4 de junho de 2026

Jangadas, saveiros e canoas

Jangadas, Saveiros e Canoas 

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 Jangada

 

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Jangada é uma embarcação de madeira utilizada por pescadores artesanais da Região Nordeste do Brasil.
Em especial sua vela triangular envolve uma série de efeitos avançados, relacionados à dinâmica dos fluidos. Também conhecida como “vela latina”, ela permite navegar contra o vento, aproveitando a diferença de pressão do ar, que se forma entre sua “face externa” (aquela que se torna convexa pela pressão interna do vento) e sua “face interna” (aquela que se torna côncava, lado em que se posta o navegante). 
No caso da jangada, há uma graciosa curva quase-parabólica na parte superior do triângulo, e outra mais estendida e curta, abaixo. Essa assimetria se deve à altura de manipulação do mastro, que gira suavemente – dessa vez usando o princípio mecânico da alavanca – em torno de seu eixo. 
Sua tecnologia de construção consiste no emprego hábil de materiais como madeiras de flutuação (como abalsa paraense, e outras espécies de difícil obtenção na atualidade), tecidos e cordas artesanais. A jangada tradicional não possui elementos em metal (como pregos, braçadeiras, etc); toda a sua estrutura é totalmente fixada por encaixes e amarrações com cordas de fibras selvagens. 
A jangada é feita, tipicamente, com 6 paus: 2 no centro (chamados de “meios”), 2 seguintes, dispostos simetricamente (chamados “mimburas”, palavra de origem tupi), e 2 externos, chamados de “bordos”. Os 4 paus mais centrais (meios e mimburas) são unidos por cavilhas de madeira mais dura que a desses paus. Já os paus de bordo são encavilhados nos mimburas, de modo a ficarem um pouco mais elevados. 
Sobre essa armação básica, instalam-se 2 bancos de madeira (cada qual respectivamente suportado por 4 elegantes hastes também de madeira, presos aos mimburas. Sobre essas hastes fixa-se uma tábua de madeira rija. O banco mais central, ou banco “de vante”, apóia o mastro da jangada. O outro banco, da ré, também é chamado de banco “do mestre”, pois nele trabalha o diretor da jangada, que com um remo, a dirige). http://pt.wikipedia.org/wiki/Jangada

Saveiro
  
 
  
 
  
Vendo Barco Saveiro 11 metros fibrado,motor Yanmar btd33 disel - Conceição

“Vela inflada, porão lotado, feijoada no caldeirão. É tudo que o Saveiro precisa para deslizar devagar na rampa do Mercado Modelo ou São Joaquim. Resultado do sincretismo náutico, o saveiro é descendente orgulhoso de barcos egípcios, chineses, indianos e holandeses. Sob o tijupá, muita farinha, carne de fumeiro, jacas, vergas, mastros, cabras, porcos, mudanças inteiras. Enquanto a mercadoria é negociada, o mestre faz do barco hotel, abrigando vendedores e ajudantes. O mestre aprendeu seu ofício em família, quase nada na escola, ele tem a serenidade dos sábios e é reverenciado por ter passado anos no corrimão, baldeando o convés, cozinhando, limpando, assuntando o tempo e as marés e por governar 15 toneladas de cultura e tradição que estão a perder-se no Recôncavo Baiano. Mestres, contramestres, ajudantes, famílias enormes e unidas (que ainda pedem a benção dos mais velhos e lhes beijam a mão) estão em perigo de extinção desde que as estradas foram criadas. Das centenas de saveiros que inflavam velas na Bahia de Todos os Santos restam apenas 3 no serviço.” http://www.vivasaveiro.org/site/ O calado “raso” mostrado na última foto permite que o saveiro atraque na areia das praias.

Canoa
  
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CANOA

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A canoa é construída a partir de um único tronco de árvore. É fácil de transportar e não possui leme, nem timão. A direção é conduzida pelo remo. Utilizada para pesca ou no transporte de pessoas.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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