4 de junho de 2026

Sabesp inicia captação do volume morto na represa Atibainha

Rafael Arbex/Estadão

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Obras de captação do volume morto da Represa Atibainha
 
Jornal GGN – A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai começar a retirar o volume morto para retirar água da Represa Atibainha, localizada em Nazaré Paulista. Como o volume útil do reservatório zerou, não é possível transferir água por gravidade para a Grande São Paulo. 
 
Para fazer esta captação, a Sabesp instalou bombas e diques que custaram em torno de R$ 80 milhões. Os geradores que alimentam os equipamentos gastam R$ 48,8 mil de oléo diesel por dia, e a estimativa é de R$ 8,8 milhões de gastos com combustível em seis meses.
 
Do Estadão
 
 
FABIO LEITE
 
Volume útil da Represa Atibainha zerou e não é possível transferir água para a Grande São Paulo por gravidade
 
SÃO PAULO – Um mês e meio após iniciar a captação do “volume morto” do Sistema Cantareira nas Represas Jaguari-Jacareí, em Joanópolis, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) também terá de usar as bombas flutuantes, a partir de agora, para retirar água da reserva profunda da Represa Atibainha, em Nazaré Paulista. O volume útil do segundo maior reservatório do manancial zerou e não é possível transferir água para a Grande São Paulo por gravidade.

Até esta quinta-feira, a Sabesp já havia retirado 75 bilhões de litros da primeira cota da reserva profunda em Joanópolis. Restavam nas cinco represas do sistema 130,3 bilhões de litros, ou 13,3% da capacidade. Cálculos feitos pela própria empresa apontam que essa reserva deve acabar em outubro e outros 105 bilhões de litros devem ser captados do fundo das represas.

Para captar a água do volume morto, que fica abaixo do nível das comportas, a Sabesp instalou diques e bombas que custaram cerca de R$ 80 milhões. Só para o funcionamento dos geradores que alimentam os equipamentos, a Sabesp gasta por dia R$ 48,8 mil com óleo diesel, que emite poluentes como enxofre. Em seis meses, o gasto com o combustível será de R$ 8,8 milhões. 

“Estão dando uma demonstração de falta de planejamento do começo ao fim. Para solucionar um problema notadamente ambiental, tomam medidas que prejudicam o meio ambiente”, afirma a Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral da ONG WWF-Brasil. Segundo a Sabesp, “toda a obra foi aprovada pelos órgãos reguladores e ambientais” e “não há nenhum prejuízo ao manancial” ao usar geradores a óleo diesel.

Qualidade. Nesta quinta, a associação de defesa dos consumidores Proteste divulgou que uma análise feita entre os dias 2 e 3 de julho em cinco bairros da capital paulista (Belém, Perdizes, Vila Mariana, Santana e Brás) constatou que a água do volume morto do Cantareira fornecida pela Sabesp estava “própria para consumo”. Segundo a Proteste, “não foram encontrados indicadores de qualidade em desacordo” considerando normas do Ministério da Saúde.

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7 Comentários
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  1. Bruno Cabral

    15 de agosto de 2014 6:28 pm

    R$88 milhoes

    Quanto era mesmo o custo das obras preventivas desde 2009?

    “Desde 2011, a Sabesp poderia ter ampliado a capacidade dos mananciais do Alto Tietê se tivesse concluído o enchimento da represa de Taiaçupeba –que hoje opera com cerca de um terço de seu volume útil– ao valor de R$ 35 milhões.” Fonte: https://jornalggn.com.br/noticia/as-propostas-de-alexandre-padilha-para-a-falta-de-agua-em-sao-paulo

    Bom Gestor esse Governador, nao? Deixar de investir R$35 para resolver e investir R$88 que vao, literalmente, pelo ralo.

  2. CB

    15 de agosto de 2014 6:45 pm

    alckmin 55%
    skaff 16%
    Padilha

    alckmin 55%

    skaff 16%

    Padilha 5%

    Dá pra levar datafrias e paulista a sério? E olha que sou daqui…

  3. Ivan de Union

    15 de agosto de 2014 6:51 pm

    Se eu fosse o governo do

    Se eu fosse o governo do Brasil eu deixaria a Sabesp e seus “investidores” sangrarem ate a ultima goticula de real…

    Eles nao merecem outra coisa.

  4. Maria Luisa

    15 de agosto de 2014 7:08 pm

    Até 5 de outubro tera agua

    Tudo bem para o governo Alckmin desde que se tenha agua até o dia 5 de outubro. Depois a culpa sera jogada certamente em S. Pedro, na Dilma sem pena (:), no PT, na vida que esta sendo dura com seu Geraldo, na globalização, nas mudanças climaticas etc etc.

    1. Ivan de Union

      15 de agosto de 2014 8:08 pm

      (A Itibainha eh menor que a

      (A Itibainha eh menor que a da festa do volume finado!)

  5. Pirata do Japibe

    15 de agosto de 2014 7:37 pm

    O menor usuário quer espalhar m#rd@

    A bacia do rio Paraíba do Sul tem a sua MENOR parte em SP , tanto em km de rio quanto em municípios cobertos. O Rio (RJ) tem cerca de 50% a mais e o restante (quase metade) fica em Minas.

    A falácia do governador Cinikim de que a “prioridade é o abastecimento” fica no “volume morto” de que SÓ UM dos 40 municípios abastecidos pela represa de Jaguari (onde a CESP não é dona das águas, apenas das turbinas que as usam). Os demais 39 ficam no Rio ou em Minas!

    Hoje, a mídia comparsa e co-IRresponsável noticia que o Cretinim aumentou a vazão de outra represa para “regularizar” a vazão sonegada em Jaguari. Isto apenas significa que ou está desabastecendo Paraibuna aceleradamente ou estava já sonegando também lá.

    O fato é que, sem informar, explicar ou justificar tais manobras, federativamente irregulares (e paulicêntricas), o Hipokritin continua em sua intenção declarada de guardar águas (em Jaguari)para transpô-las para seu sistema morto.

    A única ação que o Farsenikim deveria ter tomado de fato é o RACIONAMENTO PREVENTIVO (frear o consumo), além de um melhor planejamento e execução durante décadas de governo, dando prioridade a trensalões e quetais.

    E ainda quer jogar m#rd@ no quintal dos outros, suheitando sua própria população a uma risco desastroso (não de racionamento, mas de falta dágua..

    Tudo por motivos ELEITOREIROS.

    E evidentemente egocêntricos e irresponsáveis.

  6. João Maria Fernandes de Sousa

    15 de agosto de 2014 9:32 pm

    Surreal…

    De volume morto em volume morto o Sir Opus Dei vai pavimentando sua reeleição, já em primeiro turno… é isso ou, caso Padilha, o não citado pela Globo pela clausula de barreira, tenha mais que os 4 ou 5% que eles dizem e consiga ir para a nova etapa da eleição, todos os donos desses fajutos institutos mereceriam uma visitinha básica da PF, pelo menos pra averiguar que raios de estatísticas eles usam pra chegarem a resultados tão vergonhosamente escrotos.

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