A fantasia da base militar dos EUA no Brasil, por André Araujo

https://popularresistance.org/2019-defense-budget-supports-883-overseas-bases-and-is-lethal-to-humanity/

Acima um extenso relatório de uma ONG de observação do Pentágono sobre as dotações orçamentárias para o ano fiscal de 2019. No grupo de despesas para as bases militares dos EUA no exterior, que são 883, das quais 121 no Japão, 120 na Alemanha e 78 na Coreia do Sul.

A implantação de uma base no exterior precisa estar designada no Orçamento a ser aprovado no Congresso dos EUA. Não há dotação para nenhuma base nova, a tendência é fechar bases e não abrir novas. Os EUA tinham ao fim da Guerra Fria 2.000 bases, fecharam mais de 1.000, na América do Sul uma grande base, a de Manta, no Equador, neste caso por exigência do então Governo de Rafael Correa.

Agora, com a Câmara dos Representantes sob controle dos Democratas, uma nova base no Brasil DIFICILMENTE será aprovada.

Portanto não basta o Secretario de Estado Mike Pompeo achar ótima uma base no Brasil, é preciso que o Congresso, as duas Casas, aprovem a dotação.

Tudo isso apenas no aspecto do BUDGET, sem falar sobre outros fatores já mencionados como OBJETIVO, LOCALIZAÇÃO, SOBERANIA, IMUNIDADES.

Para 2019 só o custeio das bases já existentes consumirá US$ 50, 4 bilhões, valor que está na Proposta de Orçamento para 2019.

Hoje a lógica do Pentágono é a base naval em porta-aviões nucleares, que podem atingir qualquer lugar, sem falar nos submarinos, arma de ataque. O próprio Presidente Trump tem sugerido o fechamento de bases na Coreia do Sul para economizar dinheiro do contribuinte.

A maioria das operações no Oriente Médio sobre o Afeganistão, Siria e Iraque partem de porta aviões e não de base em terra.

A lógica é obvia, uma base em terra uma vez instalada não pode ser levada embora, é dinheiro enterrado, para que se tudo pode ser feito a partir de porta-aviões que sempre serão dos EUA? A lógica das bases em terra acabou e hoje a preocupação do Pentágono é fechar bases para economizar escassos recursos orçamentários.

Assim, esse tema de base militar americana no Brasil é fora de tom, de época, de razão estratégica, é um tema apenas politico. Nesse ponto coincide a visão dos militares americanos e dos brasileiros. Políticos como Pompeo e Ernesto Araujo agitam o tema mas a lógica militar é que manda.

Também do ponto de vista politico o tema é delicado. Base militar de um  Pais em outro sugere uma OPÇÃO COLONIAL ou por resultado de guerras como no caso das bases na Alemanha, Japão e Coreia do Sul, cuja lógica vem de um conflito anterior, a Segunda Guerra, a Guerra Fria e a Guerra  da Coreia; Uma base no Brasil só teria algum sentido se o Brasil estivesse sob ameaça de invasão, mas quem seria o invasor?

Hoje a grande preocupação do Pentagono é a expansão territorial chinesa no Mar do Sul da China e todos os recursos vão nessa direção.

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33 comentários

  1. Por que os EUA gastariam

    Por que os EUA gastariam bilhões em bases militares quando  é mais barato e efetivo cooptar o ministério público e alguns juízes para derrubar presidentes e se apropriar das riquezas de um determinado país como fizeram com o Brasil?

    O que ocorreu com o Brasil com o golpe do impeachent de 2016 é um exemplo de como os EUA estão desestabilizando países e se apropriando de suas riquezas. Em Honduras e no Paraguai ocorreu golpes semelhantes ao brasileiro. E em países como o Equadro, Peru e Argentina as estratégias de desetabilização estão se repetindo com a perseguição de líderes progressistas  pelos sistemas de justiças desses países cooptados pelos EUA.

    O lawfare é uma ferramente muito mais eficaz do que tanques para destruir países.

  2. Telegramas do fim do mundo
    Não é só do lawfare que se alimenta a geopolítica bélica dos EUA…

    Há muito as bases têm sido substituídas por contratos de terceirização muito mais vantajosos…

    Que o diga o pessoal da Blackwater…

    No novo conceito de guerras híbridas as bases e seus formatos tendem a funcionar apenas como símbolos políticos de ocupação…

    São os “contratados”(leiam mercenários ) a nova (velha) configuração militar das corporações que não mais se submetem a regras estatais… afinal, a própria idéia de estado nacional patece estat com dias contatos…

    Já esqueceram o massacre de Falujah?

    • A antiga Blackwater mudou de

      A antiga Blackwater mudou de nome, hoje é CONSTELLIS, patrulham as fronteiras do Afganistão, fazem a segurança de 70 Embaixadas americanas e a segurança externa das bases militares no Oriente Medio, operam em 40 paises, alem da segurança dos oleodutos, gasodutos e campos de petroleo no Oriente Medio.

      • Telegramas do fim do mundo
        Começou como pista de tiro e treinamento privado a serviço das agências dos EUA…

        Forte financiadora do complexo militar e do lawfare, do ALEC (confederação de mega lobistas), a empresa ascendeu vertiginosamente com Cheney-Bush e sua base teórica evangélica-cruzada-petróleo-militar-finanças… tudo compilado naquele livro que projetava o futuro dos EUA…

  3. Wishful thinking

    Grande Araujo, como sempre preciso e exato.

    Se o governo Bolsonaro inteiro, considerando o sistema nervoso de todos seus signatarios, somasse dois neuronios, eu diria que esta historia de base militar no Brasil nao passaria de mais uma cortina de fumaça, mas pessoalmente acredito que nao passa de mais uma oferta de profissional do sexo noviço, ansioso e com baixa auto-estima. 

    A convidar um país estrangeiro a fazer uma base em seu país é humilhante para alem de toda humilhação. Seja como for, algumas lições podem ser extraidas do episodio, que sistematicamente retorna aos holofotes:

    * Militares brasileiros calados, concordariam com isso? Base militar dos EUA no Brasil, transforma o pais automaticamente em alvo dos ICBMs russos e chineses, em caso de conflito militar aberto. Com certeza alvo dos hackers na guerra cibernetica em curso e da intelligentsia de campo estrangeira. 

    * A elite brasileira anseia tanto por submeter-se ao colonizador estadounidense que sequer cogita contra-partidas economicas para as concessões que oferece. Trata-se de autolesionismo explicito, que por si só, diz muito sobre a capacidade desta mesma elite de cuidar de seus proprios interesses e, quem dera, rascunhar um projeto de país.
    Paralelo muito claro com a mentalidade da elite francesa, durante  a ocupação Nazista (republica de Vichy).

    * Esquerda brasileira aparentemente paralisada, incapaz de analise tatica.  Lascia perdere analise estrategica… Turno apos turno, os colegas da esquerda encarceram-se no alçapão do combate midiatico às declarações estupidas, privadas de qualquer fundamento pratico, do Governo Bolsonaro… Como se humilhar Bolsonaro resolvesse alguma coisa. Ignoram que os eleitores e apoiadores desse governo, por uma razão ou por outra,  há muito deram as costas à racionalidade e à verdade factual. A esquerda portanto ocupa-se com acessorio e descuida do essencial.
    Sem contar o fraticidio de esquerda…

    Saluti,

    Wasp

     

    post scriptum:

    wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Wishful_thinking

    Wishful thinking é uma expressão idiomática inglesa, às vezes traduzida como pensamento ilusório ou pensamento desejoso, usada na língua portuguesa, que certas pessoas pensam ser de difícil tradução. Significa tomar os desejos por realidade e tomar decisões ou seguir raciocínios baseados nesses desejos, em vez de em fatos ou na racionalidade. Pode ser entendido também como a formação de crenças de acordo com o que é agradável de se imaginar, ao invés de basear essas crenças na racionalidade. É um produto da resolução de conflitos entre crença e desejo.[1]. Em português a expressão, “vontade de crer” reproduz com precisão a ideia de “wishful thinking”, como atesta a definição do dicionário Houaiss da Língua Portuguesa: “impulso que conduz o ser humano à crença em determinadas suposições, tais como os princípios da religião ou do livre-arbítrio, cuja legitimidade não depende de qualquer comprovação obtenível por meio de fatos ou dados objetivos, mas de sua utilidade psicológica e dos benefícios vitais que as acompanham.”
     

  4. Rio Pinheiros – São Paulo

         Já existe, desde 2011, um destacamento militar – organograma da 4a Frota – norte americano do USMC em São Paulo, o United States Support Detachment in Sao Paulo, até o PT sabe disto, afinal em 04/07/2011 o Eduardo Suplicy esteve na inauguração.

          Mas relativo a “bases militares” a instrução do DoD é de reduzi-las, pelas razões que vc. escreve, e outras realcionadas a própria evolução da estratégia geoploitica-militar norte americana, desde Bush passando por Obama, as MOB ( Main Operation Bases ) restritas ao território americano, e a seus aliados mais próximos como Japão, Coréia do Sul e Golfo, e as compromissadas a NATO ( USAEUR ), como as da Alemanha, estas seriam as ‘Bases” como conceito dos anos 70.

           Outras instalações, ainda que o “povo” cre como ” Bases “, mas na real não são, o DoD as classifica em 3 categorias: FOL, FOS e CSL , no caso Foward Operational Locations onde existe pessoal norte americano ( militar e/ou civis contratados ); Foward Operational Sites onde existem somente equipamentos e facilidades logisticas mas sem pessoal residente; já as CSL possuem pessoal americano em rotação – militares, civis contratados, agências federais (tipo DEA, FBI,NSA, DIA ), mas comandadas pelo Estado que as abriga ( CSL : Cooperação em Segurança ), na América Latina temos na Colombia e Chile ( sob bandeira teorica da ONU ).

           Futuro:  Mesmo que no momento possa parecer absurdo, para os estrategistas navais uma FOL ou uma FOS em território brasileiro é compativel geopoliticamente, pois a China já possui facilidades de atracação – sem supervisão – na Namibia e Nigéria, e o “largo lago” do Atlantico Sul entre as Falklands e Ascenção é um deserto de defesa.

         

  5. Caso for consultado as quadros NÃO APOSENTADOS das…….

    Caso for consultado as quadros NÃO APOSENTADOS das Forças Armadas, coisa extremamente complexa de se realizar, se vê que o ânimo para uma base nos Brasil é praticamente zero.

    Até poderia dizer que em quadros acima de tenente e a baixo de coronel há um apoio a Bolsonaro, mas não o mesmo apoio emocionado da turma de pijama (ou bem próximo a isto).

    E diria mais, tanto na aeronáutica como na marinha o apoio não é tão grande como no exército.

    • Basta pensar que oficiais

      Basta pensar que oficiais brasileiros NAO poderão entrar em base americana instalada em territorio nacional, foi esse o motivo dA REJEIÇÃO pelo Congresso do Acordo para uso da estação de lançamento de satelites de Alcantara pelos EUA.

  6. Há outras implicações ao nível de soberania que tem que ser….

    Há outras implicações ao nível de soberania que tem que ser levado em conta.

    Em muitos lugares do mundo os militares estrangeiros gozam de imunidade em crimes cometidos fora das bases, ou seja, seriam mais tropas de ocupação do que meros cidadãos em países estrangeiros.

    Este tipo de problema tem gerado grandes atritos entre os militares das bases e forças civis nos países, o que geralmente os comandantes querem é geralmente um certo grau de imunidade que causa constrangimentos imensos nos governos locais.

    Os chamados “status of forces agreement” (SOFA) dão uma certa imunidade aos membros de uma base militar para que possam entrar e sair sem autorização do país, e de não serem julgados e presos por crimes comuns no país em que foi cometido o crime mesmo fora da base militar, o caso mais controverso é do major fuzileiro Michael Brown no Japão (Okinawa) onde foi acusado do crime de estupro.

    Provavelmente os norte-americanos não desejariam que seus soldados fossem presos e julgados no nosso sistema judicial e carcerário, e exigigiram um SOFA que violaria a integridade do solo nacional.

    Ou seja, só imbecis como os Bolsonaros acham que as coisas são simples.

    • A questão das imunidades é

      A questão das imunidades é extremamente seria e ja tratei desse tema qui em outro artigo. Está causando grandes atritos no Japão, em 2016 um soldado americano foi preso por estupro de uma menor de 13 anos e não pode ser julgado no Japão.

      Só paises muito frageis admitem soldados americanos fardados descerem em seus aeroportos e não passarem pela Imigração, Alfaandega, comportando-se como entes superiores dentro do Pais.

      O conceito de base militar em Pais estrangeiro é COLONIAL e Paises que se dáo ao respeito nem sonham com algo do tipo.

  7. Esse aceno de Bolsonaro me

    Esse aceno de Bolsonaro me preocupa não pela instalação de uma base (pelo que os que entendem da questão dizem a chance é próxima de zero), mas por passar pra Washington o sinal de que eles podem contar com o governo do Brasil pro que hoje é o que mais importa pros americanos, que é tercerizar a ação em solo em regiões em guerra pra outras nações ( o exemplo são os curdos, responsáveis pela diminuição do estado islâmico graças ao enfrentamento em solo, e que pra variar serão mais uma vez traídos  ), pois o governo americano quer o mínimo possível de baixas de soldados americanos. E no caso de haver uma guerra civil na Venezuela, os EUA contariam com a disposição do governo bolsonaro de colocar soldados brasileiros fazendo o serviço sujo do ataque em terra, pois Washington não vai deixar que um país que lhe fornece bastante petróleo todo o dia se esfacele e fique sob influência russo-chinesa. Ou seja, algo semelhante ao conflito da Síria está muito perto de acontecer aqui na américa do sul. 

  8. Porta aviões

    Depois da primeira guerra do Golfo, uma força tarefa dos EUA ficou alguns dias ancorada no Rio. O comandatne do porta-aviões disse à época, em uma entravista ao JB, que porta aviões estavam ficando obsoletos, porque são grandes lentso e indefensáveis diante dos mais modernos mísseis anti-navios. Isso em 2001.

    Alguém pode dizer se os atuais mísseis russos, que podem alcançar 10.000km/h podem ser abatidos pelos porta-aviões?

    Já tem mísseis anti-navio sendo disparados a mais de 400 km de distância.

  9. “Uma base no Brasil só teria

    “Uma base no Brasil só teria algum sentido se o Brasil estivesse sob ameaça de invasão, mas quem seria o invasor?”

    Já fomos invadidos e tomados. E sem a necessidade de bases militares, sequer de tiros.

    Somos mesmo uns bostas e teremos o que merecemos.

  10. As bases americanas não são necessariamente militares.

    Agora o que está em voga nos Estados Unidos é a cartilha Sharpe, que prega a derrubada de governos sem derramamento de sangue (pelo menos americano). Prega golpes com auxílio dos políticos e forças políticas locais, e do judiciário e outras instituições.  Na verdade, qual seriaa a necessidade de uma base se  contam com o exército de Quinta Coluna existente em cada país. Parte da oposição venezuelana já é uma base militar na propria Venezuela.  A cartilha Sharpe prega a tática de golpes institucionais após manifestações de descontentamento popular, com ascensão de um governo pró USA. ( Parece familiar, mas não é novo, como nos diz o livro A segunda guerra fria de Moniz Bandeira).

    Isto vem sendo tentado na Venezuela desde a época de Chaves, mas agora num momento de alta fragilidade economica, Maduro corre um alto risco.  A base militar é talvez uma fantasia, mas é sobretudo uma altíssima ameaça à Venezuela e sobretudo um grande reforço ao exército de quinta colunas que na Venezuela é a oposição. A Conferência de Lima surpreendentemente reforçou o cerco sobre Maduro e praticamente deu o aval para a oposição questionar a eleição e o poder de Maduro. Aqui também Aécio questionou a eleição, e se lembrem que sem muita certeza da vitória, esta era a principal acusação de Bolsonaro.  O tema fraude eleitoral parece recorrente nos golpes e foi ampliado  com a pressão externa , e com um embargo economico já existente mas pouco comentado. ( Alguém aqui lembra porque o Brasil não conseguiu pagar a energia elétrica vinda da Venezuela para Roraima: não pagou porque os Bancos internacionais não estavam fazendo operações com a Venezuela). 

    Portanto eu também não acredito na base militar, mas acho inconcebível que isto tenha sido  aventado por um governo brasileiro. A base me parece  o bode na sala  que pode ser  trocado por um apoio logístico aos “rebeldes venezuelanos” 

    De qualquer maneira a Venezuela com todo o seu Petróleo é um alvo  que não vai ser abandonado pelo Estado Americano, que vai trabalhar para as Empresas Petrolíferas.  Isto é o liberalismo, o Estado a serviço do Capital.

    • Lembrando que nem  o Governo

      Lembrando que nem  o Governo Pinochet, no apogeu da Guerra Dria e nem  o Governo Menem, que queria “relações carnais”

      com Washington, tiveram a ousadia de oferecer bases aos EUA, algo impensavel para paises importantes.

  11. Estava assisitndo a um

    Estava assisitndo a um torneio de tênis na tv que está acontecendo na ìndia com patrocínio da Tata automóveis.

    Fiquei pensando que há uns trinta anos atrás tanto a china quanto a índia eram dois países miseráveis e sem projeção no mundo.

    Apenas três décadas depoís a china concorre com os eua pelo mundo todo e inexoravelmente será a maior potência do mundo em breve. E não adianta os eua espernearem nem tentarem uma guerra. Isto não vai ajudá-los.

    O mesmo se pode dizer da india que já tem até uma fábrica de automóveis e que em breve estará competindo no mundo todo assim como a china.

    Fiquei pensando no Brasil. O que progredimos nos últimos trinta anos?

    Qual foi nosso progresso tecnólogico, econômico e social?

    Há trinta anos atrás nossa economia era quase igual a da china e india juntos e agora não somos nem 10% daquelas economias.

    E para piorar, em 2018 tivemos o maior retrocesso dos últimos 54 anos. Voltamos a idade média em um dia.

    Somos conhecidos por liderar o ranking de ignorância no mundo, temos os piores indicadores sociais, a maior desigualdade, 64000 assassinatos por anos, tiramos as piores notas em provas de conhecimento frente a estudantes de outros países, não temos nenhuma indústria de ponta, não temos educação, sa´de ou segurança.

    Não avançamos NADA em trinta anos e em 2018 retrocedemos uns 400 anos.

    Teremos o que merecemos.

     

     

    • Eles têm uma elite que faz o

      Eles têm uma elite que faz o que toda elite que se preza faz = desenvolver o país, torná-lo respeitado perante o mundo – e sabendo que o xadrez internacional é um jogo que mistura xadrez e MMA em doses que as circustãncias determinam. Infelizmente contamos com uma das elites mais miseráveis e míopes do planeta terra. E foi essa elite que abriu caminho pra eleição do Boçal. Não há na história da humanidade um país que tenha sido importante sem uma elite com o mínimo de qualidade. Nossa elite, se houvesse um ranking a la futebol, sempre esteve na segunda divisão, no máximo quase subindo pra primeira. Hoje, ela é de terceira e com sério risco de ir pra quarta e depois pros quintos rs 

    • A India tem mais de uma

      A India tem mais de uma montadora local, a Mahindra Mahindra, por exemplo.

      Mas pense que até o Irã possui montadora.

      Já aqui no Brasil detonaram com a FNM (famosa Fenemê) e com a Gurgel, sob a batuta do Collor (o mito de ontem).

      Outras montadoras de micro e pequeno porte, ao invés de terem estimulos para se desenvolverem, foram riscadas do mapa.

      As autopeças nacionais foram quase todas engolidas por multinacionais gringas.

      A industria automobilística sempre foi um segmento que “puxa” o desenvolvimento de outras áreas, estando intimamente ligada à tecnologia militar inclusive.

      Hoje, com a transformação do bussiness da industria automobilística teríamos a chance de dar um grande salto tecnológico e competitivo, uma vez que as tecnologias de veículos elétricos, híbridos e autônomos ainda estão em fase de desenvolvimento e muita montadora consagrada ficará para trás dando lugar a novas outras.

    • Só tenho uma coisa a acescentar ao seu comentário

      Só tenho uma coisa a acescentar ao seu comentário:

      O ministro da EDUCAÇÃO é “terraplanista”!

       

    • O nacional-estatismo se esgotou nos anos 80

      O motivo foi o esgotamento do modelo desenvolvimentista que praticamos até os anos 80, cohecido como o nacional-estatismo. Nesse meio tempo, os países da Ásia investiram em outro modelo econômico, voltado à exportação para o mundo globalizado, enquanto por aqui ficávamos montando empresas estatais para vender cópias de computadpr mal feitas e caras para outras empresas estatais, e chamando isso de desenvolvimento. Ora, qualquer dono de botequim sabe que tirar dinheiro do bolso direito e passa-lo para o bolso esquerdo não enriquece ninguém. O que o enriquece é o dinheiro que sai do bolso do freguês e entra no seu

      O problema foi que a questão do modelo econômico se ideologizou. Virou “patriotismo”, como se capital tivesse pátia. O governo Lula tentou ressuscitar o nacional-estatismo como quem tenta ressuscitar uma pilha gasta, e só obteve um sucesso temporário puxado pelos ventos do “boom” das commodities da década pasada. Depois, no governo Dilma, a estagnação econômica voltou.

      Nós saímos da História. Enquanto repetimos esquematismos ideológicos do tempo da guerra fria, lá fora o mundo avança sem nós.

  12. O OBJETIVO É DAR O GOLPE NA VENEZUELA VIA BRASIL

    Os Americanos querem usar o Brasil e outros paisécos da América do Sul para dar o Golpe de Estado na Venezuela. Isto não vai acontecer, porque Rússia e China não vão deixar, a lógica é simples, os EUA querem novamente controlar a maior reserva de petróleo da terra, para baixar o preço do barril e falir o Irã, a Rússia, a própria Venezuela e até o Brasil, o Obama fez isto e o Trump quer repetir a dose, o Exército mais poderoso da terra que é o Russo não vai deixar, aonde a Rússia entra com seu exército e suas armas no “Estado da Arte” todo mundo sai com o rabo entre as pernas, vide os EUA na Síria e tem também o problema da China que hoje compra 1.000.000 de barris dia da Venezuela, os EUA  querem fechar as portas para estrangular o gigante asiático. China e Rússia juntas são a maior potência econômica e militar que existe na terra são iniqualáveis. Putin já deixou claro que se Maduro pedir ajuda militar ele receberá e a China com certeza irá ajudar, teremos um conflito de mega proporções na América do Sul e o vencedor por “nocaute” será a Venezuela.

    O Brasil faz parte dos BRICS, Rússia e China são amigos do Brasil, temos que nos afastar desta luta besta, entre uma economia em pré-falência (EUA) e os dois gigantes asiáticos, tendo a Venezuela como pano de fundo. 

    • Meu caro, vou escrever um

      Meu caro, vou escrever um artigo ainda esta semana sobre os cenarios da Venezuela vistos de Washington, a questão é

      bem mais complexa e acho dificil o Brasil não estar enolvido de uma forma ou de outra, é um determinismo georgrafico.

  13. Hmmmm….

    ….Artigos como esse do AA, demonstram que a grande fraqueza e o principal problema do Governo do Coiso é o encontro com a realidade.

    Uma coisa é um delírio alucinanante contaminar um eleitor traído por Dilma 2, e continuado por Temer na mais brutal rescessão da História do país, e outra é exercitar o poder e ser avaliado diariamente por isso. Não há correlação.

    Logo depois da ressaca da eleição, lembrei-me de W.W. Jacobs que dizia – plenamente aplicável ao novo Presidente Aprendiz da República – que ele deveria ter cuidado com o que deseja.

    As comparações com ditadores terríveis, como Pinochet, Hitler e outros são mais medo do que real. No máximo poderia ser, mal comparado, com um bufão ao estilo Mussolini. Nem isso. O grande problema é o estrago ou atraso que uma figura como essa pode causar a tantos.

  14. A cabeça do pessoal ainda está nos tempos da Guerra Fria

    A celeuma toda ocasionada por esse boato de base militar dos EUA mostra bem como a cabeça do pessoal ainda está nos tempos da Guerra Fria. No momento atual, a América Latina não tem mais qualquer importância no contexto mundial, seja político, econômico ou militar. A importância agora está na Ásia. Quanto aos países da América Latina, eles agora podem ser comunistas à vontade (vide Venezuela) que isso não afeta os EUA em nada.

    Nós saímos da História.

     

    • Não?

      Econômico não? Quer dizer que o golpe patrocinado pelo Tio Sam e os sionistass foi por pura filantropia? Petróleo e outras riquezas naturais não significam mais nada? O primeiro mundo não precisa mais de colonias para financiar a sua vida opulenta?

      Politico não? detonar um dos pilares dos BRIC’s foi pura pirraça? Uma voz contraria de peso na ONU? Outro competidor na Africa tambem?

      Militar não? Logo agora que o Brasil tinha importantes acordos para não depender de tecnologia americana, como a construção dos submarinos nucleares e a compra de caças?

      Novidade não?

      • Só de misturar Tio Sam com sionistas…

        Só de misturar Tio Sam com sionistas já mostra o tamanho da maionese onde você viajou. Por que motivos os EUA precisariam patrocinar golpes para obter petróleo, se o petróleo da Venezuela já está no mercado, a preços de mercado? Conspirações e guerras para obter recursos naturais são coisa do mundo pré-globalização, lá onde você esqueceu a cabeça. Atualmente a Venezuela pode ser comunista à vontade, que não faz diferença nenhuma. Como não faz diferença Cuba ser comunista.

        Eu ouço falar do submarino nuclear brasileiro desde os tempos de Figueiredo. Se não saiu até hoje, a culpa não é dos EUA.

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