O próximo dia 30 de abril marcará o centenário de nascimento do jornalista e político Carlos Lacerda (1914-1977). Para muitos, a polêmica figura de Lacerda dispensa maiores comentários e apresentações. Confesso que de minha parte o udenista nunca mereceu maiores elogios. No entanto, tive a oportunidade de ler recentemente sua biografia, “A república das abelhas” (Companhia das Letras, 2013), escrita por Rodrigo Lacerda.
Na condição de neto do Corvo, o autor escreveu um livro instigante e que deve ser lido por todos aqueles que se interessam pela nossa história contemporânea. Ao longo de 515 páginas, o livro descreve o histórico familiar de Carlos Lacerda, explicando inclusive como a política esteve presente na sua vida desde os tempos de seu avô Sebastião. Este mesmo foi ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve três filhos – Maurício, Paulo e Fernando. Todos os três filhos de Sebastião militaram ou foram próximos do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Carlos tornou-se também um militante e iniciou sua atuação política logo no começo da década de 1930. Getúlio Vargas havia chegado ao poder e as reformas progressistas tão sonhadas pelos tenentes não estavam mais na ordem do dia. A tradicional conciliação política brasileira parecia ser o caminho que o governo provisório estava tomando e não se falava em nova constituição ou eleição.
Do lado dos comunistas, Luís Carlos Prestes tornara-se uma forte referência. Esperava-se inclusive que ele efetivamente liderasse a revolução brasileira. Após muitos tropeços políticos e a persistente debilidade no diagnóstico do País, a dissidência comunista não poderia mais ser adiada. Carlos rompe com o comunismo no final dos anos 1930. Tal fato não significou adesão ao Estado Novo, que perseguiu a dissidência política de forma implacável. O pai e os tios de Carlos sofreram muitas perseguições nesse período, nas mãos de comunistas e/ou getulistas.
Carlos Lacerda conheceu a perseguição feita por homens que exercem temporariamente funções no aparelho do Estado desde os tempos de seu avô Sebastião. Este, mesmo na condição de ministro do STF, teria sido alvo de admoestação da parte do Poder Executivo na República Velha. O livro é rico em detalhes de como a Primeira República “entrou” na década de 1930 e como o getulismo contemporizava com os poderosos em detrimento das mais puras aspirações da “revolução” que o levou ao poder. A arte de ganhar tempo na política para ver para onde o vento sopra foi exercida ao extremo por Getúlio e companhia, inclusive na definição de que lado o Brasil jogaria na Segunda Guerra Mundial.
No plano doméstico, penso, o livro de Rodrigo Lacerda levanta uma questão interessante. Até que ponto a política da procrastinação de reformas institucionais progressistas atrasou e/ou travou o desenvolvimento brasileiro? O Brasil não superou o patrimonialismo e os caçadores de renda ainda estão bem vivos e atuantes na nossa sociedade.
O livro termina sua narrativa com a morte de Vargas. Aproveito este ponto para citar um trecho que considero de extrema relevância: “Com a morte de Getúlio, o dilema do Brasil começou a ser (ou pelo menos eu achava que era): adiar ou não as eleições para fazer uma reforma séria na vida política nacional? Tínhamos a chance de encarar a vida de frente, a chance de aprimorar a democracia para além do simples ato de votar. Crise a gente tem para melhorar, não para esperar que ela passe, deixando tudo como estava” (p. 511). Como se pode notar, o texto foi redigido na primeira pessoa, como se o próprio Carlos Lacerda estivesse narrando os fatos históricos vividos.
O autor, seu neto Rodrigo Lacerda, adotou livros e memórias familiares para escrever. Como resultado, creio que ele nos oferta uma visão diferente da história política brasileira do século XX. Trata-se de abordagem alternativa, até certo ponto, instigante e que nos alerta para que fiquemos bem atentos aos triunfos de Macunaíma que podem muito bem ocorrer entre nós.
Não se buscou esconder o temperamento do Corvo, apenas explicar como ele foi o produto de uma história familiar conturbada e muito afetada pela política brasileira. Entender um pouco dessa história pode nos ser, em alguma medida, útil para enfrentarmos com maturidade certas questões políticas do presente? Talvez.
A incerteza não é uma exclusividade temporal do futuro. Há visões distintas sobre o passado e o livro em questão não tem a pretensão de ser a última palavra no assunto. Buscou-se mostrar outros ângulos narrativos do passado brasileiro e como essas novas perspectivas podem ser enriquecedoras para um debate político contemporâneo.
Rodrigo Medeiros é professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes)
Diogo Costa
23 de janeiro de 2014 6:58 pmA quem interessar possa
O pai de Carlos Lacerda, Maurício Lacerda, foi dirigente do antigo PCB, tendo sido preso em 1936 sob a acusação de ter participado da “Intentona Comunista”. A partir de 1945 aderiu a UDN. E segue a biografia do ex Ministro do STF e avô de Carlos Lacerda, Sebastião Lacerda (pai de Maurício):
SEBASTIÃO EURICO GONÇALVES DE LACERDA, filho de João Augusto Pereira de Lacerda e D. Maria Emília Gonçalves de Lacerda, nasceu em 18 de maio de 1864, em Vassouras, província do Rio de Janeiro.
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito de São Paulo, recebendo o grau de Bacharel em 1884.
Regressando à sua cidade natal, dedicou-se à advocacia e alistou-se entre os propagandistas da República.
A instituição do novo regime veio encontrá-lo no cargo efetivo de Vereador da Câmara Municipal de Vassouras, para o qual foi eleito em 1888, passando a Intendente Municipal em 1890. Foi o primeiro Presidente da Câmara Municipal, na República.
Em 1892, foi eleito Deputado à Constituinte e à Assembléia do Estado do Rio de Janeiro; colaborou ativa e proficuamente na Constituição do Estado e organizou a Lei Estadual de Organização Judiciária, considerada modelo dentro da República.
Ascendendo ao governo do Estado José Tomás da Porciúncula, aceitou o convite para auxiliar sua administração, sendo nomeado Secretário da Agricultura.
Em 1894, foi eleito Deputado ao Congresso Nacional.
Não se conformando com a orientação do primeiro Governador do Estado, que chamou a si a atribuição de organizar a lista dos Deputados Federais, não reconhecendo, portanto, no Diretório Republicano o direito de fazer a apresentação aos fluminenses dos nomes que julgava ser os melhores, separou-se desse grupo do qual era figura preeminente, e foi pleitear nas urnas uma chapa da qual era partícipe.
Em abril de 1896, foi nomeado Secretário do Interior e Justiça do Estado, do qual afastou-se para aceitar, a convite de Prudente de Morais, o cargo de Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, que exerceu de 13 de novembro de 1897 a 27 de junho do ano seguinte.
Deixando o cargo de Ministro, voltou à atividade política, sendo eleito, em 1910, Vereador à Câmara Municipal de Vassouras e Deputado à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Em 1911 exerceu, por pouco tempo, o cargo de Secretário-Geral do Estado sob a presidência de Oliveira Botelho.
Escolhido candidato à presidência do Rio de Janeiro pelos seus correligionários, não disputou a eleição por ter sido apresentado o nome de Quintino Bocaiuva, como candidato de conciliação.
Continuou militando na política, foi eleito Deputado Estadual, sendo Presidente da Assembléia, cuja legalidade o Congresso Nacional proclamou mais tarde, no governo do Marechal Hermes da Fonseca.
Doutrinando e sempre em atividade, ficou junto daqueles que sustentaram a verdade dos princípios democráticos. Inteligência brilhante, inatacável honestidade, de grande amor aos princípios de justiça e respeito à lei, Sebastião de Lacerda procurou sempre, no exercício das funções, manter íntegros os princípios liberais enfeixados na Constituição; era um republicano de convicções profundas.
Em decreto de 5 de novembro de 1912, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, preenchendo a vaga ocorrida com o falecimento de Carlos Augusto de Oliveira Figueiredo; tomou posse a 16 do referido mês.
Faleceu em 5 de julho de 1925, na cidade do Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.
Em homenagem à sua memória, foi erigido o seu busto em uma das praças da cidade de Vassouras, e a Prefeitura do antigo Distrito Federal denominou de Sebastião Lacerda uma das ruas do bairro de Laranjeiras.
Na passagem do centenário de seu nascimento, foi homenageado pelo Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18 de maio de 1964, quando falou pela Corte o Ministro Villas Boas, pela Procuradoria-Geral da República, o Dr. Oswaldo Trigueiro e pela Ordem dos Advogados do Brasil, o Dr. Esdras Gueiros.
http://www.stf.jus.br/portal/ministro/verMinistro.asp?periodo=stf&id=100
Luiz Eduardo Brandão
23 de janeiro de 2014 11:40 pmA casa do meu avô
O distrito de Commercio, onde ele veio a morar, à margem direita do Paraíba, foi rebatizado com seu nome, que guarda até hoje. Sua casa é “personagem” do livro do Carlos “A casa do meu avô”.
joao
24 de janeiro de 2014 4:42 amQuantos escravos ele tinha?
Naquela época o Brasil era o Rio e o Vale do Café a economia e escravidão!
Estudar, ser eleito, só os ricos e fazendeiros e que podiam, sabe quantos eleitores tinham e votavam, Rindo. E quem podia votar? Eram nomeados, arranjados e organizados.
Lei Machado de Assis e outros que você saberá como era a politica, atem Machado e patrono!
E tem outra ate muito depois não se admitia negro e mulato nas escolas que logo eram de quem dos PADRES.
Haja Joao do Rio e suas crônicas.
joao
24 de janeiro de 2014 4:49 amOra!
Joaquim Benedito Barbosa Gomes (Paracatu, 7 de outubro de 1954) é um ex-advogado, e atualmente professor, jurista e magistrado brasileiro do STF indicado pelo PT – LULA e aceito pelo Congresso.
Flavio Martinho
23 de janeiro de 2014 6:59 pmPode ser uma leitura
Pode ser uma leitura interessante. No livro ‘ele’ assume que após atirar no major ele (Lacerda) deu um tiro no proprio pé para justificar assim a morte do referido major passando a culpa para os capangas que inicialmente apenas se aproximaram? Se não assumiu, ele está incompleto.
Motta Araujo
24 de janeiro de 2014 1:42 amE quem lhe disse que ele
E quem lhe disse que ele atirou no proprio pé? Quem faria isso? É logico alguem fazer isso? É mais uma daquelas lendas que a esquerda adora, quantas são, Jango envenedado, JK morto por atentado, Getulio não se suicidou, é muito delirio, em tudo há teoria conspiratoria.
Jaime Balbino
24 de janeiro de 2014 6:06 amHerzog que não se enforcou na
Herzog que não se enforcou na cela, Jango que não fugiu do Brasil deixando vaga a presidência…
Motta Araujo
24 de janeiro de 2014 5:22 pmO caso Herzog ocorreu dentro
O caso Herzog ocorreu dentro de uma delegacia, a versão do suicidio foi desmentida na época dos fatos, portando há 40 anos, o tiro que matou o major da aeronautica Rubens Vaz foi periciado na época assim como o ferimento de Lacerda, o inqueiro oficial da policia do Distrito Federal conclui que os tiros partiram da mesma arma, do pistoleiro Climerio, nunca outra versão foi discutida na época ou depois dela, a Policia era subordinada ao grupo politico varguista.
O IPM da Aeronautica tambem chegou à mesma conclusão.
Portanto cada caso é um caso, não é porque uma coisa aconteceu que outra de natureza completamente diversa aconteceu da mesma forma.
Paulo S
23 de janeiro de 2014 7:17 pmNão lí o livro. Não pretendo
Não lí o livro. Não pretendo ser crítico inconsequente, mas encerrando o livro com a morte de Getúlio não se tem uma visão mais completa do caráter deletério desse personagem, que se descortina com mais clareza a partir de então. O seu protagonismo até o golpe de 64 é decisivo. Pelo atraso político e por todas as outras consequências que representou a instalação do governo militar, acho, também, que o empenho de Lacerda para a formação da Frente Ampla não o absolve, nem mesmo a suspeita, assim como com Jango e Jk, de ter sido morto na Opieração Condor.
joao
23 de janeiro de 2014 7:41 pmfp!
A escravidao nao esquecem este Filho da //!@#$%&*?/ E viva mano e María congo, sendo morto e deixado em parca pública.
Leia a revolta dos escravo em vassouras e a cartilha.dos senhores, como a parceria da imigracao. Se nao acredita leia os barato do café origen RJ. Querem ver a realidades hoje vao ao municipio e veja o que sobrou e os sobrevivente da senzala. Tao marcante que o primeiro livro e orientado pela familia do corvo nao, metralhadora, foi sobre escravidao, veja tambem a familia Rui Barbosa, Vacías, e ai vai teu passado que nao pode ser esquecido. Que queimem ate a última geracao, aqui mesmo!
Mario Siqueira
23 de janeiro de 2014 8:52 pmAlguem pode traduzir…
…esse texto em “embrulhês” ?
Sobrinho netto
23 de janeiro de 2014 8:07 pmReportar-me-ei as revistas “O
Reportar-me-ei as revistas “O Cruzeiro” na qual o Lacerda escrevia.
Maria Luisa
23 de janeiro de 2014 8:20 pmAcho que vale a dica de
Acho que vale a dica de leitura. Eh sempre bom conhecer um pouco mais do homem por tras da figura publica.
A.Araujo
23 de janeiro de 2014 8:45 pmLacerda escreveu muito e
Lacerda escreveu muito e traduziu mais ainda livros importantes e interessantes. Suas memorias DEPOIMENTO são uma leitura obrigatoria para quem estuda a politica brasileira dos anos 30 a 70. Lacerda era um politico conflitivo, não era maneiroso como a maioria dos politicos brasileiros, mas era um analista sofisticado de pessoas, seus perfis de Janio e Jango são precisos (em DEPOIMENTO) A redação e o conhecimento do vernaculo por Lacerda são excelentes e suas traduções do inglês de MINHA MOCIDADE de Churchill e A GUERRA DAS OCASIÕES PERDIDAS, sobre a derrocada da França em 1940 são de excepcional qualidade.
O politico é bem complicado, o administrador foi uma unica vez, na gestão do Estado da Guanabara de 1961 a 1965
foi uma das melhores que o Rio ja teve, resolveu o problema da agua, da segurança publica, o viario com uma enorme quantidade de tuneis, o Aterro do Flamengo, o saneamento das finanças do Estado. Conheci-o ligeiramente nessa época quando trabalhei no Banco do Estado da Guanabra, que ele tornou um dos melhores do Pais, impressionava
a quem convivesse com ele, usava a filial do banco na Av.Ipiranga como seu escritorio em São Paulo, um homem excepcional, com todos seus erros e acertos.
Flavio Martinho
23 de janeiro de 2014 9:16 pmQue nome!
Com o comentario do
Que nome!
Com o comentario do Diogo Costa, aprendi sobre a origem do nome “Porciúncula”.
Que nome!
mello
23 de janeiro de 2014 11:01 pmO Aterro do Flamengo foi
O Aterro do Flamengo foi iniciativa do Prefeito Sá Freire Alvim, com preocupações viárias. Durante o governo de lacerda, eleito com 34% dos votos, no Estado da Guanabara ( hoje cidade do Rio de Janeiro ) foi providenciado o ajardinamento do Aterro, trabalho do Arquiteto Reidy e Burle Marx.
O Estado da Guanabara ( equivalente hoje à cidade do Rio de Janeiro ) recebeu, durante o governo de lacerda verbas vultuosíssimas dos Estados Unidos, algumas a fundo perdido, já que o então governador era um importante aliado daquele poaís nas conspirações contra o Governo Brasileiro de então, de João Goulart.
Os candidatos de lacerda fotam sempre fragorosamente derrotados nas elições subsequentes. O jeito foi a ditadura providenciar a fusão do Estado da Guanabara com o antigo Estado do Rio de Janeiro.
Motta Araujo
24 de janeiro de 2014 1:52 amNegativo, o Parque Eduardo
Negativo, o Parque Eduardo Gomes , Aterro do Flamengo, foi construido no Governo Carlos Lacerda. Ponto. Outros podem ter pensado, idealizado, projetado, mas o realizador foi Carlos Lacerda. É da historia e da memoria da população do Rio.
O arquiteto foi o extraordinario Afonso Reidy e o paisagismo foi de Burele Marx.
Motta Araujo
24 de janeiro de 2014 1:54 amSe recebeu verbas dos EUA é
Se recebeu verbas dos EUA é porque tinha credibilidade. Boçais e ignorantes não teriam verbas porque ninguem iria lhes dar dinheiro para roubar.
mello
24 de janeiro de 2014 1:16 pmO Aterro foi feito com o
O Aterro foi feito com o desmonte do morro de Santo Antônio, durante a administração do Prefeito Sá Freire Alvim.
O governo dos Estados Unidos comprou a fidelidade canina de lacerda para seus propósitos golpistas
Motta Araujo
24 de janeiro de 2014 5:05 pmhttp://pt.wikipedia.org/wiki/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aterro_do_Flamengo
Então sugiro a voce escrever ao Wikepedia sobre o longo historico do Aterro do Flamengo, inaugurado em 1965, no governo Carlos Lacerda, informando a eles que está tudo errado, não foi nada disso, o Aterro ja existia desde Dom João VI.
Jair Fonseca
24 de janeiro de 2014 12:30 amLacerda é uma das inspirações de Glauber em Terra em Transe
Um dois mais filmes mais geniais sobre política, reconhecido internacionalmente, é Terra em Transe, de Glauber Rocha, de 1967. Nele há uma ótima sequência de inserção, à maneira de uma peça de (contra)propaganda política, em que um líder político, Diáz, é desmascarado pelo oportunismo que o leva da esquerda à direita golpista, devido a seus compromissos de classe e demais descompromissos fáceis. Genial papel do grande Paulo Autran, sob direção do maior cineasta brasileiro, que nesse filme sintetiza alegoricamente a história do Brasil, de 1500 a 1964.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=5TgTmAs5AjA%5D
Márcio Rodrigues
24 de janeiro de 2014 1:11 amFaço o mesmo comentário feito
Faço o mesmo comentário feito no dia de sua morte: Não precisava ter nascido.
joao
24 de janeiro de 2014 4:25 amMentira!
Mentira!
Nem em nível nacional e no estado Guanabara Lacerda foi um nada e uma metralhadora que atirava para qualquer lado.
Era uma mentira viva e uma imaginação fértil delirante oportunista. Escravocrata!
Em Nível nacional pela UDN não preciso falar ele o partido já dizem muito.
O Lacerda foi levado pelo poder da mídia e das elites comercial, industrial, intelectual, conservadora e apoiada por uma classe geral contra Getúlio. Não tinha discurso e ganho jogando com muito dinheiro já que era das tradicionais famílias do Rio. Tanto que Marcos Tamoio foi quem tocou suas obras. Deixo uma divida na sec. de obras e outras maiores. A criação do BEG foi um golpe politico e rancoroso, que nos carioca caímos, contra a mudança da sede do BB e CE para Brasília.
Quem diz que fez um governo bom, só pode ser palpiteiro, hoje o rio sofre com as obras e submissão que colocou o povo carioca, veja BEM! DOPS, Extermínios, acabou com bondes, as remoções das favelas da zona sul; pasmado, pinto e a criação da cidade de Deus, as mortes dos mendigos no Guandu e finalmente foi um que deixo suas sujeiras que ate hoje estão limpando.
Como politico e administrador foram as escoria filho desta terra brasileira.
Todos estes oriundos de Vassouras eram os famosos Barão de nada, recebiam as terras doadas da coroa e ajudava $$$ e ou compravam na cara dura o titulo. Tem um professor que foi fundo na escravidão e os Barões do Café, saiba o Estado era o caminho para as Minas, o maior produtor e exportador de café por décadas, antes de SP. Exterminaram os índios no município de Vassouras e cercanias mais não conseguiram com os negros que era 90% e escravos. Manoel Congo e Maria Congo, Manoel A abolição da escravatura atingiu fortemente a economia do Rio no vale do Paraíba e nos Engenhos nas periferias e baixada.
Ler e procurar saber! Um exemplo que não li e colhi na web agora:
A morte do barão de Guaribu. Ou o fio da meada – UFJFwww.ufjf.br/heera/files/2009/…/A-morte-do-barão-de-Guaribu.Hera_.pd…Numa inversão conceitual que remonta ao arcabouço … Mariana Muaze vem chamando de os quatro grandes: os Ribeiro de Avelar, os Lacerda … deram origem a grandes propriedades rurais, como as fazendas Pau Grande, Ubá e Piedade,.
A ESTAÇÃO: A parada de Pau Grande foi inaugurada em 1903 em terras do Visconde de Ubá. Em 1928 essa fazenda era propriedade da ferrovia. Mais tarde (anos 1940?), seu nome foi alterado para General Zenóbio. A parada hoje faz divisa com o Campo de Instrução D. Pedro II, pertencente ao 32º BI de Petrópolis e foi construída na década de 1940 para atender à Coudelaria de Avelar, chamada de Remonta, servia para embarque e desembarque de cavalos para os quartéis do Rio de Janeiro (na foto ainda pode ser visto o embarcador feito de trilhos). Nela existia uma rampa para embarque de animais, para o embarque e desembarque de cavalos do Exército. Essas coudelarias destinavam-se à criação de cavalos. Hoje estão extintas. No caso da de Avelar, foi extinta em 1974, nesta época, meu pai que era ex-combatente da 2ª Guerra Mundial morava nesta unidade militar e eu um dos último soldado desta Coudelaria. A parada General Zenóbio era igual à de Mestre Xisto, mas infelizmente não foi conservada, restando apenas a placa com o nome quase ilegível. “Fui criado em General Zenóbio; ali existe uma unidade do Exército onde meu pai era militar” (Roberto Graciani, Belo Horizonte, MG, 2004).
Capa do livro sobre a revolta de escravos liderada por Manuel Congo escrito por Carlos Lacerda usando o pseudônimo Marcos (ano 1935).
Em minha opinião e de estudiosos existia uma irmandade dos escravos em Vassouras!
-A Revolta dos Malês ocorrida na Bahia em 1835 espalhou o medo de novas revoltas por todo o Império. Denúncias e boatos de revoltas eram comuns em todo lugar onde havia muitos escravos. Os “pretos minas”, nascidos na costa ocidental da África, eram especialmente temidos por seu envolvimento na Revolta dos Malês.
– Manuel Congo (? – 6 de setembro de 1839) foi o líder da maior rebelião de escravos do vale do Paraíba, no Brasil. A revolta ocorreu em Paty do Alferes, no Rio de Janeiro. Manuel foi capturado e morreu enforcado na cidade de Vassouras, em 6 de setembro de 1839.
Em minha opinião e de estudiosos existia uma irmandade dos escravos em Vassouras!
– Em torno de 300 a 400 escravos seguiram pelas matas então cerradas da Serra da Estrela, a caminho da Serra da Taquara. Algum planejamento prévio pode ter ocorrido, pois foi rápida a adesão de escravos das outras fazendas e houve pontos de encontros nas matas para os vários grupos.
– A participação de Mariana Crioula na rebelião causou furor no julgamento, pois ela era “uma crioula de estimação de dona Francisca Xavier” que, como narrou o coronel Lacerda Vernek, só se entregou “a cacete” depois do combate e ainda gritando: “morrer sim, entregar não!”. Ao ser interrogado, Marianna Crioula tentou dissimular sua participação nos acontecimentos e alegou que fora induzida à fuga, mas os outros réus a delataram como a “rainha” dos revoltosos.
Um processo e um julgamento feito para Baroes e apartir dai:
A “comissão permanente” recomendou aos fazendeiros vários procedimentos de prevenção de revoltas: manter armas prontas para serem usadas; manter uma polícia vigilante; prender os escravos de noite em senzalas fechadas; impedir a comunicação entre escravos de diferentes fazendas; permitir danças e folguedos, pois “quem se diverte não conspira”; incentivar as práticas do Catolicismo, pois “a religião é um freio e ensina a resignação”. Finalmente propunha a introdução de colonos europeus em quantidades calculadas de acordo com a quantidade de escravos existente em cada fazenda, pois o trabalhador branco seria sempre “um braço amigo, um companheiro de armas, com cuja lealdade se pode contar na ocasião da luta: os interesses são comuns”.
Manoel Congo e Mariana Crioula Os Heróis da resistência da maior revolta rural!
onde foi enforcado
Motta Araujo
24 de janeiro de 2014 5:29 pmLacerda não criou o BEG, este
Lacerda não criou o BEG, este ja existia há muito tempo como Banco da Prefeitura do Distrito Federal S.A., apenas mudou o nome quando foi criado o Estado da Guanabara. O BEG abriu uma agencia em São Paulo para aplicar dinheiro, tinha muito mais depositos do que clientes para emprestar, , fui o primeiro funcionario dessa agencia e me lembro do prestigio do banco, um dos mais sólidos do Pais, os governos seguintes destruiram o Banco que acabou sendo vendido ao Itau.
joao
24 de janeiro de 2014 8:30 pmMotta ou AA
Já discuti com vc e não vou mais, quer subestimar minha inteligência, tudo bem e cantar para plateia aplausos, mais não deixe o rabo para passar a mão na sua bunda!
“apenas mudou o nome quando foi criado o Estado da Guanabara”
Mentira! E a segunda vez que acontece.
Porra não é idiota ou quer passar um certificado aqui no Blog, diga-me, ludibrie para LN mais nas suas besteiras não eu não ROSA!
Não Fale comigo, não leio seus artigos, seus comentários e nem comento, fica na sua área e eu fico na minha.Estou aqui para somar e contribuir, não sou o rei da cocada preta, não sei a verdade, tenho minhas opiniões e experiências, só um a mais o resto é trivial e passageiro, e não gosto de aparecer.
Motta Araujo
25 de janeiro de 2014 12:44 amhttp://pt.wikipedia.org/wiki/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_do_Estado_do_Rio_de_Janeiro
antonio francisco
24 de janeiro de 2014 10:23 amele foi dono de uma ape
Em 26/12/2011 falaram do Lacerda neste blog, e eu comentei lá:
Pegando carona:
um arquivo da cidade do Rio de Janeiro com um tanto de informações sobre Lacerda, inclusive o discurso lido por ele em favor da “revolução”, outro contra Cuba e em favor daquela Venezuela de antigamente, etc.
http://www0.rio.rj.gov.br/arquivo/pdf/fitas_cassete/fitas_carlos_lacerda_1_100.pdf
Outra: depois de governar o estado da Guanabara Carlos Lacerda teve uma APE, associação de poupança e empréstimo e os inspetores suavam frio a cada vez que tinham de digladiar com Lacerda sobre alguma eventual discussão quanto a métodos adotados na APE, se estavam ou não de acordo com as normas. Diziam esses inspetores que Lacerda dissecava cada notificação com textos lógicos, imponentes, e de contestação sumamente trabalhosa. Um gênio também na arte da retórica, diziam.
Tem este e mais sobre Lacerda em
http://advivo.com.br/comentario/re-carlos-lacerda-interpretando-shakespeare-0