EUA conseguem do governo Temer acordo espacial com Brasil

Para embaixador Fernando Simas Magalhães, Temer “destravou” o acordo que ficou em  “banho-maria” durantes os governos de Lula e de Dilma
 

O primeiro foguete brasileiro com propulsor a etanol foi lançado em Alcântara – Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – Não se trata apenas da questão migratória e da crise na Venezuela as pautas da visita do vice-presidente Mike Pence ao Brasil, nesta terça-feira (26). O encontro com Michel Temer também servirá para acelerar o acordo com os Estados Unidos, a todo interesse do país, com a base espacial de Alcântara (MA).
 
É mais um setor estratégico brasileiro à disposição dos Estados Unidos durante o governo de Michel Temer. Nesta segunda-feira (25), foi promulgado um acordo-quadro entre os dois países na área espacial, e com teor aberto, geral, para permitir ainda outros avanços da interferência norte-americana na tecnologia brasileira.
 
O acordo foi assinado por ambos os países ainda em 2011, mas foi promulgado ontem pelo governo Temer e valerá por 20 anos, podendo ainda ser prorrogado. Trata-se de uma primeira assinatura do Brasil para entregar aos Estados Unidos as informações avançadas sobre ciência, observação e monitoramento da Terra; Ciência espacial; Sistemas de exploração; Operações espaciais; e “outras áreas relevantes de interesse mútuo.
 
Ao que compete aos Estados Unidos de colaborar com o Brasil, contudo, não está muito definido. Apesar de trazer a publicação de que não se trata de uma concessão explícita de direitos ou interesses sobre invenções, ou seja, a propriedade intelectual antes de ter início o acordo, estabele uma transferência de bens e de informações no que for necessário para o cumprimento do acordo.
 
É neste ponto delicado que interessa aos EUA. “A cooperação espacial é um dos temas importantes desta visita”, afirmou o subsecretário de Assuntos Políticos Multilaterais, Europa e América do Norte do ministro brasileiro de Relações Exteriores, Fernando Simas Magalhães.
 
Entre as consequências deste acordo está o uso pelos Estados UNidos da base de Alcântara. Já do lado norte-americano, ficou evidenciada a preocupação em se proteger a propriedade intelectual e a soberania do país, de acordo com o diplomata. 
 
O acordo já havia sido barrado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O então presidente tucano havia fechado a negociação com os EUA, mas o Congresso Nacional é que bloqueou a medida, considerando que o acordo era conflitante com a nossa legislação, sobretudo por colocar em risco áreas delicadas da inteligência nacional.
 
Nas palavras do embaixador Fernando Simas Magalhães, o diálogo foi “destravado” pelo governo Temer, depois de ficar em “banho-maria” durantes os governos de Lula e de Dilma, que mantiveram a defesa dos setores estratégicos do país sem a influência dos EUA.
 
 
 

19 comentários

  1. Os EUA não conseguem mais nem

    Os EUA não conseguem mais nem fabricar motores de foguete confiáveis. A NASA depende da boa vontade de Putin, mas o usurpador Michel Temer está alegre porque finalmente poderá limpar a bunda de Donald Trump no espaço.

  2. Do bandido vampirão podemos esperar qualquer barbaridade…

    (até a utilização do exercito bananeiro numa agressão contra a Venezuela)

    E as ffaa do bananal avalizando mais um acordo CaraKu…

     

    • da guerra virtual…

      corre a boca pequena pelas trincheiras online que existe um plano para isso mesmo

      mas é bom…………………………………………………………………………………….

      como do Brasil não sai nada que presta, daí pode surgir um grupo latino americano de resistência

      sempre estiveram apenas nas músicas, mas dessa vez parece vai sair mesmo

  3. Nossas forças armadas são uma

    Nossas forças armadas são uma vergonha absoluta. O pior de tudo é saber que tem as forças das armas… Quando o Brasil se desmanchar em ódio, teremos que punir esses traidores (ou morrer tentando).

  4. Pqp, aqui não tem um bosta de
    Pqp, aqui não tem um bosta de congressista que não seja entreguista?

    Deixam vender o país com o povo dentro e não tem um brasileiro ou brasileira com vergonha na cara que se levante contra?

  5. Pqp, aqui não tem um bosta de
    Pqp, aqui não tem um bosta de congressista que não seja entreguista?

    Deixam vender o país com o povo dentro e não tem um brasileiro ou brasileira com vergonha na cara que se levante contra?

  6. Os Gal de merdas preocupados
    Os Gal de merdas preocupados com STF soltarem o Lula.
    Como ter orgulho e uma FFAA dessas.

    Os Gal dos países Africanos tem mais preocupações com seus países.

  7. Os Gal de merdas preocupados
    Os Gal de merdas preocupados com STF soltarem o Lula.
    Como ter orgulho e uma FFAA dessas.

    Os Gal dos países Africanos tem mais preocupações com seus países.

  8. O prejuízo para a nação brasileira é incomensurável…

    A partir de agora o Brasil (especialmente o nordeste) entrará para o rol dos alvos primordiais da Russia e China para um ataque nuclear preventivo .

    Submarino Yury Dolgoruky – Project 955, aptos para lançamentos multiplos de misseis Bulava :

    [video:https://youtu.be/RQw2ENpeBc%5D

     

  9. A proposta anterior de acordo

    A proposta anterior de acordo tinha graves problemas, como por exemplo, autoridades brasileiras não podeiam entrar no perimetro concedido aos EUA, muito menos inspecionar as caixas de materiais que entram e saem, era um tipo de extra-territorialidade concedida aos EUA, isso foi afastado ou não? Nem  FHC teve coragem de assinar.

    Veja-se a queda de nivel geral de noção de Estado nos ultimos anos, estamos no patamar do antigo Congo Belga.

    • Não, mas depende……

           Um TSA quando celebrado com o governo norte-americano é dependente das listas de restrições tanto do DoD (Pentagono), como do Dof State e até do Dept of Commerce, caso os equipamentos estejam em alguma das “listas classificadas “, são turn-key, portanto o Estado que as recebe não tem autoridade alguma sobre elas.

            Já os “lançadores/foguetes” são inviolaveis e nunca sujeitos a inspeção, pois alem das regras do TSA existem as determinações – muito mais rigorosas e fiscalizadas – referentes ao MTCR ( Missile Technology Control Regime ), o que aprendemos bastante quando do acordo com os ucranianos.

            Caro Andre, não se espante, mas em tecnologias duais ou vc. desenvolve ou não as tem no “estado da arte “, só o que “sobrou” ou esta desatualizado, e tambem não confie que porque a fabrica esta – subsidiaria associada – no Brasil, voce terá acesso a tudo, que vão te colocar na frente alguma norma, já passamos por isto inumeras ocasiões, posso dar varios exemplos, até alguns bem atuais.

             P.S. :  Comparar com o mega latifundio de Leopoldo II vc. deu uma mega exagerada.

  10. Falou nada

        Como um bom filho do Instituto Rio Branco o Sr. Simas falou sobre o “nada”, e a midia “embarcou” na baboseira, pois um “acordo – quadro ” não significa nada, é somente um inicio, as negociações sobre este TSA ( Technological Safeguard Agreement ) NÃO dá a quem o celebra qualquer acesso a informações e ou sistemas de origem norte-americana ou delas cooperativos, quer por fabricação ou patente mesmo que utilizados por outros paises.

         Na realidade, sem diplomatas para encher linguiça, quem “destravou” a negociação do TSA não foi Michelzinho et caterva, mas a pressão exercida na “Matriz” ( Penn Ave. ) pelas Boeing, Lockheed – Martim e Vector Rockets que em fevereiro deste ano estiveram com Jungmann e tambem  o pressionaram a resolver a bagaça.

         O que é um TSA : Sem enrolar significa que qualquer lançador ou satélite de procedencia norte-americana poderá operar de Alcantara, e o governo brasileiro não terá acesso nem a saber qual será a carga util do mesmo, mas comercialmente viabilizará lançamentos de outros paises que possuam em seus lançadores/cargas qualquer sistema/equipamento/peças de fabricação e/ou patente norte- americana ( uma das razões que “babou” nosso maldito acordo com os ucranianos ).

  11. Empurrando de barriga

    Foi o que o sucessor de Aloisio e Serra fez.

    Alcantara é como o pré-sal : uma dádiva e uma ruína.

    E parafraseando Porfírio Diaz: “Pobre México! Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos” . Troque México por Brasil….

    O próximo governo , seja de quem seja, vai necessitar da maior consulta de validação dos atos deste grupo de interinos….

    PS: Prezado Junior 50, o Andy não foi tão exagerado na comparação com o fazendão de Leopoldo II (escapamos graças aos republicanos de entrar no rol de pilhagem do clã dos Saxe-Coburgo e Gotha ) E consta que era cliente fiel do “Rose Cottage”. Iria “amar” o Brasil!

  12. “Não dá pra não vender a alma… dos outros”

    Mudando de assunto, ou nem tanto…

    Leiam o seguinte parágrafo e tentem descobrir a autoria: 

     

    “Neste seminário, especialistas no assunto vão discutir as oportunidades e o potencial da iniciativa privada com a reforma da previdência, os limites da cobertura de seguros, “compliance” e como a tecnologia pode transformar o segmento. Um amplo debate sobre o futuro do mercado de seguros e previdência.”

     

    Parece press release de um evento corporativo de empresas de previdência, não é?

    Pois a empresa de fato faz press release mas não é, oficialmente, do ramo de previdência. 

    Este trecho consta de um email promocional que recebi hoje do panfleto Falha de SP: 

    “Você é nosso convidado para assistir ao seminário seguros, previdência e inovação”

    Será que os leitores conhecem esta faceta de seu jornal de estimação? 

    Como um jornal que se apresenta como isento e praticante do melhor jornalismo (sic, sic, sic e sic) pode se prestar a este tipo de seminário tão visivelmente comprometido com a defesa publicitária do interesse empresarial, com abordagem totalmente conflitante com a essência  de sua atividade fim – supondo que seja o jornalismo? Não configura conflito de interesse com sua atuação jornalística? A utilização do jornal, seu nome, marca, mala direta e slogan não deixa dúvidas de que se trata de “venda casada”: seja leitor – até quem não é mas “assinou” pra ter acesso gratuito limitado ao conteúdo-isca de seus bons colaboradores – do jornal e se torne ativo para alavancar o lobby dos donos da empresa, de maneira nada virtuosa, a favor de interesses corporativos defendidos no jornal sem essa assumpção e acepção. Saberão os leitores que estão pagando para o panfleto vender sua influência no mercado dos sem-alma? 

    O jornal tem a cara de pau de ilustrar a propaganda do seminário em seu site com a foto de uma carteira de trabalho.

    A seguir, trecho: 

    “SÃO PAULO

    A Folha realiza no dia 28 de junho (quinta-feira) a primeira edição do seminário Seguros, Previdência e Inovação, em São Paulo.

    O evento discutirá oportunidades e potencial do mercado privado após uma possível reforma da Previdência, os limites da cobertura de seguros e compliance, e as inovações no mercado digital.

    A discussão sobre a reforma da Previdência fez aumentar o interesse da população por modalidades privadas desse tipo de seguro social? Este será o tema da primeira discussão do dia, com a presença de especialistas no assunto.
     
    No segundo painel, os limites da cobertura de seguros e a implementação de mecanismos de compliance serão debatidos por economistas e advogados que trabalham na área.

    A chegada de novas tecnologias para o setor, como blockchain e big data, e as mudanças que essas inovações trazem serão o mote para a terceira mesa de debates do seminário, que tem o apoio da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização).”

    Quanta cara de pau!

    O jornal então faz a defesa da reforma para isso, vender seminário e lucrar quem sabe como acionista dessas empresas… “Possível reforma da Previdência”, o evento é gratuito – quem está bancando a propaganda e com qual finalidade? – e acontece em período em que o governo golpista volta a sondar o Congresso sobre a possibilidade de votar a refraude. Coincidência? Por acaso, o panfleto já voltou a tratar do tema no espaço publicitário disfarçado de “prática jornalística”? 

    Aquele parágrafo inicial termina com os slogans: “Não dá pra não participar”… Das empresas de previdência privada e dos lucros vultosos que aufere com a exploração da aposentadoria alheia? 

    Agora, a maior cara de pau de todas: “Seminários Folha. O Brasil precisa ser discutido.” Pra esses corretores de negócios disfarçados de jornalistas, o “Brasil” é sinônimo de terra de ninguém a ter suas riquezas des-apropriadas pelo primeiro espertalhão que aparecer. A república federativa do Brasil, para eles, precisa ser substituída pelo Brasil S.A. Mas como estelionato não se admite, aliás o “barato” da enganação é o seu ethos, quer melhor disfarce que o jornalismo que se apresenta arrogantemente como um poder legítimo, mais até que os 3 formalmente previstos em Constituição? 

    Falha, não dá pra não denunciar seu oportunismo. Não dá pra não repudiar seu jornalismo “vendilhão do templo”. Não dá pra não ter nojo. 

     

    Sampa/SP, 27/06/2018 – 13:14

  13. + comentários

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