Uma ofensiva militar secreta dos Emirados Árabes Unidos contra o Irã aumentou consideravelmente o risco de expansão do conflito no Golfo Pérsico e pode arrastar países árabes para uma guerra regional direta contra Teerã.
Segundo o jornal britânico The Guardian, os Emirados realizaram um ataque contra a ilha iraniana de Lazan pouco antes do cessar-fogo anunciado em 7 de abril, no que teria sido uma retaliação após instalações emiradenses sofrerem ataques iranianos durante a escalada militar iniciada no fim de fevereiro.
Imagens analisadas durante o conflito teriam mostrado caças franceses Mirage e drones chineses Wing Long — ambos utilizados pelos Emirados — operando em território iraniano. O governo iraniano também acusa Emirados e Kuwait de colaborarem com ações militares americanas.
A situação se torna ainda mais delicada porque o cessar-fogo entre Washington e Teerã segue instável. Recentemente, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou nesta semana que a trégua “está por um fio” diante da resistência iraniana em aceitar novas concessões sobre seu programa nuclear.
O conflito também expôs divergências profundas entre as monarquias árabes do Golfo. Enquanto os Emirados defendem respostas militares mais duras contra o Irã, países como Arábia Saudita e Catar tentam evitar um confronto direto que possa desestabilizar toda a região.
Outro elemento que elevou a tensão regional foi a denúncia do Kuwait de que quatro integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã foram capturados tentando realizar ataques na ilha de Bubiyan. De acordo com a imprensa local, os militares iranianos chegaram à ilha em um barco pesqueiro. O episódio levou o governo do Kuwait a convocar o embaixador iraniano para protestar formalmente.
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