4 de junho de 2026

Os sítios arqueológicos em Rondônia

Do IPHAN

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IPHAN registra sítios arqueológicos de mais de 8 mil anos em Rondônia

 Iphan-RO - Scientia Consultoria

Pesquisas estão sendo feitas desde 2008, na Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da sua Superintendência em Rondônia, vem realizando, desde 2008, o acompanhamento das atividades de pesquisa e resgate arqueológico na Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, um dos empreendimentos realizados pelo Governo Federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O empreendimento, instalado no Rio Madeira, em Porto Velho-RO, seguiu os trâmites do licenciamento ambiental, realizando as pesquisas relativas ao patrimônio arqueológico e submetendo os relatórios parciais regularmente para avaliação pelo Instituto.
Para Beto Bertagna, superintendente do IPHAN em Rondônia, as pesquisas, ainda em andamento, já revelaram novos horizontes culturais para o Estado de Rondônia. “Neste sentido, a Superintendência do IPHAN continuará a fiscalizar, deliberar e promover o patrimônio histórico e arqueológico inserido dentro da área da Usina de Santo Antônio, bem como dos demais empreendimentos instalados no Estado, mantendo seu papel institucional, salvaguardando a Memória Nacional e corroborando para com a contínua formação da identidade cultural brasileira.”

Resgate

As pesquisas na UHE Santo Antônio identificaram 58 sítios arqueológicos, sendo 43 pré-coloniais e 15 sítios históricos. Por sítio arqueológico pré-colonial, entende-se que são aqueles anteriores ao processo de colonização, ou seja, no caso brasileiro, anteriores ao ano de 1500. Todavia, os sítios identificados como posteriores a 1500 e que neles, necessariamente, tenham ocorrido processos de influência europeia, são conhecidos como sítios arqueológicos históricos como o Forte Príncipe da Beira, por exemplo.

Para o arqueólogo do IPHAN, Danilo Curado, “a região compreendida pelo empreendimento, o alto Rio Madeira, consiste de alta relevância arqueológica e antropológica, assistindo às discussões que vão desde a dispersão dos povos falantes do Tupi até a domesticação de alimentos como a mandioca e a pupunha. Neste processo ocupacional da região, são objetos de pesquisa as afamadas Terras Pretas Arqueológicas até a transformação dos biomas da Amazônia brasileira e do Cerrado”, informa o arqueólogo.  

Datações

Até o momento, 32 datações foram realizadas nos sítios pesquisados, atingindo a marca de 8.120 anos antes do presente (AP) para o Sítio Boa Vista e 8.740 anos (AP) para o Sítio Vista Alegre I. 

O primeiro, contendo alta concentração de material cerâmico (com variedades de formas e decorações) e baixa concentração de material lítico (pedra polida e/ou lascada) encontra-se em área de pasto e plantio, o que o expunha ao risco de depredação acentuado. Possuindo artefatos arqueológicos da superfície até aproximadamente um metro de profundidade, o sítio é do tipo habitação. 

O segundo, de datação mais antiga, representa algo comum aos sítios arqueológicos de Rondônia. Talvez por motivos de excelência e qualidade ambiental, a área do sítio foi por mais de uma vez ocupada, sendo-a na época pré-colonial e, também, em momentos mais recentes, no período histórico. Quanto ao mais antigo, o sítio foi continuamente habitado, destacando artefatos cerâmicos e líticos, além de algumas estruturas de combustão (fogueiras). Para o período histórico, foram identificados artefatos de louça, vidro e metal, todos datados do século XIX. 
 
 

Foto: Scientia Consultoria

 

Fonte: IPHAN-RO 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. antonio marcos da silva aquino

    18 de abril de 2015 1:55 pm

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