24 de junho de 2026

China reafirma apoio ao Brasil e propõe aprofundar parceria bilateral

Ministro chinês afirmou que seu país sempre foi uma "amiga confiável" da região e que está pronto para aprofundar e expandir a cooperação com a AL

China apoia soberania do Brasil e propõe ampliar cooperação com América Latina e Caribe, diz Conselho de Estado chinês.
Diálogo Estratégico China-Brasil em Pequim contou com chanceler Mauro Vieira em meio a tensões comerciais com EUA.
Brasil reafirma princípio de “Uma Só China” e interesse mútuo em fortalecer cooperação prática e coordenação internacional.

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Em meio às pressões comerciais dos Estados Unidos, a China manifestou apoio explícito à soberania brasileira e sinalizou disposição para ampliar a cooperação com o Brasil e com outros países da América Latina e do Caribe.

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A declaração foi divulgada nesta terça-feira (2) pelo Conselho de Estado chinês durante o Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil, realizado em Pequim, com a participação do chanceler brasileiro Mauro Vieira.

O contexto é de tensão comercial: o governo americano ameaça impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros que não sejam considerados estratégicos para o mercado dos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que seu país sempre foi uma “amiga confiável” da região e que está pronto para aprofundar e expandir a cooperação entre a China e a América Latina. Segundo ele, Pequim apoia o Brasil na defesa de sua soberania nacional, na manutenção da independência e autonomia e na busca por maior desenvolvimento.

Wang defendeu que os dois países avancem juntos na construção de uma comunidade bilateral capaz de “enfrentar conjuntamente diversos desafios externos” e de gerar sinergia nos processos de modernização de ambas as nações, além de contribuir para a coesão dos países do Sul Global.

O chanceler chinês elencou ainda áreas prioritárias para ampliar a cooperação: cultura, educação, turismo, esportes, intercâmbio entre regiões subnacionais, projetos voltados à juventude e cooperação entre veículos de comunicação.

No plano multilateral, Wang reiterou o interesse chinês em fortalecer a coordenação em fóruns como a ONU e o Brics, com vistas a um “sistema de governança global mais justo e equitativo”.

Posição do Brasil

O chanceler Mauro Vieira afirmou que o Brasil compartilha do interesse chinês em ampliar a cooperação prática e a coordenação internacional entre os dois países. Vieira também reafirmou a adesão brasileira ao princípio de “Uma Só China”, posição que reconhece Taiwan como parte do território chinês, e não como Estado independente.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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