Blinken pede à China que use “influência” para acalmar o Oriente Médio

As declarações oficiais da China sobre o conflito não mencionaram especificamente o Hamas nas suas condenações à violência

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), Antony Blinken, esteve durante a última semana e o início desta no Oriente Médio, antes de embarcar para o Japão. Foto: Ting Shen/Xinhua Net

Anthony Blinken, secretário de Estado dos Estados Unidos, apelou para a China, parceira do Irã, para usar a sua influência para pressionar por paz no Oriente Médio.

Blinken, em visita à Arábia Saudita, teve uma conversa de uma hora, por telefone, com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, informou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, e acrescentando que foi uma conversa ‘produtiva’.

Segundo Miller, a mensagem de Blinken foi de que considera de interesse comum impedir que o conflito se espalhe e que seria útil que a China usasse sua influência.

A China tem uma relação amistosa com o Irã, cuja liderança clerical apoia o Hamas e o Hezbollah, grupo militante libanês que poderá abrir uma segunda frente contra Israel.

Wang, por seu turno, afirmou que os Estados Unidos deveriam “desempenhar um papel construtivo e responsável, empurrando a questão de volta ao caminho de uma solução política o mais rápido possível”.

“Ao lidar com questões internacionais problemáticas, os principais países devem aderir à objetividade e à justiça, manter a calma e a contenção e assumir a liderança no cumprimento do direito internacional”, disse Wang.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês acrescentou que Pequim apelou “à convocação de uma reunião internacional de paz o mais rapidamente possível para promover a obtenção de um amplo consenso”.

“A saída fundamental para a questão palestina reside na implementação de uma ‘solução de dois Estados’”, disse Wang.

As declarações oficiais da China sobre o conflito não mencionaram especificamente o Hamas nas suas condenações à violência, o que levou a críticas de algumas autoridades ocidentais que disseram que eram demasiado fracos.

Os Estados Unidos consideram a China o seu principal adversário global, mas as duas potências têm trabalhado para estabilizar a sua relação, com Blinken a fazer uma rara visita a Pequim em junho.

Miller disse que o Médio Oriente é um exemplo de áreas onde as duas potências podem trabalhar juntas.

O telefonema também incluiu uma discussão sobre as relações China-EUA, que têm sido fortemente tensas nos últimos anos por uma série de questões comerciais e geopolíticas espinhosas.

Mas Wang sugeriu que havia alguns sinais positivos.

“A China e os Estados Unidos realizaram recentemente uma série de contatos de alto nível e as relações bilaterais parecem ter parado de escorregar e estabilizado”, disse Wang.

Com informações de Hong Kong Free Press

Redação

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