28 de junho de 2026

Brasil envia quarto voo humanitário à Venezuela enquanto famílias cobram maquinário pesado nas buscas

Com mais de 1.400 mortos e 50 mil desaparecidos, operações de resgate enfrentam dificuldades logísticas; missão brasileira de 130 agentes já resgatou ao menos duas pessoas com vida
Crédito: Jesus Vargas/ Getty Images

Terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 na Venezuela deixaram 1.430 mortos e mais de 3.000 feridos, segundo autoridades.
Brasil envia 4º voo humanitário com 35 bombeiros e especialistas para reforçar buscas no estado de La Guaira.
Mais de 1.600 socorristas internacionais atuam na Venezuela; governo decretou estado de emergência nacional.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Quatro dias após os terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 que devastaram partes da Venezuela, as operações de busca e resgate avançam sob pressão crescente de familiares que cobram mais agilidade e maquinário pesado para remover os escombros. O balanço mais recente das autoridades venezuelanas aponta 1.430 mortos, mais de 3.000 feridos e 3.100 desabrigados, mas organismos internacionais alertam que os números devem crescer. A ONU estima que mais de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas e que cerca de 6,8 milhões foram afetadas pelos tremores, 2 milhões só na região de Caracas.

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Nas ruínas de um edifício na cidade de Caraballeda, moradores com parentes desaparecidos expressaram frustração com o ritmo das operações. “Precisamos de máquinas. Todos esses detritos são pesados; eles não podem movê-los sozinhos. Simplesmente não conseguem”, disse Ana Ancheta, cujo familiar ainda não foi localizado. O engenheiro Alejandro Serrano, de 33 anos, relatou “forte cheiro de morte” no local e afirmou que operadores de máquinas prometidos para ajudar a limpar os escombros ainda não haviam aparecido.

Missão brasileira

O Brasil confirmou neste domingo o envio de um quarto voo humanitário à Venezuela. A aeronave parte da Base Aérea de Guarulhos com 35 bombeiros militares de São Paulo e Minas Gerais para reforçar as equipes que já atuam principalmente no município de Vargas, no estado de La Guaira, uma das áreas mais atingidas.

Ao todo, cerca de 130 agentes brasileiros estão no país desde sexta-feira. A missão, coordenada pelo diretor de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional, Armin Braun, inclui bombeiros, cães farejadores e especialistas da Anatel para localizar celulares de possíveis vítimas sob os escombros.

Apesar das dificuldades logísticas, os brasileiros já resgataram ao menos duas pessoas com vida e atuam no resgate de uma criança soterrada.

Os três voos anteriores levaram equipes de busca, hospital de campanha, purificadores de água, kits de medicamentos e módulos complementares de infraestrutura hospitalar. A operação é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.

Em entrevista à GloboNews, Braun destacou que a prioridade é encontrar sobreviventes. “Já acompanhamos casos de pessoas resgatadas após uma semana ou até dez dias. Se houver acesso à água, um espaço de sobrevivência sob os escombros ou boas condições físicas, as chances aumentam”, afirmou. Segundo ele, a reconstrução da infraestrutura das áreas atingidas pode levar mais de um ano.

Ajuda internacional

Mais de 1.600 socorristas de diferentes países chegaram à Venezuela neste sábado em 17 voos, segundo o vice-ministro venezuelano Oliver Blanco, que anunciou a chegada de mais 25 aeronaves nas próximas 24 horas. Equipes do México, Estados Unidos, Espanha, Colômbia, Chile, Suíça, Equador, El Salvador, República Dominicana e Panamá já se juntaram às buscas.

Os dois terremotos ocorreram na noite de quarta-feira (24), com menos de um minuto de diferença, e foram seguidos por pelo menos 20 réplicas. Os tremores provocaram o desabamento de prédios e casas em Caracas e em outras cidades, levando o governo venezuelano a decretar estado de emergência nacional.

*Com informações do g1 e CNN.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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