3 de junho de 2026

A Organização de Cooperação de Xangai delibera pela paz

Por Marco Antonio L.

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Conclusão da Cúpula da Organização de Cooperação de Xangai: “Pela paz. Contra qualquer tipo de intervencionismo”

 
7/6/2012, Xinhuanet, China – Shanghai Cooperation Organization (SCO)
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
 
 
A 12 ª Reunião do Conselho (extendido)  de Chefes de Estados-Membros da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) foi realizada no Grande Salão do Povo, no centro de Pequim, capital da China, 7 de junho de 2012. (Foto: Xinhua /Rao aimin)
 
PEQUIM (Xinhua) – Na conclusão da reunião de cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, hoje, 5ª-feira, os estados-membros assinaram declaração conjunta em que unanimemente rejeitam qualquer tipo de intervenção militar como meio para resolver as graves questões internacionais em vários pontos do mundo.
Nos termos da declaração distribuída imediatamente depois de concluída a reunião, todos os estados-membros da SCO declararam sua oposição a intervenção militar na Síria e rejeitaram a ideia de mudança provocada de regime naquele país.
 
Os estados-membros da SCO também rejeitaram o uso de meios militares para resolver a disputa em torno da questão nuclear contra o Irã e optam por apoiar o diálogo e outros meios diplomáticos.
 
Há inúmeros importantes motivos pelos quais é muito oportuno esse apelo pela paz e pela estabilidade, com apoio à resolução pacífica das questões atuais, em todo o mundo.
 
Por todo o planeta, do Oriente Médio ao Norte da África, conflitos armados e ataques terroristas ainda continuam a fazer vítimas civis inocentes, com muitos países nessas regiões, desde o ano passado, ainda mergulhados no caos e na anarquia.
 
A segurança e a estabilidade dos países reunidos na Organização de Cooperação de Xangai estão intimimamente associadas à segurança e estabilidade nessas regiões. Os líderes reunidos na cúpula da SCO decidem e declaram que só será possível chegar à paz, por meios pacíficos.
 
É experiência sempre repetida na história humana, recente e remota, que responder à violência com mais violência só leva a mais violência e gera ódios difíceis de aplacar.
 
Mais de um ano se passou, desde que as forças da OTAN puseram-se a bombardear a Líbia para derrubar o governo que lá estava. O governo foi derrubado, mas, até hoje, o país continua mergulhado no caos.
 
Não bastasse o exemplo da Líbia, já se passaram mais de dez anos desde que os EUA e seus parceiros na coalizão da OTAN derrubaram o regime dos Talibã no Afeganistão – país que tem fronteiras com vários estados-membos da Organização de Cooperação de Xangai.
 
Embora Washington trace já planos para a retirada, poucos são otimistas quanto à capacidade de o Afeganistão manter-se em segurança por meios próprios, considerada a fragilidade de seu aparelho de segurança e os frequentes atentados à bomba que não param de repetir-se.
 
Por tudo isso, é mais que hora de dizer “não” a qualquer tipo de intervenção militar, porque não se admite que as dolorosas experiências recentes continuem a repetir-se indefinidamente.
 
A reunião de cúpula da Organização de Cooperação de Xangai é a primeira vez que os líderes de todos os estados-membros reúnem-se e manifestam-se, numa só voz, sobre amplas questões internacionais. Com o crescente poder econômico e a indiscutível posição de destaque que ocupa no cenário internacional, esse novo bloco multinacional passa, ativamente, a atuar como força-chave a favor da paz no mundo.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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