
Enviado por Paulo F.
Do Diário de Notícias de Lisboa
por BERNARDO PIRES DE LIMA
Dois meses passaram desde que Hillary Clinton publicou mais de meio milhar de páginas sobre os anos em que liderou o Departamento de Estado. Quem as leu percebe que não é nem uma clássica autobiografia política nem memórias circunscritas no tempo: não só lhes faltam sentido literário como profundidade histórica para tal. Também não encaixa no longo ensaio sobre diplomacia contemporânea: está desprovido de enquadramentos mínimos em cada geografia e das necessárias ideias sobre política interna, estruturais ao modelo internacionalista norte-americano. E não encontramos particulares revelações sobre líderes mundiais, nem discordâncias com Obama que não fossem já conhecidas. Hard Choices está, por isso, longe de ser um grande livro, mas perto do que Hillary Clinton precisava nesta fase: controlar a narrativa sobre o seu papel na administração, marcar a agenda e gerar mais expectativa e apoios à sua candidatura, percorrer o país com o pretexto de divulgar o livro.
Claro que a estratégia não é nova. Obama, Romney, Kerry, Gingrich ou Marco Rubio publicaram histórias de vida, na busca da dimensão nacional necessária para chegarem ao topo. O problema de Hard Choices é que se tornou tão ansiado como previsível. Estão lá o “gene do serviço público”, a luta em “melhorar a imagem da América no mundo”, a superioridade da política no feminino, os finais felizes das grandes crises (mesmo que a realidade seja outra). Clinton constrói assim um perfil presidencial, apartidário, conciliatório, movido pela recuperação dos EUA no exterior, criando expectativa para o seu programa interno. Não é por acaso que opta apenas por levantar a hipótese presidencial na penúltima página: a decisão estava escrita nas 594 anteriores.
Mário Mendonça
12 de agosto de 2014 11:42 amNassif
Não leria nem de
Nassif
Não leria nem de graça…..puro oportunismo….
Free Walker
12 de agosto de 2014 12:26 pmHillary Clinton, expressão
Hillary Clinton, expressão máxima do coxismo e pintassilguismo Democrata, prefiro a falcoaria Republicana…
DeBarros
12 de agosto de 2014 3:18 pmHillary não, já foi
Hillary não, já foi institucionalizada pelo sistema e come na mão de Wall Street.
Elizabeth Warren sim. Com ela pelo menos ha esperança por um mundo mais pacifico, um EUA menos belicoso e mais atento as necessidades das classes menos privilegiadas, que hoje sao maioria nos EUA..
Carlos Dias
12 de agosto de 2014 4:10 pmA Blá-blá Hillary
Marina fazendo escola!!!
Gunter Zibell - SP
13 de agosto de 2014 12:13 amôopa! aguardando tradução!
Ainda teremos que segurar a ansiedade por dois anos, mas por ora está na frente nas pesquisas e na bolsa de apostas também.
Go Hillary! You can!
Ricardo Cesar
13 de agosto de 2014 12:36 amHard Choice teve aquela
Hard Choice teve aquela estagiária da Casa Branca….