
Com medo de passar fome, o dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616) tinha o hábito de ter em casa alimentos acima das suas necessidades imediatas.
Em ‘Coriolano’, a peça que escreveu em 1607, a fome está bastante presente. Em ‘Rei Lear’, de 1605, a fome e a importância dos alimentos voltam a ser falados. Hoje, os investigadores sabem que este era um tema que interessava bastante a William Shakespeare.
De acordo com um estudo da Universidade de Aberystwyth, durante um período de cerca de 15 anos, que correspondeu a uma altura de escassez de alimentos no final do século XVI e início do século XVII, Shakespeare comprou e armazenou grão, malte e cevada, assegurando assim que a sua família não passava fome. Além disso, também vendeu alguns desses alimentos aos vizinhos, a preços bastante inflacionados.
Esta faceta de Shakesperare faz com que o vejamos de uma forma “mais humana, mais compreensível, muito mais complexa”, afirmou à BBC a investigadora Jayne Archer.
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