29 de outubro de 2026

Netanyahu acusa partidos árabes de fraude após perder maioria em Israel

Premiê alega interferência estrangeira sem apresentar provas públicas; partidos árabes conquistaram 19 cadeiras e podem influenciar formação do próximo governo
Foto: Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. | Foto: Alan Santos/PR, Flickr Palácio do Planalto

Benjamin Netanyahu é acusado de tentar deslegitimar eleições após perder maioria no Parlamento israelense.
Netanyahu alega, sem provas, que partidos árabes receberam apoio estrangeiro para fraudar votos.
Partidos árabes, com 19 cadeiras, podem decidir futuro do governo e negociar apoio parlamentar.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é acusado pela oposição de tentar deslegitimar o resultado das eleições e impedir a formação de uma maioria parlamentar alternativa, após seu bloco perder a maioria na votação desta semana.

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O premiê alegou, sem apresentar provas públicas, que partidos árabes receberam apoio estrangeiro para comprar votos e “roubar” a eleição, realizada na terça-feira (27).

Netanyahu e integrantes de seu partido, o Likud, pediram que o serviço de segurança interna, Shin Bet, investigue supostas irregularidades em comunidades palestinas de Israel.

A iniciativa foi criticada por autoridades eleitorais e policiais, que afirmaram não haver indícios de comprometimento sistemático da votação. O presidente israelense, Isaac Herzog, também repreendeu a retórica do premiê, alertando contra a estigmatização de toda uma comunidade.

O líder da principal frente de oposição, Gadi Eisenkot, acusou Netanyahu de promover uma campanha organizada para desacreditar o resultado eleitoral. Já dirigentes de partidos árabes afirmaram que as denúncias buscam intimidar seus representantes e dificultar uma articulação parlamentar para afastar o atual governo.

O Catar, apontado em relatos da imprensa como possível fonte de financiamento, negou qualquer envolvimento na eleição.

Partidos árabes podem decidir futuro do governo

Com quase todos os votos apurados, a coalizão de Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras do Parlamento israelense, o Knesset, enquanto o bloco de Eisenkot ficou com 48. Os partidos árabes Lista Conjunta e Ra’am somaram 19 assentos, resultado histórico que os coloca em posição decisiva nas negociações políticas. São necessárias 61 cadeiras para formar maioria parlamentar.

Embora as lideranças árabes e o bloco de oposição tenham descartado uma coalizão formal, discutem a possibilidade de cooperação em votações parlamentares. Entre as propostas está a criação de uma comissão de investigação sobre as falhas de segurança que antecederam o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, tema que Netanyahu tem resistido a levar adiante.

O líder árabe Ahmad Tibi afirmou que as acusações do premiê buscam impedir que Eisenkot aceite apoio parlamentar dos partidos árabes. A disputa deve influenciar as negociações para a formação do próximo governo e o futuro político de Netanyahu, que está no poder há 19 dos últimos 30 anos.

As informações são do jornal britânico The Guardian.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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