
Olha que curioso. O IPCA-15 de agosto, prévia do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado, registrou queda de 0,14%. Foi uma boa queda, puxada especialmente pela queda nos preços da Habitação e dos alimentos.
Confira na tabela abaixo. Habitação respondeu por 0,17% de queda e Alimentação e Bebidas responderam por 0,12% dos 0,14% de queda.
Quem puxou a alta foi Despesas Pessoais que, com 1,09% de alta, respondeu por 0,11% do IPCA-15 de agosto.
Se não fosse o grupo Alimentação e Bebidas, a queda teria sido de 0,03%.
Aqui, as maiores altas e maiores quedas no grupo Alimentação e Bebidas.
Vamos mudar, agora, para o grupo Despesas Pessoais. Sem essa alta, a queda teria siodo ainda maior, de -0,28%.
Vamos identificar, agora, as maiores altas e maiores quedas nesse grupo. A maior alta, de longe, foi do sugrupo Jogos de Azar, com alta de 11,45% nos gastos.
Vamos detalhar um pouco mais esse subgrupo. Comparando a alta com o peso do item no orçamento das famílias, percebe-se que a influência dos Jogos de azar foi de 0,0515%. Ou seja, sem a pressão dos gastos com Jogos de Azar, as Despesas Pessoais teriam aumentando apenas 0,0592%, e não 1,0900%.
De qualquer modo, foi o menor IPCA-15 nos últimos 12 meses.
Paulo Dantas
27 de agosto de 2025 7:12 amDespesas Pessoais só tem Jogos de Azar ?
Não jogo, mas pelo papo que escuto nào duvido que pese mesmo.
Luis Nassif
27 de agosto de 2025 8:46 amTem um item específico para jogos de azar.
Paulo Dantad
27 de agosto de 2025 12:08 pmDepois eu vi ou a matéria foi atualizada.
Não jogo mas pelo papo de colegas de trabalho não duvido que pese mesmo.
Rui Ribeiro
27 de agosto de 2025 7:54 amO Brasil não é para amadores. Enquanto nos EUA, cuja taxa de juros é muito baixa em comparação com a taxa de juros do Brasil há uma forte pressão para que a mencionada taxa de juros seja reduzida ainda mais, apesar do aumento de preços causados pelo tarifaço, aqui no Brasil, mesmo com deflação, eles não querem baixar a taxa de juros estratosférica. Antes, o pretexto para não baixar a taxa de juros, ao contrário, a desculpa para elevá-la ainda mais, era o aumento dos preços. Agora, que ocorreu deflação, inventam outras desculpas: a desculpa de que a queda nos preços decepcionou os investidores, pois a queda mensal dos preços já era esperada, mas não veio na magnitude calculada pelos economistas. Vão catar coquinhos, sanguessugas sociais.
“O ponto central é que, embora a inflação mostre tendência de desaceleração, o arrefecimento é irregular. Serviços seguem resilientes, refletindo uma atividade doméstica que ainda não perdeu tanta força. Acredito que esse dado reforça a necessidade de cautela na trajetória de juros no Brasil, podendo abrir espaço para cortes mais à frente, mas sem pressa, já que a dinâmica ainda inspira atenção”. – José Áureo Viana, planejador financeiro e sócio na Blue3 Investimentos.
Claro que esse tal de José Áureo Viana , palanejador financeiro e sócio da Blue3 Investimentos inventa qualquer coisa para manter a taxa de juros na estratosfera.
Sergio
27 de agosto de 2025 8:52 amLembrando que os jogos da Caixa Econômica, Mega Sena e outros aumentaram recentemente isso pode ter afetado esse indicador.
WRamos
27 de agosto de 2025 10:39 amÉ absurdo que uma pesquisa de gastos das famílias seja usada para medir inflação em índices usados para corrigir contratos e balizar taxas de juros.
Os países desenvolvidos expurgam alimentação e energia pela volatilidade destes preços. Pode ser que seja arriscado fazer isso no Brasil, mas ao menos alguns absurdos deveriam ser depurados da pesquisa. Não há justificativa para um índice levar a correções de salários e contratos para garantir a capacidade do cidadão pagar por aumentos de preços de jogos de azar, por exemplo. Tão pouco para automóveis zero quilometro. A propósito, como se distingue preço do jogo do aumento de volume? Meu palpite é que a variação do gasto total é tratada como preço. Mesma coisa em preços de serviços profissionais. Será que se leva em conta qualidade e freqüência do serviço, ou tudo é preço?