23 de junho de 2026

El Niño está de volta e pode agravar eventos climáticos extremos, alerta OMM

Fenômeno deve se formar nos próximos meses e intensificar secas, ondas de calor e chuvas intensas, segundo agência da ONU
Marcello Casal Jr - Agência Brasil

A OMM confirma o retorno do El Niño, com 80% de chance de início entre junho e agosto de 2026.
O fenômeno pode intensificar eventos climáticos extremos e afetar agricultura e recursos hídricos globalmente.
Temperaturas elevadas no Pacífico aumentam os riscos; ONU alerta para preparação contra impactos do El Niño.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada das Nações Unidas para clima e meteorologia, confirmou o retorno do fenômeno El Niño e alertou que sua ocorrência poderá intensificar eventos climáticos extremos em diversas regiões do planeta nos próximos meses.

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Segundo a entidade, há 80% de probabilidade de que as condições associadas ao El Niño se estabeleçam entre junho e agosto deste ano e 90% de chance de que o fenômeno persista após esse período.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que o alerta é especialmente relevante porque o El Niño influencia padrões climáticos em escala global, com impactos que vão muito além do Oceano Pacífico.

“O alcance do El Niño vai muito além de sua origem no Pacífico. Ele afeta a agricultura, o fornecimento de energia, o comércio, os recursos hídricos, as cadeias de suprimentos e os meios de subsistência de populações inteiras”, destacou a dirigente.

A preocupação dos especialistas é ampliada pelo fato de os oceanos estarem registrando temperaturas excepcionalmente elevadas. De acordo com a OMM, as águas superficiais do Pacífico tropical apresentam anomalias próximas de 6°C acima da média histórica em determinadas áreas, criando condições para que os efeitos do fenômeno sejam potencializados.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o anúncio como um alerta climático urgente. Para ele, governos e comunidades precisam se preparar para enfrentar os impactos associados ao fenômeno.

O último episódio de El Niño, ocorrido entre 2023 e 2024, foi um dos cinco mais intensos já registrados e contribuiu para as temperaturas recordes observadas globalmente em 2024.

Embora a OMM ressalte que não existem evidências de que as mudanças climáticas aumentem a frequência ou a intensidade dos eventos de El Niño, a entidade destaca que o aquecimento global amplifica seus efeitos. Isso ocorre porque oceanos e atmosfera mais quentes fornecem mais energia e umidade para fenômenos extremos, como ondas de calor, secas severas e chuvas intensas.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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