21 de maio de 2026

A agenda econômica de centro-esquerda de Kamala Harris

Para Paul Krugman, proposta da candidata democrata à presidência dos EUA não é muito diferente da proposta por Biden
Foto: RS/via Fotos Publicas

A vice-presidente Kamala Harris, candidata do partido Democrata à eleição presidencial dos Estados Unidos, delineou e apresentou uma proposta econômica considerada sólida e sem ter dito nada comprovadamente falso, ao contrário do que houve com o republicano Donald Trump.

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“No geral, Harris assumiu uma posição moderadamente de centro-esquerda, não muito diferente da agenda original Build Back Better do presidente (Joe) Biden, que ele conseguiu implementar apenas em parte (…)”, afirma o economista e prêmio Nobel Paul Krugman.

Em artigo publicado no jornal The New York Times, Krugman explica que o ponto mais importante que foi apresentado foi a retomada da proposta de expansão do crédito tributário infantil, que o governo Biden chegou a programar em 2021, mas expirou em 2022 uma vez que os democratas não possuíam maioria congressional suficiente.

Segundo Krugman, o combate à pobreza infantil é necessário não apenas por “motivos morais”, mas também em termos econômicos – os norte-americanos que crescem na pobreza tem uma saúde pior e rendas mais baixas do que aqueles que não crescem. Desta forma, o economista diz que combater a pobreza infantil é “um investimento no futuro da nação”.

Habitação e preços

Por outro lado, Krugman mostra um pouco menos de otimismo com relação as propostas apresentadas para habitação, que combinam incentivos fiscais para construtoras com assistência de entrada para aqueles que compram seus primeiros imóveis.

“O problema mais amplo com a acessibilidade à moradia nos Estados Unidos é o zoneamento e a regulamentação que bloqueiam a construção de novas unidades habitacionais”, diz o articulista, ressaltando que tais barreiras existem em nível estadual e local e estão longe do alcance de uma política federalmente plausível.

Sobre os preços e a inflação, Krugman diz que a presidenciável democrata busca uma legislação que proíba a especulação de preços em alimentos – um “gesto político populista”, mas “não significa que seja uma má ideia”, na visão do economista.

“Para aqueles que comparam Harris a (Richard) Nixon, que impôs controles de preços em 1971, tenham em mente que Nixon também pressionou o Federal Reserve para estimular a economia antes da eleição de 1972 — enquanto Harris foi clara sobre o respeito à independência do Fed”, pontua Paul Krugman.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    20 de agosto de 2024 8:25 am

    Os EUA é uma serpente de duas cabeças. Uma cabeça é formada pelos demoniocratas a outra pelos repugnantes. As próximas eleições será para escolher quem será o capataz mais capaz de obdecer aos plutocratas que determinam os rumos do país funerário e quiça do mundo.

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