O complexo cenário para 2014, por Mauro Santayana

Sugerido por Sérgio T.

Da Rede Brasil Atual

Ano quatorze. Um Brasil alvo de cobiças e sabotagens
 
O Brasil entra em temporada de Copa e eleições sob a cobiça de blocos, nações e empresas do mundo. E tem como adversários internos o complexo de vira-lata de setores da imprensa e da sociedade  
 
por Mauro Santayana
 
Desde a criação do calendário, pelos sumérios, há 4 mil anos, o desenrolar dos acontecimentos deixou de depender exclusivamente do acaso, para incluir feriados e eventos religiosos e políticos que passaram a datar e servir de palco para a história. O Brasil, neste 14º ano do milênio, contará com dois grandes marcos desse tipo: a Copa do Mundo e as eleições. Eles contribuirão para chamar ainda mais a atenção da população mundial para um país que já é importante, por si só, globalmente. Com todos os nossos problemas, e o complexo de vira-lata de amplos setores da sociedade, somos o quinto maior país em território e população, o segundo maior exportador de alimentos, a sétima economia e o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos.
 
Tudo isso obriga não apenas a que o Brasil não possa ser ­ignorado, mas faz, também, com que nosso país seja cobiçado, e esteja sendo ferrenhamente disputado, nos mais variados aspectos da economia e da geopolítica, pelos principais blocos, nações e empresas do mundo. O crescimento da dimensão política e econômica da Nação, nestes primeiros anos do século 21, transformou o Brasil na bola da vez de uma permanente batalha, entre espoliação e independência, entre o modelo dos últimos 200 anos e a busca de caminhos alternativos para a construção do desenvolvimento econômico e social da humanidade. As antigas potências coloniais e neocoloniais, que lutam para manter nosso país, ou amplos setores dele, sob sua influência, sabem que esse embate se dará, na economia, na política, na comunicação, e têm plena consciência do que está em jogo.

 
Na economia, é de se esperar que elas reforcem, nos próximos meses – sempre com a dedicada ajuda da grande mídia –, o discurso de esvaziamento da importância econômica do Mercosul; de valorização de mitos neoliberais como o da Aliança do Pacífico; de fragilidade dos fundamentos de nossa macroeconomia; da existência de um suposto protecionismo brasileiro, teoricamente responsável pela diminuição de nosso percentual de participação no comércio mundial – para o qual só haveria um remédio, o de estabelecer rapidamente acordos de livre comércio com os países mais ricos.
 
Assim, enquanto setores da imprensa nacional e internacional distraem determinadas parcelas da opinião publica, com alertas sobre a Argentina de Cristina Kirchner, a Venezuela de Nicolás Maduro e a “bolivarianização” do Brasil e do Mercosul, os Estados Unidos e a Europa aproveitam para avançar sobre nosso mercado interno, aumentando, como fizeram em 2013, seus superávits em 50% e 1.000%, respectivamente.
 
Às potencias ocidentais e aos seus prepostos não interessa divulgar que elasdiminuíram quase que na mesma proporção suas importações de produtos brasileiros no ano passado. Como não é conveniente ressaltar, também, o fato de que, no comércio com países “bolivarianos”, como a Venezuela e a Argentina, tivemos um superávit somado de mais de US$ 10 bilhões em 2013, sem o qual teríamos tido um enorme déficit comercial.
 
O mesmo esforço, de distorção e manipulação, continuará ocorrendo, neste ano, com a “glamourização” da Aliança do Pacífico, pseudo-organização fomentada pelo México com a ajuda de Estados Unidos e Espanha, como a última limonada do deserto em termos de associação comercial. A situação real da AP é tão boa que seu maior expoente – justamente o país de Zapata –teve crescimento de 1,2% no ano passado, menos da metade dos 2,5% estimados, no mesmo período, para o Brasil.
 
Obedecendo à mesma estratégia, os meios de comunicação europeus e norte-americanos, secundados pela mídia conservadora brasileira e latino-americana, subirão o tom de sua campanha contra os Brics, aproveitando momento em que o Brasil ocupa a presidência de turno, e organiza, como anfitrião, a cúpula que reunirá em junho, em Brasília, os lideres de Brasil, Índia, China e África do Sul.
 
Naturalmente, como ocorre com o nosso comércio com países como a Venezuela, a grande mídia devera ocultar ou relativizar a informação de que, nos últimos 12 meses, além do Mercosul, foi também para a China, e não para os países ocidentais, que aumentamos fortemente nossas exportações, em 10,4%, e nosso superávit, para quase US$ 9 bilhões.
 
Considerando-se o que estão ganhando por aqui, é natural que aumentem as pressões favoráveis a uma rápida assinatura de um acordo comercial entre o Brasil – com ou sem Mercosul – e a União Europeia, o que abriria as portas para futuro entendimento desse tipo com os próprios Estados Unidos.
 
Essa é uma hipótese que o Brasil terá de analisar sem pressa e com todo o cuidado. Somadas as remessas de lucro, estimadas em US$ 24 bilhões em 2013, e o déficit de US$ 26 bilhões no comércio exterior, apenas com a Europa e os Estados Unidos, já estamos contribuindo com uma sangria de meia centena de bilhões de dólares por ano para ajudar as potências ocidentais a enfrentar a crise em que se encontram. Se compararmos esses US$ 50 bilhões com um ganho quase equivalente obtido pelo Brasil no comércio com países emergentes – principalmente América Latina, Caribe, Brics e Mercosul – fica fácil perceber quem está nos espoliando, e com que tipo de parceiros é interessante nos associarmos, prioritariamente, no futuro.
 
Como está ficando difícil para quem não abdica de continuar explorando, do jeito que puder, nossos recursos e mercado, colocar no poder governos de direita e assumidamente alinhados com seus interesses, o objetivo, em 2014, continuará sendo sabotar institucionalmente o Brasil, mesmo que ele esteja proporcionando extraordinários ganhos.
 
A estratégia, nesse caso, passa não apenas pelo desmantelamento da imagem da nação do ponto de vista econômico, mas também pela promoção do caos, para dificultar a governabilidade, e colocar em questão, dentro e fora de território brasileiro, nossa capacidade de gestão e de realização. É essa linha de ação que alimenta a tese de que não estamos preparados para organizar grande eventos, como a Copa e as Olimpíadas, mesmo que, para fazer a omelete, quebrem-se alguns ovos, prejudicando também a imagem e a situação político-administrativa de estados e municípios governados pela oposição também envolvidos com a Copa.
 
Não será de estranhar, portanto, se houver, nos próximos meses, infiltração, aproveitamento ou criação de novos “movimentos”, passíveis de se espraiar para as ruas, e eventuais ações voltadas para a intimidação do público turístico que nos visitará este ano, como a sabotagem dos sistemas de transporte e de hospedagem, o cerco a estádios, incêndios e fechamentos de ruas etc.
 
A tudo isso se soma a percepção, pelo cidadão comum, da ausência de um debate político de melhor nível, que possa levar à discussão de propostas para a formatação de um novo projeto nacional. Até que ponto isso poderá influenciar a posição do eleitorado? O governo tem realizado avanços, mas decide cada vez mais sob pressão das circunstâncias, dos meios de comunicação, do Congresso, da aproximação das eleições e de uma base aliada fragmentada, mais preocupada com seus próprios interesses do que com a situação do pais.
 
E a criminalização da política – tema preferencial da grande mídia – ajuda a distorcer ainda mais esse quadro, aos olhos do eleitor, nivelando todos os homens públicos por baixo e facilitando o trabalho de uma minoria radical, cada vez mais atuante­, que odeia a democracia e sonha com a volta da ditadura e a derrocada do Estado de Direito.

14 Comentários

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Bobalhetta Street Dog

- 2014-02-18 01:38:20

Pois é, na Holanda também.

Trabalhando em multinacional na Holanda, durante a Copa de 82, percebi que todos estavam saindo e perguntei preocupado: "é algum tipo de treinamento de evacuação?!"

Resposta: "Hehe, não, hoje tem jogo!"

Aí retruquei: "Mas a Holanda não joga hoje!!

Respotsa: "Não, não, é jogo do Brasil ... vc não vai ver? ... Tô atrasado, tchau!!"

Pra uns (au, au), em Salvador. só tem vagal.

Em Den Haag ... bem aí é ôôôutra coisa!

Globette de Kraxá

- 2014-02-18 01:25:27

O (des)compromisso da Globo ou A Copa já é dela.

Caros amigos, é bom atentar que o que a Globo tinha pra ganhar já está virtualmente ganho.

A maioria dos contratos já está definida, assinada, patrocinios, propaganda, regras, etc.

Ela agora não depende muito de "sucesso" da Copa, ou do Brasil.

Só precisa televisionar (e Galvão, para desespero geral, continuará não calando a boca). Passar os anúncios e faturar.

Se vai passar jogo, pobreza ou manifestação pro mundo, nos horários fora da grade da Fifa, não lhes afeta! 

Seu butim já está garantido. Prestenção! 

Livre, leve e solta até para meter o pau em tudo.

Zanchetta

- 2014-02-17 22:45:18

Pelo menos na Bahia vai ser

Pelo menos na Bahia vai ser tranquilo...

O Governador decretou feriado nos dias de jogos do Brasil e também em dias de jogos em Salvador.

Resultado.

De 12/6 a 17/6 ninguém trabalha, depois volta dia 18/6, mas de 19/6 a  25/6 ócio de novo, 2 dias de trabalho seguidos 26 e 27 e depois até 2/7 só na boa...

joao

- 2014-02-17 19:19:48

Clareando!!

"Apoiaram a ditadura, que no final diminuiu seus poderes e terminou num enorme desastre economico."

Não é bem assim e o mal este vai além do meio e sim no fim deste meio de comunicação, ate hoje.

Apoio, calou, dedurou e recebeu a REDE GLOBO Nacional, afiliadas e retransmissoras, pergunta a qualquer paulista como era a televisão em SP antes e depois do globo, pergunta ao Brasil da rede educativa (TVE) como funcionava em nível nacional e local, ia crescendo. Pergunta quem transmitiu a copa do mundo em rede nacional, quando e como foi e o dinheiro. A rede globo é o filho bastardo deste Brasil com a ditadura militar, antes, na ditadura e agora. Monopólio brabo..

Resumo:

Em julho de 1957, o Presidente da República, Juscelino Kubitschek, aprovou a concessão de TV para a Rádio Globo e, em 30 de dezembro do mesmo ano, o Conselho Nacional de Telecomunicações publicou um decreto concedendo o canal 4 do Rio de Janeiro à TV Globo Ltda.

Expansão

Em 1966, a TV Globo chegou ao estado de São Paulo com a aquisição do canal 5 que, desde 1952, funcionava como a TV Paulista, de propriedade das Organizações Victor Costa. Em 5 de fevereiro de 1968, foi inaugurada a terceira emissora, em Belo Horizonte, e as retransmissoras de Juiz de Fora e de Conselheiro Lafaiete, além de um link de micro-ondas que ligava o Rio de Janeiro a São Paulo.

Em 1968, Roberto Marinho adquiriu a geradora de Minas Gerais, a TV Globo Minas.

As primeiras emissoras afiliadas à Rede Globo foram a TV Gaúcha (atual RBS TV Porto Alegre) e a (TV Triângulo (atual Rede Integração de Uberlândia), no ano de 1967, a TV Anhanguera (Rede Anhanguera), em 1968 e a TV Guajará e a TV Coligadas(atual RBS TV Blumenau), em 1969. Também em 1969 no Ceará começou a entrar em testes a TV Verdes Mares, que foi inaugurada no dia 31 de janeiro de 1970 em Fortaleza. A TV Verdes Mares começou a sua transmissão no canal 10, onde se mantém até hoje, no sistema analógico, e no canal 33 da televisão digital.

Acordo com a Time-Life

Em 1962, um acordo assinado entre Time-Life e as Organizações Globo, holding de Roberto Marinho, proporcionou a Marinho o acesso a um capital em torno de 6 milhões de dólares, o que lhe garantiu recursos para comprar equipamentos e infraestrutura para a Globo. Em troca, Time-Life teria participação em 30 % de todos os lucros auferidos pelo funcionamento da TV Globo. Como comparação, a maior TV brasileira na época, a TV Tupi, tinha sido construída com um capital em torno de US$ 300.000.

O acordo foi considerado ilegal, pois a Constituição Brasileira naquela época proibia qualquer pessoa ou empresa estrangeira de possuir participação em uma empresa brasileira de comunicação. O acordo foi investigado por uma CPI em 1967. Como uma tentativa de legalizar o acordo, mencionava-se claramente nos termos deste acordo que a Time-Life ou Time Inc. não tinha o direito de participar ou de interferir na administração da Globo. Na prática, Time-Life possuía grande influência dentro da Globo: Joseph Wallach, o ex-diretor da Time-Life na Califórnia, se tornou um diretor executivo dentro da Globo.

O início

Sede da Rede Globo em São Paulo.

A Santa Missa em seu Lar foi criada em 2 de maio de 1965, sendo assim o programa mais antigo em exibição pela emissora.

O início da TV Globo como uma rede de emissoras afiliadas por todo o país se dá a partir de 1969 quando entrou no ar o "Jornal Nacional", primeiro telejornal em rede nacional, ainda hoje transmitido pela emissora e líder de audiência nacional. O primeiro programa foi apresentado por Hilton Gomes e Cid Moreira.

Em 1970, transmitiu pela primeira vez a Copa do Mundo, vencida pelo Brasil. Grande parte das "inovações" impostas na grade de programação e na forma de produção dos programas foi obtida graças à contratação de profissionais oriundos da TV Excelsior (cuja concessão fora cassada pelo Governo Militar no mesmo ano) e que já operava com muitos dos parâmetros utilizados pela Rede Globo para criar seu "Padrão Globo de Qualidade".

Wikipédia

 

 

lenita

- 2014-02-17 18:17:57

somente ele respondeu a todas

somente ele respondeu a todas as perguntas que fiz, dias atrás, tentando entender a situação brasileira.

joao

- 2014-02-17 14:11:54

Doi!

Está certíssimo, quando estão em jogo os negócios quem é doido, a globo, e deixar de ganhar uma grana desta e a propaganda lá no exterior que realmente nunca conseguiu sair do quadrilátero brasileiro, nunca foi uma campeã global e quando tentou saiu corrida para não falir.

 Já pensou gritarem cala boca Galvão e ou esculachar os reportes, jornalistas da emissora não vão ficar bem na fita serem hostilizados em casa.

Encurralados a mídia em plena Copa do Mundo!

Não adianta grita e dizer que não tem liberdade e segurança.

Quero ver saírem desta sinuca, o governo não regulariza, põe grana preta e o povão tai segurando a mixaria.

Manobras no sapatinho da mídia.

(Há deste: “A sociedade brasileira, com seus "rolézinhos" e "rolexzinhos", precisa entender que o Brasil necessita mais de Sapiens Centers, que de Shopping Centers, para poder avançar.

http://folhadiferenciada.blogspot.com/2014/01/mauro-santayana-de-rolezinhos-e.html

Trivial meu caro, consumo ou nao pode?

Mauro Santayana bola fora, além da imaginação. Rolezinho =inclusão, quem tem medo e até  tu!)

 

autonomo

- 2014-02-17 14:07:35

Os capitalistas são espertos

Os capitalistas são espertos para descobrir novas formas de obter mais lucro.

Politicamente erram constantemente.

Seus posicionamentos politicos errados muitas vezes acabam colidindo contra seus proprios negocios.

Apoiaram a ditadura, que no final diminuiu seus poderes e terminou num enorme desastre economico.

Apoiaram um FHC que manteve o pais numa inercia economica.

Assisti perplexo alguns amigos, grandes empresarios. euforicos com as violentas "manifestações".

Ja não devem estar tão felizes quando o pessoal passou a queimar onibus todos os dias e a fazer "manifestações" diante de shoppings.

 

nilccemar

- 2014-02-17 13:53:55

Deus te ouça, Rai, Deus te

Deus te ouça, Rai, Deus te ouça ! Porque a coisa está muito feia.

Raí

- 2014-02-17 13:46:26

No Passaran !

O medo do Mauro Santianna, e as perspectivas meio que sombrias, para o Brasil, nos próximos meses, certamente não acontecerão, pois mesmo lutando contra todos estes nossos inimigos externos, e mesmo tendo esta "guerra" alimentada pela nossa imprensa, estamos atentos e vigilantes, e com uma população civil politicamente preparada, para dar ummbasta nestas ameaças.

No Passaran !

nilccemar

- 2014-02-17 13:24:43

Creio que todos atores

Creio que todos atores políticos, representantes de interesses economicos e/ou políticos, estão plenamente conscientes dessa situação, mas muitos são os que se aproveitam da má fé e ignorância alheias, pela desinformação da midia, para tirar proveitos pessoais dessa situação tão delicada. Muitos oportunistas se associam veladamente ao golpe em marcha. Que a direita assim proceda, é o esperado, mas a revelação dos verdadeiros objetivos da esquerda festiva estão cada vez mais evidentes e decepcionantes. Além de nunca terem colaborado com nada de bom que se sucedeu na década passada e mesmo anteriores, ainda têm se empenhado em desmontar o verdadeiro construto social, nosso patrimônio, que são os movimentos sociais, se aproveitando justamente dessa conquista para manobrá-la a agir contra seus próprios interesses. Para mim, esse é o mais decepcionante aspecto da lamentável situação histórica atual, não só no Brasil, como em todos movimentos do mundo. Porque somente a direita não seria capaz de reverter a situação crítica em que se encontra.

ArthurTaguti

- 2014-02-17 12:19:12

Quêquiéisso. O principal

Quêquiéisso. O principal sócio da Copa é a Globo, que ganhará bilhõe$$.

Sem contar os patrocinadores, que precisam de uma organização sem falhas para compensar o investimento.

Santayana lança um prognóstico destes no momento em que a Globo dá as mãos ao governo na tentativa de criminalizar todos os manifestantes e organizações anti-Copa.

Teoria da conspiração é legal, mas forçar a barra o tempo todo para justificar uma oposição da "zelite" contra o "governo popular" cansa.

Copa do Mundo é business, as usual. Nenhuma Coca Cola da vida é doida de gastar bilhões em publicidade e secretamente boicotar o evento.

 

 

autonomo

- 2014-02-17 11:30:03

Animados pelo advento da

Animados pelo advento da internet, que  tem o dom de transformar amadores em profissionais,aparecem, nesse blog,  alguns ingênuos afirmando que os jornalistas são uma categoria descartável, sem utilidade para a sociedade.

Confundem os empregados escolhidos pelo Frias ou pelos Marinhos com jornalistas.

Criticam a Castanhede ou o Jabor como se fossem jornalistas.

E não são.

São apenas empregados do patrão.

Jornalista é alguem, que depois de suar muito a camisa consegue escrever um texto como esse do Santayana.

Consegue apresentar a complexa situação de um pais com tanta clareza e leveza.

Santayana, alem de um mega jornalista, é um genio.

Ivan de Union

- 2014-02-17 11:15:46

"A estratégia, nesse caso,

"A estratégia, nesse caso, passa não apenas pelo desmantelamento da imagem da nação do ponto de vista econômico, mas também pela promoção do caos, para dificultar a governabilidade, e colocar em questão, dentro e fora de território brasileiro, nossa capacidade de gestão e de realização. É essa linha de ação que alimenta a tese de que não estamos preparados para organizar grande eventos, como a Copa e as Olimpíadas, mesmo que, para fazer a omelete, quebrem-se alguns ovos, prejudicando também a imagem e a situação político-administrativa de estados e municípios governados pela oposição também envolvidos com a Copa":

"Antigamente" o controle era mantido com assuntos-bomba.  Aborto, qualquer assunto gay, drogas, etc.  "Um dia" eles perderam forca ate mesmo no segundo-mundo.

Se a copa e olimpiadas virarem assuntos-bomba no Brasil, eh so indicacao do futuro delas fora de seus ninhos de primeiro mundo.

Ambas vao ter que tirar o cavalinho da chuva.  Pra mim ta otimo.  Nada a ver com gastos DO BRASIL, entenda se:  que desaparecam do mundo pra todo o sempre.

André LB

- 2014-02-17 11:14:29

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