O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom dos ataques contra países europeus que não se envolveram na ofensiva militar que o país entrou ao lado de Israel contra o Irã, em uma guerra que já provoca forte impacto na economia global.
Em sua rede Truth Social, Trump atacou aliados históricos sugerindo que os países afetados pela alta do petróleo deveriam “buscar seu próprio petróleo” na região do Golfo Pérsico, inclusive usando a força.
O foco do embate envolve o controle do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã desde o início dos ataques norte-americanos e que responde por um quinto do transporte mundial de petróleo, atendendo principalmente os mercados da Ásia e da Europa.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, Trump chegou a sugerir que os europeus deveriam “ir até o estreito e simplesmente tomar” o controle da região, uma proposta considerada de alto risco e pouco realista por analistas internacionais.
As críticas acontecem em meio ao posicionamento mais incisivo dos europeus contra a guerra israelo-americana: a França bloqueou o uso de seu espaço aéreo por aeronaves israelenses transportarem armamentos, enquanto a Itália não autorizou o pouso de bombardeiros norte-americanos e a Espanha negou o uso de bases militares e espaço aéreo com fins militares.
Nem mesmo o Reino Unido, que permitiu o uso de suas bases militares pelos EUA, escapou do ataque de Trump.
Enquanto isso, os efeitos econômicos se aprofundam: o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, afirmou que o atual choque no abastecimento de petróleo é “provavelmente o pior já registrado”. Nos Estados Unidos, o aumento do preço da gasolina já começa a gerar pressão política sobre Trump.
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