O caso da autocrítica do PT, por Luis Nassif

Minha caçula, a mais militante da família, levanta o tema “o PT não fez autocrítica”. Em vários locais dito progressistas ouvi a mesma queixa. Prova maior de que os interrogatórios da Globo são embasados em boas pesquisas de opinião. A insistência da Globonews e, depois, do Jornal Nacional, em levantar o tema, e nenhuma questão sequer sobre o programa do partido, mostra que são eficazes em sua política de pautar a discussão. Outra narrativa emplacada pela máquina da Globo é que, depois de 14 anos de campanha ininterrupta da mídia, foi o PT quem estimulou a versão de “nós contra eles”.

Vamos por partes.

O PT errou e muito na sua convivência com o presidencialismo de coalisão. O ex-Ministro Tarso Genro deve se recordar de uma conversa que tivemos, poucos meses antes de explodir o “mensalão”, em que o alertei que viria pela frente uma campanha mais ampla que a do impeachment de Fernando Collor.

Ele se espantou.

Mas era nítido. Disse-lhe que quando um exército toma a cidadela adversária, a primeira atitude do comandante é reunir a tropa e enquadrar os soldados, impedindo qualquer forma de abuso. A segunda atitude é punir exemplarmente o primeiro caso de transgressão, para servir de exemplo.

Isso não ocorreu. A sem-cerimônia com que Delubio Soares entrava e saída do Planalto, era imprudência pura. Ainda mais em um partido totalmente exposto ao escrutínio da mídia e dos demais poderes.

Relatei-lhe uma conversa que tive com Collor, anos depois do impeachment. O que ele mais lamentava era ter desmontado o antigo SNI (Serviço Nacional de Investigações). Não para fiscalizar os adversários, mas para se prevenir contra a guerra de informações da mídia. No auge da campanha do impeachment, o governo ficou totalmente desarticulado ante a saraivada de denúncias, verdadeiras ou meros factoides, com que era bombardeado.

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Mesmo se não tivesse escândalo, a mídia criaria. Mas com o amadorismo do início de governo, ficou mais fácil. E o governo não tinha sequer a relação das pessoas que entraram na máquina pública. De fato, na montagem do governo vieram militantes de todas as partes do país, aliás, algo inevitável para um partido que estreava no poder.

Alguns meses depois estourou o escândalo de Roberto Jefferson. Aliás, foi bem no dia em que, flagrado pela mídia saindo do Palácio, Delúbio declarou que era assim mesmo, os partidos tinham que participar do governo depois das eleições.

Em suma, o PT fez o mesmo que todos os demais partidos fizeram para garantir a governabilidade, e com o amadorismo dos marinheiros de primeira viagem.

Pode-se argumentar que o caso Petrobras foi exagerado. E foi. Explodiram os preços do petróleo, foi descoberto o pré-sal, a Petrobras ganhou uma dimensão inimaginável até então e as caixinha subiram proporcionalmente ao salto da empresa. Nada foi feito para impedir a esbórnia. Quando assumiu o governo, Dilma Rousseff colocou na presidência Graça Foster com a incumbência de limpar a empresa. Mas Graça não tinha a menor familiaridade com modernos métodos de complience. Limitou-se a centralizar a liberação de pagamentos no seu gabinete, atitude inútil para identificar mutretas, e que quase paralisou a empresa.

Mas, se a autocrítica fosse o ponto central, a mais urgente seria da própria Globo, por ter criado o clima de ódio no país – ao lado da Veja -, estimulado o golpe, interferido em várias eleições. Seria de Luis Roberto Barroso porque seu apoio ao estado de exceção gerou uma enormidade de abusos em todos os quadrantes do país – fenômeno pouco divulgado pela mídia. Seria da própria Lava Jato e da Procuradoria Geral da República, por terem destruído a engenharia nacional e chocado o fenômeno Bolsonaro. Seria do STF (Supremo Tribunal Federal) por ter derrubado a cláusula de barreira que tornou mais caótico ainda o quadro partidário, além de ter aberto uma avenida para a infidelidade partidária. E pelo carnaval da AP470 que, fragilizando o governo, tornou-o mais vulnerável ainda às investidas do PMDB – repetindo o mesmo fenômeno pós-maxidesvalorização, que obrigou Fernando Henrique Cardoso a entregar parte dos ministérios para o mesmo grupo.

Nesse ponto, exige-se uma relativização do que ocorreu.

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Teria sido possível a Lula o trabalho histórico de inclusão, de redução das desigualdades, de acesso dos mais pobres à universidade, se tivesse enfrentado o boicote dos partidos políticos? Evidente que não.

Aqui mesmo, várias vezes criticamos as concessões ao mercado, o câmbio excessivamente apreciado, as taxas de juros muito acima das taxas internacionais, a timidez em relação à reforma fiscal e política. Mas a contrapartida foi um trabalho inédito de combate a desigualdades históricas, um trabalho que, entre 2008 e 2010 projetou o Brasil como um exemplo para mundo. Teria sido possível sem essas concessões?

Em suma, a autocrítica teria que ser das instituições como um todo – partidos, tribunais, corporações públicas, mídia – por ter exposto o país formal ao ataque perigosíssimo das hordas bárbaras.

Mas a questão, agora, não é essa. O que está em jogo é o próprio futuro da democracia e da estabilidade nacional.

PT, PSDB, Executivo, Supremo, mídia são peças integrantes do sistema institucional. O PT teve o mérito de civilizar os movimentos sociais – substituindo a violência, a rebeldia, pela disputa política. O PSDB falhou em fazer o mesmo com a direita. Terceirizou a oposição para a mídia, que só sabia exercitar o anti-petismo. Abriu uma avenida para a direita selvagem, que emerge, agora, com uma força incontrolável.

Agora, todos – PT, PSDB, mídia, instituições – são alvos dessa direita selvagem. E nenhuma delas passará incólume por um eventual governo Bolsonaro. Haverá um liberou geral para as arbitrariedades na ponta, para a rebelião de procuradores contra PGRs, de delegados contra a cúpula da PF, de juízes contra os tribunais superiores. Explodirão as arbitrariedades das polícias, dos promotores municipais, haverá o aparecimento de milícias legitimadas pelas vitórias nas eleições e pelo aval de um presidente selvagem.

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 Se o eleitor se recusar a votar no PT, porque não fez autocrítica da lambança na Petrobras, no Ciro, porque não fez autocrítica das mudanças recorrentes de partido, no Alckmin, por seu apoio a Temer, e por ter fechado os olhos às esbórnias do próprio PSDB, o que esperar dessas eleições?

Por isso, cortem essa história de autocrítica. O que está em jogo não é premiação ou punição de quem quer que seja, mas a própria sobrevivência do Brasil como nação democrática.

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86 comentários

  1.   ARRE que você joga um facho

      ARRE que você joga um facho de luz sobre essa questão, Nassif!!

      O que se exige do PT foi e é uma pureza MUITO ALÉM do razoável. Que o partido errou é óbvio, mas daí à tal autocrítica vão anos-luz, como se o Partido dos Trabalhadores fosse o culpado por toda e qualquer mazela de uma cultura, de uma população no mínimo conivente com desonestidades as mais variadas, e devesse enfrentar a tudo e a todos.

      OBRIGADO por nos brindar com esse texto.

  2. Haddad citou auto-crítica de Tasso, não citou quem é dono da Oi

    A repórter da Globo foi dura no Jornal das 10 e citou explicitamente o caso da Oi como exemplo de erro do PT.

    Haddad citou Jereissat várias vezes durante as entrevistas… sempre repete que Jereissat admitiu o golpe 2016…

    POR QUE NÃO CITOU QUE A FAMÍLIA JEREISSAT ACABOU DONA DA OI APÓS AS MÁGICAS DA PRIVATARIA TUCANA???

    Era a oportunidade perfeita de acertar 3 coelhos com uma paulada: PSDB, a Globo e a Privataria.

    Mais uma vez preferiu se defender das acusações… o PT acabou saindo como culpado pela Oi… que pertence a família Jereissat do PSDB.

    É incrível que o candidato do PT permita esse tipo de inversão de valores. O PSDB passou uma estatal para o nome de familiares… mas o corrupto é o PT que forneceu empréstimos para a Oi via BNDES.

    Me lembrou aquela CPI que quer prender Lula por manter uma medida que FHC criou.

    HADDAD TEM QUE JOGAR ESSAS COISAS TODAS NA CARA DOS REPÓRTERES DA GLOBO!!!

    SOBRE A TAL AUTO-CRÍTICA: Haddad deveria ter falado que uma comissão interna no PT foi criada e não achou nenhuma corrupção do partido… a repórter com certeza responderia: “ISSO É UMA PIADA?”… UÉ, MAS NÃO FOI ISSO QUE A GLOBO FEZ COM A CORRUPÇÃO DA CBF???

    AUTOCRÍTICA 2:

    -VOU ADMITIR AQUI O MAIOR ERRO DO PT: TER ENFIADO 10 BILHÕES NESSA DESGRAÇA CHAMADA REDE GLOBO! SATISFEITA OU QUER MAIS AUTO-CRÍTICA SOBRE A PF NÃO TER PRENDIDO SEU PATRÃO POR SONEGAÇÃO???

  3. O que dizer então de um

    O que dizer então de um cidadão como FHC , o hipocrita mor do Brasil . Um sujeito com fama de intelectual , mas não é capaz de pensar no proprio País .

  4. Concordo com a análise do

    Concordo com a análise do Nassif em relação à postura do PT no governo. Diante das condições históricas, o PT errou pouco e acertou muito, ao passo que os inimigos do PT cometeram crimes. No tocante às eleições, a vitória de Bolsonaro é a barbárie imediata, a vitória de um candidato de direita é a barbárie a médio prazo, a vitória de Ciro é uma vitória de Pirro e a vitória de Haddad é a possibilidade de derrotar a barbárie, mas que exigirá um esforço descomunal, muita inteligência, estratégia complexa e a colaboração das melhores cabeças, no plano interno e internacional. A questão geopolítica será fundamental nesta batalha final para a sobrevivência do Brasil como nação soberana e livre.

  5. Forças conservadoras e o Castelo de Grayskull

    Alguns apontamentos que ratificam sua precisa análise, Nassif.

    Vivi 20 anos na Zona Sul do Rio de Janeiro e, de lá, ficava fácil absorver estas críticas da aderência do PT ao fisiologismo e ao presidencialismo de coalizão. Eu mesmo criticava peremptoriamente o partido. Mas o fato é que, desses espaços privilegiados, não se tem noção alguma da realidade profunda do país. Há 2 anos moro na Zona Norte, em um bairro popular do subúrbio (Pilares). Daqui, é mais fácil enxergar a realidade tal qual é:

    1) A Av. principal do bairro (Álvaro de Miranda), desde que cheguei, viu nascer 4 novas igrejas evangélicas. Outras tantas (que já existiam) permanecem;

    2) Não há um só estabelecimento comercial/popular (restaurantes, lanchonetes, farmácias, padarias, cabeleireiros, etc.) que, dispondo de um televisor, não fique invariavelmente ligado na TV Globo;

    3) Fora o PT, partidos de esquerda não tem capilaridade alguma nestes bairros. Freixo, por exemplo, é tomado como defensor de bandidos (isso quando é reconhecido). Apenas Lula e seu partido permanecem no imaginário de parte do povo, como uma lembrança auspiciosa dos tempos melhores da década passada e dos impactos das políticas sociais nessa parcela da população. Esta memória é o que sustenta um mínimo ideário de esquerda nestes espaços;

    Isso são apenas exemplos pontuais de, por um lado, uma expressão (que só cresce) da força de nossa população cristã/conservadora; por outro, da ainda premente dificuldade de se criar narrativas que desloquem a formação do pensamento a partir das grandes mídias. Finalmente, também é a constatação de que aquilo que o PT promoveu, tendo que negociar com todas estas tendências, foi um verdadeiro milagre. Negociar com estas forças conservadoras e selvagens por lucro (e com outras tantas, como as bancadas da bala, bíblia, boi, bancos, mercado, etc.) e ainda conseguir introjetar políticas inclusivas para negros, mulheres, LGBT’s e promover uma significativa redistribuição de renda na estagnada sociedade brasileira é um feito que ainda será melhor dimensionado pela história.

    Uma coisa é certa, não é porque a gente quer e defende um pensamento progressista que estas forças deixarão de existir. Dia 1º de janeiro de 2019 elas ainda estarão presentes: no congresso, nos bancos (de dinheiro ou de igrejas), nos mercados financeiros, nas elites, nas mídias podres, nos vizinhos lobotomizados, e assim por diante. E, no fim das contas, um presidente ainda precisará de 257 votos pra aprovar as pautas mais ordinárias na Câmara. Hoje, o campo progressista (se não houver dissidentes) contempla 120 votos (este equilíbrio de forças não deve mudar substancialmente com a próxima bancada). Como faz pra governar sem negociar? Invocando a espada do He-Man é que não é…  

    Humberto Amorim

    Prof. da EM – UFRJ

  6. Forças conservadoras e o Castelo de Grayskull

    Alguns apontamentos que ratificam sua precisa análise, Nassif.

    Vivi 20 anos na Zona Sul do Rio de Janeiro e, de lá, ficava fácil absorver estas críticas da aderência do PT ao fisiologismo e ao presidencialismo de coalizão. Eu mesmo criticava peremptoriamente o partido. Mas o fato é que, desses espaços privilegiados, não se tem noção alguma da realidade profunda do país. Há 2 anos moro na Zona Norte, em um bairro popular do subúrbio (Pilares). Daqui, é mais fácil enxergar a realidade tal qual é:

    1) A Av. principal do bairro (Álvaro de Miranda), desde que cheguei, viu nascer 4 novas igrejas evangélicas. Outras tantas (que já existiam) permanecem;

    2) Não há um só estabelecimento comercial/popular (restaurantes, lanchonetes, farmácias, padarias, cabeleireiros, etc.) que, dispondo de um televisor, não fique invariavelmente ligado na TV Globo;

    3) Fora o PT, partidos de esquerda não tem capilaridade alguma nestes bairros. Freixo, por exemplo, é tomado como defensor de bandidos (isso quando é reconhecido). Apenas Lula e seu partido permanecem no imaginário de parte do povo, como uma lembrança auspiciosa dos tempos melhores da década passada e dos impactos das políticas sociais nessa parcela da população. Esta memória é o que sustenta um mínimo ideário de esquerda nestes espaços;

    Isso são apenas exemplos pontuais de, por um lado, uma expressão (que só cresce) da força de nossa população cristã/conservadora; por outro, da ainda premente dificuldade de se criar narrativas que desloquem a formação do pensamento a partir das grandes mídias. Finalmente, também é a constatação de que aquilo que o PT promoveu, tendo que negociar com todas estas tendências, foi um verdadeiro milagre. Negociar com estas forças conservadoras e selvagens por lucro (e com outras tantas, como as bancadas da bala, bíblia, boi, bancos, mercado, etc.) e ainda conseguir introjetar políticas inclusivas para negros, mulheres, LGBT’s e promover uma significativa redistribuição de renda na estagnada sociedade brasileira é um feito que ainda será melhor dimensionado pela história.

    Uma coisa é certa, não é porque a gente quer e defende um pensamento progressista que estas forças deixarão de existir. Dia 1º de janeiro de 2019 elas ainda estarão presentes: no congresso, nos bancos (de dinheiro ou de igrejas), nos mercados financeiros, nas elites, nas mídias podres, nos vizinhos lobotomizados, e assim por diante. E, no fim das contas, um presidente ainda precisará de 257 votos pra aprovar as pautas mais ordinárias na Câmara. Hoje, o campo progressista (se não houver dissidentes) contempla 120 votos (este equilíbrio de forças não deve mudar substancialmente com a próxima bancada). Como faz pra governar sem negociar? Invocando a espada do He-Man é que não é…  

    Humberto Amorim

    Prof. da EM – UFRJ

  7. Ufa!

    O texto iniciou de maneira incrédula para o meu entendimento.

    Começou a clarear do meio para o fim.

    Mas é isso mesmo.

    Todos, principalmente a Globo, quer que o PT (Haddad) faça a mea culpa.

    E a Globo e o resto das instituições, não devem fazer o mesmo?

    Quando a esquerda governou o país?

    Falar que os governos Lula/Dilma foram de esquerda é piada né?

    Quem deve fazer a mea culpa é a direita e os conservadores que governaram o Brasil durante quinhentos anos.

  8. autocrítica não!

    Absolutamente brilhante, vc foi ao coração da questão  do momento: passou a hora das análises  e autocríticas, agora o mal está feito e temos que correr atrás do prejuízo catastrófico chamado Bolsonaro  & asseclas

    Que a História e as Massas nos ajudem!

  9. A única coalizão a ser feita
    A única coalizão a ser feita é com a população e não com o congresso.
    Faz como eu penso e um candidato disse. A cada projeto vai a televisão , explica e convoca a população a decidir, precionando o congresso.
    SIMPLES, basta não complicar

  10. A autocrítica é necessária

    A autocrítica é necessária sempre a não ser que você se ache a perfeição total e não precise melhorar em nada. O fato dos outros não fazerem a autocrítica deles não nos exime de erros e nos dá carta branca para agirmos da mesma maneira sempre. Agindo sempre da mesma maneira, não vamos conseguir resultados melhores que os atuais e convenhamos ainda estamos bem longe de alcançar o estágio desejado. Autocrítica não é autoflagelação. É fazer um retrospecto e ver que pontos foram erros e que pontos foram acertos. A sobrevalorização cambial pós-2006 foi um erro crasso que nos custou caro só para citar um dos que o texto fala a respeito. O que é acerto tem que ser mantido e os erros tem que ser alertados para não serem repetidos e se pensar em como fazer diferente. A não ser que vocês queiram um novo Levy na fazenda, com mais passeatas para inpeachment e mais 4 anos de instabilidade. Acho que foi Einstein quem disse que é loucura achar que você vai conseguir um resultado diferente agindo sempre da mesma maneira.

    • Aprender dos erros é uma

      Aprender dos erros é uma coisa, auto-flagelação (principalmente quando se está no meio do vendaval golpista) é outra. Coisa de ‘esquerda pura’… aqui com meus botões imagino Stalin, Zhukov eChuikov fazendo auto-crítica no meio dos bombardeios em Stalingrado…

      Finalmente um texto que expressa (tão bem) o que eu penso…

  11. “Os deuses não podem mudar o

    “Os deuses não podem mudar o passado.” Pra mim essa coisa de autocrítica é bobagem. O que vale não é o que você diz, se autoflagelando pelos erros do passado (até porque  é impossível saber se alguém faz isso de coração ou só da boca pra fora e pros outros prarem de encher o saco ) – que não tem como mudar -. O que vale é você, tendo OUTRA chance, não cometer os mesmos erros pra primeira vez. Que cometa erros diferentes. 

    Ganhando Hadad – e minha intuição é que vai – o que um governo do PT tem que fazer no primeiro mês não é tentar passar uma porra de lei de mídia que, além de não passar no congresso, será rotulado como uma instituição da “censura” e outras idiotices. O que o governo do PT tem que fazer é ZERAR a verba estatal pra TODAS as mídias – e alegando pra isso o ajuste fiscal, feitiche de Mirians e Sadenbergs da vida. Aí, famílias como SAAD, MESQUITA vão ter que ganhar a vida em outro ramo, ou então de renda, que é o que nossa elite curte fazer depois de quebrar suas empresas e deixarem os funcionários na mão ( vide Civvita ). E a GLOBO vai ter que diminuir salários , a começar pelo macho alfa Bonner. 

    • É isso aí!

      É isso aí, Joel Lima! Que o governo PT ZERE  a verba estatal para todas as mídias. Tem que atacar o bolso desses mamadores de dinheiro público.  E por falar nos Civitas, vcs virão o que aconteceu no dia 20 na Casa Charlô, no Itaim Paulista em SP? “Trinta dias após recorrer a um pedido de recuperação judicial, precedido do fechamento de 11 publicações e da demissão de mais de 800 funcionários, a empresa da família Civita não teve o menor pudor em comemorar em grande estilo o lançamento da edição Comer & Beber 2018, da Veja São Paulo, na Casa Charlô, no bairro do Itaim Bibi, na capital paulista. Como se nada tivesse ocorrido, como se o grupo ainda vivesse em seus momentos de fastígio e sem a menor consideração pelas centenas de colegas colocados recentemente no olho da rua, a comemoração foi escancarada no site”. https://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-baile-da-ilha-fiscal-da-abril-festanca-enquanto-funcionarios-demitidos-nao-recebem-indenizacao-por-miguel-enriquez/ 

  12.  
     
    Antes do PT chegar ao

     

     

    Antes do PT chegar ao poder já se sabia disso e fizeram a escolha correta, entrar no jogo e marcar os gols possíveis! O psol se quiser um dia ser poder, vai ter de fazer a mesma escolha do pt.

     

    E o pior é que quem insiste nesse engodo de “autocrítica” são os que nunca serão passiveis  de crítica e muito menos de elogios. Ou talvez gostem do auto eleogio de estarem sempre “limpinhos”.

  13. A miséria da autocrítica ou autocrítica da miséria?

    Não há como negar que o texto é, ainda que bem atrasado, uma evolução no pensamento do editor do blog, ainda que pareça mais um truque semiótico.

    Fala da desnecessidade ou da impropriedade da reivindicação de autocrítica, mas narra com precisão aquilo que julga ter sido errado, e claro, com alguns detalhes “pessoais” para dar peso a narrativa!

    Jogada antiga.

     

    Mas vamos ao texto pelo que ele é:

    – Primeiro grave erro de análise: governo e suas coalisões e alianças não se confundem com o partido, nesse caso o PT.

    – Outra tentativa engenhosa foi o de formular um conceito de ladrão amador ao PT e ao núcleo duro do governo. Esa foi boa!

    No ambiente de Inquisição que se instalou, caro Nassif, tanto fazia se eram profissionais ou amadores. A lógica estabelecida para implantar o lawfare nunca levou isso em consideração!

    Se fosse dez reais ou dez bilhões, sendo petista o escarcéu seria o mesmo!

    Fosse delúbio ou james bond, a mesma coisa!

    O que Luis Nassif não entende é que mesmo que o governo Lula-Dilma tivesse feito verter ouro das torneiras dos brasileiros, acabado de uma vez com a fome, a violência, a miséria, enfim, que esse país mudasse do lixão periférico que era para um Éden, ainda assim ele teria sido deposto por um golpe, talvez até antes.

    Outra coisa que não é dita, pelo menos não com a clareza necessária:

    Com o advento do incremento de poder dessa aberração chamada judiciário, especialmente com sua Gestapo, o tse, o sistem representativo foi confinado em um inédito esquema de financiamento, que jogou a classe política no colo dos lobistas e empresários.

    Campanhas ao custo de milhões, coeficientes eleitorais distorcidos, distorcendo a proporcionalidade dos votos e dos critérios de representatividade, fizeram na política e nas eleições algo como o mercado fez na economia: concentração e acumulação de poder em torno de oligarquias políticas.

    Por outro lado, comparar os esquemas dos governos Lula-Dilma com a privataria tucana, colocando-os em mesmo patamar é quase desonesto!

    Com todos os deslizes e supostos crimes cometidos na Petrobras, a empresa retomou sua natureza estatal e de alavanca social-desenvolvimentista.

    Alguém lembra aí da Petrobax, do Sivam, da Pasta Rosa, Raytheon, e dos esquemas dos fundos da Previ e outros para financiar a aquisição de enormes patrimônios estatais?

    É isso mesmo que Luis Nassif está comparando com as caixinhas da Odebrecht para as campanhas do governo deposto?

    Eu gostaria que Luis Nassif apontasse algum governo em país capitailsta que tenha desenvolvido suas empresas e sua economia em escala mundial sem a promiscuidade Estado e Capital? 

    Essa é a essência do capitalismo, minha gente.

    Assim como é da essência do capitalismo o assalto a democracia, na forma liberal como imaginada pelo Nassif, e não a convivência com ela, como também sonha Nassif.

    Porque compliance no dos outros é sempre refresco!

     

    Mas repetindo, o texto é um alento, tardio, mas um alento!

     

    PS: ciro e ciristas, esse texto é seu epitáfio.

  14. A hora passou

    A autocrítica mais honesta teria sido a renúncia de toda cúpula partidária, após a sequencia de derrotas de 2016. É assim que acontece em outros países. E, às vezes, até em caso de vitória, a direção renuncia, por não se sentir capaz de por em prática o programa aprovado nas urnas.

  15. Nassif, tem uma matéria de
    Nassif, tem uma matéria de jornal na Globo de 2012 ( vídeo disponível no google) onde o partido expulsou o Delubio. Autocrítica inclusive..

  16. ~entendo…..a elite do

    ~entendo…..a elite do atraso, a direita com suas politicas regressistas et caterva, só batem nesta tecla: a falta de autocritica do campo progressista e esse mote está levando muita gente ao auto-engano…parece que se esqueceram que, sob o PT, havia um republicanismo….parece que acharam pouco: querem mais né: querem petistas se açoitando em praça pública pelos “erros” cometidos….que erros: as poltiicas desenvolvimentistas né e de projeção do pais,,,,,.se depender dessa direita capitaneada pela globo, os membros dos partidos progressisitas, bem como seus militantes e apoiadores terão que usar burkas  em sinal de santidade: pobre Brasil  comandado pela santíssima Globo e penduricalhos….

  17. Essa historia de autocritica
    Essa historia de autocritica vem desde a desestabilizaçao da Dilma.

    A intenção de uma patte dos golpistas sempre foi mais que derrubar o PT, PT, PT; era preciso humilha-lo, “acabar com essa raça”.

    É neste ponto que alguns golpistas discordam: bastava derrubar (Reinaldo Azevedo, Gilmar Mendes), nao precisava vandalizar as instituiçoes (Globo, Lava Jato).

  18. A autocrítica que a Globo

    A autocrítica que a Globo quer do PT não é a que ele deveria fazer.

    Vou dar o exemplo da Dilma.

    Dilma conduziu mal a economia, fazendo exatamente o que o “mercado”, a FIESP, queriam. Ela colocou Joaquim Levy como ministro da fazenda, um “queridinho” do mercado. Ele começou a cortar investimentos. Começou uma agenda de austericídio que paralizou a economia em um momento em que deveria ativá-la.

    Depois, Dilma atendeu a FIESP e fez uma enorme desonerção fiscal, acreditando na lorota de que reduzindo impostos, os preços ao consumidor também cairiam, aumentando as vendas e reaquecendo a economia. Só o que ela conseguiu foi gerar o rombo do déficit primário, transferindo esses impostos para a margem de lucro das empresas. O impacto nos preços foi mínimo.

    Por último, para combater uma inflação que não era de excesso de demanda, aumentou os juros, encarecendo o crédito, aumentando as despesas do governo com pagamento de juros e tirando ainda mais dinheiro da economia.

    A parte irônica disso tudo, é que ao fazer o que o “mercado” queria, com resultados obviamente desastrosos, foi esse mesmo “mercado” quem tomou o primeiro lugar na fila para crucificá-la.

    Ao dar ouvidos ao “mercado”, Dilma preparou o seu caminho para o impeachment, impulsionado por esse mesmo “mercado”.

    Essa é a verdadeira autocrítica que o PT deveria fazer, para não cometer os mesmos erros nunca mais.

    • Pois é… quando a gente de

      Pois é… quando a gente de orientação socialista viu que Dilma começou a ceder, talvez acreditando que poderia dar o mindinho que o dólar privado, comedido, não comeria o braço todo, passou a reclamar, os golpistas de plantão e os palhaços inconsequentes cuja alegria é ver o circo incendiado, aproveitaram a deixa:

      “Viram? Até a ‘esquerda’ critica o PT!”

      Daí a “o PT não vai fazer autocrítica não?” foi um passo.

      A cobiça do dólar privado é sem fim…

  19. Não há lugar para inocentes na política!

    O governo Dilma acima de tudo foi de um descaso total e estabelecer sistemas de informações, gerenciamento e auditoria, que teria impedido ou difilcultado a lambança das propinas para grande parte dos partidos, mas principalmente  para o PMDB, que pertencia a base do governo do PT. O PT tambem recebeu parte desta grana! Não houve uma chamada “auditoria interna” confiável  para minimizar os danos e impedir da sua progressão, pois o PT não tinha esquema de pessoal para este serviço. 

    Todo partido ao assumir  o governo,  tem que obrigatoriamente tem que ter alem da chamada “auditoria interna” para checar e acompanhar seus orgãos e empresas, mas tambem sistema de informação precisa de o que e como os seus inimigos estão fazendo por sus costas. Podem não gostar do nome, mas um Serviço de Informações, não militar e confiáve,é fundamental,  não são adversários,  são inimigos mesmo e saber governar implica em entender que é uma guerra contra esta 5ª columa, pois eles farão de tudo para destruí-lo. 

    Permitir a indicação política ou de terceiros não confiáveis para um grande numero de ministros do supremo, PRGs, delegados gerais e regionais da PF, ministros de TRF e promoções de inimigos em geral para estes e outros cargos que poderia trazer sabotagens para exercicio do poder, foi de um inocência não admissível neste nível de coisas!

    Só sobram no poder de paises que busquem o interesses de seus habitante, com grandes mudanças que modifiquem o capitalismo exaberbado de hoje, são governantes com apoio irrestritos de seus orgão de infomações e/ou tambem das Forças armadas! Vide China, India e Russia, como conseguiram mudadar os seus status, sendo que mesmo assim a Russia quase foi destruida pelos ataques neocons quando da saída do Gorbachev e depois Ieltin.

     

    Putin, um coronel dos serviços de informações, assumiu o poder pela indicação do Ieltisn, demorou um bom tempo até mostrar a sua face nacionalista e contra a chama Nova Ordem Mundial

    Não dá para ser mais inocente, pois eles herdarão as covas dos cemitérios!

     

  20. A ausência de autocritica é sintoma de arrogância
    A ausência de uma autocrítica é que fulminou com a capacidade formuladora do PT. Hoje ele é dependente do Lulismo. E esse mesmo lulismo é o que o despolitiza de forma vergonhosa. Reconheço que os anos Lula/Dilma foram benfazejos, mas o que restou…a intrépida gangue do PMDB cevada pelo pragmatismo lulista durante anos vai deixar terra arrasada. Ademais, as aproximações de Haddad com mercado falam bem o que vai acontecer. O PT vai ganhar e cometerá ao estilo avenida paulista um belo estelionato eleitoral. Ele está seduzindo as boas almas com discursos populares e de esquerda…para depois dar a facada pela direita com a cínica alegação da governabilidade. A cupula do PT perdeu a conexão com o sentimento popular (vide a situação da minha conterrânea Marilia Arraes) e hoje almeja a eleição com belos videos de Haddad chorando. Com certeza, o PT…filho da redemocratização…herdeiro do Dom da Paz…da CNBB…do MST…esse ficou pra trás. O voto no PT é apenas, porque há um fascista nas redondezas…se não existisse Bolsonaro, estaria o PT amargando bastante.

  21. Aproveitando a deixa, acabo
    Aproveitando a deixa, acabo de ver um texto de WGS que toca no tema autocrítica do PT.

    https://portaldisparada.com.br/politica-e-poder/wanderley-guilherme-pt-e-nos/

    A maioria do eleitorado em festa pela vitória de Lula, em 2002, não imaginaria que chegaria a 2018 com o PT comprometido por associação com os crônicos predadores da economia popular. A fúria persecutória da Lava Jato, conseguindo encarcerar sem provas um grande líder popular, propiciou a armadura emocional de que se vale grande parcela daqueles eleitores de 2002 para recusar audiência a argumentos críticos ao PT ou a Lula. A discordância política transformou-se em heresia religiosa.

    Contudo, é incontroverso que as políticas sociais, aquelas que “colocaram o povo no orçamento”, e de que se orgulham os líderes partidários, surgiram sem afetar a margem de lucro do grande capital. Ao contrário, a expansão dos negócios industriais e bancários adquiriu brilhante dinamismo, à custa dos ganhos da exportação. O mundo absorvia commodities com voracidade pantagruélica e desse fluxo beneficiou-se o governo Lula “sem tocar no lado da receita do Estado”, como admitiu Fernando Haddad, questionado por Ciro Gomes em debate televisionado. Não era pilhéria quando Lula reagia às campanhas contra ele e seu partido com a indagação: por que os ricos não gostam de mim? Lula, o fantástico e implacável intuitivo, nunca captou o conceito de luta de classes, limitado pelo horizonte sindicalista que reduz os conflitos à negociação sobre reposição de perdas inflacionárias.

    Cabem aplausos à distribuição da fartura ocasional entre os pobres e miseráveis, posto que, em circunstâncias similares, os governos mantinham a periferia fora da repartição. Mas a “receita que ficou intocável” se refere a políticas de efetiva distribuição de renda, alterando a contribuição proporcional do trabalho e do capital à acumulação econômica. Nem foram os pobres incluídos em programas institucionalizados, resistentes a ataques conservadores quando virasse a maré. Pois a maré virou e em dois anos desmontou-se a rede petista de proteção social.

    A expedição de reconquista do poder haveria de considerar os novos parâmetros do conflito distributivo, produtores das desigualdades e da pobreza no século XXI, século da ambição capitalista de desqualificar a relevância do trabalho humano na reprodução da espécie. O PT de hoje perdeu-se na nostalgia de um tempo feliz absolutamente vulnerável, desconhece as razões estruturais do conflito atual, e propõe a mesma estratégia de governo: retomar o realejo do passado, com acenos a medidas que nem são ousadas. Pior: com a mesma fórmula de governança. De um lado, em sociedade com os velhos cupins da economia pública que, em pagamento, depuseram Dilma Rousseff; de outro, com promessa de apaziguamento e pedido de benevolência aos donos do capital. A campanha do PT, hoje, visita escritórios atapetados mais do que amassa barro em porta de fábrica.

    Finalmente, os eleitores que promoviam as festas mais alegres e hospitaleiras das cidades, nos idos dos anos 2000, foram substituídos por leões de chácara emocionais, salivando contra alegados heréticos, exatamente como a direita, sem tirar nem por. De concessão em concessão, o PT transmitiu a seu eleitorado o dogma de que não se anda ao lado do povo sem a companhia de ladrões. Isso é falso, mas o novo eleitor petista segue o teólogo medieval Tertuliano: crê porque é absurdo.

    Por Wanderley Guilherme dos Santos

  22. Auto-crítica de que?!?!Dos

    Auto-crítica de que?!?!
    Dos erros que todo mundo sabe que cometeu em nome da melhoria das condições dos pobres?
    Da ingenuidade de acreditar que a mídia e a direita seria pelo menos educada?

    Da tolice de ter indicado ministros do STF completamente traíras em nome do republicanismo?

    Este papo de auto-crítica do PT é de uma ingenuidade de política estudantil!
     

    A única auto-crítica que o PT precisa fazer é: prepare-se para a GUERRA quando Haddad assumir! (talvez até antes!)

  23. Seu Luis Nassif , se me

    Seu Luis Nassif , se me permite um aparte, como diria Brizola, se alguem tem que fazer um mea culpa, esse alguem é o STF. Explico, ao barrar a cláusula de barreira, o tribunal concordou com o balcão de negócios e o aluguel de siglas.

    Muito difícil coalizão com a Babel de partidos que temos hoje.

    • deveria haver o mesmo com as igrejas…

      Tinha  que reunir  todas  as  ovelhas tosquiadas  para  um  canto   e  as lanadas   pra  outro !!

      Do  jeito  que  tá  uma  bagunça  danada !!    Virou  balcão  de  negócios  também !!  

      Por  outro  lado,  o  que  seria  do Bangu  e  da Lusa  se  todos  tivessem  que  torcer  ou  pro mengo   ou pro timão >>???

       

      • Nem me lembre

        Caro mestre,

        nem me lembre das igrejas. Acho que nem Ele daria conta de expulsar os vendilhões do templo.

        Quanto ao Bangu e a Lusa, concordo. Eu mesmo torço pelo Altos do Piauí que luta ano após ano pela ascenção ( diabo de palavra que eu nunca sei como escreve ). Este time trava uma luta inglória contra as equipes de mais tradição.

        Esta analogia, creio eu, não se aplica a partidos políticos que não são , a maioria, associações orgânicas, fruto de convergencias de idéias.

  24. Autocrítica não, autoflagelo.

    O que a turma do Aécio quer não é que o PT faça autocrítica, é que faça auto-flagelo. A propósito, tudo o que os golpistas não querem é que o PT faça alguma autocrítica, que reveja, estude e aprenda com eventuais erros e que se aperfeiçoe. E, sem dar a mínima bola para o que os golpístas querem ou deixam de querer, é exatamente isso que o PT tem feito. Tanto que a vice de Haddad é a Manoela, e não um ajuntado fisiológico gigante como o MDB, como vinha sendo desde o início. Ou seja, parece que esse “novo” PT quer é menos presidencialismo de achaq… ops! de coalizão e mais de composição, mesmo. E só com gente séria.

    Autocrítica prá valer só aquela que a gente faz internamente, com a gente mesmo, e que resulta em mudança, sem alarde. Como, se amadurecessem, se evoluíssem, poderiam fazer os golpistas.

    “Que você fale mal de mim, ué… tudo bem. Mas esperar que eu fale mal de mim mesmo? rs… não prenda a respiração enquanto espera.”

     

  25. Temos que falar dos nossos acertos

    Os erros se houveram devem ser tratados nas convenções do Partido, ou pelos nossos adversários a qualquer tempo e  em qualquer lugar.

    Assim como exaltamos os erros dos adversários, aliás esta é  a essências das disputas políticas, caso contrários estaríamos todos no mesmo partido.

    O resto é dor de cotovelo, pelo fato de apesar dos intensos ataques da maior parte da grande mídia o Pt está caminhando para mais uma vitória nas eleições presidenciais

    Sem governo de conciliação dificilmente realizaríamos a inclusão social com o Bolsa família.  o aumento real do salário mínimo, o Pronaf, o Fies, o Pró-Uni e o Pronatec.

  26. Autocrítica em ato.

    Na minha modesta opinião, a melhor autocrítica que o partido poderia fazer seria entregar a cabeça de chapa a outro candidato e não vincular a defesa de Lula a um projeto de poder. Seria um ato de grandeza tendo como principal objetivo a união das esquerdas em torno de um projeto de país que talvez estaria imune ao desastre iminente de uma eleição ganha pelo fascista. Mas o timing passou e não adianta chorar o leite derramado. Agora é trabalhar e rezar para que o mal maior não aconteça, e se  ganharmos, o novo eleito tenha a coragem de chamar o povo a governar e garantir a ordem democrática a qualquer custo.

     

  27. O caso da autocrítica do PT

    -> Por isso, cortem essa história de autocrítica. O que está em jogo não é premiação ou punição de quem quer que seja, mas a própria sobrevivência do Brasil como nação democrática.

    como sempre aqui tenho sido um incisivo crítico do Lulismo, tenho total respaldo para, mais uma vez, afirmar:

    – a questão da autocrítica do PT, e da Esquerda, tal qual colocada é uma falsa questão.

    mais importante, por exemplo, seria compreender não ter havido autêntica inclusão social e redução estrutural de desigualdades durante os governos Lula e Dilma.

    quanto a isto, já despejei por aqui dados e argumentos suficientes. não vou repetí-los, pois esta também não é a questão primordial.

    o erro fatal tanto do PT quanto do restante da Esquerda tem sido justamente o desprezo, quase por completo, daquele que foi o pilar fundamental da criação do PT:

    – nenhuma transformação social é possível sem se assentar na organização autônoma popular, pela base, nos locais de moradia, trabalho e convivência.

    esta sim é a repugnante corrupção levada a cabo pelo Lulismo. tudo o mais dela deriva.

    recentemente o próprio José Dirceu, um dos expoentes do processo de burocratização do PT, reconheceu:

    “- Hoje eu me arrependo, porque o Frei Betto queria criar os Conselhos do Fome Zero. Aí começou aquela discussão que a direita e a esquerda adoram “mas e a Câmara Municipal? E o Poder Legislativo? … Podíamos ter hoje 10 ou 20 mil conselhos … Não teria acontecido o que aconteceu.”

    só com a retomada imediata deste processo massivo de organização popular autônoma pela base, seremos capazes de derrotar o Golpe de 2016, e os demais golpes que sobre nós venham a se abater.

    quanto a barbárie, Bolsonaro nos presta uma enorme serviço.

    agora finalmente escancarada em todo o seu horror, a barbárie sempre habitou entre nós.

    a barbárie tem nome e sobrenome, associados a inúmeros e enredados CNPJ.

    a barbárie é o grande empresariado brasileiro, desde sua origem servil aos mega interesses transnacionais.

    enquanto não nos organizarmos para lhes impor uma fragorosa derrota histórica, seremos nada mais do que escravos, descendentes de escravos e gerando uma descendência de escravos.

    somente a luta muda a vida! o voto não substitui a luta!

    p.s.:

    estou sendo alertado para postar este imprescindível PS.

    não venham com o papinho cínico e hipócrita de que organização pela base pode ficar prá depois, que agora é hora de eleição.

    mais do que nunca, momento de eleição é momento de politização e de organização!

    onde está o chamado para se organizarem comitês populares de apoio a Haddad, que seja…

    onde foi parar a excelente proposta do Congresso do Povo? foi engolida pela farsa eleitoral!

    organização pela base é um modo de vida! e a vida nunca é depois, é sempre agora!

    .

    .

  28. Autocrítica para valer mesmo

    Autocrítica para valer mesmo até agora só a de Tasso Jereissati

    Como o sr. avalia a trajetória recente do PSDB?

    O partido cometeu um conjunto de erros memoráveis. O primeiro foi questionar o resultado eleitoral. Começou no dia seguinte (à eleição). Não é da nossa história e do nosso perfil. Não questionamos as instituições, respeitamos a democracia. O segundo erro foi votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT. Mas o grande erro, e boa parte do PSDB se opôs a isso, foi entrar no governo Temer. Foi a gota d’água, junto com os problemas do Aécio (Neves). Fomos engolidos pela tentação do poder.

    Qual o impacto da gravação da conversa entre Aécio e Joesley Batista (dono da JBS, em que acertam repasse de R$ 2 milhões para pagar advogados do tucano)?

    Altíssimo. Esse episódio simboliza todo esse desgaste que tivemos. Desde o dia seguinte à eleição da Dilma, quando fomos questionar o resultado, o símbolo mais eloquente para a população foi o episódio do Aécio. Ele deveria ter se afastado logo da presidência do PSDB.

  29. Agora não é o momento para abaixar a guarda. O PSDB fez autocrít

    Agora não é o momento para abaixar a guarda. O PSDB fez autocrítica por meio do Tasso Jeiressati e o Haddad está esfregando na cara do Alckmin a autocrítica feita pelo seu correligionário sobre a participação do PSDB no golpe de 2016. A globo e os inimigos do PT querem fazer o mesmo contra o Haddad. O PT está certo em não fazer autocrítica em um momento tão delicado. Agora é o momento de vencer as eleições.

     

  30.  Conversa mole de corruptasso

     Conversa mole de corruptasso jereissati não é autocrítica, é desespero mesmo, tipo a cartinha melosa que o boçalnato vai escrever aos brasileiros, achando que todo mundo é otário. Quem faz autocrítica é o eleitor na hora de abertar os botões na urna eletrônica. 

  31. Na veia, Nassif

    de que parâmetros partimos para essa afirmação de que oPT nào fez autocrítica; da moral? de que mundo? claro que existem erros, fosse quem fosse, nào importa, Jesus ou Gandhi; vivemos na casa do capeta, impossível governar sem levar em conta as regras do jogo, margens de manobra e brechas para viabilizar políticas sociais em um país  cuja mundividência, em geral, é atrasada; a prova  está aí, desde o deixar-se levar pela mídidia, indo ou não às ruas, lavando as màos, manifestando-se ou simplesmente assistindo, sem p evitar o pior… destino, conexão de causas necessárias… tinha que acontecer porque temos um a priori, a situação é essa, passado e história mal resolvidas, como um morto enterrado sem exéquias, anistia  e aposentadoria especiais para assassinos, o caralho do barco velejando aos infernos; e infantis ficamos com essa cultura de culpa (cristã ao self made man) bababando individualidades, com louros ou bodes expiatórios, desprezando a história, o tempo, o único que conduz e responsàvel; por outro lado, pelas brechas existentes, faltou ao PT, vou com o texto, ter posto um termo à coisa   em  2012; mas era um partido estreante, era amadorismo, continua o texto,  e da experięncia à llição; o que poderia ser feito diferente é pergunta que se faz depois; daí concordo com Nassif:

    “Nesse ponto, exige-se uma relativização do que ocorreu.

    Teria sido possível a Lula o trabalho histórico de inclusão, de redução das desigualdades, de acesso dos mais pobres à universidade, se tivesse enfrentado o boicote dos partidos políticos? Evidente que não. Aqui mesmo, várias vezes criticamos as concessões ao mercado, o câmbio excessivamente apreciado, as taxas de juros muito acima das taxas internacionais, a timidez em relação à reforma fiscal e política. Mas a contrapartida foi um trabalho inédito de combate a desigualdades históricas, um trabalho que, entre 2008 e 2010 projetou o Brasil como um exemplo para mundo. Teria sido possível sem essas concessões? Em suma, a autocrítica teria que ser das instituições como um todo – partidos, tribunais, corporações públicas, mídia – por ter exposto o país formal ao ataque perigosíssimo das hordas bárbaras.”

    Mas seja como ator ou instrumento, não dá  para deixar o brasileiro, e principalmente a classe média,  de fora da autocrítica, da mesma forma que se pressupõe a participação na colheita e no plantio.

    E a questão é o que faremos com essa lição.

  32. Até o Chomsky

    Se até o badalado Noam Chomsky pediu uma “autocrítica” ao PT!

    Virou moda.

    Os malandros querem que o adversário abra a guarda no meio da refrega.

    São uns artistas!

    Aqui pra eles!

  33. Bala de prata petista…ABAIXO O COMUNISMO!

    Que  tal tirar  o  osso  da  boca raivosa  dos  cães  da direita  apontando  aqui  e  acolá  pra  qualquer petista  chamando-0s  de ” comunistas ” !

    Vamos  redigir  um  manifesto moderno   explicando  diretinho que  a  carta do  partido  se  refere  a  Socialismo  e  não  Comunismo.   

    Basta uma  carta  “negando”  qualquer intentona comunista  e  adeus  chateação  da  galera  fascista  que,  naõ  sabem  diferenciar alho  de gugalho !!

    Fica  a  dica  mercadológica !!!

  34. A autocrítica q deve ser é o
    A autocrítica q deve ser é o chamamento do PT à população q vote em massa nos partidos progressistas p evitar a reforma da previdência ou revogá-la futuramente caso aprovada!
    Obs: INACREDITÁVEL O TEMER,EM PLENA ELEIÇÕES DIZER Q VAI APROVAR A REFORMA,ELE INSULTA A INTELIGÊNCIA DO POVO E SE A ESQUERDA NÃO SOUBER APROVEITAR ESTA DECLARAÇÃO, VOTO TD NULO E NÃO VOU QUERER SABER MAIS DE POLÍTICA !!!

  35. Alguns pontos

    1- Autocrítica (mea culpa) pública não tem efeito nenhum. É conversa mole. O que eventualmente será necessário –  in pectore – por parte do Haddad é a autocrítica da praxis da Dilma. Não vou nem digressar sobre o ‘higienismo’ do primeiro mandato, à qual alguém se referiu esses dias. Mas a praxis da Dilma pós-eleição no segundo turno foi abandonar seus compromissos de esquerda (“nem que a vaca tussa”) e assumir a agenda recessiva do derrotado. Joaquim Levy e o resto. 

    2- Fato: menos por considerações de realpolitk do que por olho grande, ganância, o PT frustrou os sonhos de uma geração que apostou nele. Toda essa ânsia moralista contra o PT hoje, em algum momento foi uma ânsia moralista a favor do PT. Polícia Federal, Ministério Público, Auditores Fiscais. Em algum momento essas elites do funcionalismo foram MUITO pró-PT. Não foi à toa que o Brizola chamava o PT de “UDN de macacão”.

    3- Us and them: também em algum momento de ruptura, essa elite pró-PT que descrevi acima foi deslegitimada por não ter uma trajetória operário-camponesa-quilombola de cinco gerações. Algo assim: “se você não está do nosso lado, você está do lado deles. E você não pode estar do nosso lado, por sua dívida histórica, etc.”. Então essa galera toda foi para o outro lado, mesmo. 

    • Quanto ao fato 2, a elite
      Quanto ao fato 2, a elite funcional foi pró-PT por interesses corporativos, que passaram a ser ameaçados com a crise. Esse pessoal gritava “fora Lewandowski” porque o ministro negociou com Dilma um aumento menor do que os setenta e tantos por cento pedidos. Levaram quarenta e acharam pouco. Como FHC foi terrível para o serviço público,a adesão ao PT foi fácil. Mas já com a reforma da previdência de Lula a aliança começou a romper.

      • SIm. Conheço muitos

        SIm. Conheço muitos funcionários públicos, inclusive no poder que mais odeia o PT, o judiciário.

        Na reforma da previdência que o Lula fez este pessoal se sentiu muito prejudiciado. E nem foi, porque o Lula apenas cortou alguns privilégios dessa gente. manteve outros.

        Vi e ouvi muitos deles criticando o Lula por esta reforma.

        Estão se vingando agora.

    • “Esta galera toda foi para

      “Esta galera toda foi para outro lado”.

      Foi porque lá sempre esteve.

      Um governo tem de governar para toda a população e não somente para “esta galera toda”.

      NINGUÉM governa o Brasil se não fizer alguma concessão.. Durante alguns anos os mais ricos fizeram. De repente resolveram tomar tudo de volta, tudo e mais alguma coisa. Inclusive perseguindo quem havia feito concessões a eles.

      Vejo todos os dias que OS MESMOS que apoiam o “coiso” hoje são aqueles que estavam incomodados com a ascensão social dos mais pobres, mesmo que fosse pouca ascensão. EXATAMENTE os mesmos.

      E isto sem que fossem de classes mais abastadas. Eram apenas classe média remediada que não gostava de ver pedreiros e cabeleireiros andando de avião e frequentando o mesmo restaurante. O maior ódio era ver uma secretária de médico, por exemplo, usando um iphone ou comprando na mesma loja de sapatos caros.

      Escrevo isso não porque me falaram. Mas porque mais de uma vez VI ACONTECER na minha frente. Supostas dondocas babavam pelo canto da boca quando esculhambavam os profissionais que mencionei acima e quem permitiu/ajudou  aquela aberrração. Uma chegou a afirmar que era “demais” um pedreiro ter carro.

      Muitos não estão mais tão remediados assim, e, por raiva, viraram “coisos”.

  36. Qual o problema da autocritica?

    Prezado Nassif.

    Permita-me a colocar outro ponto de vista sobre essa questão.

    Qual é o problema em realizar uma autocritica? Eu, sinceramente, não consigo compreender tamanha rejeição de setores da esquerda (principalmente aos 100% alinhados ao PT) com essa prática, um dos métodos mais refinados do Marxismo assentado em disciplina consciente e correção de erros. Através dela se corrige condutas, reavalia táticas, metodos de trabalho, etc.

    Deixando de lado o aspecto político, imaginemos uma pessoa. Alguem incapaz de reconhecer seus erros, é incapaz de aprender com a vida e evoluir. Uma pessoa incapaz de pedir desculpas, será arrogante perante seus pares. Aprendi cedo que uma da melhores armas para desarmar ânimos é reconhcer um erro, e humildemente pedir desculpas quando errado. A auto critica engrandece, ela cala seus detratores, desarma seus acusadores, ela pacifica o coração. O contrário é soberba, é prepotencia, é o ego inflado. Imagina essa discussão no plano pessoal: “ah, eu não vou admitir nada pq o fulano não admitiu nada”…

    Realizar uma autocritica não quer dizer que seus inimigos estão certos, não quer dizer que você só errou, não quer dizer que você não sabe o que faz. Mas quer dizer que você é humilde, que você é consciente, que você é capaz de aprender e evoluir.

    Sei que na politica não é recomendável admitir erros. Mas em tempos em que todo mundo está errando, quem primeiro disser que aprendeu com os erros larga na frente em uma reconciliação. E o Brasil está sedento por reconciliação (com exceção dos nazistas tropicais. Mas estes se combate, não tem que esperar nada deles). O povo ta irritado. Ele pode até votar no PT pra derrotar o Bolsonaro, mas não o fará feliz.

    Eu sempre votei no PT, mais recentemente por exclusão. Hoje vou de Ciro. No segundo turno, caso não de pra ele, vou votar e fazer campanha pro Haddad. Mas, diferente do que propõem, seria lindo uma versão renovada da Carta ao Povo Brasileiro, com uma autocritica sincera (nem precisa ser muito detalhada), aglutinadora, que deixaria seus detratores sem argumento e que abriria a porta para setores que recusam o neo fascismo mas que tambem tem problemas com o PT. Quer queiram, quer não, precisaremos dessas pessoas para derrotar essa bizarra ameaça. Isso seguido de uma ampla frente contra o retrocesso, com personalidades importantes de outros campos idológicos, ganhando momentum no segundo turno, lançando Haddad como um reconciliador de fato, não só da boca pra fora.

    Seria um PT mais leve, mais sábio, no caminho da renovação. Seria a liberação de um carma, renovaria as energias da militancia pra voltar a defender o partido em todos os espaços, de peito aberto.

    Nem que seja pra admitir que errou em colocar o Michel Temer como vice da Dilma. Já é um começo.

    • O problema não é a
      O problema não é a autocrítica, mas fazê-la pautada por golpistas. Seria contribuir para o golpe; como bem lembrou um comentarista, no STF tem um processo contra o PT como partido, cujo objetivo é cassar seu registro. O MPF pede arquivamento contra Aécio, Jucá, Padilha, etc, mas nunca contra o PT. Ao contrário, não satisfeita com o julgamento de Gleisi, Dodge recorreu. Esse discurso de autocrítica é armadilha e isso não é teoria da conspiração.

    • Autocrítica

      O comentário acima reflete meu pensamento. Sem ser petista, toda vez que o Brizola não estava em pauta, votei no PT. Isto é, sempre. Vou votar no Ciro no primeiro turno, pois achava interessante quebrar esta polarização que está fazendo mal ao País. Reconheço os avanços do governo lulista. Percebo também seu defeitos. Em 2005, quando a Telemar, investiu na Gamecorp, eu disse à minha esposa então. Isto não deveria acontecer, pois na realidade o investimento é feito no Lula, e o futuro cobrará esta conta. Esta autocrítica sugerida acima é interessante, pois se trata de algo político, que não faz mal reconhecer. No segundo turno se Ciro não for, voto no Haddad. Vejo muitos que pretendem anular o voto e argumento, falando do perigo nazista. Enfim, estamos nas mãos de Deus e da sadedoria do povo.

  37. Acordem!!! Autocritica diante da terceira etapa do golpe???

    Vou desenhar para os desavisados que ate agora nao entenderam nada e ainda estao tratando o golpe de estado e a fraude processual do caso Lula como parte de uma eleição democrática…

    O golpe de estado esta em andamento e foi dividido em 3 etapas: 

    Fase 1) Deposição da presidente Dilma

    Fase 2) Afastamento de Lula da eleição de 2018

    Fase 3) Extinçao o PT como partido politico.

    A entrevista de Haddad no jornal nacional marca o inicio da terceira fase do golpe, não tem nada a ver com eleição e por isso nao se tratou de propostas de governo apenas tentaram criar a retorica de que o partido é uma organização criminosa para posteriormente alimentar as cortes superiores com argumentos de que o proprio partido assume a resposabilidade sobre TODA A CORRUPÇÃO DO BRASIL, exatamente como está no powerpoint da Lava Jato e nas entrevistas onde se comparam com a Operação Mãos Limpas da Italia onde houve extinção de partidos.

    Impressionante a ingenuidade das analises!!! Notem que com um partido que tem com toda a sua cúpula processada e/ou condenada nao sera preciso Janaina alguma para propor ação pois qualquer cão fazendo xixi no poste da esquina podera pedir a extição do partido e sera prontamente atendido pelo Judiciario em qualquer instancia e a revelia das provas.

  38.  Essa conversa de

     Essa conversa de autocrítica, quase sempre vem de quem apoiou o golpe e precisa de uma “justificativa” para o vexame. Eu quero autocrítica é de golpistas e não de golpeado. De boa, de golpeado, eu quero é vingança dos golpistas com a mesma intensidade que eles querem autocrítica.  Pz e amor é o Lula, não eu.

    Os caras apoiam um golpe e, depois, na maior cara de pau vem com papinho de apoiei o golpe pq senti q o governo não tava indo pra onde eu achava adequado… Aham e aí, os gênios que foram super perspicazes para sacar os errros de Dilma, atiram o país no caos que estamos vivendo e, ainda vem querer autocrítica… Fala sério. Nunca vi essa turma da autocrítica, criticar STF,MPF,  Globo… Ou, pior ainda, fazer a autocrítica de  seu alinhamento à direita pra golpear a Nação ( ain mas era pra f… só o PT… ) Tá mas quebraram ao país entregaram tudo pros gringos, desempregaram milhões, inflaram a fascistada e… Mas qdo é que o PT vai fazer a autocrítica? Se depender de mim, no dia em que o Sargento Garcia prender o Zorro.

    Se eu fosse do PT eo partido fizesse essa autocrítica, me desfiliaria no mesmo dia.

    Bora pegar de volta os 54 milhões de votos que os golpistas noss roubaram,agora, no dia 07.

    • Só corroborando com o Nassif
      Pessoas sensatas fazem auto crítica, empresas o fã,em (sem ser com este nome). É salutar. Por que um partido não poderia ou deveria?

      • Tenha dó!!

        Evandro, vou tentar explicar de outra forma o que a Cristiana quis dizer usando uma historinha – com a devida vênia, Cristiana – 🙂  

        Uma bela menina dos seus 18 anos estava saindo para uma noitada com seus amigos. Sua mãe a interrompeu na saída. 

        – Filha, vista-se melhor. Vamos colocar uma roupa mais bonita, uma maquiagem de leve não cai nada mal. Você está meio que avacalhada, não acha?

        – A mocinha ouviu a mãe e saiu toda produzida e bonita. 

        Resumindo:

        Na volta da balada seu amigo a deixa sozinha e a 1 quarteirão de casa ela é estuprada. 

        A mãe apavorada a levou na delegacia mais próxima e contou o ocorrido. O delegado pediu todos os detalhes da história  e no fim ele disse para a mãe:

        – a senhora precisar de fazer uma auto-crítica. Afinal, ela se tornou mais atraente para os estupradores por ter ouvido seus conselhos. 

        Fim da história.

        Não precisa dizer mas vou dizer assim mesmo:

        O delegado é a Globo

        A mãe o PT

        A filha, o Brasil

        E os estupradores vou escolher somente um nome para representar o bando todo: Luís Roberto Barroso. 

        E mais: se Barroso não conseguir provar que ele não é o estuprador, vai preso. De acordo com ele e sua turma, a partir do golpe dado, o ônus da prova fica por conta do acusado! Se vira, Barroso!!

         

  39. Agora talvez não seja a hora
    Agora talvez não seja a hora da autocrítica.

    Mas passada a eleição, o PT vai ter que falar com os eleitores. Vamos ver se finalmente o PT das profundezas vai ser engolido pelo PT do discurso de esquerda. Pq o PT das profundezas é doido por carguinhos.

    Eu nunca esqueço de uma frase do Brizola que nunca falhou:
    “O PT é que nem galinha: cacareja na esquerda, mas bota ovo na direita.”

    Aguardando aqui um início de governo fritando ovos com Ana Maria Braga.

  40. Não me considero……

    petista ou Lulista, mesmo se trabalhei como voluntario em campanhas de candidatos do PT e mesmo tendo votado quase que exclusivamente no PT a partir do momento da criação do partido.Dito isso, me parece que temos que definir de maneira mais clara o que seria a tal autocrítica……como citado em outros comentarios, não se trata se autoflagelo ou autopunição, mas de avaliar os erros cometidos e de agir em consequencia, fazer um profundo “exame de consciência” em vista de um agir mais eficaz e duravel no tempo visando um projeto de pais e a propria sobrevivencia do partido…. Evidentemente não a alguns dias da eleição, este momemto não é “o” momento de se discutir tal assunto, concordo que as prioridadesn neste momento, são outras…..Mas eu espero realmente que a direção do PT, mesmo que seja no “interno”, esteja realmente se questionando e refletindo sobre os erros de “avaliação” cometidos no espaço de tempo que esteve no poder.Bater na tecla de uma “Realpolitik” eleitoral de curto prazo vai funcionar até o dia 7……e depois disso?Sinceramente o PT, na minha opinião, não resiste a mais um governo “morno”……….isso se deixarem, o que na minha opinião, esta longue de ser “favas contadas”…….

  41. “Mas, se a autocrítica fosse
    “Mas, se a autocrítica fosse o ponto central, a mais urgente seria da própria Globo, por ter criado o clima de ódio no país – ao lado da Veja -, estimulado o golpe, interferido em várias eleições. Seria de Luis Roberto Barroso porque seu apoio ao estado de exceção gerou uma enormidade de abusos em todos os quadrantes do país – fenômeno pouco divulgado pela mídia. Seria da própria Lava Jato e da Procuradoria Geral da República, por terem destruído a engenharia nacional e chocado o fenômeno Bolsonaro. ”

    Perfeito!

    Espero que o Haddad adote esta resposta daqui pra frente. (Embora eu saiba que ele é diplomático demais para dizer isso)

    • A resposta a Globo deveria ser outra.
      O PT fará a sua autocritica um dia após a GLOBO fazer a sua em releçao aos escandalos de corrupçao no caso FIFA.

  42. Claro que nada teria sido

    Claro que nada teria sido possível de construir se o PT não tivesse adotado as estratégias e as táticas que adotou. O PT salvou o Brasil de ser eternamente um trapo de país. Mas pagou caro por isso. José Dirceu foi o grande artífice das estratégias que salvaram a nação e que conduziram Lula ao posto máximo, para que ele iniciasse um trabalho de inclusão social que não poderá mais retroagir, que não terá mais volta ao passado cruelmente excludente. Dirceu é quase um martir vivo do povo brasileiro, que ainda haverá de reconhecer sua enorme importância. Graças a ele e a Lula podemos ter agora um quadro como Haddad para dar continuidade ao projeto de Brasil Potência, enquanto a oposição a este projeto se desfaz nas águas lamacentas da aventura fascista.

    Tem gente por aí dizendo que o Bolsonaro criou um personagem para encenar nas eleições. É uma consideração primária. Ele não criou coisa alguma, outros criaram em cima dele. Ele apenas forneceu a base corpórea para que outros, os verdadeiros promotores de sua candidatura, criassem sobre ela um Bolsonaro que jamais existiu. O Bolsonaro que conhecíamos era um fascistóide folclórico e inexpressivo, mas forças econômicas açambarcadoras, internas e externas, acionaram as usinas de propaganda política para construírem um novo Bolsonaro sobre aquele deputado insignificante que há décadas deambulava quase anonimamente pelo Congresso.

    Bolsonaro foi imaginado com a intenção diabólica de criarem um anti-Lula. Um Lula do Mal. Diante da constatação de que Lula já era um mito popular arraigado e consagrado, intentaram fazer um anti-mito que lhe desse combate e que disputasse o espaço reservado aos mitos, bons ou maus, no coração do povo. Mas felizmente, ao fim da propaganda maligna, o mito do Bem revelou-se muito maior do que o mito do Mal no coração do povo.

    O Brasil jamais perdoará os criadores e promotores desse frenesi fascista que chegou a ameaçar seriamente o país. 

     

  43. Habilmente

    Habilmente o PT ao criar o Nós Contra Eles tirou proveito eleitoral desta estratégia, situação que o coloca em uma posição delicada hoje.

     

    A mea culpa não vira por temer perder o curral demarcado pelos Nós Contra eles

  44. Quem quer autocrlítica do Pt

    Quem quer autocrlítica do Pt ou é da esquerda que a direita gosta  ou é direita que fecha os olhos pras bararidades da mídia e judiciário contra o Pt. Ou seja, se é de direita acha tudo que é feito contra o Lula uma sublime justiça , se é de esquerda, são aprendizes de luciana genro.

  45. Resumindo
    LULA hoje paga o que paga não por ter vendido a alma pro diabo, mas por ter conseguido dar um golpe no danado.(com destaque pro capeta americano)

    Tivesse batido de frente e o pobre, o BRASIL, não teria conquistado nem a décima parte que obteve.

  46. O PT nunca vai deixar de ser
    O PT nunca vai deixar de ser a Geni do Brasil, tanto para a direita quanto para a esquerda.
    Dito isso, vamos ao óbvio: autocrítica é pauta da Globo, assim como o golpe. A Globo quer que o PT se diga culpado para livrar a cara dela e do sistema judicial por todos os crimes cometidos em nome do combate à corrupção. Querem é legitimar o golpe de alguma forma, já que nas urnas isso parece que não vai acontecer.
    Fazer autocrítica na pauta da Globo seria burrice, injustiça e sucidio ao mesmo tempo. Seria o PT assumir sozinho todo a estrutura corrompida de Estado e sociedade que existe no Brasil há 500 anos. Os líderes do PT já pagaram e ainda pagam uma conta alta que os líderes de outros partidos não pagaram e nem pagarão. Para exemplificar, o PP entrou como vice na chapa de Alckmin, mas ninguém exige autocrítica Tucana por isso. Romero Jucá, o homem da gravação mais explícita de toda historia da humanidade, será reeleito senador. É com ele, e muitos outros iguais a ele, que qualquer governo tem e terá de governar.
    Antes da autocrítica petista, por que não se cobra autocrítica das autoridades competentes? Vamos ficar só com a Petrobrás. Paulo Francis, FHC e Emílio Odebrecht declararam conhecimento sobre o esquema da Petrobrás desde muito antes do governo petista. O que faziam judiciário, MP e PF? Coçavam sacos? Precisou vir um governo petista para “descobrirem” a Odebrecht, empresa baiana nascida nas barras de ACM? ACM, que tantos nomes indicou para os tribunais? Essa cobrança não é para desviar o assunto, mas para fazer ver que a corrupção é essencial ao sistema. Sabem onde a Odebrecht não conseguiu corromper? Em Cuba. Manda a Globo pra Cuba!
    Mais grave ainda: na opinião do juiz que diz combater a corrupção, roubar para enriquecimento ilícito é aceitável, mas para fins eleitorais não. Fazer autocrítica diante disso é mais do que surreal. Não apenas o juiz, mas o próprio MPF que tantas vezes ignorou denúncias contra Aécio; que ninguém ouve falar das denúncias contra a Globo.
    Na Argentina ocorre a mesma coisa: acusam Cristina Kirchner de chefiar um esquema do qual fazia parte a empresa de Macri. Mas Macri não é acusado de nada. O governo Macri é um consórcio de CEOs que está fodendo o país, mas tudo bem. O modelo argentino é, a meu ver, a atualização do modelo Pinochet, que eles planejaram espalhar como fizeram com as ditaduras militares. Só que hoje o capitalismo não precisa mais de intermediários políticos ou militares; as corporações estão assumindo os governos com representantes diretos. Líderes de esquerda vão presos por “corrupção” enquanto lideres de direita se aposentam e escrevem para Folha e o Clarin. Mas deu merda na Argentina, daí precisam prender Cristina para ganharem tempo e as próximas eleições.
    No Brasil, o modelo governo ainda CEO não decolou; Amoedo, Meirelles e que tais não vingam. O PT fez a politica sobreviver, por isso lhe exigem autocrítica.
    Autocrítica é cilada, Bino.

  47. A questão, Nassif e caros
    A questão, Nassif e caros leitores, é que a fragilidade da democracia brasileira tem uma história que começou muito tempo antes do golpe do impeachment. A imensa maioria dos brasileiros sequer sabem o que é Constituição. Para virmos a ter sociedade democrática precisamos de governos dispostos a fazer COM a população, isto é mais do que fazer PARA. Precisamos de representantes que sejam irmãos e não país que resolverão os problemas por nós e apesar de nos. A democracia brasileira nunca deixou de ser uma plantinha que precisa desesperadamente do cuidado de todos nós para que sobreviva e cresca neste tempo inóspito.

  48. Prezado Mouro
    Bom dia 
    Como

    Prezado Mouro

    Bom dia 

    Como seria uma auto critica dos países da Europa?

    França e Inglaterra, com suas pseudos democracia, mas até hoje, possui colonias!

    Nordicos, e seu passado de barbaros vikings

    Nem vou citar o USA e sua sanha predatória de se imporem pela força para colocar o mundo a seus pés.

    A

    Caçulinha

    Democracia é uma palavra dubia, usada pelo capital para cooptar mentes em prol de uma minoria!

    Abração

  49. O que querem os eleitores do Bolsonaro?, por Rita Almeida
    O que querem os eleitores do Bolsonaro? Por Rita Almeida  Um dos grandes feitos de Freud foi entender que aquilo que se manifesta na singularidade de cada sujeito, também pode ser lido no campo da cultura. É nesse sentido que o inconsciente para a psicanálise, não é algo que está nas profundezas da nossa intimidade, o inconsciente está na superfície, pairando sobre nós.  Assim sendo, para compreender nosso caldo social às vésperas da eleição, decidi procurar entender como os possíveis eleitores do Bolsonaro pensam e como justificam o próprio voto. Que propostas ou características do candidato os seduziram? O que esperam do mesmo, caso eleito? Essas foram minhas perguntas básicas e, para respondê-las, me dispus a conversar com alguns de seus potenciais eleitores e os “stalkeei” no Facebook tentando apreender suas ideias. Na verdade, eleitoras; escolhi apenas mulheres.  Desse modo, analisados por minha lupa, as possíveis eleitoras de Bolsonaro que “escutei” são movidas, principalmente, por duas vertentes do discurso do candidato: Aquela relacionada à segurança pública: facilitação do porte de arma, redução da maioridade penal e maior rigidez com criminosos. E a que possui apelo moral: dizer não a “ideologia de gênero” (eles realmente acreditam no tal “kit gay”), ou a quaisquer outros modos de exposição da sociedade a temas relacionados à sexualidade.   Ora, podemos extrair desses temas, nada mais do que as duas questões que mais tememos, exatamente pela dificuldade de simbolizá-las, de explicá-las: a morte e o sexo. Morte e sexo são nossos maiores medos, diante deles somos todos desamparados; a psicanálise assim nos ensina. Desse modo, a motivação que leva essas eleitoras em direção à Bolsonaro é, basicamente, medo. Elas se sentem inseguras, desorientadas, fragilizadas e buscam alguém que vá socorrê-las.  E, psicologicamente falando, numa sociedade patriarcal como a nossa, qual é primeiro recurso usado para lidar com o medo e a insegurança? O pai. Freud dizia que a nostalgia do pai é como uma espécie de cicatriz resultante da fundação da cultura. Em algum momento mítico, foi necessário “matar o pai” para fundar uma sociedade de irmãos.  No entanto, a cicatriz que ficou deste assassinato, sempre nos faz, inconscientemente, mergulhar na nostalgia de um pai que cuide de nós e nos proteja. E em última instância, que nos proteja do sexo e da morte. E vale destacar que, quanto mais adoecida e fragilizada uma sociedade está, mais esta busca por um pai se torna iminente. Diante do desamparo: o pai – nosso recurso mais simples e mais infantil.   Mas, obviamente, que no caso da sociedade brasileira atual, este pai poderia ser evocado de muitos modos. Lula, não por acaso, chamado de “pai dos pobres”, também encarna ou encarnou este pai, tal como Bolsonaro hoje o encarna, para uma determinada parte da população. No entanto, existe uma diferença abissal entre o pai que Lula encarna e o pai que Bolsonaro encarna, vejamos: Lula é um pai castrado (tem um dedo amputado, nordestino, de origem humilde), desconstruído, emotivo, um pai que faz a política do dialogo e da negociação. Lula apesar de ser um pai popular, é de longe um pai totalitário ou autoritário, ao contrário. Maquiavel dizia que um líder precisa ser amado ou temido. E se não conseguir ser amado, que seja temido. Lula soube ser amado e isso faz dele, obviamente, um pai mais saudável. Lula é um pai menos macho, mais feminino. Lula é devir-mulher, para usar o termo Deleuzeano.  Bolsonaro, por sua vez, é um pai macho, autoritário, tradicional, que fala o que quer sem medo de ser odiado. Tem fetiche por armas e abomina qualquer atitude ou comportamento feminino. Não por acaso considera a mulher “uma fraquejada” e os homossexuais um erro ser corrigido. Ao contrário de Lula, Bolsonaro precisa exercer sua autoridade pelo medo, para isso, é capaz de ser agressivo com as mulheres e com seus filhos. Reprimir a sexualidade deles, obviamente, também é uma estratégia de poder. Para exercer poder sem amor é preciso incitar medo e controlar o corpo.   Faz algum tempo que nós perdemos o pai que amamos… Perdemos, num primeiro momento, com o fim do seu mandato, e perdemos, num segundo momento, com sua desconstrução simbólica até a prisão, que não conseguiu ser resgatada para disputar as eleições. Além disso, o fracasso político do segundo governo Dilma – contestado logo no dia seguinte do resultado das urnas – seguido do golpe parlamentar, jogou o Brasil num descrédito total em suas instituições, e a uma insegurança política que a sociedade sentiu, obviamente. “Bagunça”, “caos”, “libertinagem”, “confusão”, foram os substantivos mais usados pelas mulheres que justificaram comigo, o voto em Bolsonaro.  E foi assim que nossa política, sustentada nessa versão infantil da necessidade de um pai, e mergulhada no caos político, migrou de um pai amado, para um pai temido, de um pai castrado para um pai castrador. E no consultório de psicanálise, testemunhamos isso a todo tempo com nossos pacientes e suas queixas infantis: melhor um pai a quem eu preciso temer, do que pai nenhum. Todavia, é obvio que sair da infância e da neurose coletiva é aprender a prescindir do pai para seguir adiante. Talvez Bolsonaro seja o último suspiro, a última tentativa de resgatar o pai forte e castrador da sociedade patriarcal. Na iminência da decadência do patriarcado, Bolsonaro é um último espasmo desesperado para resgatar o homem/chefe/ castrador, que mesmo que à custa da saúde mental e da integridade física de mulheres e filhos, promete botar “a casa em ordem”.  Bolsonaro é quase uma caricatura de homem, parece ter chegado do passado em uma máquina do tempo. Pensando assim, não é por acaso que a força das mulheres tem sido e será fundamental no enfrentamento a Bolsonaro, sobretudo, a todo retrocesso que ele representa.  São as mulheres e os gays com sua castração à mostra que Bolsonaro teme, e com razão. Nós mostramos aquilo que ele não suporta deixar aparecer, daí sua postura sempre arrogante e agressiva, ou usando a autoridade de Deus como se o tivesse a tiracolo. É por isso que, mesmo rasgado e cortado no real do seu corpo, ainda no hospital, ele mostra os dedos em riste, a dizer que a castração não se deu, que ele continua fálico, poderoso e forte.  Talvez o feminismo nunca tenha sido tão urgente por aqui. Não o feminismo de regras e protocolos de comportamento, mas o feminismo de verdade, que é aquele que diz: “somos todos castrados” – homens e mulheres – portanto, ninguém será adorado ou respeitado simplesmente por erigir um falo, ainda que ele venha travestido de prepotência, promessa de leis mais rígidas ou porte de arma. Afinal, ninguém mais do que as mulheres e os gays sabem o que homems como Bolsonaro podem fazer tendo o poder nas mãos. Não pode haver medo suficiente que nos leve a sustentar um sujeito desses liderando nosso país. E quem sabe nosso voto, dessa vez, amadureça e avance para a escolha de alguém que nos represente, e não de alguém que cuide de nós? #EleNão#EleNunca

  50. Seu diagnóstico é perfeito

    Seu diagnóstico é perfeito Nassif. 

    O pendulo continua oscilando e descendo em direção aos pescoços dos brasileiros.

    https://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/o-brasil-entre-o-poco-e-o-pendulo-por-fabio-de-oliveira-ribeiro

    Num lado da lâmina afiada está escrito: não pouparei ninguém. No outro: Jair Bolsonaro.

    Após mudar meu escritório para outro local parei de tomar café no mesmo lugar.

    Há mais de um ano não encontro a médica que referi naquele texto. Não ficarei surpreso se alguém me disser que ela votará na lâmina. O ódio de classe e a irracionalidade levou milhões de alemães cultos a votarem em outra. Hitler não chegou ao poder através de um golpe e sim pelo voto.

     

  51. Mudar a prática é a melhor autocritica

    O cenário mudou e muito: um eventual governo do PT vai enfrentar um movimento fascista na oposição e esse movimento não vai estar só nas ruas, vai estar no congresso, no judiciário e nas forças militares (FA e policias). O movimento fascista não vai recuar, não vai acabar se perder as eleições – essa é a primeira ilusão que o PT tem que perder que todos os problemas se resolvem com eleições. SE quer acreditar no ‘sistema’ é bom adicionar uma boa dose de ceticismo..

    Mudanças de práticas serão necessárias

    1) regulamentar a midia, promessa de 14 anos que nunca foi cumprida, ao contrário o PT sustentou a grande midia de várias formas;

    2) Implementar todas as recomendações da Comissão da Verdade – se vai lutar pelo democracia, demonstre na prática!; um pais que não terminou a ditadura não pode ser uma democracia. A Comissão foi um passo gigantesco, falta continuar o trabalho

    3) O PT ‘civilizou os movimentos sociais’ a custa da perda de autonomia desses movimentos e sua despolitização em troca da burocratização e subserviencia ao governo. O resultado da ‘civilização’ do MST por exemplo é que a reforma agrária foi pro brejo enquanto o agronegócio e o latifundio cresceram. Quem está em movimentos sociais não ligados ao PT sabe muito bem como os movimentos sociais foram ‘civilizados’, as vezes na base da porrada da policia diante da total indiferença quando não apoio do PT (professores em MG, por exemplo!). Já os  movimentos de extrema direita, inclusive os que reivindicavam a intervenação militar receberam da Dilma  a frase de que ‘estamos em uma democracia’. Se é para fazer faz dos dois lados ou só do lado realmente bárbaro, ok?

    4) Fazer uma coalização a esquerda para a governabilidade – o que o PT nunca fez, sempre atacou a esquerda(do próprio partido inclusive, a vida toda), sempre recusou essa coalização durante todo o tempo de governo enquanto ficava do lado de ‘bárbaros’ da extrema direita em nome da governabilidade. A movimentação nas eleições anuncia mais do mesmo!

    5) há, mas melhorou a distribuição de renda como tudo isso – primeiro os dados são desencontrados, não sabemos ainda o quanto melhorou a distribuição de renda, mas é fato que os mais ricos ficaram mais ricos não foram só os pobres que aumentaram sua participação na renda. Se quer fazer politica de redistribuição, faça a autocritica, faça politica de redistribuição robin Hood: tire dos muito ricos para dar aos pobres! O resultado politico da forma como o PT fez a redistribuição de renda foi jogar a classe média contra os pobres, enquanto os muito ricos continuam nadando no dinheiro e ganhando com a divisão!

    Em segundo lugar não fez isso de forma sustentável: em poucos anos tudo isso foi desmontado. Ou faz uma transformação estrutural ou não tem autocritica, tem administração de conjuntura para ficar no poder.

    Se não fizer nada disso em  4 anos ou menos a onda fascista vai crescer e o PT vai para o brejo junto com os outros partidos de esquerda e os movimentos sociais – os ‘civilizados’ e os ‘bárbaros’; os ‘domesticados’ e os ‘autonomos’!

  52. Sem dúvida, auto-crítica é o

    Sem dúvida, auto-crítica é o catzo (para não dizer outra coisa). O que pig quer de “auto-crítica” do PT é o partido dizer “nós pecamos, viramos corruptos sim”. Donde se conclui que o eleitor deverá votar em quem a Globo apontar como honesta. Mais uma vez é o c.!

    Eu se fosse o Haddad respondia assim ao Bonner: Não adianta nada fazer auto-crítica pela auto-crítica. Voce faz a merda e 30 anos depois pede desculpa. Mas e os mortos e torturados, um país sem democracia por mais de trinta anos? Aceitando essa “auto-crítica” a gente espera que daqui a trinta anos os golpstas peçam desculpas e fica tudo bem.

    Porra nenhuma, muito cômodo. É melhor em vez de ficar pedindo desculpa, agir efetivamente com medidas eficazes que possam inclusive fiscalizar a si mesmo. Equipar a PF, não interferindo em investigações, não botando engavetador na PGR e por aí vai. O tal “republicanismo”, que eu pessoalmente acho uma merda. Mas se ele tem algo de bom é isso, jogar na cara do Bonner quando vem com esse papo de o “PT não vai fazer auto-crítica”? 

  53. Autocritica e Mea-Culpa, Sim, Mas Antes…

    É mais que óbvio, o PT fazer a avaliação ampla sobre como foi possível cometer-se tantos erros e comportar-se erroneamente tão escancarada e ingenuamente, politicamente, contribuindo e muito para que os golpistas tivessem sucesso no processo de tomada do poder, ‘na marra’, que durou mais de doze anos, até o golpe em 2016.

    Óbvio também ocorrer em condições favoráveis, para sem crise e risco definirem-se, responsabilidades, revisões de métodos, rearranjos orgânicos e sobretudo, restabelecimento do poder de reação, reintegrando-se a militância, organizações e movimentos sociais, e estabelecimento de inteligência, comunicação e defesa. 

    Quanto a “autocritica” e ‘mea-culpa’, destinada ao público em geral, tão cobrada por essa ‘mídia de gente de bem’, deve ser feita imediatamente, após junto ao povo brasileiro:

    O Judiciário ter feito sua ‘autocritica’ e ‘mea-culpa’ sobre as lavajateiras, seletividade, heterodoxidade e excrescências jurídicas, além de explicarem ‘sergio moro & os intocáveis procuradores lavajateiros’, sem esquecerem dos atropelos supremos e não supremos, a Constituição, em processos persecutórios ao PT e seus líderes, sobretudo Lula, através de lawfare mais que escandalosamente escancarado, ordinário e profundamente odiento.

    O Congresso ter feito sua ‘autocritica’ e ‘mea-culpa’ sobre a cassação de Zé Dirceu, a anomia em relação a usurpação de poder por parte do judiciário, a ponto de intervir até em indulto presidencial e, principalmente, sobre o melancólico e extravagante processo de golpeachment à moda paraguaia, permitido, contra a presidente constitucionalmente eleita, Dilma Rousseff. 

    As cinco famílias monopolistas da informação no país, o monopólio da mídia, ter feito sua ‘autocritica’ e ‘mea-culpa’ sobre o que andaram aprontando ‘fora-da-lei’ e da ética, desde 2004, em parceria com o jurídico lavajateiro, a procuradoria e a PF, para operarem o golpe, sem esquecerem de explicar aos cidadão por que os manipularam durante todo tempo, através da desinformação e omissão da informação, para eliminarem o PT e Lula do cenário político brasileiro.

    O Judiciário, o Congresso e a Mídia, confessarem a nação que assim agiram para atenderem seus hereditários interesses patrimonialistas, os interesses do mercado/capital internacional e os interesses geopolíticos do norte, compreendendo o desmonte das políticas sociais, visando diminiur a desigualdade que nos condena ao atraso, o desmonte das condições estabelecidas e em estabelecimento, para um estado soberano e a entrega sistemática e predadora de nossas riquezas, sobretudo a inacreditável, vergonhosa e absurda, entrega do Pre-sal a ‘preço de banana’. 

    Até lá, fica-se aguardando essa ‘responsável gente de bem’ fazer a sua parte, em especial a relativa ao golpe de 2016, esperando dessa vez, que não demorem tanto quanto os ‘marinho’ demoraram para arrependerem-se publicamente de terem apoiado a ditadura militar de 64. 

  54. Prezado Nassif:
    O PT não tem

    Prezado Nassif:

    O PT não tem que fazer auto critica, e ponto, e acabou.

    O que o PT tem que mostrar ( como aliás o Haddad fez no JN ) é que nenhum partido ou governo criou tantas leis e buscou modernizar e criar organismos de estado para combater a corrupção.

    Não vamos nos esquecer que uma das críticas que o PMDB fazia ao PT era que o PT ” não dava o ministério de porteira fechada “. 

    Não vamos nos esquecer que os governos Lula e Dilma não mantinham suspeitos de corrupção como o ” governo Temer ” faz.

    Não vamos nos esquecer do engavetador geral da república dos governos do PSDB.

    Quem tem que fazer auto crítica é a grande mídia que com todo o seu poder de investigação e de denunciar durante anos deu apoio irrestrito ao DEM ( PFL ) e PSDB. Será que eles acreditavam na ética e na moralidade de pessoas como Aécio, Serra, Alckimin, etc.?

    Quem tem de fazer auto crítica é o judiciário ( ministério público e Polícia Federal inclusive ) que nunca nos deu respostas convincentes sobre o enorme número de processo e investigações que simplesmente eram “esquecidas” nas gavetas até a prescrição. Vide o caso escandaloso do Trensalão tucano que foi ” arquivado fora da ordem ” por profissionais com nível superior e altíssimos salários, e o responsável depois foi promovido!!!

     

    Obrigado,

    Ricardo.

  55. Completamente de acordo.

    O discurso ou apelo a autocrítica, me parece ingenuidade de alguns e má fé de outros. No momento o pedido de auto crítica, parece muito mais uma tentativa de construção de manchetes, uma forma de desviar o foco, que como disse Nassif, agora deveria ser um posicionamento entre a democracia e a barbárie. Entre valores civilizatórios e  a truculencia e obscurantismo.

     As palavras de Tasso são  talvez a uníca autocritica razoável. Afinal ela toca o ponto sob o qual a autocritica é essencial, Tasso confessa que  quebraram as normas democráticas. Porém   as lideranças de seu partido e toda a imprensa golpista continua colocando em risco a democracia  atacando o pretenso radicalismo do  PT , quando ao longo do golpe  ironizavam o republicanismo do PT.

    A autocritica deveria ser feita sobre  como foram abrindo as portas para o Coiso. Quando ele defendeu o Brilhant Ulstra, em pleno impeachment, ou o estupro, ou……. jamais vimos  a câmara mover uma palha para cassá-lo por falta de decoro, recentemente um juiz do supremo o absolveu de injúrias e crimes similares.  A PGR tão vigilante contra alguns, jamais o viu como um perigo para a democracia.

     

    O segundo turno vem aí, e começarão a dizer que só sentarão a mesa se o PT fizer  a auto-crítica. Gostaria que pela primeira vez sentassem a mesa como homens, admitindo que as escolhas que a população esta fazendo nas urnas tem a ver com a visão de quem vivencia na pele as consequências da política economica e social equivocada que eles  tomaram. Não creio nas lideranças golpistas. mas espero que os cidadãos  que os apoiam, tomem consciência que  o que está em jogo, é a possibilidade de democraticamente continuarmos  peleando  entre  visões  diferentes de   política e  economia. A democracia é a possibilidade da divergência.

    No momento o posicionamento deve ser  pela chance de, sem golpe, e sem truculência judiciária e ou policial, e com respeito as instituições continuarmos divergindo politicamente. Isto é a democracia. 

     

  56. Autocrítica agora?

    A coisa é séria. Estamos em um momento divisor de águas. Entre  a civilização e a barbárie. Entre a soberania nacional e a sujeição. Entre a esperça e o medo. Entre a dignidade e a ignomínia.

    O foco tem que ser a repulsão ao mal maior. Esse papo de autocrítica agora é manipulação da mídia para enganar os inocentes úteis.

  57. E se explicassemos o que nos parece obvio?

    O que parece que falta, para muito de além de qualquer autocritica que se possa fazer, é o PT explicar à população o que aconteceu na Petrobras. Muita gente, e quando digo isso não é uma hipérbole, muita gente mesmo pensa que a Operação Lava Jato descobriu uma mega-corrupção (como dizem) dentro da Petrobras comandada pelo PT. Logo, essas pessoas acreditam que os governos petistas enriqueceram com a caixinha da diretoria da Petrobras, além do famoso caixa 2. Isso também evidencia que os brasileiros não compreenderam a questão da coalizão partidaria na qual o PT precisou lanças mão para poder governar. Vem desse fato as muitas criticas, desilusões e a criação de partidos como o PSOL ou mesmo essa guinada na direção de uma extrema-direita raivosa.

  58. O PT falhou ao não implantar

    O PT falhou ao não implantar o controle social da mídia. Buscou um pacto com a máfia da mídia e foi traído, diria até ingenuamente. Sempre defendi a criação de conselhos populares de comunicação, formados por representantes de sindicatos, entidades e ONGs. No topo, haveria uma direção central, que se encarregaria de nomear os conselheiros, que atuariam ao lado dos editores dos principais veículos (jornais, revistas, emissoras de rádio e eTV e portais) analisando o material produzido a ser publicado. Não se trata de censura, como pode soar a alguns. Caberia aos conselheiros analisar no sentido que a notícia a ser publicada tivesse provas que sustrentassem ser levada ao conhecimento público. Do contrário, sriam impedidas em nome do bem comum e dos cidadãos. Não ocorreira esta bandalheira que vimos a aprtir do governo Dilma, com “denúncias” infundadas e sem provas. Mas, infelizmente, esta proposta não vingou.

  59.   Há um outro ponto a ser

      Há um outro ponto a ser mencionado.

      Por certo o PT errou ao praticar a coalização com resultados várias vezes nulos, parecendo jogar o jogo por jogar, mas… o que propõem os que repudiam o sistema de coalização? É interessante o quanto certas pessoas criticam, sem propor alternativas minimamente factíveis.

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