A trágica morte do genro de Mussolini cujas filhas morreram no Brasil

Por Motta Araujo

Galeazzo Ciano, nascido em 1903, foi um importante personagem da Segunda Guerra Mundial. Filho do Almirante Costanzo Ciano, herói da Primeira Guerra, nasceu em Livorno, de família nobre, os Condes de Cortelazzo. Em 24 de abril de 1930 casou com a filha querida do ditador Benito Mussolini, Edda, e entrou para a carreira diplomática, tendo sido Adido na Embaixada da Itália no Rio de Janeiro. Em 1936 o sogro o indicou para Ministro das Relações Exteriores da Itália, ocupando o cargo em um perÍodo crucial da história italiana e do fascismo, até 1943, figura de proa e de grande importância nessa época turbulenta.

Participou na primeira linha das conferências quadripartites que precederam a Segunda Guerra. Os alemães jamais confiaram nele porque foi sempre um opositor da vinculação da Itália em uma aliança com a Alemanha. Entrando em desavença com o sogro porque previa a derrota da Alemanha e insistia com Mussolini para desligar a Itália da aliança, foi por Mussolini removido da chancelaria em janeiro de 1943, nomeado então Embaixador da Itália junto ao Vaticano, um encosto de escassa importância para mantê-lo por perto e vigiá-lo.

Em julho de 1943 participa como membro do Grande Conselho Fascista da fatídica reunião em que Mussolini e destituído do cargo de Primeiro Ministro, substituiío pelo General Pietro Badoglio. Preso pelos alemães na sequência da ocupação de Roma pela Wehrmacht e levado para a Alemanha onde tenta negociar sua libertação informando aos alemães o local de detenção do Duce, uma estação de inverno no Gran Sasso, possibilitando que os nazistas o resgatem numa espetacular operação com planadores comandada pelo coronel SS Otto Skozerny.

Libertado Mussolini do cativeiro, os alemães criam a República Social Italiana com sede em Saló e iniciam em janeiro de 1944 um simulacro de julgamento de Ciano por crime de alta traição, sendo ele e mais os membros do Grande Conselho Fascista que derrubaram Mussolini condenados à morte por fuzilamento em 11 de janeiro de 1944.

Não adiantaram os apelos de Ciano ao sogro, que referendou a sentença, Mussolini já era então um fantoche dos alemães e não tinha poder real. Edda Ciano rompeu com o pai, uma tragédia familiar.

Ciano escreveu preciosos “Diários”, minuciosas memórias de toda sua ação na Chancelaria italiana com ricas informações dos bastidores diplomáticos da Segunda Guerra. Os diários ficaram com Edda Ciano que os publicou antes do fim da guerra, um documento valioso de registros historicos.

Deixou duas filhos e um filho, as filhas Raimonda e Zenaida moraram em São Paulo. Zenaida, Marchesa de Roccagiovine, faleceu em São Paulo em 1988.

 

A visita de Edda Ciano ao Brasil antes da Guerra foi um importante episodio que relatarei em outro post.

http://www.youtube.com/watch?v=v5v-EdgmJ8A width:700 height:394

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6 comentários

  1. Obrigado.
    Ver fascista

    Obrigado.

    Ver fascista morrendo é sempre bom.

    Nos vídeos relacionados ainda vi os fuzilamentos do mussolini e daquele romeno idiota.

    Estão todos no inferno, junto com o genro favorito do duce. óbvio

    • E …

      … nós temos que ficar lendo necrológios desses joão-ninguén?…  ah… entendi… as filhas do tal – nobres, claro – vieram conviver com a nobreza descendente dos caçadores de índio, mais conhecida como nobreza bandeirante… entendi, o A.A. se amarra nessa gente.

  2. ….

    Ouvi dizer uma vez que os Mussolini mudaram o sobrenome para Massolin quando estravam no Brasil para se proteger. Isso seria verdade?

     

  3. Morte do Conde Ciano e suas filhas

    Com efeito; Essa história  foi,parcialmente, deformada,posto que o Conde Ciano,um nobre, primeiro comprometeu se com o  Rei Vitório Emanoele III que seria leal a Mussolini talqualmente ao próprio rei e ao Partido Fascista,testemunhas disso: Conde Rodolpho Crespi e o Grande Oficial da Coroa Italiana, o Comendador Angelo Poci,Jornal “O Fanfulla” de S.Paulo

    Distintos amigos: A primeira e última condição para ser Nobre,pouco importando seu berço,é Ser um Homem de uma Palavra Só” ,Hitler filho de uma professora e de um humilde servidor público ,foi mais nobre do que todos os nobres italianos e alemães,excluindo Bismarck , Guilherme e Frederico ,o Grande,lembrem se das palavras do impecável Luis Nassif : Um resgate espetacular com planadores no Monte Dall Sasso pelo SS Skorzeny”, acrescento: Onde sequer foi disparado um tiro contra os “carcereiros”. Não havia pista com comprimento suficiente para decolagem de um  pequeno avião então tiveram de mergulhar de um precipício de 130/150 metros de altura, e segundos antes de se chocarem no solo, o piloto Hanke ergueu o manche com força sobre humana e o avião ganhou atitude e o voo seguiu em segurança,vejam o que diz a Wikipédia: (…) 

    ” Skorzeny atacou os operadores de rádio e cumprimentou Mussolini com a frase “Duce, o Führer me mandou aqui para libertá-lo” ao que o ditador respondeu: “Eu sabia que meu amigo não ia me abandonar!”.[4]Duce foi embarcado num pequeno monomotor Fieseler Fi 156 Storch STOL[5] junto com Skorzeny e levado para Viena, na Áustria, onde foi instalado no Hotel Imperial e teve uma recepção de herói.(..)

    O Conde Ciano, não honrou sua nobre palavra, Hitler foi um fiel e nobre amigo de Mussolini, até o fim. Vitório Emanoele III se acovardou e passou o poder para  Badoglio,o povo italiano, da época, venerava o Duce e depois o massacrou junto a Clara Petacci(os partisans atiraram depois do linchamento), chutando e escarrando nas cabeças de cadáveres!!! ,Muito corajosos, não ! Esqueceu, esse mesmo povo, da Carta Dall Lavoro,Código Penal ,de autoria dos irmãos Rocco, que aqui no Brasil, Getúlio Vargas copiou letra por letra a ambos;dos,beneficios assistenciais,sociais e previdenciários implantados  por Mussolini,belo povo,não ? Por esses motivos é que não aconselho à ninguém à se tornar  fascista muito menos nazista,ao menos que tenham a coragem e lealdade aos amigos que Hitler demonstrou,máxime em enfrentar um Mundo Inteiro, a compaixão de Mussolini ,a intrepidez e valentia de Skorzeny ,a não ser que admirem a traição de Ciano e a fuga de Vitório Emmanoele III. Optem por outras ideologias,ou votem pela Paz: “Primeiro a Nação,depois os partidos” ,essa é a minha preferência.

    ANGELO POCI I I

     

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