É PROIBIDO FALAR italiano, alemão e japonês

Resgate de Gilberto Cruvinel

É PROIBIDO FALAR italiano, alemão e japonês:

Quadro obrigatoriamente exposto em casas comerciais, repartições públicas, clubes, ou em locais de aglomeração pública. Produzido pela Delegacia de São Lourenço do Sul, RS, em 2 de março de 1942, atendendo à legislação da Ditadura Vargas quanto à proibição de se falar línguas estrangeiras em público, em especial dos países do Eixo, da Segunda Guerra Mundial: Alemanha, Japão e Itália. Foto acervo: Edilberto Luiz Hammes. Publicado em “Folha Pomerana” N° 231, 2018 – 17 de março de 2018.
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Casa d’Italia do Espírito Santo.

 

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17 comentários

  1. É PROIBIDO….

    E tem uma Elite Esquerdopata que até hoje ainda endeusa o Ditador. Companheiro de 1.a linha de outro produto ditatorial dos quartéis Carlos Prestes. Figuras que lutaram e produziram um Pensamento Ditatorial e Caudillhista, que impera ate hoje, após 90 anos  E tem gente que diz não entender o Brasil das Bárbaries Diárias de 2018. Seu Voto Obrigatório em Urnas Eletrônicas. O sangue de Jovens que morreram por Liberdade, Voto Livre, Constituição explicam. O Brasil se explica.  

    • Cada época, uma visão

        Do mesmo modo, vergonhoso os mongois que louvam Genghis Khan, que não respeitava os direitos humanos. Para não falar de Martinho Lutero, que era contra a liberdade de expressão, conforme prevista na Carta da ONU – além de Nabucodonosor, ridículo promotor do culto de si mesmo, além de machista.

    • Não sei o que é pior: um

      Não sei o que é pior: um comentário mal escrito como este (que se inicia com essa besteira de “esquerdopata”, que ninguém sabe ao certo o que é), ou o próprio post, escrito na linha da escandalização do nada, tirando do seu contexto uma ação no momento julgada necessária para um país em guerra (proibir o uso público dos idiomas dos inimigos).

  2. E nem italianos, alemães ou

    E nem italianos, alemães ou japoneses fizeram nada no nosso país que nos prejudicasse. Pelo contrário, as vindas de gente desses países, bem como de quem veio do Líbano, da Síria, da Dinamarca – sem falar nos que vieram da África, que esses, hoje, são muito brasileiros – juntando-se em grupos ou participando dos que já há, só fizeram por contribuir com o Brasil.

    Diferente dos estadunidenses, que não só sabotam nossas iniciativas de desenvolvimento sejam quais forem – da plataforma P-36 da Petrobras e a base aeroespacial de Alcântara a aliciamento, cooptação e corrupção de nossos funcionários públicos passando por ações locais, como interferência destruidora de cidadania em sociedades amigos de bairro – como, uma vez aqui, não se integram conosco, posicionam-se sempre como se estivessem aqui só de passagem.

    Fosse pelo quesito amigo/inimigo, seria proibido falar inglês, rs…

    (Como se o idioma inglês não fosse também estrangeiro aos próprios estadunidenses…)

    • Talvez os Lazzari tenham sido cotistas, os Maestri não!

      Vamos recuperar um pouco da história da imigração.

      Grande parte dos imigrantes receberam terras, ferramentas e sementes do Estado brasileiro e foram os primeiros cotistas e recebedores de bolsa família no Brasil (enquanto que os ex-escravos recebiam um chute na bunda). Antes da guerra haviam inúmeras associações italianas e alemãs que chegaram a criar organizações FASCISTAS E NAZISTAS no Brasil (tem muitas fotos que aparecem as figuras fardadas e com o braço fazendo a saudação fascista).

      Não fizeram nada simplesmente porque a polícia do Getúlio já tinha a ficha de todos e foi diretamente aos chefes.

      Os Maestri, que não tinham nada com isto, nada aconteceu, mas o pessoal fica neste mimimi do tipo:

      -Tiraram o rádio da Vovó que ela só assistia o Führer falar. 

      Se os Maestri tivessem ganho uma terrinha, até entregávamos os rádios felizes, pois rádio se compra novo.

      • Os Lazzari da minha

        Os Lazzari da minha ascendência são brasileiros desde 1902, nascimento do meu bisavô. . Não sei se meu bisavô ganhou terra do estado, sei que vivia de um sítio perto de Dois Córregos, São Paulo. O filho dele foi, a vida toda, coletor de impostos federais, e o neto desse primeiro brasileiro, bancário também a vida toda.

        O coletor de impostos, meu avô, casou-se com uma síria, que veio menina de tudo de Homs, e dessa união nasceu o que fez-se bancário, meu pai.

        Do lado de minha mãe somos brasileiros desde… sei lá mas já ouvi dizer que lááá atrás alguém veio de Portugal, casou-se com uma índia e de lá até hoje, brasileiros.

  3. Sou nascida na Zona Norte de

    Sou nascida na Zona Norte de SP, mas me mudei para o RS há cinco anos e no último ano e meio sou residente de Nova Petrópolis, uma cidade de colonização alemã.

    Enquanto acho engraçado os moradores mais antigos falarem o alemão bem alto quando percebem as forasteiras se aproximando (eu e minha filha), fico pensando como os brasileiros natos na época de Getúlio se sentiam com essa galera que veio de longe usufruir das terras dos nossos índios não assimilando a língua e cultura locais.

    Além disso, até hoje ensinam alemão na escola municipal que minha filha frequenta, o que não acho ruim, porém, antes de Getúlio havia muitas escolas que só ensinavam o dialeto dos alemães rurais que aqui vieram estabelecer suas vidas. Hoje, mesmo considerada uma estrangeira nesta terra, não há ninguém que não me entenda, como nação brasileira, acho isso o máximo, e claro, veio estabelecer colônia no Brasil? Então deve falar português sim! 

    Não precisa abandonar sua cultura, mas a partir do momento que vieram usar a Terra para seu sustento, são tão brasileiros como nós, descendentes de africanos, índios, italianos, japoneses, portugueses, etc…

    • Lembrei de quando minha filha era pequena

      Morava em um prédio com um bom número de franceses e belgas. Isso aqui em SP.

      Havia duas meninas que pelo horário de manhã sempre usavam o elevador comigo e com minha filha quase todos os dias. E falavam de deus e do mundo em francês, com a certeza que de que ninguem as compreenderia.

      Até que um belo dia , descendo com as duas e a mãe delas , minha filha , vira e fala para a mais nova: “Meu pai fala francês”. O que é verdade. A mãe olhou para as duas e as três queriam se enfiar em um buraco de tanta vergonha. A mãe pela atitude das filhas e as duas pela total indiscrição.

      Nunca mais escutei nada mais que não fosse um “bonjour”  em francês delas no elevador!

  4. Pode não fazer sentido hoje. mas…

    Minha família era alemã, daí meu sobrenome ” Zellner ” ( O ” Ze ” Guimarães, eu tirei do Zellner ) , o idioma alemão era falado na minha família até esta época, daí pra frente ninguém mais na família se interessou em aprender alemão, até porque, tem pouca utilidade em nosso país.

    Mesmo assim, eu creio que sem Vargas, o Brasil seria apenas um arraial rural, uma espécie de Paraguai gigante, com PIB próximo de algum país africano de hoje. Sem Vargas não teríamos tido siderurgia, nem petróleo, nem CLT, nem existiria salário mínimo, nem décimo terceiro, o voto não seria secreto, as mulheres não votavam até Vargas, e o café seria até hoje nosso principal produto de exportação ( talvez plantado na enxada até hoje ). Só pra ter uma idéia, até JK, o PIB do Brasil era em torno de 6 bilhões de dólares, uma ninharia.

    Pode não fazer sentido hoje, mas na época fazia todo o sentido. Vargas era simpatizante do Eixo, dizem algumas das pessoas que viveram naquela época, e que estão vivas até hoje, que Vargas admirava os fascistas. Porém, Vargas levou uma dura dos EUA, que forçaram o Brasil a sair de cima do muro, e a se decidir pelos yankes, inclusive mandando tropas brasileiras para lutar na Segunda Guerra Mundial, contra Hitler e Mussolini.  Daí por diante, muitas das medidas que Vargas tomou foram imposições dos EUA. Inclusive, perseguir imigrantes dos países do Eixo que morassem no Brasil, e que ainda falassem suas línguas nativas.

    E digo mais uma, se Vargas fosse muito democrático naquela época, não teria feito era nada, acabaria condenado e  preso, pela nossa ” elite ” como Lula, e o Brasil seria menos que uma Bolívia hoje. Talvez aí os que são, contra ele hoje, lamentassem, de não termos tido um Vargas na nossa história. Nem toda ditadura é ruim, e nem toda democracia é obrigatoriamente boa.

     

  5. Que língua falavam

    Na verdade os italianos que vieram para o Brasil não falavam o italiano oficial (fiorentino) mas suas línguas locais, no caso os de origem vêneta falavam o vêneto, os da lombardia falavam o lombardo e assim sucessivamente e isso até o período da guerra já que mesmo na Itália até os anos 50 nem metade da população italiana falava a língua oficial. No meu caso que nasci no RS tendo meus avós vindo todos do Vêneto, meus pais falavam em casa o talian que já era uma mistura do vêneto com o português e que é hoje reconhecido como língua.

    Mais um detalhe, no início da colonização os vênetos casavam com os da sua origem, os lombardos também, etc. Isso só começou a mudar com o passar das décadas.

  6. E se falassem? Vocês sabem o que acontecia?

    No caso, inflingir esta regra lhe faria ser torturado.

    Despejariam óleo de cozinha quente na sua garganta. Pra você aprender a falar português.

    Já houvi várias histórias do gênero. Já conheci idosos com as cordas vocais aleijadas.

    Enfim… Vargas é mais uma das inúmeras manchas na história de nosso país.

    Nossa democracia nasceu deformada. E assim cresceu.

    Não tem sentido procurar flores no esgoto. 

     

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