4 de junho de 2026

Milhares de Jovens britânicos não tem objetivo de vida

Sugerido por Demarchi

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Da BBC

Estudo alerta para falta de objetivo de vida entre jovens britânicos

Atualizado em  2 de janeiro, 2014 – 14:46 (Brasília) 16:46 GMT

Cerca de 750 mil jovens britânicos não têm objetivo na vida, afirma um estudo realizado pela fundação Prince’s Trust.

Segundo a instituição, que ouviu mais de dois mil jovens com idades entre 16 e 25 anos, 25% dos entrevistados afirmaram não estar trabalhando nem estudando.

Deste total, um terço está sem emprego há pelo menos seis meses. E, entre estes, um em cada três já pensou em suicídio.

O levantamento aponta que 9% dos entrevistados concordaram com a frase: “Eu não tenho objetivo na vida”. Diante disto, deduz que, se 9% de todos os jovens britânicos se sentem da mesma forma, esse montante seria de 751.230 pessoas.

Entre os entrevistados enquadrados na categoria dos “sem emprego, estudo ou formação”, o percentual dos que disseram não ter objetivo na vida subiu para 21%.
Depressão

O estudo ainda diz que jovens desempregados por muito tempo têm duas vezes mais chance de serem diagnosticados com depressão.

Neste grupo, um em três (32%) contemplou o suicídio e quase um quarto (24%) já se autoimolou.

Segundo o relatório, 40% dos jovens desempregados já apresentaram sintomas de transtornos psicológicos e psiquiátricos, incluindo pensamentos suicidas, falta de amor próprio e ataques de pânico, como resultado direto do desemprego.

Martina Milburn, diretora da Prince’s Trust, disse que o desemprego está causando problemas mentais duradouros e devastadores para os jovens e pediu ações urgentes do governo.

“Milhares acordam todos os dias achando que não vale a pena viver”, acrescentando que mais de 440 mil jovens estão enfrentando longos períodos de desemprego.

“Estes jovens precisam de nossa ajuda urgentemente”, acrescentou Milburn.
Lado do governo

Um porta-voz do Ministério do Trabalho e Pensões comentou que o governo está fazendo o possível para ajudar os jovens a encontrar trabalho e que a taxa de desemprego nesta fatia da população vem diminuindo.

Dados divulgados no mês passado pelo Escritório Nacional de Estatísticas britânico mostram que o desemprego no país caiu para o nível mais baixo desde 2009, com menos 99 mil desempregados no penúltimo trimestre de 2013.

O total de pessoas sem trabalho na Grã-Bretanha é de 2,39 milhões.

A Prince’s Trust foi criada pelo príncipe Charles – primeiro na sucessão ao trono britânico – em 1976 para ajudar jovens desfavorecidos.

A instituição apoia pessoas entre 13 e 30 anos que estão desempregados ou enfrentando dificuldades escolares.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

33 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Orlando

    3 de janeiro de 2014 1:30 pm

    O Reino Unido, em especial a

    O Reino Unido, em especial a Inglaterra, tem um dos maiores indíces de secularismo/ateísmo do planeta. Coincidentemente, os páises nórdicos, igualmentesecularistas e ateístas, tem um dos maiores indíces de suicídio do mundo.

    1. André LB

      3 de janeiro de 2014 1:44 pm

        Os países latinos,

        Os países latinos, fortemente cristãos católicos/evangélicos, têm os maiores índices de violência urbana (roubos, assassinatos, estupros) do mundo.

      1. Orlando

        3 de janeiro de 2014 2:55 pm

        Ándré
         
        Na America latina a

        Ándré

         

        Na America latina a violência ocorre por conta de problemas sociais e economicos, sobretudo, desigualdade social, que são endêmicos na região.

        1. Marianne

          3 de janeiro de 2014 3:51 pm

          Isso não impede que sejam

          Isso não impede que sejam atos completamente contrários à religião e à crença em Deus, exatamente como o suicídio. Se a crença em Deus impedisse as pessoas, elas se limitariam a roubar e aplicar golpes de estelionato, sem cometer violências, torturas e assassinatos.

        2. Marcos Chiapas

          3 de janeiro de 2014 6:22 pm

          Certíssimo

          Na America latina a violência ocorre por conta de problemas sociais e economicos, sobretudo, desigualdade social, que são endêmicos na região.

          Mas, que mal lhe pergunte, o quanto de culpa tem as religiões, sobretudo a católica, nessa desigualdade social gerada nos últimos 500 anos ?

          Podemos começar pela legitimidade moral da escravidão pregada pela igreja ? Ou tem algo mais pavoroso para sugerir ?

    2. Nick

      3 de janeiro de 2014 1:48 pm

      Orlando,
      antes de escrever

      Orlando,

      antes de escrever alguma coisa séria, procure  informar-se melhor, os países escandinávios não tem os maiores indices de suicidios no mundo. Atualmente todos eles, os escandinávios, enquadram-se dentro na média mundial ao lado de países como Cuba, EUA, Chile e Portugal.

      http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_suicide_rate

      1. Orlando

        3 de janeiro de 2014 2:19 pm

        Sou um dinossauro do século

        Sou um dinossauro do século XX e, não raro, duvido ds informações do Wikipedia. Por isso, fui buscar um pesquisa da Unkversidade de WarWick na Grã-Bretanha para corroborar minha tese.

         

        Paradoxo

        Os resultados foram desconcertantes: muitos países com altos índices de felicidade têm índices de suicídio altos. Isso já foi observado anteriormente, mas em estudos feitos de forma isolada, como, por exemplo, na Dinamarca. A nova pesquisa concluiu que várias nações – entre elas, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Irlanda e Suíça – apresentam índices de felicidade relativamente altos e, também, altos índices de suicídio.

        http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/paises+mais+felizes+tem+maiores+taxas+de+suicidio+diz+estudo/n1300104734990.html

        Islândia, Suiça e dinamarca estão entre os mais seculares do planeta e, nos EUA, o secularismo aumenta cda vez mais. Dizer que pessoas tristes, ao lado de pessoas mais alegres, ficam depressivas é um argumento muito simplório para explicar esse aumento de suicídios. Na raiz disso tudo está o pós modernismo e sua descontrução dos relatos absolutos e a relatividade de idiossincrasias atuais.

         

        Abs. 

        1. Ed Döer

          3 de janeiro de 2014 2:39 pm

          Dizer que pessoas tristes, ao

          Dizer que pessoas tristes, ao lado de pessoas mais alegres, ficam depressivas é um argumento muito simplório para explicar esse aumento de suicídios.  Na raiz disso tudo está o pós modernismo e sua descontrução dos relatos absolutos e a relatividade de idiossincrasias atuais.

           

          Pelo jeito você ignorou a parte que não interessa para defender a sua tese:

           

          “Pessoas descontentes em um lugar feliz podem sentir-se particularmente maltratadas pela vida”, disse Andrew Oswald, da University of Warwick, um dos responsáveis pelo estudo. “Esses contrastes sombrios podem aumentar o risco de suicídio. Se seres humanos sofrem mudanças de humor, os períodos de depressão podem ser mais toleráveis em um ambiente no qual outros humanos estão infelizes”.

           

          1. Orlando

            3 de janeiro de 2014 2:51 pm

            Ed
             
            PREVALÊNCIA
            A

            Ed

             

            PREVALÊNCIA

            A prevalência do suicídio no Brasil situa-se em torno de 4 por 100.000 hab, apesar destes dados poderem ser questionados devido a complexidade de sua determinação. Quanto às tentativas frustradas os números são ainda menos confiáveis, devido principalmente às dificuldades conceituais envolvidas. Nos EUA as tentativas chegam a ser 40 vezes maiores do que os atos suicidas concretizados.

            A OMS realizou estudos chegando aos seguintes números:

            países do leste europeu, Japão, Áustria, Alemanha, Suíça e países escandinavos: 25/100.000 hab.EUA: 12/100.000 hab.Irlanda, Holanda, Itália e Espanha: 10/100.000 hab.países de industrialização tardia: 14/100.000 hab.

            http://www.ccs.ufsc.br/psiquiatria/981-13.html

            No Brasil temos pessoas tristes e alegres, como de resto em qualquer lugar do mundo, no entanto, no Brasil, as pessoas tristes em contraste com as mais alegres não se matam tanto quanto na Suiça, por exemplo. Logo esse argumento é falho, isto é, você não se amta por que o outro está mais alegre. Ao contrário, se o outro está alegre isso, não aro, é algo positivo e não indutor de suicídio. Por outro lado, as pessoas mais felizes do mundo são as escandinavas e, lá, a taxa de suicídios é das maiores do mundo. Das duas uma:1. Na Escandinávia as pessoas não são tão felizes assim e a mioria das pessoas são infelizes ou 2. Não existem pessoas felizes na escandinávia.  

            Abs.

        2. Almeida

          3 de janeiro de 2014 7:45 pm

          Tanbém sou reticente no uso da Wiki.

          Mas no caso do verbete, é usado como fonte a Organização Mundial de Saúde:

          http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide_rates/en/

          Você usa como fonte uma reportagem, sobre um estudo acadêmico, sem o link direto para o estudo. Então, se você não souber informar onde o estudo se encontra, não pode dizer que está baseado no estudo (“Por isso, fui buscar um pesquisa da Unkversidade de WarWick na Grã-Bretanha para corroborar minha tese”.), apenas que se baseia na reportagem, que realiza comentários aleatórios do estudo, sem nada de conclusivo.

           

          Ao fazer o link com sua fonte, o verbete da Wiki é mais consistente do que essa reportagem. Aparentemente, pelo que se lê na reportagem, o estudo não correlaciona índice de suicídio com religiosidade/secularidade, mas com índice de satisfação com a vida, seja lá o que isto for, que se possa tomar como índice objetivo.

        3. alessandroduarte

          3 de janeiro de 2014 8:03 pm

          Mas tem que ser católico,

          Mas tem que ser católico, senão: www2.warwick.ac.uk/newsandevents/pressreleases/university_of_warwick_research_suggests_suicide_rates_higher_in_protestant_areas_than_catholi1/

    3. Anarquista Lúcida

      3 de janeiro de 2014 7:17 pm

      Engraçado q os “efeitos do ateísmo” só aparecem c/ o desemprego

      Haja oportunismo, desejo de enfiar o atraso religioso como soluçao de qualquer coisa. 

  2. DUDE

    3 de janeiro de 2014 2:46 pm

    IMAGINE LÁ NA ESPANHA?

    Se entre os britânicos está assim, imagine lá na Espanha, com a geração perdida, onde os jovens estão com índice de 50% de desemprego.

    Aqui, embora tenhamos muito que caminhar, nossos jovens têm esperança.

    1. evandro condé de lima

      3 de janeiro de 2014 3:00 pm

      “nossos jovens têm esperança”

      “nossos jovens têm esperança” : você circula pelas periferias? Sinceramente não é o que vejo.

      1. DUDE

        3 de janeiro de 2014 4:14 pm

        Conheço a periferia, sim, senhor!

        Não sou um homem do Leblon. Conheço a periferia e sei que os jovens sonham e muito com um País melhor e têm, sim, esperanças no seu futuro. Na verdade, todos os jovens podem, aqui, ter escolas e quando na idade permitida pela lei,  tem condições de arrumar trabalho.

        Temos muito a caminhar, lembra-se que eu disse isto: há grande número de jovens, reféns do Crack e de outras drogas. E isto é uma questão nacional, que deve ser combatida pelas polícias estaduais e federais. Áí é o nosso calcanhar de Aquiles.

        Porém, estamos com o menor nível de desemprego em todo o mundo e, assim, os jovens que buscam os estudos, o trabalho e a vida decente têm, realmente, muitas esperanças.Vejo isto, sim, senhor, na periferia. 

        1. evandro condé de lima

          3 de janeiro de 2014 5:28 pm

          como estou em BH falo por

          como estou em BH falo por Ibirité, Betim, contagem,SantaLuzia, Neves, e autros aqui na grande BH. E conhecendo um pouco das Escolas Públicas destes locais. Podem até ser que sonhem com vida melhor, mas as atitudes que vejo só deixam os sonhos nos .. sonhos.

          1. DUDE

            3 de janeiro de 2014 7:42 pm

            EXPLICAÇÃO LÓGICA: governo do PSDB

            Agora você explicou bem: aí o governo é do PSDB.

            Beleza de explicação.

          2. evandro condé de lima

            4 de janeiro de 2014 12:05 am

            1) Não quis envolver este ou

            1) Não quis envolver este ou aquele governo – pode ser até que haja correlação- mas sinceramente que é uma postura geral da falta de estrutura educacional (política e social se quiser) bem como, e talvez principalmente, familiar;

            2) Culpando o PSDB você leva vantagem, mostre uma grande capital ou estado governado há muito pelo PT, indicaria que pelo fato quando (e se) governasse por muito tempo teríamos outro quadro? 

  3. Assis Ribeiro

    3 de janeiro de 2014 2:52 pm

    O mundo passa por uma grande crise…

    ..muito além das crises finaceiras.

    Recentemente no post:

    Sobre as manifestações    ter, 31/12/2013 – 16:35

    Sérgio falou; “Os “protestos de junho” atravessaram todo o espectro ideológico nacional, foram da extrema esquerda a extrema direita em 15 dias”. E disse ainda; “ainda não surgiu um cientista político para explicá-las.”

    Digo que o mundo atravessa, mais uma vez, uma crise de valores, está reivindicando melhorias, cada sociedade com suas bandeiras que são diversas, difusas.

    O fato é que o mundo está mais inseguro e insatisfeito. As violências física, social e psicológica surgem em todos os países,  vimos aumentar a xenofobia, intolerância, atentados (inclusive praticado por estudantes e fora de grupos extremistas) e por aí vai. Países que emergiram e que ainda não oferecem um serviço mínimo de transporte, educação e saúde. As doenças sociais e as fobias estão atingindo cada vez mais os jovens.

    O fato é que as manifestações estão ocorrendo em todo o mundo. Agora em dezembro, na Alemanha houve uma  violenta batalha campal em Hamburgo, durante uma manifestação de protesto contra o encerramento do centro cultural Rote Flora, que abriga um dos principais núcleos de defesa dos direitos humanos da cidade. Os números são impressionantes; 500 manifestantes feridos, 120 detidos, 16 presos,  mais de 7.000 manifestantes, 82 policiais feridos e 16 hospitalizados sendo um inconsciente, participaram das operações cerca de 2000 a 3000 policiais. Dados colhidos no link: As manifestações em Hamburgo, na Alemanha

    A sensação de não pertencimento é clara neste mundo que magistralmente Bauman definiu de “liquido”, a sensação de vazio pode ser observada sobretudo nos jovens, e talvez seja o efeito colateral do individualismo defendido pelo modelo que escolhemos e que parece que está levando os jovens à solidão, ao não pertencimento, ao vazio, situações que favorecem ao chamamento para atos contrários ao Status quo mesmo alguns dos jovens fazendo parte dele.

  4. luiz valentim

    3 de janeiro de 2014 3:12 pm

    Fuleragem, cultura midiática embestiante gera Nenens

    Os nenes já são dezena de milhoes no Brasil.

    Nem trabalham , nem estudam e em geram são as grávidas precoces.

    Ví entrevista com uma Nenem de 17 anos : Tinha dois filhos, buck , celular moderno e queria ser modelo.

    Pegar no batente e estudar nem pensar ! 

  5. George Brasil

    3 de janeiro de 2014 4:58 pm

    Religião não tem nada a ver com isso

    Da mesma forma que não se deve estabelecer uma relação de causa e efeito da religiosidade dos povos da América Latina com seus altos índices de violência, também é sem sentido achar que o elevado índice de suicídio nos países escandinavos está ligado à ausência de religiosidade. Ambos são problemas sociais e assim devem ser estudados. Misturar religião com essas questões é o mesmo que culpar exclusivamente a tampa pelo aquecimento da chaleira.

    1. DanielQuireza

      3 de janeiro de 2014 5:22 pm

      O que foi levantando foi uma

      O que foi levantando foi uma correlação e não ação de causa e efeito, que pode ou  não existir.

      1. George Brasil

        3 de janeiro de 2014 6:11 pm

        Em nenhum momento citei a

        Em nenhum momento citei a palavra “ação”.

      2. Anarquista Lúcida

        3 de janeiro de 2014 7:21 pm

        Ah, q ingênuo. Para q s estabelece uma correlaç numa discuss?

        Só para mostrar correlaçoes? Foi esse o objetivo do Orlando? Ora, ora, Quireza. 

  6. alexis

    3 de janeiro de 2014 6:45 pm

    Caminhando rumo ao Futuro

    Alguns países chegaram a um ponto sem volta, sem mais território, sem matérias primas e com taxa de natalidade nula ou negativa. Na Inglaterra os jovens parecem sentir ter chegado ao final da linha, vivendo um desenvolvimento terminal, sem novos sonhos ou perspectivas (a não ser outra guerra). Já no Brasil – e nisso concordo com DUDE, cujo comentário está mais embaixo – temos a expectativa de uma caminhada para um futuro que é do tamanho do nosso sonho, pois ainda podemos sonhar. Alguns parecem não sentir ainda, mas, se continuarmos neste caminho traçado por Lula, cada vez mais pessoas entrarão nesta caminhada. O Brasil é considerado país do futuro justamente por isso: temos um futuro!

    1. George Brasil

      3 de janeiro de 2014 7:11 pm

      Otimista, ma non troppo

      Nada contra Lula e os otimistas, mas há tempo que ouço essa conversa. Como esse futuro tem tardado a chegar! Acho que preferiria o presente dos entediados garotos ingleses a esse tal futuro que só existe nos sonhos.

      1. alexis

        3 de janeiro de 2014 8:34 pm

        Compreendo

        Não tem nada de errado na sua posição. Ela é legítima. Muitos brasileiros vão respirar 1º mundo a Miami, ou esquiar em Aspen (Colorado, EUA). Até o Ministro Barbosa comprou (não sei se está correto o termo, já que não pagou nada por ele) um apartamento em Miami. Não te recomendo Inglaterra, lugar onde mataram ao Jean Charles, que sonhava ser 1º mundo dentro de um Metrô.

        A simples sensação que eu estou melhor que ontem, também a minha mulher, os meus funcionários, e assim como milhões de brasileiros, já torna agradável esta caminhada. Pode demorar o quanto quiser desde que sigamos enfrente.

         

        1. George Brasil

          3 de janeiro de 2014 9:53 pm

          A Inglaterra não deixa de ser um bom país por conta disso.

          A grande questão é que apesar da recessão econômica que assola o mundo inteiro e em especial a Europa, gerando inúmeros problemas emocionais nas pessoas e, no caso da matéria em destaque, nos jovens britânicos, infelizmente ainda estamos longe de alcançar o grau de desenvolvimento deles. Concordo que o Brasil tem mudado, contudo não posso ser ufanista a esse respeito. Não pretendo deixar o meu país e nem tampouco esquiar em Aspen para sentir os ares de “1º mundo”. Temos que colocar na mente que o infortúnio de Jean Charles foi uma fatalidade, não se pode crucificar uma nação devido a esse triste episódio. Tenho amigos que vivem na Inglaterra, têm dupla cidadania e só vêm para o Brasil a passeio. Isso é fato! Muitos brasileiros vivem no exterior, alguns têm tido sucesso e outros não. Quanto a nós que aqui estamos, devemos trabalhar para melhorar o nosso país, mas sem utopias e com os pés no chão.

  7. Jorge Nogueira Rebolla

    3 de janeiro de 2014 7:53 pm

    Bestalhões e abestalhados

    Um efeito colateral sobre a estagnação econômica e a frustração dos desejos hedonistas dos jovens no Reino Unido foi transformado num embate entre ateístas x teístas… deplorável. Isto sem falar no reducionismo ab idiotia de alguns comentaristas…

  8. hugo1

    3 de janeiro de 2014 8:41 pm

    No

    No Future

    http://www.youtube.com/watch?v=dtUH2YSFlVU

  9. regis mesquita

    3 de janeiro de 2014 8:54 pm

    Epidemia já presente no Brasil

    Quando algum pai diz que tem medo do filho usar droga, logo lembro-o que o risco do filho ser um “sem rumo na vida” é imensamente maior.

    Antigamente, a roça e os pequeno negócio familiar absorvia estas pessoas. Atualmente não.

    Portanto, além de terem seu número aumentado, sua absorção pelo mercado de trabalho está bem menor.

    Quando se constitui uma sociedade baseada no desejo, uma parcela fica sem forças para superar a desilusão em cima de desilusão.

    O desejo funciona assim: logo que a pessoa atinge o que desejava, o desejo já está em outro lugar, no futuro. Portanto, está sempre na insatisfação. Uma parcela desiste!

    Precisamos entender melhor o que acontece com crianças que estão sendo criadas em sociedades onde o excesso é rotina. Entendemos o que é a carência, mas ainda estamos engatinhando para entender o que acontece com a mente das pessoas quando são criadas no excesso.

    Abaixo mando um link do meu blog: 

    O excesso acaba com a concentração de crianças e adultos e dificulta a criação de vínculos afetivos

    http://www.psicologiaracional.com.br/2011/10/o-excesso-acaba-com-concentracao-de.html

     

    att,

     

    Regis Mesquita

  10. CELSO ORRICO

    3 de janeiro de 2014 9:11 pm

    entropia alta..

    estamos em um estágio Civilizatório onde o grau de Entropia é alto provocado pelo vazio existencial que atinge de forma vertical a Sociedade..pode ter emprego, notebook, camaro amarelo, smarts phones, casa, comida, escola, saúde, etc etc e não ter nada disso, a insatisfação é a mesma..a droga do consumo em excesso congelou as relações sociais, desvalorizou sentimentos preciosos à Humanidade  e criou uma grande parcela de “zumbis”..é a tal da Pós Modernidade no dizer dos Filósofos onde a desconstruição é um fim em si mesma..

  11. Obelix

    4 de janeiro de 2014 12:57 am

    Prezados e prezadas,
    Parece

    Prezados e prezadas,

    Parece claro que religiosidade pode influenciar na decisão de terminar a vida, ou continuar vivendo. Mas esta não é uma única causa, ou nem tampouco a preponderante.

    Caso contrário, o Japão não estaria entre os países com maior número de mortos por cada cem mil (25). É uma sociedade altamente devotada as suas crenças e aos rituais (inclusive o suicídio).

    A pergunta é: há elementos ambientais que podem desencadear uma onda de suicídios ou de deprimidos propensos a tal gesto?

    Creio que sim. Há tribos amazônicas que manifestaram-se desta forma dramática quando encurraladas pela opressão da destruição de seu espaço antrópico. E todas mantinham seu sistema de crenças.

    Sem incorrer em nenhuma espécie de determinismo climático, amigos meus, que residiram por dois ou três anos na Alemanha, contaram-se que a ausência de sol em países nórdicos traz profunda melancolia àqueles povos, mas como disse, isto é apenas um chute.

    De todo modo, no caso específico da Inglaterra é claro que as condições econômicas têm importante peso na melancolia dos jovens ingleses, mas eu imagino ser mais que isto, afinal, há outros momentos na história recente inglesa (só para citar a II Guerra Mundial), onde a privação foi extrema, potencializada pelo medo dos ataques alemães e a possibilidade factível de invasão.

    Pobreza por pobreza teríamos que colocar nesta lista os países africanos, Cuba, Haiti, etc.

    A perspectiva principal não é a pobreza ou a privação, mas a consciência de que fracassou em um sistema que lhe martelou na cabeça durante anos que o sucesso ou o fracasso são consequências pessoais inegociáveis, e que mesmo em um sistema econômico que destroça empregos e possibilidades, ainda assim, a culpa é sua, principalmente porque ainda há pessoas empregadas.

    Em cada cultura, por óbvio, os limites deste noção de fracasso ou sucesso tendem a manifestar traços específicos: No Japão, não necessariamente o desemprego, mas a traição com a organização que pertence, o não cumprimento de uma missão de extrema importância, ser pego em atos moralmente repugantes, etc.

    Se tomarmos Schopenhauer como parâmetro, em sua obra, O mundo como vontade e representação, onde ele nos diz que viver é sofrer, porque o homem e sua vontade querem sempre, e nunca conseguem aplacar esta vontade de querer sempre mais, podemos dizer, usurpando este raciocínio, que os povos que alcançam a noção que têm tudo (ou quase tudo que é possível), e que não desejam mais nada, ou não veem mais sentido em desejar mais nada, acabam por ter a plena consciência de que suas vidas perderam o sentido, fator crucial nos povos nórdicos, de sociedades seguras, ricas, coesas, com poucos fenômenos ou tragédias naturais que suscitem comoções e reconstruções (e sentimentos solidários), enfim, gozam de estabilidade incomum, como o Canadá.

    Nos EEUU, a desenfreada noção de que nunca é o bastante, e que em algum tempo, nada mais conseguirá preencher a necessidade de consumir mais e mais. Há também episódios relacionados ao fracasso econômico em eventos específicos (crashes no mercado financeiro), investigações sobre o suicida, etc. Outro fator importante são os veteranos de guerra.

    Isto colocado dentro da lógica da individualização extrema proporcionada por anos de neoliberalismo, e que boa parte dos jovens hoje estava dentro do espectro que conhecemos como “geração canguru”, e que agora são quase que chutados para encarar a realidade e a necessidade de custear, ou ajudar a custear parte das despesas familiares, explode em ingredientes sociopatológicos perigosos.

    Não é preciso rememorar que este caldo de sentimentos fermenta até que algum senso coletivo (como ideias extremistas e autoritárias) canalizem esta violência que por enquanto repercute apenas em esferas da individuais (suicídios, crimes em série, vandalismo, etc).

    É possível, portanto, falta de perspectiva em qualquer cenário econômico (riqueza/opulência e pobreza), ou sob qualquer crença ou ausência dela.

Recomendados para você

Recomendados