Sugerido por MiriamL
Do The Daily Bell
Rússia e China prestes a anunciar o fim da era do dólar americano?
18/5/2014, [*] Jeffrey Berwick
A queda do poder de compra (inflação) do US$ (dólar americano) ao longo do tempo
Por todo o mundo estão acontecendo reuniões de países, com uma meta comum que tem muito a ver com você, seja você ou não cidadão dos EUA: abandonar o dólar americano. Desde o início da crise da Ucrânia, o fim do dólar americano está cada vez mais perto. Movimento após movimento, Rússia e China estreitaram relações e tornaram-se aliadas mais próximas. Exemplos abundam. Para encurtar, aí vão dois exemplos recentes que chamam a atenção.
A Gazprom (maior empresa russa, décima maior do mundo e a maior exportadora mundial de gás natural – controlada pelo Estado, embora tenha ações no mercado [NT]) acaba de lançar títulos na moeda chinesa, o Yuan. Rússia e China assinaram um acordo para a venda de gás. 40 bancos centrais começam a apostar que no futuro, a moeda de reserva será o Yuan.
Até o início de 2014, as histórias sobre o colapso do dólar soavam ainda como maluquices conspiratórias, e pouco efeito tinham sobre a geopolítica. Este ano, tudo mudou. Parece que as nações-estados pelo mundo afora estão se movendo na direção de um mundo pós-dólar americano. Já não é uma questão de “se”, mas de “quando”. E se você não é capaz de entender o passo-a-passo do que virá, há alto risco de acabar chocado e… assombrado.
Já não cabe dúvida de que, tão logo a Rússia, juntamente com seus numerosos aliados, faça o movimento fatal, será seguida por muitas outras nações (várias delas já estão, mesmo, tentando). Por quê?
Porque os EUA são a força mais destrutiva do planeta; e seu calcanhar de Aquiles é o “privilégio exorbitante”, que a maioria conhece como “dólar americano”; e que o Federal Reserve Note [1] chama de só contaram p’rá mim”.
O significado será hiperinflação, caos social, guerra civil, dentre outras desarticulações. Parece-lhes que exagero? Pois, não, não há exagero algum. Para que se tenha ideia de o quanto tudo isso pode ser ruim, péssimo, pense no que já se vê acontecendo em qualquer república socialista “de bananas”; em seguida imagine que piore muito, muito! Por que pioraria “muito-muito”? Porque essas repúblicas “de bananas” não emitem a moeda usada como moeda planetária de reserva.
Os Estados Unidos nada produzem, a não ser o dólar americano – coisa facílima, aliás, de produzir, como se comprovou no Canadá, com o suor de um único canadense. Operação muito, muito simples: o tal canadense emitiu milhões de dólares americanos e os colocou em circulação. Mais: o Canadá preferiu não extraditá-lo; o sujeito vive lá, como homem livre.
Agora, grandes nações-estados pretendem sair juntas do sistema do dólar americano. Um mundo “desdolarizado” – como a Rússia já diz com frequência – pode vir a afetar a vida de milhões de norte americanos.
A Ascensão da Rússia & China
De acordo com A Voz da Rússia, o Ministro russo das Finanças pretende um aumento significativo do papel do rublo russo nas operações de exportação, reduzindo dessa forma as transações fechadas em dólar, no comércio exterior da Rússia. Acredita-se na Rússia que o setor bancário do país está “pronto para lidar com um maior número de transações assinadas em rublo”.
A agência Prime News relata que em abril de 2014 o governo realizou uma reunião que foi integralmente dedicada a encontrar soluções para tirar o dólar das operações russas de exportação. Especialistas de ponta de bancos, governo e setor energético elaboraram nestas reuniões uma série de propostas, perfeitamente efetivas, para responder às tais sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra a Rússia.
A reunião de “desdolarização” foi presidida pelo Vice-Primeiro-Ministro da Federação Russa, Igor Shuvalov: é sinal de que o movimento russo para descartar o dólar é, sim senhor, coisa séria. Depois houve outra reunião, quando se discutiram procedimentos para elevar o número de operações recebíveis em rublo, dessa vez presidida pelo Vice-Ministro das Finanças, Alexey Moiseev. Segundo Moiseev, nenhum dos especialistas e representantes de bancos viu qualquer problema nos planos governamentais para incrementar o comércio com pagamento em rublos. Afinal… o dólar já vem em queda livre desde a invocação do Federal Reserve e a lei relativa ao imposto sobre a renda, em 1913.
Agora, parece que até o pouco que ainda sobra já está por um fio.
A Rússia não está só.
Se não tivesse apoio, a Rússia não estaria tão audaciosa. Outras nações pelo mundo também têm interesse em aderir a um movimento de desdolarização. China e Irã, por exemplo, têm manifestado crescente interesse em levar avante esse plano. Líderes de outros países também já se manifestaram nesse sentido; em todos os casos, bateram de cara contra as conhecidas sanções-“mísseis” dos EUA.
Hoje, a especulação que corre o planeta fala da próxima visita de Putin à China, amanhã, dia 20/5: serão assinados contratos gigantes de petróleo e gás… e talvez sejam assinados com pagamentos previstos em Rublos e Yuans, não mais em dólares americanos. Implica dizer que dentro de uma semana, talvez já estejamos vivendo em mundo muito, muito, muito diferente do que temos hoje [mesmo que o “jornalismo”, os “jornais” e os “jornalistas” OCIDENTAIS absolutamente naaaaaaaaada noticiem dessas notícias radicalmente importantes (NTs)].
Com russófobos controlando a políticaexterna dos Estados Unidos, o ocidente está sem qualquer controle, andando a passos largos em direção ao buraco. Consequência disso é que os EUA prosseguirão, hostilizando cada vez mais a Rússia e outras nações. Com mais hostilidade, mais se fortalecerá a tendência de Rússia, China e inúmeros outros países, pelo mundo, a se separarem do dólar.
O mundo já trabalha hoje para criar uma nova infraestrutura econômica e financeira a qual, simplesmente, ignorará os Estados Unidos.
E, em reação e resposta, o que fazem os EUA? Bombardeiam mais civis. Matam mais gente. Provocam mais guerras.
Verdade é que já não tenho muita certeza de que os EUA consigam manter esse “padrão” hoje, com o mesmo “sucesso” com que o mantiveram há, apenas, uma década.
Bem ou mal, a humanidade começa a despertar para esse estado de coisas. Já aconteceu até de a opinião pública no mundo conseguir impedir que os EUA fizessem mais uma guerra – e a Síria foi salva. A oposição popular certamente impedirá que os EUA façam mais guerras.
Há evidência que todos já veem com clareza e que comprometem hoje terrivelmente as posições que os EUA têm adotado: Rússia e a China jogam xadrez e pensam no bem do mundo. Obama joga damas, bolinha de gude, sabe-se lá o que joga; e não pensa no bem do mundo.
A China já queria nova moeda de reserva, desde 2013
Japão e Índia já têm um acordo para moeda de reserva própria, desde 2011.
No Golfo Pérsico os árabes, junto com China, Japão, Rússia e França, já planejam pôr fim aos negócios de petróleo feitos pelo dólar americano; e trabalham para pôr no lugar desse dólar uma cesta de moedas que pode incluir o Iene japonês, o Yuan chinês, ouro, Euros e uma nova moeda unificada especialmente pensada para uso das nações do Conselho de Cooperação do Golfo (o que incluiria nessa negociação/nova cesta de moedas, também Arábia Saudita, Abu Dhabi, Kuwait e Qatar).
O fim do sistema monetário como o conhecemos
Estamos na iminência de uma mudança massiva nos parâmetros do sistema monetário mundial… todos os especialistas sabem disso (é absolutamente claro que sabem!), mas o “noticiário” prossegue como se nada estivesse já acontecendo. Empresários norte-americanos ou gastam ou mentem que gastam como se os EUA estivéssemos em plena recuperação econômica. Cidadãos dos Estados Unidos continuam gastando dinheiro ou mentindo que gastam e em todos os casos continuam poupando pouco, talvez com a mesma expectativa que os empresários. Os investidores continuam a investir ou a mentir que continuam a investir como se tudo estivesse às mil maravilhas.
Parece que todos esses atores têm dificuldade para contextualizar e apreender a verdade sobre a economia dos EUA. E essa verdade é a seguinte: os EUA devem tanto, tanto, tanto, que a mente humana não tem meios para compreender a sua real extensão desse endividamento. E a imprensa-empresa comercial, que existe para desinformar, desinforma o mais que pode e completa o serviço de ensinar a des-compreender (seja o que for).
O capital exposto ao risco de ser queimado, virar fumaça, é da ordem de trilhões de dólares. O mundo ocidental corre o risco de entrar numa era sombria, que o futuro conhecerá, durante séculos, como o “Grande Colapso”. Bem contados, não chega a 1% dos cidadãos o número dos norte-americanos e norte-americanas que se pode acreditar que saibam disso e compreendam com clareza o movimento.
Essa minoria, sim, entende o que está acontecendo; mas tem ativos em bens tangíveis e internacionalizados [metais preciosos fora do sistema financeiro] e terão boa chance de sobreviver bem às mudanças que certamente virão.
Nunca foi mais importante, necessário, prioritário, vitalmente decisivo, desligar a televisão e não tomar conhecimento do que a imprensa-empresa comercial “informe” ou “noticie”. Cada um terá de fazer as próprias contas e assumir o controle da própria situação financeira.
[*] Jeffrey Berwick define-se como anarcocapitalista libertarista. Lutador [de luta-livre] contra o que considera dois dos maiores inimigos da humanidade: o Estado e os Bancos Centrais. Atualmente é Editorialista do The Dayly Bell, Fundador do site The Dollar Vigilante, CEO da TDV Mídia e Serviços.
Nota dos tradutores
[1] Em explicação muito resumida: o dinheiro (divisa) americano não é emitido pelo governo americano, mas pelo Federal Reserve Note (que o empresta ao governo dos EUA) e que na realidade é um banco PRIVADO, propriedade de um poderosíssimo grupo de banqueiros internacionais que o manejam conforme seus interesses. Para entender melhor acesse: “Já é matematicamente impossível liquidar a dívida nacional dos EUA”

anarquista sério
21 de maio de 2014 6:23 pmFalta de assunto?
Como
Falta de assunto?
Como todas moedas do planeta, um dia acabaram e foram modificadas.
Mas não ENAUANTO a China for a maior credora dos E U A
”Desde o início da crise da Ucrânia, o fim do dólar americano está cada vez mais perto. ”
É mesmo , é?
E seia substituido pelo que? Pelo Rublo?
Muitas e muitas gerações ainda viverão com o dólar como moeda principal do mundo;
Nem o euro deu certo.
Mas um dia……..com certeza.
Quando?
Quando Sargento Garcia prender o Zorro.
E um dia prenderá.
basílio
21 de maio de 2014 6:36 pmSe isso ocorresse de fato
Se isso ocorresse de fato em médio prazo, o que duvido, quem iria financiar aquela dívida pública trilhionária?
Quem iria financiar a desinteressada introdução da democracia capitalista em países como o Vietnam, a Líbia, o Iraque, o Afeganistão e tantos outros?
Introduzindo a democracia ocidental e cristã mundo afora
Ou será que é só mais um artigo urdido artificialmente pelo sistema econômico-militar, e/ou suas agências, como uma suposta e imaginária ameaça iminente ao sistema capitalista pretensamente democrático dos EUA, tendo como fim único o pretexto de no futuro justificar ações injustificáveis?
rafaelbianchini
21 de maio de 2014 6:47 pmWishful thinking sem fundamento
Nassif,
O autor apresenta uma série de falácias sobre a derrocada do dólar:
1. A impressão de papel moeda é algo secundário, pois mais de 80% do dinheiro é eletrônico, está depositado em contas no FED;
2. O centro do mercado interbancário mundial é Nova Iorque e, como afirmado no item 1, o que realmente importa é o mercado interbancário; Para tirar a hegemonia do dólar, é necessário tirar o interbancário mundial de Nova Iorque e não há sinais de que isso será feito tão rápido;
3. Disparado que o maior mercado de derivativos do mundo é Chicago. Derivativos determinam os preços à vista e a esmagadora maioria dos derivativos tem o dólar em pelo menos uma das pontas; A Bolsa de Nova Iorque também é a maior do mundo;
4. A maior parte das reservas dos emergentes são títulos da dívida pública dos estados Unidos. A diversificação é residual e na margem;
5. A moeda central do mundo depende da perspectiva de crescimento de uma economia. A dos Estados Unidos é a que vem apresentando performance regular entre os países desenvolvidos. Todas as outras grandes economias de países ricos ou estão em recessão, ou estagnadas. A economia da Rússia têm crescido pouco nos últimos anos. A China vai se tornar maior economia do mundo, mas a renda per capita ainda é inferior à média mundial;
6. China até pode se tornar maior economia do mundo, mas ela depende, em grande medida, de vendas aos Estados Unidos;
7. Se a China produz tudo, o centro de inovações mundiais ainda são os Estados Unidos;
8. Mesmo em se tratando das empresas da nova economia, os Estados Unidos estão bem posicionados, com as sedes de Google, Apple, Amazon etc.
Em suma, o autor se baseia em movimentos marginais para defender a derrocada do dólar, mas o fato é que nenhuma grande economia mundial chega perto da renda per capita dos Estados Unidos. Isso sem entrar na discussão da hegemonia militar norte-americana…
João Alexandre
21 de maio de 2014 9:29 pmLehman Brothers
Se alguém dissesse que o Lehman Brothers estava prestes a ir a falência em meados de 2008 ninguém acreditaria e ainda diria que era uma falácia baseada na nota AAA da Standart & Poor’s ou Aaa da Moody’s…
Motta Araujo
22 de maio de 2014 1:36 amNão confunda micro economia,
Não confunda micro economia, relativa a uma empresa, com macro economia, relativa ao mundo.
Motta Araujo
21 de maio de 2014 10:46 pmMeu caro, não perca seu
Meu caro, não perca seu tempo, aqui não querem a realidade, só funcionam na pura crença ideologica. Já foi decretado o fim do dollar na crise de 1929, depois quando Nixon retirou o padrão ouro do dolla em 1973, nas duas crises do petroleo, na crise do Iraque, eles acham que cria-se uma moeda reserva só por querer, dizer que o yuan será moeda reserva é de morrer de rir, o lastro do yuan é o Tesouro dos EUA, as reservas chinesas estão lá. O que garante a moeda são as INSTITUIÇÕES, não é o papel impresso, quem confia em um Tribunal chinês, aliás nem existem, a China NÃO é uma Democracia, é uma ditadura e o ditador de plantão pode decretar qualquer coisa. A aceitação de uma moeda depende de politica, de confiabilidade institucional, de poder geopolitico. O dollar é a mesma moeda de 1776, não foi alterada, se desvaloriza com o tempo mas não por decreto de algum politico.
Pode-se pagar um hotel em dollar no Cazaquistão, na Patagonia, em Moçambique, na Mongolia, será que aceitam yuan?
Gunter Zibell - SP
22 de maio de 2014 12:22 amNão perca seu tempo (2)
Essas fantasias sobre o dólar são sempiternas.
Gão
22 de maio de 2014 12:38 amInverte causa e efeito e não refuta os argumentos do texto
Antes de mais nada trata se de um simples fato que foi solenemente anunciado por autoridades de potências poderosíssimas, eles deixaram o dólar de lado, simples assim nego, negar essa realidade explícita é o verdadeiro Wishful thinking , foi uma decisão tomada, será cumprida e está sendo cada vez mais imitada mundo afora.
O primeiro item é irrelevante para a manutenção do poder do dólar, a maioria dos outros itens são consequência de uma moeda e economia sólidas, o que não existe mais, o declínio é certo, quanto a relação EUA-China, porque a China depende dos EUA ? pra obter dólar. porquê ? porquê o dólar é forte, porque ele compra matérias primas, se a china compra por aí sem precisa de dólar, babau! GAME OVER , os EUA precisam do dólar forte pra quê ? pra comprar bugingangas mas não tem mercadorias pra negociar já que as fábricas foram pra china e depende que se aceite o dólar que eles simplesmente criam, assim exploram o mundo.
Explicando aqui como se os leitores tivessem dois aninhos porque como o camarada aí embaixo falou, as vezes não adianta muito explicar.
drigoeira
21 de maio de 2014 8:44 pmMiriamL = Miriam Leitão?
Então é por isto a credibilidade do post.
João Alexandre
21 de maio de 2014 9:18 pmCERTEZA INEXORÁVEL
” Estamos na iminência de uma mudança massiva nos parâmetros do sistema monetário mundial… todos os especialistas sabem disso (é absolutamente claro que sabem!), mas o “noticiário” prossegue como se nada estivesse já acontecendo.” EXATAMENTE! E não se trata de meras “posssiblidades” como propõe o título do post, mas de uma certeza inexorável, e isto no curto prazo.
Alexandre Weber - Santos -SP
21 de maio de 2014 10:40 pmPenso que o desarranjo na economia é o verdadeiro problema
Sem o Dólar as pessoas continuarão por ai, bem como empresas, bens e tudo o mais.
Não deixarão de comprar e vender bens e serviços.
Mas então não muda nada? Claro que muda.
Muda quem vai ganhar o poder de emitir a nova moeda mundial e sacar a descoberto como os atuais donos do Dólar fazem.
Aí o bicho pega.
A rodada de Doha era o forum certo, na minha humilde opinião e da professora Vera, para que um novo equilíbrio fosse negociado diplomaticamente.
O USA preferiu os QE e agora a operação casada com a Bélgica fora dos livros.
Se fosse eu, não entregava no mole o privilégio.
Arriscar o reset total, ai sim, impactaria todo mundo no planeta. Vale a pena?
Vivemos em tempos interessantes.
Alexandre Weber - Santos -SP
21 de maio de 2014 10:48 pmPalhaçada bancária, Modelagem
Palhaçada bancária, Modelagem Mística e o porque Paul Krugman
ter, 20/05/2014 – 19:37
Banking Buffoonery, Modeling Mysticism And Why Paul Krugman Should Be Sweatin’ Bullets
Submitted by Tyler Durden on 05/20/2014 18:11 -0400
Submitted by F.F.Wiley via Cyniconomics blog,
We have a few things to say about the recent debunking of established monetary theories.
In case you missed it, the Bank of England issued a report in March explaining that standard textbooks get money and banking all wrong.
The authors point out that banks don’t wait for deposits before making loans, as often claimed by academics. It’s the other way around. Banks create new deposits when loans are made, for this is how loan proceeds are delivered to the ultimate recipients. The fact that deposits then slosh around from bank to bank has no bearing on future loan issuance, which is always matched with newly-created, not old, deposits.
Moreover, the role of bank reserves is badly botched by academics. Central banks don’t use the monetary base (currency plus reserves) as a tool to constrain lending, contrary to textbook descriptions of the so-called money multiplier. Rather, bank reserves are supplied by central banks “on demand”. The authors explain that policymakers normally don’t “fix the amount of money in circulation, nor is central bank money ‘multiplied up’ into more loans and deposits.”
The media conveyed these points with unusual excitement for such a bland topic. But the bigger story goes beyond banking fallacies to a between-the-lines message about economic modeling.
Effectively, the BoE joined forces with the rebels in economics who’ve long argued that standard models are bunk. To see the connection, you only need to recognize that bank lending isn’t pure financial intermediation as assumed by modelers (leading them to ignore banks entirely), but a direct stimulant to spending because it creates purchasing power without prior savings.
Moreover, the BoE’s report discredits many well-known pundits, some more so than others. We’ll pick on one from the “more so” category: Paul Krugman.
Krugman is an obvious choice, for two reasons. First, we don’t expect his favorite methods to survive the BoE’s truthiness, as we’ll argue in a moment. Second, he’s surely one of the nameless “commentators and bloggers” referenced in the report, and whom the authors would like to set straight.
A fight that Krugman wishes he’d never picked
Consider the brouhaha that followed Krugman’s claim, in a 2010 paper co-written with Gauti Eggertsson, that he had built a model channeling the late Hyman Minsky. Apparently, Krugman had never read Minsky, or maybe he did but didn’t quite comprehend what he was reading. Minsky rejected
the fallacies that Krugman embraces.
Here are a few telling pieces of the long exchange triggered by Krugman’s paper, beginning with the prominent Minskyite, Australian economist Steve Keen
:
Keen: [N]eoclassicals like Krugman read Minsky, and then proceed to build equilibrium models without banks, and think they’re modelling Minsky. … No they’re not: they’re creating an equilibrium-obsessed Walrasian hand puppet and calling it Minsky. … One key component of Minsky’s thought is the capacity for the banking sector to create spending power “out of nothing”—to quote Schumpeter.
KRUGMAN: I guess I don’t get that at all. If I decide to cut back on my spending and stash the funds in a bank, which lends them out to someone else, this doesn’t have to represent a net increase in demand … Banks don’t create demand out ofthin air any more than anyone does by choosing to spend more; and banks are just one channel linking lenders to borrowers.
Keen: [T]he empirical evidence overwhelmingly supports the case Krugman is trying to dismiss out of hand, that banks can and do “create credit out of thin air”, with the supposed regulatory controls over their capacity to do so being largely ineffective.
KRUGMAN: I often see the view that banks can create credit out of thin air. There are vehement denials of the proposition that banks’ lending is limited by their deposits, or that the monetary base plays any important role; … This is all wrong … any individual bank does, in fact, have to lend out the money it receives in deposits.
Commenter Dan Nile: I have worked in bank lending. Bank loan investors can in fact write checks out of thin air … they are different from other financial intermediaries in having the privilege of issuing credit (fungible with currency) at will.
Commenter Ron T: Ms Kaminska from FT Alphaville laughs at one chap who “just discovered” that banks create money ex nihilo. She says this could have been “news” in 1913. Apparently, it is still news to Swedish Bank prize laureates 100 years later… Bankers know this full well, the street knows this, time for the ivory tower to catch up.
Commenter Neil Wilson: I strongly suggest you spend some time at a bank and understand how they actually conduct operations … There is no reserve limit … Failure to understand the buffering nature of banks *will* lead you to the wrong economic model. This is why you missed the great crash.
Commenter hangemhi: Paul – no shouting, and you’ve been rebutted, quite convincingly, about 20 times in 29 comments. What’s your reply?
KRUGMAN (replying to commenters): It’s obvious that many commenters don’t get the distinction between the proposition that banks create money — which every economics textbook, mine included, says they do (that’s what the money multiplier is all about) — and the proposition that their ability to create money is not constrained by the monetary base. Sigh.
Scott Fullwiler: Krugman demonstrates that he has a very good grasp of banking as it is presented in a traditional money and banking textbook. Unfortunately for him, though, there’s virtually nothing in that description of banking that is actually correct.
We doubt that Krugman recognized how silly he looked when he called his adversaries “banking mystics” – the title of his second post excerpted above. Maybe he does now, though, considering that the mystics are backed by the authority of none other than the Old Lady of Threadneedle Street.
Modeling mystics
Once again, though, the bigger issue has to do with the way that banking feeds into models. Krugman’s challenge is that he hitched himself to the model that defined macroeconomics for three decades after World War 2 – the IS-LM model.
His more mathematical peers can hide behind the jumbles of equations known as DSGE models, which rule academia today. DSGE modelers can tweak assumptions and equations at will to deflect criticisms, even as none of their formulations actually work.
But Krugman swears by a framework that looks just as it did when introduced by Sir John Hicks in 1936, and one that’s easily explained to a layperson.
In Hicks’s IS-LM model, central banks are assumed to control the money supply, private banks are treated as mere intermediaries in the credit markets, and these two sides of the economy are thought to be separate and distinct. With these assumptions, IS-LMers can claim to find a happy equilibrium that brings together the presumably independent markets for money and credit.
If you believe in the model, you also have to believe textbook concepts such as:
“Banks are just one channel linking lenders to borrowers.”“Banks don’t create demand out of thin air any more than anyone does by choosing to spend more”“Banks’ lending is limited by their deposits.”“Money is constrained by the monetary base.”
Conversely, if you understand that textbooks aren’t valid and money and credit markets are anything but independent, it’s ridiculous to put any faith in IS-LM. And while the model isn’t mentioned anywhere in the BoE’s report, it’s easy to make the connection.
The Old Lady will get her way
Make no mistake, the report got Krugman’s attention, notwithstanding his cool-as-a-catresponse (which skirts the issues at hand and ignores the contradictions between his well-documented positions and the BoE’s reality check).
As possibly the profession’s loudest IS-LM advocate, he knows the stakes.
Even without the BoE, he was fighting a losing battle, considering the increasing attention on banks after the Global Financial Crisis. This was one takeaway from the early 2012 debate excerpted above. While most people interested in the economy are busy searching for the reality that lurks behind failed theories, Krugman defends the same old, same old, based on the inaccurate claim that bank lending is no different than other forms of credit creation.
With the BoE’s report, we expect economists to leave Krugman’s side more rapidly than they otherwise would. It’s uncomfortable to take a position on monetary matters that contradicts the world’s second oldest central bank and the first with a monopoly on currency issuance. Old-time Keynesians and Monetarists using IS-LM can easily ignore private bankers who point out that their assumptions aren’t valid, but the BoE is a different story.
What’s more, misconceptions about banking aren’t the only problems with the way that economists use IS-LM. The model was unhelpful from the start, as more or less agreed by Hicks when he called it nothing more than a classroom gadget. In time, we expect the rest of the profession to join Hicks in condemning the notion that IS-LM has any practical value. It may take awhile to weed out the stubborn holdouts, but if we’re right in expecting the demise of Krugman’s economics, it’ll be well worth the wait.
(Click here for an appendix with more discussion of the IS-LM model. Also, for empirical analysis of the differences between bank lending and other types of credit, see our earlier post, “3 Underappreciated Indicators to Guide You Through a Debt-Saturated Economy,” and the accompanying “technical notes.”)
Tens of Millions Will Lose Their Jobs
by Bill Bonner, Chairman, Bonner & Partners

Baltimore, Maryland
Tuesday, 20 May 2014
Not much action in stocks… or gold… yesterday. So, let’s go back and see what we’ve figured out recently. For one thing: The middle class can no longer afford a middle-class lifestyle.
We’ve also confronted an awkward truth: America is more of an oligarchy than a democracy. A recent university study found that Washington often snubs the will of the democratic majority to serve the desires of the dirty dealing special interest groups.
And we coined a new word – “poligarchs” – for the teeming masses who enable it.
Former World Bank economist and author Richard Duncan came to visit yesterday. You may recall Duncan has developed an interesting theory about how excess liquidity affects asset markets:
“Milton Friedman said it was the supply of money that mattered. But he based that view on his analysis of the Great Depression. He was right. But about 40 years ago, credit money started to replace real money. Now, it’s not the supply of currency that matters. It’s the supply of credit.” And here, we simplify Duncan’s conclusion: As long as credit is increasing at a healthy rate, markets and GDP go up. When they don’t increase, expect recession and bear markets.
Cheap Beer and Cable TV
Credit expansion began when Ike Eisenhower was still on the golf course. It has been expanding ever since, with more than 50 times as much today as back then. And today, finance and industry – not to mention asset prices – depend on it as though it were cheap beer and cable TV. Cut it off, and the economy goes into a gloomy funk. Says Duncan:
“The Fed knows credit must expand, or we have a depression. And today, debt levels are so high that a depression would be catastrophic. The disaster would be worldwide, not just in the US. And people would die.
“Because a depression in the US would mean tens of millions… maybe hundreds of millions… of people in China and Southeast Asia would lose their jobs. Businesses would go broke. Governments would go broke. People living at the margin – with no savings – would soon be desperate. I don’t think our civilization would survive.
“That’s why the Fed will not allow a real credit contraction.”
For the moment, the sun still shines and credit is still expanding. Asset prices are still going up. But all that is set to change. Duncan:
“In the third quarter, excess liquidity will fall sharply. We should see much more volatility in asset prices. My guess is that before the end of the year we’ll see a disturbing drop in the stock market. The Fed will pause… interrupting its “taper” program. Then, depending on how markets react, it will probably hint at another QE program for 2015. That should send markets back up.”
Pilfering and Squandering
Duncan sees the situation much as we do. Up to a point. He sees the dependence on ever-expanding debt. He sees the catastrophe that comes when debt expansion stops. He expects, as we do, that the Fed will respond with more QE.
All right so far. But he lacks our deep cynicism and insensitivity. He sees the tunnel, but he thinks he sees a flicker of light at the end of it.
“Governments can still borrow… and still expand credit. One way or another, they are going to try to keep the credit expansion going. So, instead of throwing money away, they might as well invest in things that might expand future output – new technology, new infrastructure, and new industries.”
Ah… but that ignores the oligarchs, poligarchs and the nature of government. Government’s primary concern is not to protect its citizens or their economy. Instead, it aims to transfer more power, status, and wealth to the elite who control it (the oligarchs).
And to do that, it must keep the masses (the poligarchs) sedated. As Charles Hugh Smith, chief writer at OfTwoMinds.com, explains:
The State has two core mandates: enforce quasi-monopolies and cartels for private capital, and satisfy enough of the citizenry’s demands for more benefits to maintain social stability. If the State fails to maintain monopolistic cartels, profit margins plummet and capital is unable to maintain its spending on investment and labor. Simply put, the economy tanks as profits, investment and growth all stagnate. If the State fails to satisfy enough of the citizenry’s demands, it risks social instability.
The feds will be the borrowers of last resort. But the money won’t be invested in a brighter future. It will be pilfered and squandered.
And then what?
Tune in tomorrow…
Brasileiro aguerrido
21 de maio de 2014 11:09 pmO lastro do dólar
O Dólar era
O lastro do dólar
O Dólar era lastreado pela confiabilidade norte americana. Por sua produção industrial. Por suas leis que favoreciam o capital e o resgate de seus títulos.
Mas tudo isto está acabando. A produção industrial norte americana foi para a China. As leis de confiabilidade acabaram com a revogação da lei Glass Steagall, que gerou a crise Americana. A confiabilidade se foi.
O único argumento que os EUA ainda possuem é seu arsenal militar. Misseis intercontinentais nucleares, drones, sonares de alta potência e tudo o mais. E isto é muito perigoso, porque se contrariados e começando a perder o jogo da geopolítica, o Pentágono pode tentar resolver no grito. O que daria uma 3° guerra mundial, só que desta vez com armamento atômico.
[email protected]
22 de maio de 2014 3:07 amPutz que maluquice. Comparar
Putz que maluquice. Comparar china a estados unidos e a moeda dos dois países é desconhecer os dois. A china sem os estados unidos é menos da metade. Basta o presidente americano criar um embargo que as fábricas que produzem na china mudam para a Índia e a china quebra. A maior interessada na saúde americana é a própria china.
Emilio GF
22 de maio de 2014 2:18 pmE se a China…
Vender todos seus títulos do Tesouro Estadunidense? E parar de comprá-los?
[email protected]
27 de janeiro de 2016 8:01 pmConcordo plenamente que e
Concordo plenamente que e total maluquice. Tendo em vista que esse artigo foi publicado em 2014 e que essa desdolarizacao nao ocorreu ate agora. No momento e dolar tem uma super alta que e ate nociva para a economia americana. Hj eu vi uma seria de postagens sobre esse mesmo assunto, repetindo quase que literalmente o que esta escrito nesse texo. Ou seja, na Internet nada se cria, tudo se copia ou se recicla.
Serralheiro 70
22 de maio de 2014 3:10 amValor do dólar.
Quem já acompanha a evolução do planeta terra de longa data pode ter na sua memória carrões americanos por US $ 2000.00 ou imaginar grandes afortunados com a posse de US $ 1 000 000 .00 . Desde a década de oitenta enquanto Reagan elocubrava sua política econômica , ouvia de meu amigo Damaso que o mundo iria se dar conta que dólar eh só um papel e seu valor puramente simbólico. O mesmo já pensou De Gaule quando resolveu lastrar sua operações econômicas em ouro. O momento atual não favorece acreditar que o dólar americano possa ser reserva monetária por muito tempo. No ato que a China se torna o principal ator econômico no mundo, certamente isto vai ditar o quanto de sobrevida terá o dólar como papel de reserva monetária.
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27 de janeiro de 2016 8:35 pmTunel do tempo
Muito interessante essa materia. No cenario atual, Janeiro de 2016 nenhuma dessas previsoes se cumpriram. O dolar esta super alto e forte e o barril de petroleo a menos de 50 dolares. A economia Americana saiu da recessao e esta em expansao e a Russia e China nao conseguem voltar ao patamar que estavaem ha alguns anos atras. Aprendam a licao, essas previsoes sem coerencia so servem para servirem de piada no futuro.
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27 de janeiro de 2016 8:35 pmTunel do tempo
Muito interessante essa materia. No cenario atual, Janeiro de 2016 nenhuma dessas previsoes se cumpriram. O dolar esta super alto e forte e o barril de petroleo a menos de 50 dolares. A economia Americana saiu da recessao e esta em expansao e a Russia e China nao conseguem voltar ao patamar que estavaem ha alguns anos atras. Aprendam a licao, essas previsoes sem coerencia so servem para servirem de piada no futuro.
Maria julieta Gomes
2 de maio de 2018 12:01 amEle acertou
Kkkkkkkkkkkllll diz isso agora , o cara acertou tudo o o o! !!