4 de junho de 2026

Irã registra primeiras receitas com taxas no Estreito de Ormuz

Autoridades confirmam depósito inicial na conta do Banco Central do país, e indicam que cobrança será permanente
Foto: Tasmin News Agency

Irã começou a cobrar taxas de trânsito de embarcações no Estreito de Hormuz, gerando receitas para o país.
Taxas serão cobradas em riais iranianos e terão caráter permanente, reforçando controle financeiro do Irã.
Reabertura plena da rota depende do fim das ações militares e bloqueios na região, afirma presidente do Parlamento.

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O Irã começou a arrecadar receitas com a cobrança de taxas de trânsito de embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz, segundo autoridades do Parlamento iraniano.

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Segundo o vice-presidente do Parlamento, Hamid Reza Haji Babai, os primeiros valores já foram depositados na conta do banco central do país. Ele destacou a relevância do estreito para o comércio global, afirmando que cerca de 20% do petróleo e 35% do gás transportados no mundo passam pela via marítima.

De acordo com Babai, o controle sobre o estreito reforça o papel do Irã na economia internacional, especialmente em um momento de crescente tensão na região.

Outro integrante da cúpula do Parlamento, Ahmad Naderi, afirmou que as taxas de trânsito serão cobradas em riais iranianos e terão caráter permanente, indicando uma tentativa de consolidar um novo mecanismo financeiro sob controle do país.

A medida ocorre em um contexto de conflito e instabilidade. O Estreito de Ormuz segue com operações comprometidas devido a ações militares atribuídas aos Estados Unidos e a Israel, segundo autoridades iranianas, o que tem ampliado as pressões sobre a economia global.

Autoridades do Irã condicionam a reabertura plena da rota a mudanças no cenário regional. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o tráfego só será normalizado com o fim das violações ao cessar-fogo e a interrupção das ações militares, incluindo o bloqueio naval na região.

O governo iraniano já havia sinalizado anteriormente a intenção de cobrar taxas em moedas alternativas ao dólar, como o yuan chinês, como parte de uma estratégia para reduzir a dependência do sistema financeiro internacional dominado pelos Estados Unidos.

Com informações da Tasnim News e Al Arabiya

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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