As mentiras que te contam sobre o inchaço da máquina pública

Enviado por Webster Franklin

Da Carta Maior

Sete dados para você não falar bobagens sobre a redução dos ministérios

Por José Augusto Valente

Os governos do PT incharam a máquina pública? Não, e os números mostram isso. Mas por que será que a mídia insiste em escondê-los?

Esse assunto, volta e meia, reaparece no debate nacional. Geralmente, de forma torta, como tentarei demonstrar a seguir.

A primeira pergunta, que quase ninguém se faz é: qual o número adequado de ministérios, empresas, autarquias, cargos, funções e funcionários públicos?

A resposta a essa pergunta é óbvia: depende!

Se o projeto vencedor nas eleições fosse o do Aécio ou o da Marina, a ideologia do “estado mínimo”, que eles defendem, teria como consequência o enxugamento da máquina pública.

Entretanto, o projeto vencedor, em 2014, foi o liderado por Dilma. Este projeto é o que dá resposta à sociedade sobre mais educação, mais saúde, mais saneamento, mais infraestrutura, mais direitos humanos. O mesmo projeto vencedor das eleições de 2002, 2006 e 2010. Exige um estado muito maior que o mínimo de triste lembrança (FHC).

Não houve aumento de ministérios – ou de Secretarias com status de ministério – em relação aos governos exitosos de Lula e Dilma. O que nos permite dizer que houve eficiência e eficácia na condução dos programas e nas políticas de governo. Deste governo!

Leio gente escrevendo que é preciso dar mais “racionalidade” à gestão, constituindo superministérios, num total de 20, no máximo. O que pode ser mais racional do que uma estrutura vencedora, com uma infinidade de programas que mudaram a cara do país?

Leia também:  Por que no Brasil o neoliberalismo fracassa tão rápido, por Jorge Alexandre Neves

Leio também que o motivo dessa redução de ministérios, cargos e funções é para reduzir gastos, uma sinalização de que o governo está “cortando na própria carne”!

Já vimos que não se sustentam os motivos políticos e de “racionalização”. Vamos ver como fica o argumento de “redução de gastos”.

A imprensa e a oposição não cansam de repetir a falácia de que Lula e Dilma aparelharam a máquina pública federal, nomeando petistas para os 25 mil cargos comissionados disponíveis. Teve candidato a presidente que afirmou que cortaria mais da metade desses cargos, direcionando mais recursos para o interesse dos usuários.

A vantagem que leva a oposição é que a imprensa não está aí para checar essa informação. Assim, podem repetir qualquer coisa “ad nauseam”, sem precisar provar nada e sem ser confrontada.

1. Se a imprensa fosse verificar a informação, de cara descobriria que o ex-presidente Lula, em 2005, através do Decreto no. 5.497/2005, considerou exclusiva dos servidores de carreira a ocupação de 75% dos cargos em comissão DAS níveis 1, 2 e 3 e 50% dos cargos DAS nível 4.

2. Vale dizer que esses 4 primeiros níveis de cargos em comissão representam quase 95% do total dessas vagas. Isso mesmo, 95%! O que significa que a imensa maioria desses cargos é ocupada por servidores públicos de carreira. Quem conhece a Esplanada dos Ministérios sabe que são muito poucos os funcionários públicos de esquerda.

3. É importante destacar ainda que o número de cargos em comissão aumentou proporcionalmente menos que o total de servidores. Em 2002, haviam 19 mil cargos comissionados. Em 2014, haviam 23 mil. Entretanto, a relação cargos comissionados/total de servidores em 2002 era de 3,8% e em 2014 caiu para 3,7%. Caiu pouco mas, ao contrário do que diz a oposição, não aumentou.

Leia também:  Zema e Guedes, o engodo de confundir gestão pública com gestão privada, por Luis Nassif

A imprensa gosta de insinuar que esses cargos comissionados são remunerados com salários muito altos. Falso ou verdadeiro? Falso!

4. Diferentemente do salário da grande maioria do funcionalismo federal, fortemente valorizado durante os governos de Lula e Dilma, os salários médios dos cargos em comissão ocupados por pessoas sem vínculo com o governo caíram em termos reais, passando de um salário médio real (em valores de 2013) de R$ 6.155,00, em 2002, para R$ 4.296,00, em 2014. Esse é o salário médio das pessoas que dirigem políticas como o Bolsa Família, o Luz para Todos, a Saúde, políticas que envolvem a aplicação de bilhões de reais e que impactam positivamente a vida de todos os brasileiros.

A oposição finge não saber que os cargos comissionados requerem elevado nível de responsabilidade e conhecimento técnico, e por isso, a maioria dos que os ocupam é altamente capacitada, mesmo com esse salário médio.

Fala-se também do “inchaço” da máquina por Lula e Dilma, insinuando que haveria uma contratação desenfreada de servidores públicos. Cabe então a pergunta: E os gastos com pessoal, estão descontrolados?

5. No período 2002-2014, a população aumentou quase 20%, o PIB cresceu uns 40% e as despesas com funcionalismo reduziram, como percentual do PIB. Era 4,8% em 2002 e chegou, em 2014, a 4,3%. Apesar do total de servidores ativos ter passado de 486 mil para 607 mil, nesse mesmo período.

Bom lembrar, como já disse antes, que servidores públicos é que garantem o funcionamento das principais políticas públicas pelas quais a população demanda e que tiveram grande aumento nos últimos 12 anos. 

Leia também:  Zema e Guedes, o engodo de confundir gestão pública com gestão privada, por Luis Nassif

6. Por exemplo, na educação o número de servidores aumentou de 165 mil, em 2002, para 260 mil, em 2014. A grande maioria deles como técnicos e professores, porque foram criadas mais de 400 novas escolas de educação profissional, científica e tecnológica, mais que triplicando o número de unidades existente em 2002. 

7. Além disso, foram criadas 18 novas universidades em 152 novos campi, mais que dobrando o número de matrículas e de municípios com instituições federais.

E onde essas informações podem ser checadas? Aqui.

Penso que fica razoavelmente demonstrado que a presidenta Dilma pode e deve fazer alguns ajustes em relação a Ministérios, Autarquias, Empresas, etc. Mas tendo como objetivo o aumento da eficácia das políticas públicas e não a conversa fiada de redução de gastos ou “maior racionalidade na gestão”. 

Cortar ou fundir ministérios, para reduzir o número total, é tudo o que a oposição quer que Dilma faça: dar um tiro no pé!

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37 comentários

  1. Panfleto partidário.
    Falou,

    Panfleto partidário.

    Falou, falou e não deu o numero de funcionários publicos federais, se houve ou não aumento da quantidade, e dos custos nominais, custos previdênciários, quantos estão na atividade fim do estado etc..

    O estado brasileiro é grande levando se em conta a capacidade da sociedade de sustenta lo.

    O estado é grande proporcionalmente levando se em conta  sua incapacidade de servir ao cidadão, que tem que pagar duas vezes pelo mesmo serviço.

    Ao questionar tudo isso você se torna um neoliberal malvadinho.

     

    .

     

      • Informação imcpmpleta

        Informação imcpmpleta torturando os numeros ate que falem o que interessa a propaganda.

    • Planfeto anti-Partidário.
      Não
      Planfeto anti-Partidário.

      Não fala porcaria nenhuma. Se dedica exclusivamente a desqualificar o texto por nada, lançar clichê velho e posar de vítima.

      E ao contrário do clichê, o Estado é pequeno e a prova disso é justamente sua “incapacidade” de servir o cidadão. E é pequeno justamente pq quem poderia torna-lo maior, quer reduzi-lo. Sonegando. Conspirando.

      • Vamos lá.

        O número de juízes por número de habitantes no Brasil é menor que na Alemanha. Vai daí que o número de funcionários do judiciário também deva ser (suposição). Agora, se isso for justificativa para o judiciário atender ao cidadão com a qualidade mais que sabida, são outros quinhentos.

    • O que será?

      Você não leu por preguiça, não sabe ler mesmo ou é só a má fé de sempre?

       “No período 2002-2014, a população aumentou quase 20%, o PIB cresceu uns 40% e as despesas com funcionalismo reduziram, como percentual do PIB. Era 4,8% em 2002 e chegou, em 2014, a 4,3%. Apesar do total de servidores ativos ter passado de 486 mil para 607 mil, nesse mesmo período.”

      “na educação o número de servidores aumentou de 165 mil, em 2002, para 260 mil, em 2014. A grande maioria deles como técnicos e professores, porque foram criadas mais de 400 novas escolas de educação profissional, científica e tecnológica, mais que triplicando o número de unidades existente em 2002. Além disso, foram criadas 18 novas universidades em 152 novos campi, mais que dobrando o número de matrículas e de municípios com instituições federais.”

       

      • Quando se fala ESTADO

        Quando se fala ESTADO inclue-se todos os niveis de poder. Só a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo tem mais funcionarios que esses 260 mil apontados nessa tese como sendo funcionarios da educação, que deve ser a federal apenas, o que não serve para analisar o conjunto do poder publico no Pais.

        O Estado brasileiro considerando todos os niveis tem gravissimos problemas de gestão, desperdicio, má alocação de recursos, ineficiencias, falta de planejamento, não adianta vir com cartilhas ideologicas e comparar com paises como a França que tem uma maquina publica eficiente desde Luis XV.

        • Ele esta analisando apenas o

          Ele esta analisando apenas o governo federal sim o pT nunca governou sao paulo q eu saiba

          • O titulo fala em “”maquina

            O titulo fala em “”maquina publica”” o que é genérico, não diz que é só o governo federal.

            Quando se fala em “carga fiscal” e  custo do Estado o entendimento é MACRO, do conjunto e não só de um pedaço.

            O texto é confuso, não prova e nem desprova nada, essa analise precisa ser bem mais profunda.

            Nosso Congresso tem 26.400 funcionarios, nem 10% cabem nas instalações do Congresso mas todos recebem salario e a fonte é o Tesouro Nacional, o Supremo tem 4.380 funcionarios, sendo 400 recepcionistas, todos são pagos pelo Tesouro.

            O Estado brasileiro paga 1.700.000 terceirizados que não são considerados nas estatisticas de funcionarios publicos e não só segurança e limpeza, há secretarias na cupula dos Ministerios terceirizadas.

      • Ativos e inativos?Federal,

        Ativos e inativos?

        Federal, e o estadual, municipal?

        Quantos estão na atividade fim, entende se como atividade fim policial, médico, professor etc..

        Não adianta ter 550 mil funcionários se apenas 50 mil estão na ativiade final.

        Custo para sutentar esta máquina publica (não apenas salários).

         

    • Lero Lero

      É partidário sim, afinal estamos em uma guerra política estúpida.

      Tuas questões estão respondidas no texto e, no fundo, vc não tem argumentos. Deu na cara que vc ficou é desconcertado e sem discurso com a responsabilidade e transparencia na gestão publica de um governo de esquerda (as quais não encontramos em SP, p.ex., onde são quase 15 mil os cargos comissionados), daí escreve no melhor estilo embromation.

  2. Qual o número adequado de

    Qual o número adequado de ministérios, empresas, autarquias, cargos, funções e funcionários públicos?

    A resposta a essa pergunta é óbvia: Aquela que o país tem condições de pagar.

     

     

  3. percentual folha de pagamento

    No que toca ao percentual da folha, é necessário ainda destacar que com a criação do fundo de previdência complementar do servidor federal, existe a perspectiva que ao longo do tempo o gasto com os inativos se reduza, já que o Tesouro Nacional será desonerado, em boa parte, deste custo, o que teria o condão de propiciar uma redução destes atuais 4,3%.

  4. Para dar uma maior racionalidade nessa discussão…

    Será que reduzindo e máquina pública teremos maior eficiência e eficácia? Essa é uma questão econômica que não pode ser resolvida em discussão de boteco.

    Temos aí uma função de produção (do governo, a discutir como se mede), cujo valor, entre outros aspectos (organização, tecnologia, visão estratégica, etc.) depende do número de recursos humanos. 

    A questão que se coloca é: qual o tamanho ótimo? Isso irá depender, claro, do tipo de política que se quer promover, e até que ponto essa política prescinde da despesa pública. 

    Por exemplo, se educação e saúde pública não forem prioridades, evidentemente teremos de considerar a ampliação de universidades, escolas técnicas, hospitais e escolas públicas como “mau gasto público”. Mas até setores conservadores têm pregado a ladainha que o estado deve se desfazer de um monte de negócios para se concentrar em educação e saúde…Aí eu fico meio tonto. Pressuponho, portanto, que educação e saúde não entram no rol do mau gasto público, e que seja, sim, uma parte importante da função de produção do setor público. Certo?

    Então vamos lá, assumindo uma função de produção voltada para uma estratégia de desenvolvimento baseada sobretudo na educação e saúde (menos para a assunção pelo Estado dos negócios que o setor privado quer ter para si, por direito divino e natural).

    Como me ensinaram (e nem tive nota má na matéria), a função de produção sobe com o aumento dos recursos nela empregados. Vai subindo, vai subindo, até que o crescimento da função não acompanhe tanto o aumento do recurso. A partir de um determinado momento, o crescimento da função estagna ou passa a ser negativo. Aí diria, sim, que o crescimento dos gastos em pessoal passa a pesar negativamente. Mas até então, seu papel é positivo, pois faz a função de produção crescer. Certo?

    Pois a questão a ser posta é: Assumindo a premissa que o Estado tem de realizar diversas despesas e diversos investimentos para a economia crescer (educação, saúde, etc.), chegamos ou não a um ponto onde o aumento de pessoal passa a ter um efeito negativo? Nesse preciso estágio em que encontramos, já precisamos de menos ou não temos ainda suficiente gasto para fazer a função crescer?

    Como medir isso? Que tal compararmos a quantidade de funcionários públicos em determinadas funções (professores, médicos, policiais, agentes públicos em geral) de diversos países? Miremos aqueles diante de quais costumamos nos prostrar em nosso complexo de vira-lata: Alemanha, Holanda, Finlândia, e outros paraísos do alto nível de desenvolvimento. Quanto eles possuem por número de habitantes? 

    Se, para fins de facilitar nossa comparação, assumirmos a hipótese de que esses paraísos se não atingiram, estão próximos do momento ótimo em sua relação produção/recursos (afinal, Primeiro Mundo é Primeiro Mundo), qual é a posição da nossa economia tupiniquim? Nossa relação está maior ou menor do que o quociente deles? Precisamos cortar as cabeças ou temos ainda de contratar mais para produzirmos mais?

    Gente, vamos fazer um pouco as contas e elevar o nível do papo de boteco…

     

     

    • Joaquim, serviço público não

      Joaquim, serviço público não é a mesma coisa que serviço estatal.

      Observe.

      “Pois a questão a ser posta é: Assumindo a premissa que a sociedade tem de realizar diversas despesas e diversos investimentos para a economia crescer (educação, saúde, etc.), chegamos ou não a um ponto onde o aumento de pessoal passa a ter um efeito negativo? Nesse preciso estágio em que encontramos, já precisamos de menos ou não temos ainda suficiente gasto para fazer a função crescer?”

      Falta entender discutir o principio da  subsidiariedade.

      “A cooperação humana, para ser legítima, há de ser voluntária. Segundo esta linha de raciocínio, o papel do estado sempre será subsidiário em relação à ação dos indivíduos.”

      • Enquanto o paraíso da subsidiaridade não chega…

        Gostaria ver o mercado realizar todo o serviço médico e educacional de qualidade e acessível a todos. Especialmente a palavra acessível não é especialidade do mercado (veja o sistema médico dos Estados Unidos). COmo as pessoas precisam de ser educadas e saradas antes do equilibrio de longo prazo do mercado e da auto-realização do Ótimo de Pareto, vai de Estado mesmo, senão o que restará da sociedade é um bando de gente que viverá na Idade da Pedra. Portanto, vamos é aumentar esses “maus gastos”, para produzirmos toda uma geração que pelo menos se aproxime do “homo oeconomicus”, premissa para um mercado que realmente funcione…

      • Saúde pública (sem saneamento básico!) e educação é o visível.

        Problemas na saúde pública e na educação é a ponta do iceberg da gestão pública, pelo menos neste níveis as dificuldades são aparentes e discutidas em qualquer programa de TV de terceira linha, porém as dificuldades da implantação da infraestrutura necessária no país ninguém discute.

        Bilhões são perdidos por projetos mal feitos, licitações mal elaboradas e pelo estabelecimento correto de prioridades na infraestrutura. Neste ponto acho que o discurso dos LIBERAIS é algo extremamente mal posto e completamente fora da realidade.

        Comparar um país que tem uma infraestrutura já feita e somente é necessário expandi-la e melhorá-la, com um país em que o pouco que se tinha foi completamente sucateado pelas diabrites de governos de tendências liberais do passado eliminando a rodo órgãos que eram ineficientes mas que existiam e mudando o enfoque do serviço público é muito mais grave.

        Não é possível deixar que a iniciativa privada defina a prioridade das obras ou que executem os seus projetos, isto é uma das origens de todos os processos tidos como superfaturamento que ocorrem no país.

        Vou dar um exemplo concreto, durante o período da copa a cidade de Porto Alegre desejava iniciar o seu metrô, como o corpo técnico da Prefeitura sabia somente que um metrô era um trenzinho enterrado, lançaram um edital que previa dois bilhões para um metrô de quilômetros de comprimento com dezenas de estações, apresentaram para o público em geral um monte de grafismos elaborados provavelmente por designers e lançaram a licitação. Apareceram duas firmas, uma espanhola que o capital da mesma era de dez mil euros (não está errado 10.000 euros) e a Oldebrech, a primeira foi desqualificada e a segunda apresentou um orçamento de dez bilhões, ou seja 5 vezes a mais do que o orçado pela prefeitura.

        O que aconteceu, até hoje se fala no sonho metrô e a prefeitura no lugar de criar um grupo de trabalho para depois de dois ou três anos apresentar um projeto mínimo e um custo correto, simplesmente não falou mais do assunto.

        Ou seja, quando não se tem dinheiro para construir não se planeja nada, quando o dinheiro aparece nada foi executado.

  5. Para desenhar o argumento

    Para desenhar o argumento exposto, aí vai uma função de produção. Bonita, não? Estamos à esquerda ou à direita de B?  Argumentem com dados, por favor…

     

  6. O pessoal de Brasília pensa o

    O pessoal de Brasília pensa o mesmo, assim vamos vivendo. Mas, a propósito, O GLOBO de hoje  tem uma manchete que mostra o percentual de crescimento dos gastos públicos.Um pouco desproporcional com os índices negativos da economia.A peneira está sendo bem útil para o sol da realidade.

  7. Se Faz de “Robo(bo)” de Telemarketing!

    O “aliança(neo)liberal” utiliza a técnica do disco arranhado, desses manuaizinhos de telemarketing que se lê sentado num vaso sanitário e depois se recicla; deve estar ganhando algum pixuleco, ou está perdidamente apaixonado pelo baladeiro Menino do Rio…

    • Caros Athos e GM.

      O Estado Brasileiro (federal, estadual e municipal) não tem funcionalismo nem para trabalhar como Estado Mínimo. O corpo técnico dos estados e municípios para colocarem obras para serem levadas pela iniciativa privada, não existe tanto em quallidade como em quantidade, não há um plano de educação continuada para técnicos ficando isto por conta dos próprios.

      Se caísse do céus um trilhão de dólares para executar obras a serem levadas por empresas privadas, se 5% dessas obras conseguissem ser postas em licitação seria muito.

      O Brasil tem advogados e economistas demais nos quadros funcionais e técnicos diversos de menos nas mesmas posições. Nem os médicos, que tem salários de duas a quatro vezes maiores do que os demais técnicos, são atraídos pela função pública, porém a cada concurso do poder legislativo, judiciário ou ministério público são centenas para cada vaga.

      O papo neo-liberal do Estado Mínimo serve muito para países em que quase tudo já foi construído, aqui falta tudo, saneamento básico, estradas, portos, aeroportos, refinarias, usinas hidrelétricas e um monte de infraestrutura. Para que se lance um edital é necessário que este edital seja feito, e nem para isto se tem capacidade técnica (quantitativamente e qualitativamente).

      Quando as prefeituras e os estados vão fazer uma obra eles contratam firmas particulares por licitação pública, os trabalhos técnicos vem com uma qualidade tão ruim que simplesmente não tem maneira de se colacar em licitação, ou se for colocado como está o projeto haverá tantos aditivos que o orçamento é aumentado duas ou três vezes.

      • Eu tenho certeza que é isso
        Eu tenho certeza que é isso que vc falou mas é preciso ser DIRETO no assunto ao contrário do artigo.

        Se vc não for direto, fuça parecendo bla bla bla.

  8. Tem um trabalho interessante. . .

    Tem um trabalho interessante do Prof Roberto Macedo (USP), mostrando ser uma lenda que o funcionário público brasileiro é pouco produtivo. O trabalho atesta a boa qualidade do funcionário público brasileiro, e faz comparações mostrando também que nossa proporção de população brasileira/total de funcionários públicos não é tão grande assim, se comparado a outros países de primeiro mundo.

    Quando falam em reduzir a máquina pública, pergunto por onde vamos começar? a) rreduzindo a verba do Ministério da Saúde? b) do Ministério da Educação? c) Vamos reduzir as obras de infra-estrutura?. Seria melhor reduzir os salários/ganhos de deputados federais e senadores, mas será que eles aceitariam essa proposta?

     

  9. E os estados?

    Bem interessante o texto. Este “aparelhamento” do Estado só existe na cabeça de alguns.

    No boletim estatístico de pessoal tem uma seção do DAS-Direção e Assessoramento Superior. Quem não é servidor de carreira só consegue sobreviver em Brasília com um DAS4 ou superior. Estes são uns 4.500 do total de 22.000. E muitos deste grupo são servidores de carreira.

    Mas para os que pensam em contrário eu faço uma pergunta: é só o governo federal que precisa reduzir os ministérios. Estados da federação como o RS que não tem dinheiro para pagar a folha não deveriam reduzir secretarias também?

  10. Grande e bobo.

    Considerando que ainda estamos na pré-história de um projeto de nação, essas informações são válidas e devem ser acrescentadas em uma discussão maior, sobre O QUÊ deve ser o Estado e não sobre seu tamanho. Todos querem mais segurança? Sim! queremos mais policiais ganhando mal, mal preparados e corruptos? Não! Queremos justiça social? Sim!  Queremos assistencialismo eterno? não!  Queremos Justiça sim! Essa justiça inchada, ineficiente e alienada que está ai? Não! E por aí vai. Certamente que o executivo é precário, pois paga subsalários em sua grandíssima maioria, seja na esfera federal, municipal ou estadual. Isso faz parte de uma precarização secular e oportunista. Quando vamos sair da pré-história e fazer as perguntas certas? 

  11. É inchada sim!

    Trabalho numa empresa pública com 11 mil funcionários. 
    Funcionaria muito bem com 5. Tem tanta gente à toa e inútil aqui que parece o apocalipse zumbi. 

     

    Então não tenho nem sombra de dúvida de que a máquina está inchada sim sr!

    • Meu caro amigo, isto não é problema exclusivo do Estado.

      Se procurares “cases” de grandes empresas que duram mais de 50 anos verás que todas elas trabalhariam com a metade dos funcionários, e geralmente elas ficam tão grandes que no momento em que surge uma crise o Estado (não importa o país, vide GM, Ford, CitiGroup, ….) se ocupa em evitar sua falência por motivos estratégicos.

      Países como a Inglaterra que simplesmente liquidaram a suas empresas públicas ficam a mercê de empresas privadas grandes e ineficientes, é tudo uma questão de organização da produção, quanto maior a empresa maior o número de controles e controles dos controles, criando uma burocracia afastada da produção.

      Um capitalista norte-americano estabeleceu um limite do tamanho de uma empresa, algo em torno de duas centenas de funcionários, acima disto a burocracia sobe mais do que a produção eliminando a capacidade de inovação da mesma. Porém mesmo sabendo isto em setores públicos é necessário grandes infraestruturas, o que se deveria se fazer é uma permanente adequação dos funcionários as novas funções.

      Há um verdadeiro mito da produtividade da iniciativa privada em relação a administração pública, e devido a este mito os gestores públicos por questão de comodismo se isentam de tomar medidas de reestruturação das mesmas.

      Na gestão pública até os anos 50 e 60 a maior parte do serviço era feito por administração direta, acharam que estava ineficiente e no lugar de adaptar as estruturas criaram as empresas de economia mista, no início até funcionaram bem, com o tempo as estruturas envelheceram, aí criaram as agências reguladoras, que se sobrepõe aos dois outros níveis, daqui a vinte ou trinta anos criar-se-á algo para fiscalizar as agências reguladoras, e daí por diante.

      Dizer que algo está inchado é simples, resolver este inchaço que é o problema.    

      • Outro problema é a evolução tecnológica.

        Há uma pequena história que explica o porque do chamado inchaço da máquina pública, é quase anedótica mas real em vários casos.

        Os índios (os homens) tinham como sua parte na distribuição de tarefas o corte do mato com machado de pedra. Era algo que demorava muito tempo de muito esforço físico. Feito isto as mulheres índias se ocupavam da plantação e colheita.

        Com a introdução do machado de aço, a tarefa de derrubar a mata, passou de meses para semanas, e a de plantação e colheita continuou a mesma, como conclusão quem olhava o trabalho de um índio pós-machado de aço diria que ele era um preguiçoso e que as mulheres faziam tudo, mas a história e a tradição dizem exatamente ao contrário.

        Quando se dá um salto tecnológico numa empresa pública, grande parte dos funcionários ficam completamente sem tarefas, por exemplo na administração universitária tínhamos as datilografas, que até se reconverterem algumas, se aposentarem outras ou até morrerem, muitas ficaram simplesmente sem função. De quem era o erro, de quem executou o seu serviço corretamente durante décadas e depois não sabia fazer outra coisa, ou de quem não retreinou estas datilografas para outras funções.

        Não podemos adotar o Ludismo (atenção aos incultos, não é Lulismo!) como solução, nem simplesmente colocar funcionários com décadas de serviços prestados na porta da rua, a solução é a tentativa de reconversão ou a manutenção de um programa de formação permanente.

    • Dizer: Eu trabalho nisto e poderia ser aquilo, é genérico e não

      Dizer: Eu trabalho nisto e poderia ser aquilo, é genérico e não representa nada, fica uma mera citação sem nenhuma base factual que não serve como ponto de raciocínio para ninguém, salvo conceitos genéricos que citei.

      Se quiseres dialogar coloque claramente qual é a empresa pública, que se pode julgar melhor o caso, sem isto fica um mero mimimi.

    • é inchada sim! Sempre

      é inchada sim! Sempre foi. 
      Não adianta falar de FHC ou o diabo a quatro. A maquina sempre foi inchada pois só assim conseguem dar continuidade a compra de votos! 

      Não adianta dizer que depende o projeto, depende o tanto de dinheiro publico investidos nesses zumbis que nada produzem. 

      Se inchar a maquina não fosse um problema, paises desenvolvidos não fariam isso! 

      Falacea sobre falacea! 

       

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