10 de junho de 2026

Setores do MDB resistem à candidatura de Temer

‘Estamos discutindo nome mais viável, mais factível, que possa ganhar as eleições’, confirma Romero Jucá, presidente do partido 
 
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(Foto Lula Marques Agência PT)
 
Jornal GGN – No mesmo dia em que o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que Michel Temer é “elegível” e tem “todas as chances” de ganhar nesta eleição, o presidente do seu partido e líder do governo no Senado, Romero Jucá, declarou que o MDB trabalha com outros nomes, incluindo o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Nós estamos discutindo qual é o nome mais viável, mais factível, que possa ganhar as eleições”.
 
As informações do Estado de S.Paulo revelam que a candidatura de Temer enfrenta resistência dentro do próprio partido. Uma situação de extrema coerência, uma vez que a última pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Datafolha mostram intenções de voto para o emedebista que não passam de 2%.  
 
Nos bastidores, membros do MDB dizem que apoiarão a candidatura de Temer apenas se conseguir alcançar dois dígitos de aprovação. O decreto de intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, inclusive, vem sendo observado por alguns analistas como mais uma estratégia de Temer para melhorar a imagem frente à opinião pública com vistas na eleição.
 
Em entrevista à rádio itatiaia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também fez essa avaliação chamando a medida de “pirotecnia” e uma forma de Temer conquistar o eleitor do deputado federal Jair Bolsonaro, que aparece nas pesquisas de intenção de voto em primeiro lugar, caso Lula seja impedido de participar das disputas, com índices entre 18% e 20% do eleitorado. “[Temer] achou que a segurança pública pode ser uma coisa muito importante pra  pegar um nicho de eleitores do Bolsonaro”, ponderou o ex-presidente.
 
Em entrevista ao jornal O Globo, o marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco, confirmou a linha de raciocínio dizendo que o Planalto quer usar a intervenção para alavancar uma eventual candidatura do presidente.
 
Para negar que a medida teve caráter eleitoral, o porta-voz do governo, Alexandre Parola, fez um pronunciamento nesta quarta no Palácio do Planalto para a imprensa, afirmando que a “agenda eleitoral não é, nem nunca o será, causa das ações do presidente”.
 
“[Na intervenção do Rio de Janeiro], o presidente da República não se influenciou por nenhum outro fator, a não ser atender a uma demanda da sociedade. É essa a única lógica que motivou a intervenção federal na área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro”, completou.
 

Redação

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7 Comentários
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  1. andre rs t

    22 de fevereiro de 2018 2:14 pm

    Só ganham se assassinarem

    Só ganham se assassinarem Lula

  2. jura

    22 de fevereiro de 2018 3:07 pm

    Parole, parole, parole

    Para negar que a medida teve caráter eleitoral, o porta-voz do governo, Alexandre Parola, fez um pronunciamento nesta quarta no Palácio do Planalto para a imprensa, afirmando que a “agenda eleitoral não é, nem nunca o será, causa das ações do presidente”.

    Esse porta-voz chamado “Parola” (palavra em italiano) é a cara mafiosa do Temer:

    Buone parole e cattivi fatti ingannano i savî e i matti.

    A chi fa bottega gli bisogna dar parole ad ognuno.

    Acquerello e parole se ne fa quant’un vuole.

    Le buone parole acconciano i mali fatti.

    Le parole disoneste, vanno attorno come la peste.

    Parole non fanno fatti.

    Sol di parole amico, non vale un fico

    Dove bisognan fatti, le parole non bastano

    Parole parole parole
    Parole parole parole
    Parole parole parole
    Tu dici soltanto parole
    Parole fra noi

    [video:https://youtu.be/siQ3vEWSYkM%5D

     

  3. Maria Luisa

    22 de fevereiro de 2018 3:09 pm

    Candidate-se vampirão, pois quero ver você perder as eleições!

    So porque o morcegão não sai dos dois por cento porque se ele estivesse com pouco mais nas pesquisas, estavam todos atras dele. Essa volta à origem do PMDB retirando o P da sigla so muda a casca, o envelope. Por dentro tudo pão bolorento.

  4. jcordeiro

    22 de fevereiro de 2018 3:39 pm

    Procurando Ali Babá

    Nassif: isso mostra que a gang tá divida. Tá certo, tem ali gente boa e honesta. Mas são tão poucos que nem entram na estatistica. A maioria (estima-se 98%) é de bandidos, que vão desde ladrão a estelionário, passando por outros crimes de menor poder ofensivo. E agora, garantidos que estão pelas Forças Armadas, o negócio tem de render, pois o Pais gartará com os milicos, só nesse ano, mais de 100 bilhões de reais, que é o orçamento votado.

  5. Orlando Soares Varêda

    22 de fevereiro de 2018 7:24 pm

    Eita que o pessoal do crime

    Eita que o pessoal do crime organizado de chapa-branca tá pra lá de marrakech. Parece que encheram o focinho bebendo aguarrás estragada, pensando que bebiam Espumante, adquirido de carga roubada.

    São uns pândegos sem noção esses canalhas ridículos. Onde que esses filhos da putas, traidores, ladrões e golpistas, vão se eleger? Só se for nas eleições da casa de noca. Com as eleições bulinadas pelos homis da cia e pf, nas inauditáveis urnas de dona Weber do tse.

    Orlando

  6. Serjao

    22 de fevereiro de 2018 11:37 pm

    Escárnio
    Falar em eleições e nesse rato nojento e repulsivo nesse momento é qualquer coisa.
    Quem será o herói a dar um tiro na base da espinha de uma meia-dúzia de uns trinta?

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