3 de junho de 2026

O documentário “A Caminho da Copa”

Enviado por Almeida

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10 Comentários
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  1. leodfff

    6 de fevereiro de 2014 4:00 pm

    Kfouri?….
    Sem credibilidade

    Kfouri?….

    Sem credibilidade nenhuma esse  documentário

    1. Lucas Gomes

      6 de fevereiro de 2014 5:42 pm

      PMDB, Cabral, Maluf,

      PMDB, Cabral, Maluf, etc..?

      sem credibilidade nenhuma esse governo…

      1. leodfffff

        7 de fevereiro de 2014 3:58 pm

        Escada da direita

        Sem credibilidade nenhuma o seu PSOLa. Ou é rede?

  2. Almeida

    6 de fevereiro de 2014 4:09 pm

    Ser de esquerda é ser contra as remoções forçadas.

    No mundo onde cresci, protestar contra violações é ser de esquerda

    Os protestos convocados não são, em sua essência, contra a realização em si da Copa. Esta não é a reivindicação central. É, como dito, uma palavra de ordem mais de caráter simbólico do que prático. O ponto fundamental das manifestações são as violações a direitos causadas pelos eventos esportivos, que são muitas, inúmeras, e gravíssimas

    29/01/2014

    Por Igor Ojeda

    Assombrosas algumas das reações aos protestos que questionam a organização da Copa do Mundo no Brasil. Não por apontarem incoerências, contradições ou desacordos com os manifestantes, mas por qualificá-los de antemão como terroristas ou “contra o Brasil”. Reações que partem do fígado são muitas vezes assim, acabam turvando a realidade. E esse profundo ciclo de desinformação (intencional ou não), requer, a meu ver, algumas pontuações:

    1- O famoso “Não vai ter Copa” é um slogan, muito mais de sentido simbólico do que prático. Podemos concordar ou discordar, achá-lo adequado ou não, certeiro ou irresponsável. Mas é um slogan. E está sendo espalhado por aí pela metade. Na verdade, ele completo é “Se não tiver direitos, não vai ter Copa”.

    2 – Os protestos convocados não são, em sua essência, contra a realização em si da Copa. Esta não é a reivindicação central. É, como dito, uma palavra de ordem mais de caráter simbólico do que prático. O ponto fundamental das manifestações são as violações a direitos causadas pelos eventos esportivos, que são muitas, inúmeras, e gravíssimas. No mundo onde cresci, violações a direitos são ações de direita. Protestar contra essas violações é uma ação de esquerda. E absolutamente legítima. De qualquer forma, mesmo que o foco principal fosse o cancelamento do evento, por tudo que ele representa em abusos, isso também seria legítimo.

    3 – Não existe determinado grupo, organização, partido, ONG ou governo estrangeiro “por trás” desses protestos. Afirmar isso, ainda mais de forma categórica, é extremamente leviano. As manifestações são compostas por uma gama de movimentos e organizações legítimas, que têm em comum a opção por lutar contra os abusos decorrentes da realização da Copa do Mundo. 

    4 – Os protestos não são dos Black Blocks. Os Black Blocks não são os protestos. Ponto. Não é o caso de entrar no mérito sobre a legitimidade ou não desse tipo de tática neste momento, simplesmente porque os movimentos que questionam os megaeventos esportivos NÃO apostam na violência como forma de luta. Generalizar, tomar a parte como o todo para desqualificá-los é usar o mesmíssimo expediente da direita para desqualificar os atos contra os aumentos das passagens de ônibus e muitos outros protestos legítimos do presente e do passado. Pior ainda quando para tal desqualificação se usa a grande mídia e suas reportagens e imagens “editadas” como principal e exclusiva fonte de informação, como vem acontecendo muito frequentemente.

    5 – Há anos, formou-se e consolidou-se, em todas as 12 cidades-sede, Comitês Populares da Copa, que se juntaram na Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop). Eles conformam uma extensa rede de movimentos de atingidos pelos grandes eventos esportivos, movimentos sociais, sindicatos, movimentos estudantis, advogados populares, urbanistas e ONGs que serve para dar coesão à luta contra as violações causadas por tais megaeventos.

    6 – Não é de agora: há vários anos esses comitês da Copa e a Ancop desenvolvem um criterioso trabalho de levantamento e sistematização dessas violações. Isso serve para se organizar a resistência e, inclusive, propor soluções para enfrentá-las. Algumas resistências até já foram vitoriosas. 

    7 – Um extenso e sério dossiê sobre violações aos direitos humanos no âmbito da realização da Copa e das Olimpíadas é um dos resultados desse esforço. Ele pode ser acessado através do site da Ancop (portalpopulardacopa), na aba “documentos” e depois “documentos Articulação Nacional”.

    8 – E a lista de violações é bastante longa. Os questionamentos à Copa não estão restritos ao uso de verbas públicas. São muitos abusos concretos, situações reais, que afetaram e vêm afetando diretamente a vida de centenas de milhares – para não dizer milhões – de pessoas em todo o Brasil:

    . Os cálculos mais conservadores citam a cifra de quase 200 mil pessoas removidas de suas casas como decorrência da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. São remoções a toque de caixa, feitas, como é de praxe, com violência, cooptação de lideranças, falta de informação aos atingidos, ausência de compensações adequadas. Sem falar nas consequências indiretas que vieram a reboque, a se destacar os grandes empreendimentos imobiliários travestidos de projetos urbanísticos, operações urbanas – bancados por governos em todo o país – que vêm expulsando os mais pobres das áreas valorizadas.

    . Desde que o Brasil e o Rio de Janeiro foram escolhidos como sede, respectivamente, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, uma série de leis e portarias foram e vêm sendo aprovadas e editadas (ou preparadas para tal) como forma de “adequar” a institucionalidade brasileira a esses eventos. São leis que permitem concessões de terras e bens públicos para a realização dos eventos, que proíbem manifestações, que autorizam o uso da Força Nacional contra manifestações civis (!), que cassam o direito de greve (!!) durante o período dos jogos, que não permitem o trabalho de comerciantes e ambulantes ao redor dos estádios etc. No geral, todas essas leis e portarias são feitas na medida para atender aos interesses da Fifa e/ou de grandes empresas. A Lei de Geral da Copa é a principal delas, mas não a única.

    . As obras de infraestrutura e dos estádios vêm sendo acompanhadas por inúmeros casos de exploração dos trabalhadores. Já ocorreram duas dezenas de greves de operários, além de mortes causadas em boa parte por conta da aceleração requerida para o término das obras. Para piorar, prepara-se a aprovação de uma Medida Provisória que permitiria a contratação de trabalhadores por curta duração sem vínculo empregatício durante a Copa e as Olimpíadas.

    . Sob o pretexto e/ou como consequência dos megaeventos, estádios e aeroportos foram concedidos à iniciativa privada.

    . Todas as decisões relacionadas aos megaeventos estão sendo tomadas sem a mínima participação popular, passando por cima de instâncias como o Conselho das Cidades

    . As obras de infraestrutura bancadas com dinheiro público vêm sendo amplamente questionadas por beneficiarem principalmente o capital imobiliário e o transporte individual, por serem um dos agentes dos processos de higienização das cidades e por serem também causadoras de remoções feitas a toque de caixa. Denuncia-se também que verbas públicas vêm sendo destinadas a estádios públicos que posteriormente serão concedidos à iniciativa privada, num processo de elitização que afastará (ou já vem afastando) cada vez mais os pobres da possibilidade de assistirem aos jogos.

    Diante de todo esse quadro de violações, está muito longe da realidade falar que os protestos que questionam os megaeventos esportivos foram orquestrados exclusivamente para derrubar a presidenta. Ou que são “contra o Brasil” e “contra o futebol, símbolo da cultura brasileira”, como bisonhamente defendeu um colunista. Muito pelo contrário. são a favor do Brasil. São a favor do futebol, mas não o futebol elitizado que uma Copa do Mundo hoje representa, que impede que o povo chegue perto das benesses do evento-ponto alto do esporte mais popular do planeta. Não se trata de ser contrário a estádios modernos, ou ao futebol-idem. Mas sim defender que tal processo de “modernização” não pode estar atrelado a um processo de elitização.

    Mais do que tudo, a realização da Copa e das Olimpíadas está servindo como pretexto perfeito para um dos mais intensos processos de reconfiguração urbana dos últimos anos, acelerando de maneira frenética o avanço do capital imobiliário sobre os direitos da população pobre, que vem sendo sistematicamente expulsa das regiões valorizadas. Revitalização é a palavra do momento. Vale tudo para “limpar” a imagem de uma cidade que receberá jogos da Copa ou das Olimpíadas e atrair… negócios. Não adianta denunciar as atrocidades cometidas pela polícia do Alckmin na cracolândia de São Paulo e achar que esse tipo simplesmente abominável de ação repressiva não tem relação alguma com a maneira como vem sendo consolidada a realização dos megaeventos no Brasil. 

    Sim, é, claro, desses movimentos pode-se questionar o foco, a escolha da palavra de ordem, o momento dos protestos, suas possíveis consequências políticas, suas contradições. E é evidente que há os que aproveitam para focar os ataques exclusivamente no governo federal. É evidente que setores da direita aproveitam qualquer brecha para capitalizar. Assim como as manifestações de junho, esses protestos ganharam um caráter abrangente e difuso, difícil de ser analisado. Não se prestam a rotulações feitas com o fígado.

    De qualquer forma, o que fazer? Ignorar as gravíssimas violações e nefastas consequências da realização dos megaeventos? Esperar de braços cruzados que continuem a ocorrer remoções, que as famílias atingidas prossigam desassistidas, que leis radicalmente antidemocráticas sigam sendo aprovadas, que trabalhadores continuem sendo explorados? Não há brecha maior para a direita do que a forma como esses eventos vêm sendo organizados pelas diversas instâncias de poder. E a direita já a está aproveitando, podem ter certeza.

    Espantosa a megalomania de considerar que qualquer protesto contra a Copa seja uma armação destinada especialmente a atacar (e derrubar) o governo Dilma. Por mais que tentem fazer crer, a luta de classes no Brasil não se resume a PT x PSDB.

    1. Andre SP

      6 de fevereiro de 2014 6:35 pm

      A coisa que mais odeio é Hipocresia!

      Almeida conheço a movimentação por trás de todos os protestos. É partidário e o Alvo é a Dilma! É uma operação orquestrada em várias frentes trabalhando em conjunto.

      Ninguém de bom senso aplaudirá as remoções que estão sendo feitas, e foram feitas. Mas também falta muita informação quanto as realocações, quais projetos futuros existem para estas localidades.

      Fica difícil discutir problemas urbanos quanto nós não possuímos nem um projeto de país serio.

      Se me perguntassem se eu aprovaria a derrubada de todas as casas da favela dos morros do Rio de Janeiro. Eu diria concordo plenamente. E esta decisão não tem haver com a criminalidade e muito menos higienização, mas, para poder dar condições de dignidade e qualidade de vida para a população. Seria necessário criar comunidades em locais bem mais afastados levando industrias, comércio, rede social tudo que é necessário para um novo polo urbano decentralizando as cidades.

      Baseado nisto dizer que as atuais realocações são muito distantes ainda muito simplista e ingenuo. Quanto ao valor das indenizações, considero os valores imorais dado a realidade de que com este valor é impossível ser construído outro imóvel, porém, é fato que muitos imoveis nesta regiões possuem só um comodo pequeno, neste caso, seria justo e equivalente.

      Da mesma forma que a falta informação é usada para tumultuar, ela também é feita para esconder desmandos.

      Este problema não é da Copa e não é de hoje. Esta discussão já existe a mais de 40 anos!

      Neste quesito usar, o evento para criticar a merda que é o desenvolvimento urbano e como ele haje de forma cruel é no minimo insensato. Podemos sim, cobrar as contrapartidas nas realocações investimentos em infraestrutura e lazer para as locações.

      Quando se afirma, este país tem que ser passado a limpo. Tudo isto está na pauta! Infelizmente vivemos num modelo capitalista de economia de consumo que só objetivisa o lucro, dentro de uma politica neoliberal que é muito combatida por nós. Enquando o dinheiro mandar e o Estado for refém de financiamentos privados será este tipo de urbanização e zoneamento urbano que teremos.

      Não consigo vislumbrar nada diferente pelos próximos 20 anos, mesmo havendo toda a boa intensão dos órgãos gestores. É a lei do cão engolindo cão! A culpa está na nossa sociedade e no modo de vida que defende a dentes.

       

      1. Almeida

        6 de fevereiro de 2014 9:22 pm

        André, esse movimento é totalmente partidário,

        Nisso você tem completa razão. Ele é partidário, no sentido de que toma a parte dos atingidos pelas remoções forçadas. Trata-se de um movimento social e existem partidos políticos que se solidarizam com essas populações; é evidente que não são partidos governistas, mas também não são os direitistas que fazem “oposição” ao governo do superavit fiscal, dos juros estratosféricos, do Banco Central controlado pelo mercado, das privatizações de aeroportos, da entrega do Pré-sal e das remoções forçadas para a realização dos grandes eventos; nestas questões a “oposição” de direita é solidária ao governo petista, não dá um pio em contrário.

        Essa insinuação de partidarização por trás dos movimentos sociais não é nova; no passado, a direita usava muito acusar o Partido Comunista de promover a agitação dos movimentos; anos depois, a direita substituiu o PC pelo PT; agora, no poder, o petismo passa a verbalizar as mesmas  insinuações, de que um dia a direita lhe fazia, ou seja, o petismo adere a tática da direita para demonizar e desmerecer movimentos sociais.

        Tudo o que o PT não quer, tem mesmo pavor, é ser desafiado à esquerda pelas mobilizações sociais e populares; isto faria com que tivesse de desafiar sua base aliada, a “governabilidade”, enfrentar os interesses oligárquicos de seus aliados; então trata de desqualificar as pressões à esquerda. Movimento social? “Ah, mas vai ver quem tá por trás!”. É assim o tratamento, escancaradamente de direita; chega-se se ao ponto do petismo elogiar a atuação da PM do “oposicionista” Alckmin e demonizar os manifestantes do movimento “Se não tiver direitos, não vai ter Copa”; da truculência da base aliada, dos cabralzinhos da vida, então, nem se fala. O petismo joga neste momento, pela interdição do debate da reforma urbana.

        Vamos a algumas de suas ponderações:

        “Seria necessário criar comunidades em locais bem mais afastados levando industrias, comércio, rede social tudo que é necessário para um novo polo urbano decentralizando as cidades”.

        Você está vendo isso ser realizado, André? As pessoas são removidas e ponto. Atiradas para bem longe dos locais onde estavam.

        “Baseado nisto dizer que as atuais realocações são muito distantes ainda muito simplista e ingenuo”.

        E se fosse com você? Que tal ser removido para uma bairro a setenta km donde mora e que possui precárias infraestrutura de transporte, educação, saúde e de outros serviços urbanos? Seria “simplista e ingênuo” para você?

        “Da mesma forma que a falta informação é usada para tumultuar, ela também é feita para esconder desmandos”.

        Tumultuar para quem? Desmandos de quem? Acho bom dar os nomes, os que acham que os movimentos sociais “tumultuam” são os mesmao que praticam os desmandos.

        “Infelizmente vivemos num modelo capitalista de economia de consumo que só objetivisa o lucro, dentro de uma politica neoliberal que é muito combatida por nós.”

        Vou considerar que você realmente combate as políticas neoliberais, embora demonstre uma enorme acomodação com elas. Esse capitalismo que você descreve vigora, em cidades como Nova York, Londres, Paris e muitas outras, nas quais o tranporte coletivo urbano é ESTATAL. Falar em estatização no Brasil virou palavrão; o PT não conjuga o verbo estatizar, nem reestatizar, morre de medo do que a imprensa da direita vai dizer, ao contrário, conjuga cada vez mais o verbo privatizar.

        “É a lei do cão engolindo cão!”

        E você precisa concordar com ela? Talvez, no seu caso, você não tenha sido ou nâo se ache vítima dessa lei, mas um mínimo de solidariedade social faria, você não se acomodar e ser indiferente com sua aplicação.

        “A culpa está na nossa sociedade e no modo de vida que defende a dentes”.

        Não, a culpa está nas classes dominantes e na elite dirigente da sociedade brasileira, vomo diz a professora Ermínia Maricato no vídeo abaixo:

        “É importante a gente pensar, que os trabalhadores tem um lugar na cidade durante a jornada de trabalho, depois. a elite brasileira quer que eles desapareçam; se possível, virem vapor, porque não quer cuidar da habitação, dos trabalhadores, nem da educação, nem do transporte…”

        [video:http://www.youtube.com/watch?v=Ctadh7ehMQo%5D

  3. Almeida

    6 de fevereiro de 2014 4:17 pm

    Violação de direitos humanos na remoção de famílias.

    ONU denuncia violação de direitos humanos na remoção de famílias em obras da Copa e Olimpíadas

    Relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Moradia Adequada, a urbanista brasileira Raquel Rolnik, alerta o governo brasileiro sobre casos de violações dos direitos humanos na remoção de comunidades em função das obras para a Copa de 2014 e, no caso do Rio de Janeiro, também para as Olimpíadas de 2016. O vídeo e as denúncias são de 2011.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=fik1mximZ6o%5D

     

     

  4. Lucas Gomes

    6 de fevereiro de 2014 6:08 pm

    aos 17:50 um protesto de

    aos 17:50 um protesto de coxinhas recebendo uma aula de democracia fardada. Hoje podemos votar mas para uma parte grande da população a única coisa que mudou da ditadura para cá é o bolsa familia.

  5. mello

    6 de fevereiro de 2014 8:13 pm

    A”nova  democracia ”  lembra

    A”nova  democracia ”  lembra   a   “democracia  possível ” ?

      

  6. Cunha

    6 de fevereiro de 2014 9:50 pm

    Por que não se gastou uns

    Por que não se gastou uns trocados a mais de forma a indenizar decentemente as pessoas ?

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