizar e “nacionalizar” então fiquei com Sarney….

    2. Ed Döer

      29 de janeiro de 2014 4:27 pm

      E o Itamar foi vice do

      E o Itamar foi vice do Collor.

      Só falta agora o Aécio confirmar o Serra de vice para confirmar que a Dilma terá o vice que menos devemos temer…hehe

  12. Antonio C.

    29 de janeiro de 2014 4:08 pm

    Interessante modo de se fazer

    Interessante modo de se fazer política, ditado pelos jornalões.

    A única coisa que noticiam da oposição é que estão se articulando politicamente (sic), numa barriga enorme como notícia. É sempre a mesma coisa e assim será até o início da corrida presidencial. De vez em quando, aparece o Álvaro Dias para quebrar a minha sisudez, que batuta!

    Como eles, aparentemente, não tem nada a fazer, a notícia lhes dá visibilidade.

    Acho que não há disputa, nem controvérsia, nem coisa alguma. É apenas para deixar o balão no ar.

    Pessoal, vou até a geladeira procurar algo quente pra beber, um chá, sei lá. Qualquer novidade, avisem-me. O cano do tanque está desocupado para a discussão acalorada da oposição sobre a presidência. É só  ligar.

  13. Alexandre Weber - Santos -SP

    29 de janeiro de 2014 7:24 pm

    Faltam os outros partidos.

    Qualquer análise antes do quadro de candidatos estar completo é precipitada.

  14. Agarwaen

    29 de janeiro de 2014 7:54 pm

    A posição centrista (entre PT

    A posição centrista (entre PT e PSDB) de Marina e Campos significa tanto uma fraqueza no primeiro turno quanto uma enorme força no segundo. Se Aécio confirmar uma decadência do PSDB (que até o momento vem aparecendo com força apenas nas eleições proporcionais) e Campos ficar em segundo, ele se torna favorito para o segundo turno.
    Enquanto que um cenário de repetição de 2010, com PTxPSDB no segundo turno leva a maiores chances para Dilma se reeleger.

    1. ruyacquaviva

      29 de janeiro de 2014 9:06 pm

      Sempre vejo as pessoas

      Sempre vejo as pessoas avaliando que quem tem o discurso mais em cima do muro tem vantagem no segundo turno. Após quase quatro décadas acompanhando a política brasileira eu não ví confirmação dessa afirmação.

      A posição em cima do muro é boa para angariar apoios de políticos, principalmente os concorrentes derrotados, mas os votos não seguem essa mesma lógica e costumam se distribuir mais igualmente entre os candidatos que passaram para o segundo turno. Por isso mesmo é difícil inverter a votação no segundo turno. Não é impossível, mas precisa ter algum fator influenciando pois somente a posição em cima do muro não é suficiente para fazer a inversão.

      1. Gunter Zibell - SP

        30 de janeiro de 2014 1:17 am

        Das vantagens de ser o plano B dos pólos

        Teve alguns exemplos em S.P disso de como é bom ser o ‘em cima do muro’. Na verdade o ‘não-rejeitado’.

        Maluf representava um pólo, em algumas eleições ficava sempre por volta de 40% ao longo da campanha, e depois, no 2º turno, não agregava. As pessoas estavam dispostas a votar no 2º turno indistintamente entre Covas ou Marta ou entre quem quer que fosse de PMDB, PSDB ou PT.

        Assim Covas ganhou duas eleições para governador e Marta uma para prefeitura da capital.

        Também tivemos a eleição Marta x Kassab em 2008. No 2º turno ela passou de 33 para 39, mas Kassab de 37 para 61. Ou seja, quase todo mundo que tinha votado em Alckmin, Maluf e Soninha parece ter votado em Kassab. Pelo menos, de 30 pontos a distribuir, ela só capturou 6 ou 7.

        Finalmente, trocando os campos políticos, Haddad herdou muito mais que Serra dos votos de Russomano e Chalita (que nessa ocasião eram os ‘em cima do muro’ da ocasião, mas foram para 2º turno os pólos Haddad e Serra.)

        Então depende muito. Se o candidato na frente apresentar elevada rejeição (caso de Serra x Haddad) não herda muito.

        Note-se algo curioso: Serra exerceu em 2012 o papel nas estatísticas que Marta desempenhou em 2008 e Maluf em 1994, 1998 e 2002. Haddad disparou e ultrapassou-ou como Kassab havia feito vis-a-vis Marta. Diferença foi que Kassab conseguiu ultrapassar Marta ainda antes do 1º turno. Mas é para ver como há uma grande porção de eleitores ‘em cima do muro’ que não são nada fieis aos pólos, nem ao conservadorismo (apelido genérico para o conjunto PSDB, PP, PSD) nem ao petismo.

        Pode ser que o fator que você fala seja a rejeição. Há os pólos A, B e C. Mas rejeições a A, B e C também são forças.

        Mas o importante, mesmo par quem é pouco rejeitado, é chegar em 2º. em 1989 Covas talvez tivesse menos rejeição que Collor ou Lula (digo talvez porque não conheço pesquisas de então.) Se ele tivesse ido a 2º turno ganharia de ambos com muita probabilidade.

        É bom ser o Plano B de pólos, como Covas, Marina e Campos. Só que precisa chegar em 2º no 1º turno.

         

      2. Agarwaen

        30 de janeiro de 2014 10:34 am

        Ainda mantenho a posição que

        Ainda mantenho a posição que há alguma coerência no eleitorado brasileiro, maior do que apenas carisma ou rejeição pessoal dos candidatos. Assim, o eleitorado dos candidatos eliminados não se divide sempre igualmente entre os candidatos que foram ao segundo turno. Quando digo “posição centrista” não é o mesmo que “em cima do muro”. Por exemplo, em 2006 apenas 4 candidatos conseguiram votaçõ relevante. Destes passaram para o segundo turno Lula e Alckmin. O terceiro colocado, a Heloísa Helena havia angariado descontentes no campo da esquerda. Quando os ex-eleitores da Heloísa foram decidir o candidato do segundo turno, optaram por Lula ou por votar em branco. Alckmin era longe demais.

         

        1. Gunter Zibell - SP

          30 de janeiro de 2014 11:16 pm

          Aconteceu isso mesmo

          Provavelmente quase todos os eleitores de Buarque e H Helena, por coerência de campo, votaram em Lula no 2º. turno.

  15. Arthemísia

    29 de janeiro de 2014 8:09 pm

    Pois isso tá me cheirando

    Pois isso tá me cheirando a pressão da mídia pra cima de Dudu para garantir Marina e complicar para o PT. Claro que Eduardo quer Marina, ou melhor, seus votos; mas não quer Marina com poder, pois ele sabe bem a cobra que está criando. Eduardo Campos detesta ser obrigado a conviver com gente que tem potencial eleitoral. Aqui em PE tá a maior briga no PSB pela vaga de candidato ao govrno estadual. Isso porque Fernando Bezerra Coelho exige ser o candidato, mas Campos não o quer fortalecido dentro do partido porque o PSB pertence a Dudu e só ele ode reinar absoluto.

    Além disso, não esqueçam que Marna não agrega um minuto sequer ao tempo de propaganda e todo mundo sabe que isso é ouro em campanha política. De que adianta um vice que não tem tempo para aparecer? Marina não está em lugar nenhum (exceto na mídia)  e não vai dar tempo ao PSB; pode servir para vitrine, mas na prática não agrega nada, nem o voto dos verdes, que são pouquíssimos. O único voto certo que Marina agrega é o dos evangélicos, mas aí Eduardo Campos vai ter que se ver com Gunter né?

    Isso tá com muita cara de articulação por fora feita pela própria Marina, que tem ótimo trânsito na mídia e Eduardo, nem tanto. Aguardemos mais informações.

    1. Gunter Zibell - SP

      30 de janeiro de 2014 2:26 am

      “mas aí Eduardo Campos vai ter que se ver com Gunter né?”

      Eu acho que não, que ele não estará preocupado comigo.

      Mas Marina Silva não me assusta por ser evangélica, já expliquei várias vezes. O importante é o que cada um, com ou sem religião, faz pela preservação do secularismo na política. E a prática de se fazer concessões em leis e programas por tempo de tv me assusta de um tanto.

      Melhor que explicar de novo é deixar textos prontos a respeito.

      Se os discursos e percepções mudarem, aí vejo.

      Nos três primeiros se fala mais dessa propaganda negativa que se faz de Marina por ela ter religiosidade. E que me soa algo contraditório quando PSC, PR e PRB são coligados em potencial para a candidatura Dilma.

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/saudades-do-estado-laico

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/como-superar-o-uso-do-obscurantismo-na-politica

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/errar-e-humano-persistir-no-erro-e-governismo

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/direitos-opiniao-de-maioria-e-a-conciliacao-de-ambos

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/tera-o-aliancalao-consequencias

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-psb-buscara-ser-simpatizante

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/lgbts-nao-serao-orfaos-politicos-em-2014

      https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-secularismo-como-causa-politica

       

       

       

       

Recomendados para você

Recomendados