Quem dará o golpe no Brasil, por Wanderley Guilherme dos Santos em 1962

De Wanderley Guilherme dos Santos, por email
 
Levei um susto, assunto e texto tão longínquos.
 
O resumo está muito bom, mas faltou algo que me parece essencial e que fez a diferença em relação à análise do então Partidão e à dos dispostos à luta armada.
 
O Partidão centrava sua ação na tese de que, sob pressão, a burguesia nacional engrossaria a esquerda e assumiria a hegemonia de uma revoluçao nacional-desenvolvimentista.
 
Eu dizia que a pressão sobre a burguesia nacional a levaria a juntar-se à reação, algo que ela resistia até alí.
 
Quanto aos defensores da luta armada, eu acabara de sair do movimento urbano ligado âs Ligas Camponesas, depois de verificar, juntamente com Carlos Araújo, ex-marido da Presidenta Dilma, que se tratava de um  blefe sem  nenhuma organização séria à altura das provocações e ameaças que fazia.
 
Um dia, advertíamos, a reação vai pagar para ver e não vai ver nada. E não viu mesmo. O golpe de 64 foi ridículo como combate político posto em confronto com a evervescência “revolucionária” até 31 de março. Deu 1 de abril.
 
 

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