O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o tom nesta terça-feira (21) e afirmou que planeja retomar a ofensiva militar contra o Irã se um acordo definitivo não for alcançado até a noite desta quarta-feira (22). Em entrevista ao canal CNBC, o republicano declarou que a manutenção dos ataques é a “melhor postura a se adotar” e assegurou que as Forças Armadas americanas estão prontas e “ansiosas” para entrar em ação.
O atual cessar-fogo, iniciado em 7 de abril, tem prazo de validade fixado para as 21h (horário de Brasília) desta quarta. Trump classificou como “altamente improvável” qualquer extensão do prazo, aumentando a pressão sobre a delegação iraniana que deve se reunir com autoridades americanas em Islamabad, no Paquistão.
Impasse diplomático e bloqueio naval
A segunda rodada de negociações em solo paquistanês ocorre sob extrema tensão. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, é aguardado na capital do país asiático para liderar as conversas. Do lado de Teerã, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, deve chefiar a delegação, embora o governo iraniano tenha evitado confirmar oficialmente a viagem até o último momento.
A principal divergência reside no bloqueio naval imposto por Washington. Teerã exige a liberação de seus portos e o reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos. Trump, por outro lado, mantém o cerco e exige o desmantelamento do estoque de urânio altamente enriquecido.
“Aniquilamos a Marinha deles, a Força Aérea deles e eliminamos seus líderes“, afirmou o presidente americano à CNBC, referindo-se aos combates iniciados em 28 de fevereiro. Ele descreveu a situação como uma “mudança de regime” ocorrida de forma indireta.
Petróleo e crise global
O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta ao bloqueio dos EUA, retirou 20 milhões de barris de petróleo diários do mercado global, gerando um choque energético sem precedentes. Trump busca um acordo que estabilize os preços e evite um colapso nas bolsas de valores, mas sinaliza que não aceitará o que chama de “um mau acordo”.
Pequim, por meio do porta-voz Guo Jiakun, alertou que o conflito atravessa uma “fase crítica de transição entre guerra e paz“, pedindo que as partes mantenham o impulso das negociações.
Escalada interna e execuções
Enquanto a diplomacia tenta evitar a retomada dos bombardeios, o clima interno no Irã segue conturbado. Nesta terça-feira, o Judiciário local anunciou a execução de Amirali Mirjafari, acusado de liderar uma célula de inteligência ligada a Israel e de incendiar uma mesquita em Teerã durante os protestos que abalaram o país em janeiro.
Em outra frente, Israel indicou a possibilidade de deflagrar novas operações militares nas próximas 24 horas, enquanto negociações paralelas para o desarmamento do Hezbollah no Líbano devem ser retomadas em Washington na quinta-feira (23).
“Não aceitamos negociações sob a sombra de ameaças“, rebateu o negociador iraniano Mohammad Bagher Qalibaf, acusando Trump de tentar transformar a mesa de diálogo em uma “mesa de submissão“.
Fábio de Oliveira Ribeiro
21 de abril de 2026 11:27 amNão chega a ser novidade o fato de Donald Trump demonstrar uma belicosidade criminosa. A guerra tem que continuar porque a pilhagem em escala planetária é o único negócio ao qual os norte-americanos realmente se devotam. O fim dessa guerra permanente só ocorrerá quando os EUA for totalmente destruído e isso ocorrerá em breve.
Carlos
22 de abril de 2026 2:52 amPara variar, o pato manco volta atrás e prorroga “trégua” enquanto mantém bloqueio.
Com isso o débil mental mantém seus grandes objetivos: manter o clima bélico espalhado pelo mundo, na tentativa de uma reação mais forte de China ou/e Rússia, ao tempo que aumenta os seus lucros financeiros e dos especuladores parceiros.
Ah, não esquecer que países com extrema-direita de merda e covarde dominando seu parlamento vão entregando de bandeja suas riquezas minerais para os eua.
Rui Ribeiro
22 de abril de 2026 8:12 amTrump always chickens out. O $ujeito já arregou
Rui Ribeiro
22 de abril de 2026 2:20 pmOs ultimatos do Trumpstein não valem o que os gatos enterram.